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Cultura

Até dia 15 de agosto: Exposição A(S)CENDER em cartaz no Centro Cultural SESI

A mostra gratuita reúne obras de quatro artistas contemporâneos que convidam a refletir sobre a identidade industrial capixaba

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O Centro Cultural SESI segue celebrando sua reinauguração com a exposição A(S)CENDER, uma mostra que propõe um olhar sensível sobre a relação entre arte, indústria, memória e transformação. Com entrada gratuita, a exposição permanece aberta à visitação até o dia 15 de agosto, reunindo obras inéditas dos artistas Samira Pavesi, Natan Dias, Paulo Künsch e Milena Almeida, sob curadoria de Vitor Burgo.

Foto de Melina Furlan

Inspirada na histórica ligação do Espírito Santo com a indústria metalúrgica, a exposição apresenta o metal não apenas como matéria-prima industrial, mas como elemento carregado de significado, capaz de representar memória, identidade, resistência e reinvenção. A proposta convida o visitante a refletir sobre aquilo que se transforma — tanto na matéria quanto nas pessoas e na própria história capixaba.

O título da mostra sintetiza esse conceito. Entre os verbos “ascender” e “acender” existe apenas uma letra, mas um universo de significados. Enquanto ascender remete ao crescimento, à evolução e ao movimento de elevar-se, acender representa o instante em que o fogo inicia o processo de transformação do metal. É justamente nesse encontro entre matéria e criação que nasce A(S)CENDER.

As obras dialogam entre diferentes linguagens e pesquisas artísticas. Em algumas delas, o metal preserva marcas do fogo e da forja; em outras, transforma-se em pele, abrigo, trama, corpo ou elemento de suspensão. Cada artista apresenta uma interpretação própria sobre os processos de transformação, revelando que, muitas vezes, mais importante do que o resultado final é o caminho percorrido até ele.

Além da exposição, o Centro Cultural SESI também abriga a intervenção artística “Orgulho Capixaba”.

Foto: Melina Furlan

Exposição A(S)CENDERArtistas: Samira Pavesi, Natan Dias, Paulo Künsch e Milena Almeida. Curadoria: Vitor Burgo.

Período: até 15 de agosto

Horário de visitação:

• Segunda a sexta-feira: das 10h às 20h

• Sábado (01 de agosto): das 13h às 22h

• Domingo (2 de agosto): das 15h às 22h

Local: Centro Cultural SESI (Avenida Dr. Pedro Feu Rosa, s/nº, Jardim da Penha, Vitória)

Entrada: Gratuita

Informações: (27) 3334-7323

Cultura

Palco Giratório do Sesc chega pela primeira vez ao interior do Espírito Santo

Iniciativa nacional desembarca em São Mateus nos dias 4 e 5 de agosto como parte do programa de interiorização da Cultura do Sesc-ES

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O Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas do Brasil, chega pela primeira vez ao interior do Espírito Santo. Em agosto, a iniciativa promove um intercâmbio artístico entre o Grupo Cena Aberta, de São Luís (MA), e o Grupo VIII Dinastia, de São Mateus (ES), levando apresentações e atividades formativas ao público capixaba.

A programação terá início em São Mateus, nos dias 4 e 5 de agosto, com espetáculos no município do Norte do Estado. Em seguida, o projeto segue para o Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, onde serão realizadas uma oficina, no dia 8, e uma apresentação no dia 9 de agosto.

A iniciativa integra o Programa Cultura do Sesc-ES, que busca ampliar o acesso às artes cênicas e fortalecer a circulação cultural em diferentes regiões do Estado.

“A circulação de espetáculos pelo interior do Espírito Santo é fundamental para ampliar o acesso da população às artes cênicas e fortalecer a produção cultural em diferentes territórios, além de levar experiências artísticas de qualidade a públicos diversos”, destaca a assessora cultural de Artes Cênicas do Sesc Espírito Santo, Rafaella Vagmaker.

Espetáculo ‘Três preces e outras coisas de dentro da caixa’. Foto: Raquel Tonon

Espetáculos em São Mateus

A programação tem início no dia 4 de agosto, às 19h, no Sesc São Mateus, com o espetáculo “Três preces e outras coisas de dentro da caixa”, do Grupo VIII Dinastia. Com entrada gratuita, a montagem apresenta um diálogo intimista e presta homenagem a Dona Flor, benzedeira, mulher de fé e mãe do intérprete Marcelo Cruz.

No dia 5 de agosto, também às 19h, o Grupo Cena Aberta apresenta “Memórias em Maranhês: A Casa”. Inspirado em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba meu boi, o tambor de crioula, o cacuriá e a capoeira, o espetáculo celebra as múltiplas vozes, memórias e identidades que compõem a cultura brasileira.

Além das apresentações, os grupos capixaba e maranhense participarão de um intercâmbio artístico para compartilhar vivências, processos criativos e experiências de palco.

“Esse encontro entre os grupos do Espírito Santo e do Maranhão fortalece o fazer artístico, amplia repertórios e contribui para o desenvolvimento das artes cênicas, reafirmando o compromisso do Sesc Espírito Santo com a valorização da cultura e a formação de redes de colaboração”, ressalta Rafaella Vagmaker.

Oficina “A voz do coro brincante”

Oficina e espetáculo no Sesc Glória

Em Vitória, o público poderá assistir ao espetáculo “Memórias em Maranhês: A Casa” no dia 9 de agosto, às 19h30, no Centro Cultural Sesc Glória.

Os ingressos estão disponíveis na plataforma Let’s Events com valores a partir de R$ 10 para trabalhadores do comércio, dependentes, estudantes e beneficiários da meia-entrada, além da modalidade de meia-entrada solidária mediante doação de alimento.

Como parte da programação, o Grupo Cena Aberta também ministrará a oficina “A voz do coro brincante”, no dia 8 de agosto, às 14h. Serão 20 vagas e a atividade propõe uma investigação prática sobre as relações entre corpo, voz e brincadeira popular como ferramentas para a criação cênica.

Inspirada em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o cacuriá, a oficina convida os participantes a experimentar processos criativos coletivos, compreendendo a voz como expressão da ancestralidade e da presença em cena.

Palco Giratório no Sesc São Mateus e no Sesc Glória

ESPETÁCULO: “Três preces e outras coisas de dentro da caixa” do Grupo VIII Dinastia (ES)

Sinopse: Solo de Marcelo Cruz que homenageia sua mãe, Dona Flor, benzedeira e mulher de fé. Em uma encenação minimalista, o espetáculo aborda memória, ancestralidade e afeto por meio de um diálogo intimista que convida o público a integrar a narrativa.

Data: 04 de agosto (terça-feira)
Horário: 19h
Local:  Sesc São Mateus
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Ingresso: Gratuito pelo site Lets Events. Acesse aqui.

ESPETÁCULO: “Memórias em Maranhês: A Casa” do Grupo Cena Aberta (MA)

Sinopse: Dois episódios se entrelaçam para abordar memória, ancestralidade e afetos familiares. Inspirado em manifestações populares maranhenses, como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o cacuriá, o espetáculo celebra as múltiplas vozes e tradições que compõem a cultura brasileira.

São Mateus
Data: 05 de agosto (quarta-feira)
Horário: 19h
Local:  Sesc São Mateus
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Ingresso: Gratuito pelo Site Lets Events. Clique aqui.

Centro Cultural Sesc Glória
Data: 09 de agosto (domingo)
Horário: 19h30
Local: Teatro Glória
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (comerciário, meia e meia solidária) | R$ 13,00 (conveniado) | R$ 15,00 (comerciante)

Meia solidária corresponde ao valor do ingresso + 1Kg alimento não perecível (exceto açúcar e sal) para doação ao programa Sesc Mesa Brasil.

Ingresso: Site Lets Events ou bilheteria do Sesc Glória, de quarta a sábado, das 10h às 20h. Clique aqui.
Informações: (27) 3232-4765 | 4777 | 4773

OFICINA “A Voz do Coro Brincante” com o Grupo Cena Aberta (MA)

A oficina propõe uma investigação prática sobre as relações entre corpo, voz e brincadeira popular como ferramentas para a criação cênica. Inspirada em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o cacuriá, a atividade convida os participantes a experimentar processos criativos coletivos, compreendendo a voz como expressão da ancestralidade e da presença em cena.

Data: 08 de agosto (sábado)
Horário: 14h às 18h
Local: Sala de Dança – Centro Cultural Sesc Glória
Classificação: 15 anos
Duração: 4 horas
Inscrições: Gratuita pelo site Lets Events. Clique aqui.

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Cultura

Plataforma de arte DESVIO estreia em Vitória com primeira edição de festival de música 

Festival DESVIO — Música de Invenção reúne artistas do Brasil e do Canadá em experiências que aproximam música, imagem e performance entre 28 de julho e 1º de agosto

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Uma nova plataforma de arte voltada à invenção passa a integrar a cena cultural capixaba. DESVIO é uma iniciativa dedicada à criação contemporânea e ao encontro entre diferentes linguagens artísticas, e inaugura sua trajetória com o Festival DESVIO – Música de Invenção. Entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, nomes do Brasil e do Canadá convidam o público a descobrir artistas, pesquisas e experiências. 

Com programação gratuita, o festival ocupa o Teatro Virgínia Tamanini e o Teatro Sesc Glória, no Centro de Vitória, com apresentações, encontros e conversas que colocam a experiência no centro. Idealizado pelo diretor multilinguagem Glauber Vianna, DESVIO surge do desejo de criar um ambiente de encontro onde música, imagem, performance e artes visuais deixam de ocupar lugares separados para construir experiências em conjunto. 

“DESVIO nasce como uma plataforma dedicada à invenção, à pesquisa e ao encontro entre artistas e público, por isso o festival inaugura uma ideia muito maior. A música é apenas o primeiro caminho dessa trajetória”, afirma Glauber. 

Antes de criar a plataforma, Glauber esteve à frente da direção artística do SOMA. Realizado no Theatro Carlos Gomes, o projeto reuniu mais de 3 mil pessoas e consolidou-se como uma das experiências recentes de maior alcance da cena cultural capixaba. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu projetos nas áreas da música, das artes visuais, do teatro, da dança, do audiovisual e das exposições, atuando como diretor artístico, artista multimídia e criador de experiências para festivais, espaços culturais, televisão e grandes eventos.

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Curiosidade: ponto de partida da invenção 

A programação do festival reúne artistas brasileiros e internacionais que compartilham uma mesma postura diante da criação: a curiosidade como motor da invenção. Em vez de aproximar gêneros musicais, a curadoria reúne diferentes formas de pesquisar o som e suas relações com outras linguagens. O canadense Seulement transita entre música eletrônica, performance audiovisual e tecnologia; Lorena Hollander cruza rock, música eletrônica, improvisação e experimentação ao integrar voz, koto, sintetizadores, guitarra e beats; Tomás Gleiser transforma taças de vidro em um instrumento contemporâneo, estabelecendo um diálogo entre tradição e inovação. Já Matheus Leston investiga as relações entre som, imagem e programação, enquanto Marcus Neves, Glauber Vianna e o Grupo de Experimentação Sonora (GEXS), formado por 13 artistas, apresentam pesquisas que atravessam arte sonora, computação musical e criação audiovisual.

Outro diferencial da curadoria é a proposta de ampliar o encontro entre artistas e público. Após as apresentações, os espectadores são convidados a participar de conversas sobre os processos criativos, aproximando-se das pesquisas que deram origem às obras. “Não é preciso conhecer música contemporânea nem entender de tecnologia. Basta estar disposto a viver uma experiência. Se alguém sair do festival um pouco diferente de como entrou, mesmo que de forma sutil, sinto que esse encontro já valeu a pena”, resume Glauber.

Ao inaugurar essa primeira edição, DESVIO marca o início de uma construção de longo prazo para a cena cultural capixaba. A proposta é consolidar uma plataforma permanente dedicada à invenção artística, ampliando o ambiente de encontro e diálogo entre criadores, linguagens e público, fazendo da curiosidade o principal convite para novas experiências.

Festival DESVIO

Locais:  Teatro Virgínia Tamanini e Teatro SESC Glória (Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória).

Datas e horários:

 28/07 – 19h30 – Marcus Neves e Glauber Vianna – Teatro Virgínia Tamanini
 29/07 – 19h30 – Lorena Hollander – Teatro Virgínia Tamanini
 30/07 – 19h30 – Tomás Gleiser – Teatro Virgínia Tamanini
 31/07 – 20h – Seulement – Teatro SESC Glória
 01/08 – 18h30 – GEXS – Teatro SESC Glória
 01/08 – 19h30 – Matheus Leston – Teatro Virgínia Tamanini

Entrada: Gratuita – Os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada 1 hora antes das apresentações. (O local está sujeito à lotação)

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Cultura

Lançamento: Livro investiga como raça, gênero e instituições moldaram a arte capixaba

Obra de Maria Galacha será lançada no dia 1º de agosto, no MAES, com prefácio da curadora Horrana de Kássia e ações de formação para estudantes e professores da rede pública

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Quem define quais artistas fazem parte da história da arte de um lugar? E quem permanece à margem desse reconhecimento? Essas questões são o cerne do livro “Arte Contemporânea no Espírito Santo: Gênero, Raça e Instituições”, da pesquisadora Maria Galacha, que será lançado no dia 1º de agosto, às 10 horas, no Museu de Arte do Espírito Santo (MAES).

Com prefácio da curadora Horrana de Kássia, a obra é resultado da pesquisa de mestrado em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e analisa como gênero, raça e instituições influenciam a construção da cena artística capixaba. O estudo reúne levantamento histórico, análise crítica e dados sobre a presença de mulheres e artistas negros em instituições culturais, discutindo quem foi legitimado ao longo do tempo e quem permaneceu à margem desse reconhecimento.

Além do lançamento, o projeto prevê a distribuição de 300 exemplares para escolas públicas e ações formativas com estudantes e professores, ampliando o acesso ao debate. A formação com estudantes será feita no Colégio Estadual do Espírito Santo, com alunos da eletiva de “Arte, Saberes e Ciências Negra”, ministrada pelas professoras Tamyres Batista e Winny Rocha.

“Desde minha graduação, eu tinha dúvidas de, por exemplo, porque a maioria das instituições de arte e cultura estão concentradas no centro de Vitória, e percebia também a falta de artistas jovens, artistas negras, artistas mulheres. Esse gesto acabou se tornando o ponto de partida da pesquisa”, conta Maria Galacha. “Meu desejo era compreender como funciona esse sistema da arte para entender como ele produz apagamentos e como pode ser transformado.”

Contraste entre reconhecimento e histórico de invisibilização  

Além da reflexão sobre as instituições, o livro também destaca trajetórias de artistas fundamentais para a produção contemporânea capixaba, como Nice Nascimento Avanza, Castiel Vitorino Brasileiro e Kika Carvalho, evidenciando o contraste entre o reconhecimento conquistado por muitas delas em âmbito nacional e internacional e a histórica invisibilização no próprio Espírito Santo. “Gostaria que estudantes negros e negras se vissem nas artistas, nas obras e nas histórias presentes no livro. Que encontrassem ali um espelho, uma possibilidade de criação e pertencimento”, afirma a autora.

Para Maria Galacha, realizar o lançamento no MAES tem um significado simbólico. “Por se tratar da história da arte capixaba, fazia sentido lançar o livro no museu que leva o nome do nosso estado. É importante que os debates sobre raça e gênero aconteçam em todas as instituições culturais, e não apenas em espaços tradicionalmente associados a essas pautas”.

Lançamento do livro Arte Contemporânea no Espírito Santo: Gênero, Raça e Instituições, de Maria Galacha
Quando: 1º de agosto
Horário: 10h
Local: Museu de Arte do Espírito Santo (MAES)
Gratuito

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