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Cultura

Divulgada a lista de filmes premiados da 7ª edição do FestCine Pedra Azul. Confira!

Festival encerra com premiações que destacam a força do cinema nacional e temas de relevância social muito forte, como a ditadura militar. Lista dos vencedores internacionais também foi divulgada

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O 7º FestCine Pedra Azul encerrou sua programação no último sábado (27) com uma noite de celebração ao cinema brasileiro e entrega dos Troféus Rota do Lagarto aos filmes e artistas nacionais premiados. A cerimônia, realizada no Salão Nobre do Aroso Paço Hotel, contou com apresentação dos atores Priscilla Reis e Enzo Ciolini, reunindo público, profissionais da área e convidados especiais. Os vencedores das produções internacionais, por sua vez, foram divulgados na tarde da última segunda-feira (29).

Entre os longas-metragens nacionais, o destaque ficou para “Enquanto o Céu Não Me Espera”, que conquistou quatro importantes prêmios: Melhor Filme, Melhor Direção para Christiane Garcia, Melhor Atriz para Priscilla Vilela e Melhor Ator para Irandhir Santos, confirmando o impacto da produção junto ao júri do festival.

Enquanto o Céu não me Espera conquistou diversos prêmios no FestCine Pedra Azul

O prêmio de Melhor Roteiro de Longa foi para Ivo Schergl Jr., por “A Flor da Gigoia”, com o diretor e roteirista presente na cerimônia para receber a homenagem, vindo diretamente do Rio Grande do Sul. Emocionado, subiu ao palco e foi aclamado pelo público. A produção foi uma das produções mais aguardadas das tardes de exibição. Entre os espectadores da sessão esteve o homenageado desta edição, o ator Jackson Antunes, que emocionou os presentes com um discurso emocionantes antes do filme ser exibido.

Na categoria curtas-metragens, o grande vencedor foi “Dependências”, que levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro para Luísa Arraes. A performance de Zezé Motta em Deixa rendeu o troféu de Melhor Atriz, enquanto Antônio Fábio, de Terminal, foi reconhecido como Melhor Ator.

Entre as animações, “O Sonho de Clarice”, dirigido por Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho, recebeu o prêmio principal da categoria.

O Sonho de Clarice venceu na categoria Animação

O destaque da mostra de documentários foi “Um Homem Sem Rosto Resiste”, dirigido por Luiz Gonçalves, que veio de Goiânia para participar da programação. O filme revisita os anos da ditadura militar, trazendo à tona relatos de sobreviventes e momentos marcantes de resistência. Na exibição na mostra, aliás, a produção levou o público às lágrimas, arrancou aplausos de pé e revelou-se favorito na categoria.

Com exibições gratuitas, homenagens e palestrantes sobre temas importantes e atuais, o FestCine Pedra Azul reafirmou sua vocação de valorizar a diversidade do audiovisual brasileiro e de aproximar o público da produção contemporânea, encerrando mais uma edição de sucesso na charmosa região das montanhas capixabas.

Confira os vencedores nacionais e internacionais!

MOSTRA NACIONAL

LONGA-METRAGEM
MELHOR FILME
Enquanto o Céu Não Me Espera

MELHOR DIREÇÃO
Christiane Garcia –
Enquanto o Céu Não Me Espera

MELHOR ROTEIRO
Ivo Schergl Jr. – A Flor da Gigoia

MELHOR ATRIZ
Priscilla Vilela –
Enquanto o Céu Não Me Espera

MELHOR ATOR
Irandhir Santos –
Enquanto o Céu Não Me Espera

CURTA-METRAGEM
MELHOR FILME
Dependências
Direção: Luisa Arraes

MELHOR DIREÇÃO
Luisa Arraes – Dependências

MELHOR ROTEIRO
Luisa Arraes – Dependências

MELHOR ATRIZ
Zezé Motta – Deixa

MELHOR ATOR
Antônio Fábio – Terminal

ANIMAÇÃO
O Sonho de Clarice
Direção: Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho

DOC
Um homem sem rosto resiste
Direção:
Luiz Gonçalves

MOSTRA INTERNACIONAL

LONGA-METRAGEM
Under My Skin
– França
Diretor Pascal Tessaud

CURTA-METRAGEM
Jay’s Grave – Reino Unido
Diretor Justin Carter

DOCUMENTÁRIO
North, South, East, West (Episode 06)
– Espanha
Diretor Adrián León Arocha

ANIMAÇÃO
A Cloud Holding a Knife
– Canadá
Diretor Julian Iliev

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Cultura

Revista Traços anuncia chegada ao Espírito Santo

A primeira edição capixaba será lançada no dia 27 de março, com evento no Theatro Carlos Gomes

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A Revista Traços, um projeto cultural e social que une jornalismo, arte e geração de renda, chega ao Espírito Santo no mês de março. Realizado pela Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com a Associação Traços de Comunicação e Cultura, a publicação será lançada no dia 27 de março, às 19 horas, no Theatro Carlos Gomes, Centro de Vitória, com a presença da artista Elisa Lucinda, capa da primeira edição.

Inspirada no modelo internacional das publicações de rua, a Traços é vendida por pessoas em situação de vulnerabilidade social, os chamados porta-vozes da cultura, que encontram na venda da revista uma oportunidade de trabalho, autonomia e reinserção social. Ao longo de sua trajetória, o projeto já promoveu o trabalho de mais de 4 mil artistas e recebeu mais de 16 prêmios, nacionais e internacionais.

Com circulação há mais de dez anos em Brasília e cinco anos no Rio de Janeiro, a Traços se tornou uma referência no jornalismo cultural independente no país. A revista publica reportagens, perfis, ensaios fotográficos, entrevistas, crônicas e poesias, sempre com foco na produção artística e na valorização de criadores locais.

A expansão para o Espírito Santo prevê a produção de edições dedicadas exclusivamente à cena cultural capixaba, além da formação de uma nova rede de porta-vozes da cultura no Estado. A iniciativa conta com o fomento da Secretaria da Cultura, que vai atuar na articulação com artistas, coletivos e instituições locais, buscando ampliando a visibilidade do projeto no contexto da economia criativa. Na primeira edição, a publicação terá na capa a atriz e poetisa capixaba Elisa Lucinda, além de reunir uma série de reportagens e ensaios fotográficos com artistas e agentes culturais do Espírito Santo.

Atualmente, a publicação mantém tiragem média de 3 mil exemplares por edição e já ultrapassou a marca de 100 números publicados nas cidades de atuação. Para além das páginas impressas, a iniciativa também consolidou presença no ambiente digital, com publicação diária de conteúdos no portal, ampliando o alcance das pautas culturais.

O projeto também mantém parcerias com instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades e diversas organizações ligadas à cultura e à economia criativa.

Vale a pena ficar de olho e conferir mais sobre a Revista Traços através do site e instagram.

Fotos: Thais Mallon

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Cultura

Roda de conversa com escritoras capixabas aborda o livro “Fogo de Palha”, de Carla Guerson

Programação reúne as escritoras Carla Guerson e Junia Zaidan, a produtora cultural Fabíola Mozine e a influenciadora literária Camilla Dias neste fim de semana

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Neste fim de semana, o projeto “Livro por Elas” promove uma programação inteiramente
dedicada à literatura produzida por mulheres, com bate-papo online, roda de conversa e
oficina com foco no livro de poesia “Fogo de Palha”, da escritora capixaba Carla Guerson.
No sábado, 14 de março, às 19h, acontece a Roda de Conversa com Carla Guerson, autora de quatro livros e mediadora de clubes literários, com mediação da escritora e professora universitária, Junia Zaidan. O encontro é gratuito, aberto ao público e acontece na Biblioteca Cine Por Elas, na Casa Cultural 155, no centro de Vila Velha, integrando a programação do festival Rua das Palavras, que reúne diversas atividades literárias no espaço.

Além da roda de conversa, a programação inclui ainda um Bate-papo online na sexta-feira,
13 de março, às 19h, no Instagram de Cine por Elas: instagram.com/cineporelas/. A live
contará com a influenciadora literária Camilla Dias e a escritora capixaba Carla Guerson,
contando com mediação da produtora cultural e idealizadora do projeto, Fabiola Mozine. E
no domingo, 15 de março, das 15h às 18h, Carla Guerson ministra a Oficina de Escrita
Criativa – Memória Inventada, que aborda os limites entre realidade e ficção na criação
literária A formação acontece na Biblioteca Cine Por Elas e já conta com todas as vagas
preenchidas.

Carla Guerson

Na roda de conversa, a obra debatida será “Fogo de Palha” (2023), segundo livro publicado por Carla Guerson e seu primeiro de poesia. No livro, a escrita intensa e afiada da autora contempla os desconfortos, as rupturas e as imperfeições da vida. Na obra e na roda de conversa, a reflexão gira em torno da experiência de ser mulher em questões como morte e vida, amores e desamores, autodescoberta, maternidade, aceitação, solidão e transformação.

O Livro por Elas carrega o propósito de potencializar a criação literária de mulheres e fortalecer a literatura como forma de expressão e resistência feminina, por meio da difusão de obras de autoras capixabas e das trocas de experiências nas oficinas e rodas de conversas, incentivando a leitura e a escrita voltada para o protagonismo das experiências vividas por mulheres. O projeto é uma iniciativa do Instituto Cine Por Elas, que atua há mais de 5 anos na difusão da arte e cultura produzida por mulheres, com foco na defesa de direitos e no combate à violência contra a mulher.

Sexta-feira (13/03) – às 19h
Live / Bate-papo online | Carla Guerson e Camilla Dias
Local: instagram.com/cineporelas/

Junia Zaidan

Sábado (14/03) – às 19h
Roda de conversa | Carla Guerson e Júnia Zaidan
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: gratuita e aberta ao público

Domingo (15/03) – às 15h
Oficina de Escrita Criativa – Memória Inventada | Carla Guerson
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: inscrições esgotadas.

Foto principal: Demétrius Júlice

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Cultura

Procuradora aposentada lança livro de crônicas contando trajetória no ES

Lançamento da obra Vários Mundos de uma Vida terá tarde de autógrafos em Vitória no dia 17 de março

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A procuradora do Estado aposentada Clarita Carvalho de Mendonça lança, no dia 17 de março, o livro Os Vários Mundos de uma Vida, obra que reúne crônicas marcadas por sensibilidade, memória e imaginação. O lançamento será celebrado com uma tarde de autógrafos aberta ao público, das 16h às 20h, no Restaurante Taurus, na Praia do Canto, em Vitória.

Vinda de uma família de grandes leitores, Clarita conta que a escrita sempre fez parte de sua essência. Incentivada pelo pai, Luiz Borges de Mendonça, ela relembra que gostava das aulas de Português “mais do que de todas as outras” na escola. O pai, grande estudioso, foi secretário da Fazenda do ES e presidente do Banestes, onde ingressou como contínuo e progrediu ao maior cargo da instituição. É lembrado pelo caráter, bom trato com as pessoas e dedicação ao serviço público. Fez questão de passar à filha a paixão pelo conhecimento.

Clarita conta que, embora tenha construído uma sólida carreira na advocacia pública, a vontade de escrever permaneceu viva ao longo dos anos. Foi após a aposentadoria que encontrou o tempo necessário para se dedicar com mais profundidade às palavras. Ao revisitar arquivos antigos guardados no computador, descobriu textos que decidiu ressignificar. “A escrita sempre morou em mim”, afirma. Muitas dessas produções ganharam nova forma e passaram a compor o livro, revelando um percurso literário que atravessa diferentes fases da vida.

As crônicas não seguem uma ordem rígida nem se prendem a temas específicos. São construídas a partir de emoções, sensações e experiências do cotidiano. “As minhas crônicas são moldadas em termos de emoções, sentimentos que impregnam o nosso cotidiano”, explica. A autora define a obra como uma miscelânea homogênea que mistura lembranças pessoais com ficção, imaginação e criatividade.

O processo de criação também reflete essa liberdade. Clarita escreve à mão quando tem papel por perto, utiliza o notebook sempre que possível e, não raras vezes, grava áudios no celular quando a inspiração surge no meio do caminho. Depois, transforma essas ideias em texto, lapidando o que chama de “meu escrito”.

Com 50 anos de formada em Direito em 2026 e uma trajetória que inclui atuação na Defensoria Pública e na Procuradoria Geral do Estado, instituição que considera sua casa, Clarita inicia agora um novo capítulo. Em Os Vários Mundos de uma Vida, compartilha com leitores diferentes dimensões de sua história, provando que cada fase da vida pode revelar um mundo inteiro a ser contado.

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Vai Pocar