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Entrada gratuita: Exposição sobre Línguas africanas no Brasil está em cartaz no Palácio Anchieta

Com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana, mostra destaca a influência de idiomas africanos no português falado no Brasil

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O Museu Vale, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, traz para o Espírito Santo a exposição Línguas africanas que fazem o Brasil, em cartaz no Palácio Anchieta até o dia 14 de dezembro. Recorde de público do Museu da Língua Portuguesa desde sua reabertura, com mais de 240 mil visitantes em São Paulo, a exposição gratuita chega a Vitória como uma iniciativa do Instituto Cultural Vale. Com a curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana, investiga as influências das presenças africanas que se manifestam nas linguagens, no vocabulário e na pronúncia do português falado no Brasil. A edição em Vitória ganha também a contribuição inédita de artistas capixabas.

A exposição está aberta para visitação de terça a sexta-feira, das 8h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h, com classificação livre, e conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição, libras e acessibilidade motora. As visitas educativas para escolas podem ser agendadas nos telefones (27) 3636-1031 e (27) 3636-1032 ou pelo e-mail educativo.mv@institutoculturalvale.org. 

A configuração do português falado no Brasil, seu vocabulário e a maneira de pronunciar as palavras, tem influência profunda das línguas presentes na África Subsaariana, como o iorubá, eve-fon e as do grupo bantu. Trata-se de uma história e de uma realidade legadas por cerca de 4,8 milhões de pessoas africanas trazidas de forma violenta ao país entre os séculos 16 e 19, durante o período do regime escravagista. Além da língua, essa presença pode ser sentida em manifestações culturais como a música, a arquitetura, as festas populares e rituais religiosos. 

Na exposição, produções audiovisuais, instalações sonoras, símbolos Adinkra (utilizados como sistema de escrita pelo povo Ashanti) e materiais como búzios são alguns dos elementos que se encontram em um espaço de memória e celebração, conectando passado e presente, oralidade e escrita. Assim, o resultado é uma experiência imersiva que reconhece e valoriza as heranças afrodiaspóricas em constante transformação.

Obra Castiel Vitorino – Crédito Felipe Amarelo

Segundo a diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, é de extrema importância trazer para o Espírito Santo uma mostra que conecta história, identidade e cultura. “Essa exposição é uma forma de ampliar o acesso do público capixaba a uma experiência cultural única, que valoriza a diversidade e reconhece a força das raízes africanas na formação do Brasil. É uma oportunidade de reconhecer a pluralidade de vozes, palavras e símbolos que compõem a riqueza cultural brasileira, marcada pela força da ancestralidade”, explica. 

Nesta edição realizada pelo Museu Vale, além de obras de artistas que fizeram parte da primeira montagem em São Paulo, como J. Cunha, Aline Motta, Rebeca Carapiá e Goya Lopez, o olhar se volta para o território capixaba, com a participação de três artistas: Castiel Vitorino Brasileiro, Natan Dias e Jaíne Muniz. A articulação dessas narrativas, aliada ao diálogo com educadores, comunidades e paisagens locais, reforça a identidade enraizada no Espírito Santo. 

A artista plástica, escritora e psicóloga Castiel Vitorino Brasileiro apresenta Me basta mirarte para enamorarme otra vez, um estudo sobre abstração caligráfica. De linhagem Bantu Brasileira, ela explora seu pertencimento étnico em desenhos que se assemelham a cosmogramas bakongos, desenhos sagrados da umbanda e diagramas de outras diásporas de etnias Bantu.

Já o artista multidisciplinar Natan Dias pesquisa sobre a confluência dos materiais e suas tecnologias, e o deslocamento da memória no espaço-tempo. Sua obra faz parte da série Movimento, na qual as peças de ferro pulsam como corpo coletivo, na definição do artista. 

E a artista visual e pesquisadora Jaíne Muniz constrói narrativas abstratas com elementos da terra, buscando uma reformulação da existência preta e dissidente de gênero. Nas obras Ser-horizonte e O que a água levou, a artista afirma a terra, a água e o vento como forças e cria linguagem no entrelaçamento de corpo e paisagem.

A exposição também conta com a participação especial do artista plástico Rick Rodrigues, que bordou 17 palavras incorporadas ao português oriundas de línguas africanas, apresentadas em bastidores de madeira. Serão destacadas palavras como marimbondo, dendê, canjica, minhoca e caçula, e seus significados. 

Exposição Línguas africanas que fazem o Brasil – Itinerância Espírito Santo

Visitação: até 14 de dezembro 

Horários: de terça a sexta-feira, das 8h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h

Local: Palácio Anchieta – Praça João Clímaco, s/n – Centro, Vitória – ES

Entrada gratuita e Classificação Livre

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Shows

Cantor e compositor Fabriccio apresenta o show ‘Vitória’ no Sesc Glória

Com apresentações nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro, o artista capixaba celebra suas raízes e influências em espetáculo imersivo que une MPB, ritmos afro-brasileiros e sonoridades contemporâneas

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O Centro Cultural Sesc Glória recebe o cantor, compositor e produtor musical Fabriccio para o show “Vitória”, no Teatro Virgínia Tamanini, nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro. A apresentação promete um convite afetivo ao universo do álbum “Vitória”, lançado em 2024, celebrando a vivência do artista como capixaba e expoente da nova MPB. Com valores a partir de R$ 15, os ingressos já podem ser retirados na Plataforma Let’s Events, ou na Bilheteria do Sesc Glória.

O espetáculo traz a ilha e a capital capixaba como plano de fundo para narrativas sobre afeto, ancestralidade, memórias e inseguranças. Junto com o cantor Fabriccio, sobem ao palco Henrique Paoli (bateria e sampler), Bruno Chico (baixo), Jay San’t (guitarra), Jone BL (dj), e Vitor Lima (saxofone e flauta), criando uma mistura de timbres digitais e orgânicos, além de três participações especiais da cena local: Ada Koffi, André Prando e Borabaez.

Fabriccio. Foto de @jefdelgado

O repertório conta com o álbum na íntegra, com arranjos exclusivos para agregar a experiência ao vivo e a imersão do público na musicalidade, nas histórias compartilhadas nas letras, somadas com algumas músicas marcantes da trajetória do artista dos primeiros lançamentos até o álbum “Vitória”.

Sobre o artista

Natural de Vitória (ES), Fabriccio é cantautor (um músico que escreve, compõe e interpreta as próprias canções) e produtor de seus próprios projetos.  Sua trajetória alcançou projeção internacional desde o EP Desajeito (2012), cuja faixa “Feito Tamborim” integrou a coletânea britânica Amplificador: Música Brasileira “The 10’s generation”, ao lado de nomes como Curumin e Abayomi Orquestra. O álbum Selva também ganhou edição em CD no Japão pela Think Records.

Fabriccio participou de um tributo em vinil a Atrás do Pôr do Sol (1988), de Lazzo Matumbi, gravando a faixa-título em um projeto que reuniu Luedji Luna, Anelis Assumpção, Josyara e Larissa Luz. Também comanda o projeto Salve os Mestres, dedicado a referências como Jorge Ben, Gilberto Gil, Luiz Melodia e Djavan.

Em seu lançamento mais recente, o álbum Vitória, assinou a produção e contou com participações de Elisa Lucinda, Lino Krizz, Dow Raiz, Yan Cloud e Borabaez. Entre seus reconhecimentos estão Melhor Artista Solo no Prêmio da Música Capixaba de 2025, Destaque Vozes Negras em 2022 e Melhor Composição por “Grajaú Girl”, feat. DJ Will, em 2023.

Cena Musical | Fabriccio apresenta o show “Vitória”

Quando: 22 e 23 de outubro (quinta e sexta)
Horário: 20h
Local: Teatro Virgínia Tamanini – Centro Cultural Sesc Glória
Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória (ES)
Classificação Indicativa: Livre
Valores: Inteira R$ 30 | Meia R$ 15 | Conveniado R$ 19 | Trabalhador do Comércio R$ 15 | Comerciante R$ 3
Ingressos:
Quinta-feira (22): https://lets.events/e/cena-musical-fabriccio-apresenta-show-vitoria/
Sexta-feira (23): https://lets.events/e/cena-musical-fabriccio-apresenta-show-vitoria-2/

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Cultura

Carlos Fonseca estreia na prosa e lança novo livro em Iriri

“O Peso do Corpo” reúne 20 contos sobre memória, escolhas e ausência; lançamento será neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria

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Uma ausência, uma lembrança ou uma escolha podem pesar tanto quanto aquilo que o corpo carrega. Esses diferentes sentidos do peso percorrem os 20 contos de “O Peso do Corpo”, livro que o escritor capixaba Carlos Fonseca lança neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta. À frente do espaço, Elisa Quadros recebe o autor para o lançamento, que terá uma roda de conversa com Anellise Ramos e Saulo Ribeiro, escritor e editor da Cousa.

Publicado pela Editora Cousa, o livro explora memória, escolhas, ausência e tempo por meio de personagens marcados pelos conflitos e pelas possibilidades de redenção da existência humana. A profundidade psicológica e a construção de retratos humanizados conduzem as histórias.

Este é o sétimo livro de Fonseca e sua estreia na prosa após uma trajetória dedicada à poesia. Durante o lançamento, os leitores poderão conversar com o escritor sobre essa passagem entre gêneros literários e os temas da coletânea.

“Cada leitor chega com suas experiências e percebe coisas diferentes em uma história. O bate-papo abre espaço para compartilhar essas leituras e ouvir o autor sobre a construção do livro”, afirma Elisa Quadros.

Natural de São José do Calçado, no sul do Espírito Santo, Carlos Fonseca é membro da Academia Espírito-santense de Letras, professor e juiz federal do trabalho. Tem crônicas e ensaios publicados em jornais e revistas, além de poemas selecionados em antologias no Brasil e em Portugal. É mestre em Direito e especialista em Comunicação Jurídica.

Lançamento de “O Peso do Corpo”, de Carlos Fonseca, com roda de conversa

Participantes: Carlos Fonseca, Anellise Ramos e Saulo Ribeiro

Quando: sábado, 17 de outubro, às 16h

Local: Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta

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Cultura

Médico e escritor lança romance de ficção em novembro

A Irmandade do Ódio, novo romance de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória

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O que acontece quando a inveja toma o lugar da fraternidade e antigas mágoas se transformam em perseguição? Essa é uma das questões que conduzem A Irmandade do Ódio, novo romance  de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, que será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória. Este é o terceiro livro publicado pelo autor em 2026.

Editada pela Namíbia Editora, a obra constrói uma trama de ficção em torno de conflitos pessoais, relações familiares, disputas institucionais e jogos de poder. Na história, o protagonista Avicena, médico e escritor, passa a enfrentar situações que colocam em xeque os valores de amizade, liberdade e fraternidade que deveriam orientar a instituição da qual faz parte.

A trajetória dos personagens mostra como rivalidades podem crescer, alimentadas pelo ressentimento e pela dificuldade de aceitar as conquistas alheias. Nécio, personagem que se deixa conduzir pelo ressentimento e pela inveja, tem papel central nos conflitos da trama. Suas atitudes levam as divergências com Avicena para além do campo pessoal, desencadeando perseguições e disputas que atingem diferentes áreas da vida do protagonista.

O romance também acompanha uma investigação criminal, mas vai além do mistério para explorar as motivações e as consequências das escolhas de cada personagem.

A Ordem dos Templários, organização religiosa e militar criada na Idade Média para proteger peregrinos cristãos que viajavam a Jerusalém, é uma das referências presentes na narrativa. No romance, porém, a ordem faz parte do universo ficcional construído pelo autor, assim como os conflitos e acontecimentos apresentados. A referência contribui para explorar uma das questões centrais da obra: a contradição entre os ideais de fraternidade e os comportamentos de personagens movidos pela inveja, pelo ressentimento e pela disputa de poder.

A literatura também ocupa lugar na trama. Avicena utiliza o pseudônimo Marcos André, e um livro escrito por ele se torna alvo de tentativas de censura. A frase “Não leiam o livro de Marcos André”, que chegou a dar título à obra, permanece na história como uma provocação sobre o controle da palavra e a liberdade de expressão.

Reflexão sobre o perdão

Outro eixo do romance é a relação entre irmãos, evocada também pela história bíblica de Caim e Abel. A referência contribui para discutir a inveja, a rivalidade e a transformação de vínculos de proximidade em relações de confronto.

Apesar dos crimes e das perseguições que movimentam a narrativa, o autor conduz a história para uma reflexão sobre o perdão. Em vez de tratar o tema como esquecimento ou absolvição automática, a obra aborda a possibilidade de seguir em frente sem permitir que as experiências de violência determinem toda a vida de quem as sofreu.

Médico e escritor

Além da carreira na medicina, Marcos André Malta Dantas construiu uma trajetória na literatura. Formado em Medicina pela Emescam, é especialista em Clínica Médica e Nutrologia, com formação também em Educação Física, Filosofia, Teologia, História e Letras. Ao longo da carreira, presidiu a Academia Maçônica de Letras e a Associação Médica Brasileira de Ortomolecular (AMBO).

Autor de “O Homem que Virou Post”, “O Tempo que Me Habita”, “Eu, Você e as Vitaminas”, “História e Historiografia da Academia Maçônica de Letras” e do romance “O Silêncio Depois do Canto”, Marcos André transita entre a ficção e a não ficção, explorando temas ligados ao comportamento humano, à memória, à filosofia e à saúde.

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