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Novidade na música: Quarteto de Cordas de Vitória se reinventa e apresenta identidade visual renovada

O conjunto é formado pelos músicos Hariton Nathanailidis, Elton Mancuzo, Sanny Souza e Evandro Marendaz

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Formado há mais de duas décadas, o Quarteto de Cordas da Cidade de Vitória, composto pelos músicos Hariton Nathanailidis (violino 1), Elton Mancuzo (violino 2), Evandro Marendaz (viola) e Sanny Souza (violoncelo), vive um momento de modernização. Além de apresentar uma nova identidade visual, também vem revisitando a sua história e reposicionando a sua imagem nas redes sociais.

Hariton Nathanailidis, idealizador da iniciativa musical, explica que a atualização é uma maneira de manter a conexão com o público contemporâneo, mostrando que, embora o grupo valorize a tradição da música de câmara, também está aberto às mudanças e às novas tendências visuais e artísticas. “A nova logomarca faz parte da nossa identidade visual renovada, refletindo nosso compromisso contínuo com a inovação e a adaptação aos novos tempos”, declara.

A história do Quarteto será contada pelos seus próprios integrantes em uma websérie com o tema “Música de Câmara no Brasil”. Além disso, haverá a participação de convidados, expoentes da música de câmara nacional, promovendo um enriquecedor intercâmbio de experiências e vivências. O conteúdo será exibido nas redes sociais. O Projeto foi contemplado no Edital de Seleção de Projetos Nº 12/2022 – Produção Musical no Espírito Santo, da Secretaria de Estado da Cultura.

Em breve, o público também vai poder conferir uma apresentação gratuita, sob coordenação da violinista Carla Rincón, referência na música de câmara latina. O local e data da apresentação ainda serão divulgados.

Modernidade

A nova logomarca e identidade visual do Quarteto de Cordas da Cidade de Vitória foram criadas pela designer Priscila Aline. Mais modernas e descontraídas, dialogam com o Instituto Cultural Música Viva, instituição sem fins lucrativos, idealizadora do Quarteto. Também prestam uma homenagem a Vitória, capital do Espírito Santo.

Pioneirismo

Um dos grupos de Câmara mais antigos em atividade no Espírito Santo, o Quarteto de Cordas da Cidade de Vitória coleciona momentos memoráveis, como as apresentações em diversas cidades capixabas e também em Sergipe, Bahia e Minas Gerais. “Fomos o primeiro grupo de câmara do Estado a ganhar premiação em editais de cultura no âmbito nacional, e, com isso, tivemos a oportunidade de circular por vários Estados do país”, revela Hariton Nathanailidis.

Inspirações

O Quarteto se destaca por sua identidade, pela paixão pela música e pelo desejo dos músicos de compartilharem a sua arte com o público de maneira dinâmica e envolvente. Com músicos consagrados em seu elenco, possuem várias influências que moldaram a sua trajetória, como os grandes quartetos de cordas internacionais, entre eles os renomados Borodin, o Quarteto de Cordas de Tóquio e o Quarteto Emerson, referências em termos de excelência musical, técnica e interpretação.

Obras de compositores icônicos como Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Schubert e Johannes Brahms são fundamentais no repertório de qualquer quarteto de cordas e são fontes contínuas de inspiração. Não seria diferente com o Quarteto de Cordas da Cidade de Vitória.

“A riqueza da música brasileira, com compositores como Heitor Villa-Lobos, Radamés Gnattali e Cláudio Santoro, também inspira nosso repertório, permitindo uma conexão profunda com a cultura e a identidade musical do Brasil. Além disso, músicos e compositores contemporâneos que exploram novas sonoridades e técnicas, como Philip Glass e Steve Reich, incentivam o quarteto a incorporar elementos modernos e experimentar novas formas de expressão musical”, pontua Hariton Nathanailidis.

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Cultura

Revista Traços anuncia chegada ao Espírito Santo

A primeira edição capixaba será lançada no dia 27 de março, com evento no Theatro Carlos Gomes

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A Revista Traços, um projeto cultural e social que une jornalismo, arte e geração de renda, chega ao Espírito Santo no mês de março. Realizado pela Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com a Associação Traços de Comunicação e Cultura, a publicação será lançada no dia 27 de março, às 19 horas, no Theatro Carlos Gomes, Centro de Vitória, com a presença da artista Elisa Lucinda, capa da primeira edição.

Inspirada no modelo internacional das publicações de rua, a Traços é vendida por pessoas em situação de vulnerabilidade social, os chamados porta-vozes da cultura, que encontram na venda da revista uma oportunidade de trabalho, autonomia e reinserção social. Ao longo de sua trajetória, o projeto já promoveu o trabalho de mais de 4 mil artistas e recebeu mais de 16 prêmios, nacionais e internacionais.

Com circulação há mais de dez anos em Brasília e cinco anos no Rio de Janeiro, a Traços se tornou uma referência no jornalismo cultural independente no país. A revista publica reportagens, perfis, ensaios fotográficos, entrevistas, crônicas e poesias, sempre com foco na produção artística e na valorização de criadores locais.

A expansão para o Espírito Santo prevê a produção de edições dedicadas exclusivamente à cena cultural capixaba, além da formação de uma nova rede de porta-vozes da cultura no Estado. A iniciativa conta com o fomento da Secretaria da Cultura, que vai atuar na articulação com artistas, coletivos e instituições locais, buscando ampliando a visibilidade do projeto no contexto da economia criativa. Na primeira edição, a publicação terá na capa a atriz e poetisa capixaba Elisa Lucinda, além de reunir uma série de reportagens e ensaios fotográficos com artistas e agentes culturais do Espírito Santo.

Atualmente, a publicação mantém tiragem média de 3 mil exemplares por edição e já ultrapassou a marca de 100 números publicados nas cidades de atuação. Para além das páginas impressas, a iniciativa também consolidou presença no ambiente digital, com publicação diária de conteúdos no portal, ampliando o alcance das pautas culturais.

O projeto também mantém parcerias com instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades e diversas organizações ligadas à cultura e à economia criativa.

Vale a pena ficar de olho e conferir mais sobre a Revista Traços através do site e instagram.

Fotos: Thais Mallon

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Cultura

Roda de conversa com escritoras capixabas aborda o livro “Fogo de Palha”, de Carla Guerson

Programação reúne as escritoras Carla Guerson e Junia Zaidan, a produtora cultural Fabíola Mozine e a influenciadora literária Camilla Dias neste fim de semana

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Neste fim de semana, o projeto “Livro por Elas” promove uma programação inteiramente
dedicada à literatura produzida por mulheres, com bate-papo online, roda de conversa e
oficina com foco no livro de poesia “Fogo de Palha”, da escritora capixaba Carla Guerson.
No sábado, 14 de março, às 19h, acontece a Roda de Conversa com Carla Guerson, autora de quatro livros e mediadora de clubes literários, com mediação da escritora e professora universitária, Junia Zaidan. O encontro é gratuito, aberto ao público e acontece na Biblioteca Cine Por Elas, na Casa Cultural 155, no centro de Vila Velha, integrando a programação do festival Rua das Palavras, que reúne diversas atividades literárias no espaço.

Além da roda de conversa, a programação inclui ainda um Bate-papo online na sexta-feira,
13 de março, às 19h, no Instagram de Cine por Elas: instagram.com/cineporelas/. A live
contará com a influenciadora literária Camilla Dias e a escritora capixaba Carla Guerson,
contando com mediação da produtora cultural e idealizadora do projeto, Fabiola Mozine. E
no domingo, 15 de março, das 15h às 18h, Carla Guerson ministra a Oficina de Escrita
Criativa – Memória Inventada, que aborda os limites entre realidade e ficção na criação
literária A formação acontece na Biblioteca Cine Por Elas e já conta com todas as vagas
preenchidas.

Carla Guerson

Na roda de conversa, a obra debatida será “Fogo de Palha” (2023), segundo livro publicado por Carla Guerson e seu primeiro de poesia. No livro, a escrita intensa e afiada da autora contempla os desconfortos, as rupturas e as imperfeições da vida. Na obra e na roda de conversa, a reflexão gira em torno da experiência de ser mulher em questões como morte e vida, amores e desamores, autodescoberta, maternidade, aceitação, solidão e transformação.

O Livro por Elas carrega o propósito de potencializar a criação literária de mulheres e fortalecer a literatura como forma de expressão e resistência feminina, por meio da difusão de obras de autoras capixabas e das trocas de experiências nas oficinas e rodas de conversas, incentivando a leitura e a escrita voltada para o protagonismo das experiências vividas por mulheres. O projeto é uma iniciativa do Instituto Cine Por Elas, que atua há mais de 5 anos na difusão da arte e cultura produzida por mulheres, com foco na defesa de direitos e no combate à violência contra a mulher.

Sexta-feira (13/03) – às 19h
Live / Bate-papo online | Carla Guerson e Camilla Dias
Local: instagram.com/cineporelas/

Junia Zaidan

Sábado (14/03) – às 19h
Roda de conversa | Carla Guerson e Júnia Zaidan
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: gratuita e aberta ao público

Domingo (15/03) – às 15h
Oficina de Escrita Criativa – Memória Inventada | Carla Guerson
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: inscrições esgotadas.

Foto principal: Demétrius Júlice

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Cultura

Procuradora aposentada lança livro de crônicas contando trajetória no ES

Lançamento da obra Vários Mundos de uma Vida terá tarde de autógrafos em Vitória no dia 17 de março

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A procuradora do Estado aposentada Clarita Carvalho de Mendonça lança, no dia 17 de março, o livro Os Vários Mundos de uma Vida, obra que reúne crônicas marcadas por sensibilidade, memória e imaginação. O lançamento será celebrado com uma tarde de autógrafos aberta ao público, das 16h às 20h, no Restaurante Taurus, na Praia do Canto, em Vitória.

Vinda de uma família de grandes leitores, Clarita conta que a escrita sempre fez parte de sua essência. Incentivada pelo pai, Luiz Borges de Mendonça, ela relembra que gostava das aulas de Português “mais do que de todas as outras” na escola. O pai, grande estudioso, foi secretário da Fazenda do ES e presidente do Banestes, onde ingressou como contínuo e progrediu ao maior cargo da instituição. É lembrado pelo caráter, bom trato com as pessoas e dedicação ao serviço público. Fez questão de passar à filha a paixão pelo conhecimento.

Clarita conta que, embora tenha construído uma sólida carreira na advocacia pública, a vontade de escrever permaneceu viva ao longo dos anos. Foi após a aposentadoria que encontrou o tempo necessário para se dedicar com mais profundidade às palavras. Ao revisitar arquivos antigos guardados no computador, descobriu textos que decidiu ressignificar. “A escrita sempre morou em mim”, afirma. Muitas dessas produções ganharam nova forma e passaram a compor o livro, revelando um percurso literário que atravessa diferentes fases da vida.

As crônicas não seguem uma ordem rígida nem se prendem a temas específicos. São construídas a partir de emoções, sensações e experiências do cotidiano. “As minhas crônicas são moldadas em termos de emoções, sentimentos que impregnam o nosso cotidiano”, explica. A autora define a obra como uma miscelânea homogênea que mistura lembranças pessoais com ficção, imaginação e criatividade.

O processo de criação também reflete essa liberdade. Clarita escreve à mão quando tem papel por perto, utiliza o notebook sempre que possível e, não raras vezes, grava áudios no celular quando a inspiração surge no meio do caminho. Depois, transforma essas ideias em texto, lapidando o que chama de “meu escrito”.

Com 50 anos de formada em Direito em 2026 e uma trajetória que inclui atuação na Defensoria Pública e na Procuradoria Geral do Estado, instituição que considera sua casa, Clarita inicia agora um novo capítulo. Em Os Vários Mundos de uma Vida, compartilha com leitores diferentes dimensões de sua história, provando que cada fase da vida pode revelar um mundo inteiro a ser contado.

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Vai Pocar