O município de Guaçuí, na região do Caparaó capixaba, se prepara para viver sete dias intensos de arte e emoção com a realização do 25º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, que acontece entre os dias 22 e 28 de junho. Com entrada gratuita, a programação do festival – uma tradição no calendário cultural capixaba – reúne 22 espetáculos que serão apresentados no Teatro Fernando Torres, no Espaço Gota, Pó e Poeira, e em ruas e praças públicas da cidade.
A programação do festival conta ainda com o lançamento do livro “A Paisagem Teatral”, de Éder Gaioski, uma exposição comemorativa aos 25 anos do festival e do Teatro Fernando Torres, além de rodas de conversa com os artistas, ao fim das apresentações. O encerramento contará com uma cerimônia de premiação, que reconhece os destaques do festival em diversas categorias.
O evento traz ao Estado um recorte primoroso do teatro nacional, com peças vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, além de companhias do próprio Espírito Santo.
O Fabuloso encontro dos palhaços Piolin e Beijamim
Capixabas em cena
O teatro capixaba será representado no festival por grupos de Guaçuí, Anchieta, Cachoeiro de Itapemirim e Vitória, com espetáculos que vão do humor à crítica social. O tradicional e premiado Grupo Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí, criador e produtor do festival, apresenta O Santo e a Porca, comédia que reflete sobre a avareza e os dilemas humanos.
De Anchieta, a peça Janelas, do Grupo Rerigtiba, propõe um jogo cênico de imaginação, inspirado no isolamento da pandemia. A Metamorfose, do grupo de Cachoeiro, Anônimos de Teatro, revisita Kafka em uma adaptação contemporânea.
Já os grupos de Vitória apostam em alegria e diversão para toda a família, com as esquetes circenses de Fuscalhaço, do Grupo Árvore, e o espetáculo infantil Histórias Mágicas, da Casa de Artes Campaneli.
25º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí
Quando: 22 a 28 de junho
Local: Teatro Fernando Torres; Espaço Gota, Pó e Poeira; Teatro de Rua; Praça da Matriz
Entrada gratuita
PROGRAMAÇÃO
22 de junho – Domingo
17h – Terra Cora – CIA DA M.A.T.I.L.D.E. – São Caetano do Sul (SP) – Espaço Gota, Pó e Poeira
20h – Lançamento do livro “A paisagem teatral”, de Eder Gaioski (Teatro Fernando Torres) e abertura da Exposição “25 Anos do FestGuaçuí e Teatro Fernando Torres”.
20h15 – Janelas – Grupo de Teatro Rerigtiba – Anchieta (ES) – Teatro Fernando Torres
23 de junho – Segunda-feira
14h – Chapeuzinho Vermelho – Outro Conto – Porão Produções Culturais – Ribeirão Preto (SP) – Teatro Fernando Torres
19h – Gisberta – Coletivo Cara Dupla de Teatro – João Pessoa (PB) – Teatro Fernando Torres
21h – Dois perdidos numa noite suja – Cia Futuros Carecas – São João Del Rei (MG) – Espaço Gota, Pó e Poeira
24 de junho – Terça-feira
14h – Le Cirque Du So’Nois – Ovorini Carpintaria Cênica – Sete Lagoas (MG) – Teatro Fernando Torres
19h – Pão – Cia Não Sei o Quê de Teatro – Goiânia (GO) – Espaço Gota, Pó e Poeira
20h – A Metamorfose – Grupo Anônimos de Teatro – Cachoeiro de Itapemirim (ES) -Teatro Fernando Torres
25 de junho – Quarta feira
14h – Histórias Mágicas – Casa de Artes Campaneli – Vitória (ES) – Teatro Fernando Torres
17h30 – Brasil, de verso e prosa – Grupo Teatral AsLucianas – Rio de Janeiro – (RJ) – Teatro de Rua
20h – O Fabuloso encontro dos palhaços Piolin e Beijamim – Cia Canta Circo e Teatro e Cínica Cia – São Caetano do Sul (SP) – Teatro Fernando Torres
26 de junho – Quinta-feira
14h – O brincado romance de Flora e Valentin – Cia. de Arte Popular – Duque de Caxias (RJ) – Teatro Fernando Torres
17h30 – Xinfrim – Cia Pé de Cana – Iracemápolis (SP) – Teatro de Rua
20h – Candelária – Trupe Investigativa Arroto Cênico – Nova Iguaçu (RJ) – Teatro Fernando Torres
27 de junho – Sexta-feira
09h – Cortejo “Olha o Palhaço no meio da rua” – Cia Tramp de Palhaços – Jundiaí (SP) – Rua
10h – Fuscalhaço – Grupo Árvore – Vitória (ES) – Teatro de Rua
14h – As aventuras de João, a princesa e o tapete voador – Rococó Produções Artísticas e Culturais Porto Alegre (RS) – Teatro Fernando Torres
18h – Dulcineia – Grupo Teatral De 4 No Ato – (RJ) – Teatro de Rua
20h – Tudo acontece numa segunda feira de manhã – Núcleo Piedade de Teatro – (SP) – Teatro Fernando Torres
28 de junho – Sábado
14h – A cigarra e a formiga, sim senhor- Coletivo Cara Dupla de Teatro – João Pessoa (PB) -Teatro Fernando Torres
16h – Nas Trilhas da Tramp – Um Concerto em Si Mesmo – Cia Tramp de Palhaços – Jundiaí (SP) – Praça da Matriz
19h – O Santo e a Porca – Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira – Guaçuí (ES) – Teatro Fernando Torres
20h30 – Cerimônia de premiação e encerramento do 25º Festguaçuí.
Temporada Clássica apresenta programa dedicado a um dos maiores compositores da história da música no dia 9 de outubro, às 19h30, sob regência do maestro Isaac Gonçalves
A genialidade de Wolfgang Amadeus Mozart será celebrada pela Orquestra Camerata SESI em mais uma noite da Temporada Clássica. No dia 9 de outubro, sexta-feira, às 19h30, o Teatro do SESI, em Jardim da Penha, Vitória, recebe um concerto dedicado à obra de um dos compositores mais importantes e admirados da história da música.
Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Também está disponível a meia solidária, no valor de R$ 30, mediante a doação de um dos itens de limpeza ou higiene previstos pela organização. Os ingressos podem ser adquiridos através do site Sympla.
Sob a regência do maestro Isaac Gonçalves, a Camerata SESI leva ao palco a elegância, a intensidade e a riqueza musical que atravessaram séculos e fizeram das composições de Mozart referências universais da música clássica.
Ingressos:https://bileto.sympla.com.br/event/127350?share_id=1-copiarlink Inteira: R$ 60 Meia-entrada: R$ 30 Meia solidária: R$ 30, mediante a doação de um dos seguintes itens: 1 galão de 5 litros de água sanitária; kit com 10 frascos de detergente; 1 caixa de sabão em pó; 1 galão de 5 litros de desinfetante; ou fralda descartável geriátrica ou infantil.
Setores: Plateia e Galeria (2º andar) Informações: (27) 3334-7323
Escritora Lilian Menenguci conduz ‘exercícios de ser criança’ na Biblioteca de Vitória
Reconhecida internacionalmente como Global Leader para a Primeira Infância, a escritora capixaba conduz encontros gratuitos nos dias 5 e 6 de outubro, convidando “gente grande” a refletir sobre o pensamento infantil
“A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele.” É com essa reverência à infância inventiva de Manoel de Barros que a Biblioteca Pública Municipal Adelpho Poli Monjardim, no Centro de Vitória, abre a programação de outubro. Nos próximos dias 5 e 6, a escritora Lilian Menenguci conduz duas palestras-oficinas gratuitas que propõem um mergulho no pensamento das infâncias, passando pela imaginação, pela curiosidade e pelas formas como essas experiências ajudam a construir o conhecimento.
Professora doutora em Educação e contadora de histórias, Lilian Menenguci mergulha na proposta da programação, que é revisitar a criança que existe em cada adulto e refletir sobre o que ela ainda pode ensinar. Referência ímpar na literatura contemporânea voltada às infâncias, a capixaba, artista das palavras, constrói uma obra marcada por uma rara interseção: a delicadeza do sensível e a contundente potência na defesa do pensamento e dos modos de ser criança.
Essa densidade poética e política ultrapassou fronteiras geográficas e culturais quando a autora foi, recentemente, selecionada como Global Leader for Young Children (Líder Global para a Primeira Infância) pela World Forum Foundation, integrando uma rede internacional de defensores e pensadores dos direitos e da dignidade infantil no mundo. “Contar com a participação da Lilian nas agendas da Biblioteca é sempre uma alegria, um presente. Ela não fala para as pessoas, ela fala com elas. E com pessoas de todos os tamanhos. Esses encontros, tenho certeza, serão divertidos e também provocativos”, declara a bibliotecária Elizete Caser.
Foto de Gi Pedrolo
Os encontros
Na segunda-feira (5), às 9 horas, Lilian Menenguci vai conduzir a palestra-oficina “Arquitetura criativa: a criança mágica como estrutura do pensamento das infâncias”, em um encontro que propõe afrouxar os nós do pragmatismo adulto e voltar o olhar para a imaginação e a vivência fantástica, refletindo sobre como elas participam da construção do aprendizado e do desenvolvimento humano.
Já na terça-feira (6), às 9 horas, vai acontecer a palestra-oficina “Por que cortar o cabelo não dói?: a curiosidade como poética das infâncias perguntadeiras”. A atividade examina a curiosidade não como um estágio a ser superado, mas como uma fonte inesgotável de onde brotam a filosofia, a ciência e a arte.
Os encontros são independentes e voltados ao público adulto, incluindo familiares, profissionais da educação e das infâncias, bibliotecários, mediadores de leitura, criadores de textos, entre outros. É possível participar de apenas um dos encontros ou dos dois momentos da programação.
“A ideia é criar espaços-tempos nos quais as pessoas adultas tenham a oportunidade de revisitar e mesmo viver ‘exercícios de ser criança’. Um convite junguiano para olhar para fora e sonhar, olhar para dentro e despertar para a urgência de cuidarmos, primeiro, da primeira infância. É nela que tudo começa. A literatura, nesse processo, é um dispositivo indispensável para produzir sentidos que, ao longo da vida, nos auxiliam a continuar crescendo”, destaca Lilian Menenguci.
A autora
Sua obra é marcada por uma linguagem poética e sensível, comprometida com as infâncias, seus diferentes modos de existir e as políticas voltadas para elas. É autora de diversos livros infantis e infantojuvenis, entre eles Os medos de Lili, Casa de papel, A criança mágica, que já alcançou cerca de 20 mil exemplares vendidos, O mistério da bolinha de gude, À gente, às vezes é assim, A pequena máquina de escrever e o lançamento Setembrino.
Com uma trajetória de projeção nacional e internacional, se consolida como destaque na literatura e na pauta das infâncias. Representou o Espírito Santo no prestigiado Circuito Nacional de Autores “Arte da Palavra” (Sesc Nacional); foi semifinalista do Concurso Literário “Narciso – entre espelhos e ausências”, em São Paulo; e selecionada no Concurso Lusófono Trofa, em Portugal.
Passou a integrar o seleto programa Global Leaders for Young Children, da World Forum Foundation, no qual representa o Brasil e a América do Sul no avanço de políticas e práticas voltadas ao cuidado e desenvolvimento integral da primeira infância. Concluiu o curso Ciência do Desenvolvimento Infantil na Primeira Infância, no Red River College Polytech, no Canadá.
O Centro Cultural Sesc Glória recebe, no dia 9 de outubro, a cantora, compositora, diretora e atriz potiguar Juliana Linhares. Em apresentação única no Espírito Santo, a artista sobe ao palco do Teatro Glória às 20h para apresentar o show de seu mais recente trabalho, Até Cansar o Cansaço (lançado em 2026), indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa.
Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Let’s Events e na bilheteria do Sesc Glória, com valores de R$ 50 para comerciários, meia-entrada e entrada solidária; R$ 55 para conveniados e comerciantes; e R$ 100 para a inteira.
Tradição, contemporaneidade e reflexão
Produzido sob a direção de Marcus Preto e com produção musical de Elísio Freitas, o disco Até Cansar o Cansaço se desdobra em onze faixas que abordam questões ligadas à memória, ao pertencimento e contemporaneidade. O trabalho conta com parcerias de peso, como Ney Matogrosso, Agnes Nunes e Anastácia.
Com uma trajetória marcada pela força cênica e por uma identidade artística profundamente conectada às raízes nordestinas, Juliana Linhares se consolida como um dos principais nomes da nova geração da música popular, articulando tradição e modernidade.
Sobre a artista
Nascida em Natal (RN), Juliana Linhares ganhou projeção nacional a partir de 2012 como vocalista da banda Pietá, com a qual lançou os álbuns Leve o que quiser (2014) e Santo sossego (2019). Também integrou o trio Iara Ira, ao lado de Júlia Vargas e Duda Brack. No teatro, estreou em São Paulo em 2016 no musical Gabriela, dirigido por João Falcão.
Em sua carreira solo, estreou com o aclamado álbum Nordeste Ficção (2021) — trabalho que tensiona estereótipos históricos e propõe novas narrativas sobre o ser nordestino —, seguido pelo EP Perdendo o juízo (2020), produzido por Josyara. Ao longo de sua trajetória, acumula colaborações com grandes ícones da música brasileira, como Tom Zé, Chico César, Larissa Luz, Zeca Baleiro, Letrux, entre outros.
Grandes Espetáculos | Juliana Linhares, “Até Cansar o Cansaço“