Com 42 anos de história, Grupo Galpão apresenta o espetáculo “Cabaré Coragem” em Vitória
Além de duas apresentações no Teatro Universitário da UFES, nos dias 24 e 25 de agosto, a companhia de Belo Horizonte também vai promover oficinas teatrais gratuitas para o público
Uma das companhias teatrais mais conhecidas do Brasil, com 42 anos de atividade contínua, o Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), desembarca em Vitória ainda este mês para apresentar o espetáculo “Cabaré Coragem”, que está na estrada desde 2023. Serão duas apresentações no Teatro Universitário da UFES, nos dias 24 e 25 de agosto. Os ingressos custam a partir de R$ 19 e estão à venda na plataforma Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/97005) ou na bilheteria do teatro, de terça a sexta, das 14h às 19h.
Ao mesclar um repertório de músicas interpretadas ao vivo com números de variedades e danças, fragmentos de textos da obra de Brecht e cenas de dramaturgia própria, o Cabaré Coragem convida o público a uma viagem sonora e visual. Fiel às suas origens de teatro popular e de rua, o Grupo Galpão busca, no novo espetáculo, a ocupação de espaços alternativos ao romper com a relação entre palco e plateia, e convida o público a compartilhar da encenação.
A turnê Espírito Santo passa por Linhares, Vitória, Anchieta e Guarapari, e é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, da Cemig e da Petrobras.
Com direção de um de seus integrantes, o ator e diretor Júlio Maciel, o espetáculo conta com direção musical, trilha e arranjos de Luiz Rocha, dramaturgia coletiva com supervisão de Vinicius de Souza, cenários e figurinos de Márcio Medina, iluminação de Rodrigo Marçal e, no elenco, os atores Antonio Edson, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Luiz Rocha, Lydia del Picchia, Simone Ordones e Teuda Bara. A mistura de experimentos resultou em um divertido e irônico show de variedades.
Grupo Galpão vai apresentar “Cabaré Coragem” em Vitória. Foto: Guto Muniz
Júlio Maciel conta que o espetáculo nasceu de uma série de experimentos cênicos realizados pelo Grupo, que resultou em um divertido e irônico show de variedades. “Reativamos nossa banda e convidamos muitos amigos criadores, que, corajosamente, aceitaram embarcar nessa nau para o desconhecido. E assim, em junho de 2023, estreamos no nosso centro cultural, Galpão Cine Horto. Após a temporada em Belo Horizonte, pegamos estrada e estamos percorrendo todo o Brasil, sempre com ingressos esgotados. Estão sendo encontros deliciosos, de muita festa e alegria. Estamos ávidos por reencontrar nosso querido público capixaba. Vem pro Cabaré Coragem, a gente te espera!”
Oficinas teatrais gratuitas
Na cidade, o Grupo Galpão realiza ainda duas oficinas gratuitas voltadas para artistas, produtores, técnicos e interessados no universo teatral. As inscrições são realizadas on-line, via https://www.sympla.com.br/produtor/grupogalpao. Elas são presenciais e acessíveis em Libras. São 30 vagas por oficina e a classificação etária é 18 anos.
No dia 22 de agosto, das 18h às 22h, na UFES, o ator e diretor Júlio Maciel ministra a oficina “O ATOR E O TRABALHO EM GRUPO”, um mergulho em algumas práticas de trabalho e experiências de criação desenvolvidas pelo Grupo Galpão junto a artistas e parceiros/criadores ao longo de mais de 40 anos de trabalho. A busca da escuta coletiva, a ampliação da atenção e presença serão trabalhados através de exercícios em grupo, além da exposição de alguns encontros com diretores que foram fundamentais para a formação da história do Galpão.
Já no dia 23 de agosto, das 18h às 22h, no Miniauditório da UFES, a produtora do Grupo Galpão Gilma Oliveira ministra a oficina “Produção e Gestão de Grupos”, destinada a produtores, gestores e artistas interessados no universo da produção de artes cênicas. A oficina tem o objetivo de transmitir informações e conhecimentos fundamentais acerca da produção e gestão de grupos, realização de montagens de espetáculos e turnês, a partir de exposição de fatos retirados da trajetória e vivência nas artes cênicas. Apresentação das etapas de produção de turnês nacionais e internacionais, considerando o universo técnico destas etapas, como contratos, planejamento, orçamentos, liberações, roteiros, checklists, cronogramas, logística de viagens, entre outros.
O Grupo Galpão
Criado por cinco atores, em 1982, a partir do espetáculo “A alma boa de Setsuan”, montagem conduzida por diretores do “Teatro Livre de Munique”, da Alemanha, o Grupo Galpão se valeu dessa rica experiência para se lançar numa proposta de construção de um teatro de grupo, com raízes ligadas à tradição do teatro popular e de rua.
Fazem parte do Galpão, o elenco: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara.
Foto de Guto Muniz
Ao montar espetáculos com diferentes diretores convidados – como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes e Marcio Abreu, além dos próprios integrantes, que também dirigem espetáculos do Grupo –, o Galpão desenvolve um teatro que alia rigor e investigação de linguagens, com um repertório com grande poder de comunicação com o público.
Seus trabalhos dialogam com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.
Local: UFES – Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) – Sala Práticas Corporais 2 (Avenida Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras – Vitória)
Público-alvo: Atores, estudantes, pesquisadores de teatro e das artes em geral.
Vagas: 30
Orientação aos participantes: devem usar roupas confortáveis (camisetas e moletons), que permitam exercícios físicos, levar caderno ou bloco de anotações e garrafinha de água.
A Última Sessão de Freud: peça acontece neste fim de semana em Vitória
Em cartaz há 4 anos e assistido por mais de 180 mil pessoas, o espetáculo estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi tem sessões no Teatro da Ufes nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º)
Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu mais de 420 apresentações e chega a Vitória neste fim de semana. Será nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º), no Teatro Universitário da Ufes.
A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20. Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.
No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.
“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.
A encenação
O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939.
Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.
O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.
“A ideia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas. O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: Na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e sobretudo, humana”.
Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses seus 56 anos de profissão.
“Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da segunda guerra mundial, vivenciada por Freud”.
– Odilon Wagner
Então, já sabe o que fazer no fim de semana! Corra para o teatro e confira essa peça premiadíssima e com artistas de primeira! #FicaADica
A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain
Quando: 30 e 31 de outubro, e 1º de novembro
Horário: sexta e sábado, às 20h e domingo, às 17h
Local: Teatro Universitário da Ufes – Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória
Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.
A comédia “O Céu da Língua” explora de forma leve e criativa a presença quase invisível da poesia no cotidiano, e chega em Vitória para quatro dias de apresentações, do dia 04 a 07 de novembro, sendo duas por dia, no Teatro Universitário UFES. Os ingressos estão à venda através do site Sympla.
A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregorio nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora.
Apresentação da peça O Céu da Língua no Teatro Guaíra. Foto: Annelize Tozetto
Sinopse
Gregorio Duvivier tem na língua portuguesa não somente uma pátria, mas uma obsessão. Ou, como dizem os jovens, um hiperfoco. Afinal a palavra é uma fonte inesgotável de humor, desde os primórdios. No Princípio era o Verbo, disse Deus. E logo em seguida vieram os erros de concordância. O mesmo Deus disse: Faça-se a Luz. Mas disse pra quem? E por que? Disse porque a palavra inaugura um mundo. Daí o termo o Céu da Língua: foi a língua, afinal, que nos pariu. Nos pariu como povo, mas também como humanidade.
Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que a poesia é popular, Gregorio chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em “O Céu da Língua” através das canções “Chão de Estrelas” (1937) e “Livros” (1997). “Os nossos compositores conseguiram realizar o sonho de Oswald de Andrade de levar poesia para as massas”, festeja o ator.
Nesta cumplicidade com a plateia, Gregorio mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregorio e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.
O clássico O Rei Leão ganha uma nova adaptação para o teatro pelas mãos de Luzivam Dourado e chega ao palco do Teatro Universitário da Ufes, em Vitória, neste domingo (4), às 17h30. Inspirado na animação da Disney, o musical acompanha Simba em uma jornada marcada pela perda do pai, pelas armadilhas do tio Scar e pela descoberta do próprio caminho até retornar ao reino.
Os ingressos da Plateia A já estão esgotados, mas ainda há lugares disponíveis na Plateia B e no Mezanino, com valores a partir de R$ 40 (meia-entrada). As entradas podem ser adquiridas pelo Sympla.
Com cenários e figurinos que ajudam a construir o universo da história, a montagem mostra o jovem leão deixando sua terra depois da morte de Mufasa. Longe do reino, ele encontra em Timão e Pumba novos amigos e passa por experiências que transformam sua maneira de enxergar a vida. Ao amadurecer, Simba percebe que precisa enfrentar o passado para voltar para casa e assumir a responsabilidade pelo futuro do reino.
A montagem leva ao palco temas como família, amizade, coragem, responsabilidade e a busca pelo próprio lugar no mundo.
O Rei Leão – O Musical, de Luzivam Dourado Quando: 04 de outubro (domingo), às 17h30 Local: Teatro Universitário da Ufes – Av Fernando Ferrari, 514, Vitória Ingressos: segundo lote – Plateia B: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia) | Mezanino: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) Vendas: Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/125977/d/409165 Classificação livre