Conecte

Cultura

30º Festival de Cinema de Vitória anuncia filmes selecionados para as Mostras Competitivas

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória segue com as comemorações de suas três décadas de história, acontece de 18 a 23 de setembro, na cidade de Vitória

Postado

em

30º Festival de Cinema de Vitória

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória segue com as comemorações de suas três décadas de história,  acontece de 18 a 23 de setembro, na cidade de Vitória. Os 98 filmes selecionados, 93 curtas e cinco longas-metragens, apresentam um recorte da produção audiovisual brasileira contemporânea. As obras escolhidas pela Comissão de Seleção serão exibidas nas 12 Mostras Competitivas que compõem a programação do evento. 

Para Lucia Caus, diretora do Festival de Cinema de Vitória, os filmes escolhidos pela Comissão de Seleção trazem um recorte apurado para a diversidade de gêneros e temas existentes na produção audiovisual brasileira recente. “É sempre um desafio e, ao mesmo tempo, um imenso prazer exibir curtas e longas-metragens que falam sobre as múltiplas realidades brasileiras através do talento dos nossos realizadores e de suas equipes. Essa seleção conta com o olhar sempre cuidadoso da curadoria do Festival, formada por profissionais que têm relação estreita com a produção cinematográfica brasileira, e está sempre atenta ao potencial criativo de novos e longevos profissionais e suas obras que encantam, divertem e surpreendem nosso público”.

As produções concorrem ao Troféu Vitória em 35 categorias. A escolha dos vencedores é feita pelo Júri Técnico do Festival, composto por especialistas e profissionais ligados ao audiovisual brasileiro, além do Troféu Vitória de Melhor Filme, pelo Júri Popular, em todas as mostras competitivas.

As inscrições para o 30º Festival de Cinema de Vitória aconteceram entre os dias 06 de março e 10 de abril de 2023, em formato online. O festival bateu recorde de inscrições em seus 30 anos de história e recebeu 1226 inscrições, vindas de todas as regiões do Brasil, sendo 1014 curtas-metragens e 212 longas-metragens. 

Curadoria

A Comissão de Seleção do 30º Festival de Cinema de Vitória é formada por profissionais de reconhecida trajetória no meio audiovisual. São eles: a curadora, cineasta e produtora oriunda do curso de Cinema da UFF, Flavia Candida, o cineasta, escritor, pesquisador e professor do curso de cinema da Ufes, Erly Vieira Jr, e o produtor audiovisual e curador Waldir Segundo (27ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 13ª Mostra Quatro Estações, 12ª Mostra Foco Capixaba, 12ª Mostra Corsária, 10ª Mostra Outros Olhares); a produtora Rosemeri Barbosa (23º Festivalzinho de Cinema de Vitória); a produtora cultural e jornalista Leila Bourdoukan e o professor no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Gilberto Alexandre Sobrinho (13ª Mostra Competitiva Nacional de Longas); a escritora, ilustradora, diretora e roteirista, Saskia Sá, a doutora em educação e coordenadora do Cineclube Afoxé, Bárbara Maia Cerqueira, e a produtora cultural e realizadora, Hegli Lotério (8ª Mostra Mulheres no Cinema);  a curadora, cineasta e produtora oriunda do curso de Cinema da UFF, Flavia Candida, e o professor no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Gilberto Alexandre Sobrinho (8ª Mostra Cinema e Negritude); o jornalista, publicitário e produtor cultural, Luiz Eduardo Neves, e a mestre em educação pela UERJ e professora dos cursos técnicos em Rádio e TV, Suellen Vasconcelos (8ª Mostra Nacional de Videoclipes); a cineclubista, roteirista, produtora e realizadora de audiovisual Margarete Taqueti, e o cineasta e ambientalista Jefferson de Albuquerque Junior (6ª Mostra de Cinema Ambiental); e o produtor audiovisual e curador, Waldir Segundo (5ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico).

Uma janela de 30 anos para o cinema brasileiro

Depois da Mostra Comemorativa 30 Anos do Festival de Cinema de Vitória, as comemorações de 30 anos do Festival de Cinema de Vitória seguem a todo vapor. De 18 a 23 de setembro, acontece a 30ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que apresentará a safra atual e inédita do cinema brasileiro. Além das exibições nas mostras competitivas, o evento contará lançamentos de filmes, debates, formações e homenagens que transformarão a cidade de Vitória na capital do cinema brasileiro. A programação gratuita será realizada no Sesc Glória, no Cine Metrópolis (Ufes) e no Hotel Senac Ilha do Boi. 

O 30⁰ Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, da Petrobras e da ArcelorMittal, através da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura. Conta também com o apoio do Canal Brasil, da Universidade Federal do Espírito Santo, do Cine Metrópolis, da Rede Gazeta, da Carla Buaiz Jóias e do Sesc Glória. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).

Represa (Diego Hoefel, FIC, CE)
Represa (Diego Hoefel, FIC, CE)

FILMES SELECIONADOS PARA O 30º FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA

27ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas

A Última Vez que Ouvi Deus Chorar (Marco Antonio Pereira, EXP, MG)

Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo (Guilherme Xavier Ribeiro, FIC, SP)

Big Bang (Carlos Segundo, FIC, RN/MG)

Cama Vazia (Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet, DOC, SP)

Cósmica (Ana Bárbara Ramos, DOC, PB)

De Onde Nasce o Sol (Gabriele Stein, FIC, ES)

Deixa (Mariana Jaspe, FIC, RJ)

E Nada Mais Disse (Julia Menna Barreto, DOC, RJ)

Escasso (Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles, FIC, RJ)

Lugar de Ladson (Rogério Borges, DOC, SP)

Mãri Hi – A árvore do sonho (Morzaniel Ɨramari, DOC, RR)

O Último Rock (Diego de Jesus, FIC, ES)

Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem (Anderson Bardot, FIC, ES)

Ramal (Higor Gomes, FIC, MG)

Remendo (Roger Ghil, FIC, ES)

Teatro de Máscaras (Eduardo Ades, FIC, RJ)

23º Festivalzinho de Cinema de Vitória 

Ciranda Feiticeira (Lula Gonzaga e Tiago Delacio, ANI, PE)

Super Heróis (Rafael de Andrade, FIC, DF)

Amei te Ver (Ricardo Garcia, FIC, SP)

O Passarinho Menino (Ursula Dart, FIC, ES)

Anacleto, o Balão (Carol Sakura e Walkir Fernandes, ANI, PR)
Ela Mora Logo Ali (Fabiano Barros e Rafael Rogante, RO)

13ª Mostra Competitiva Nacional de Longas
Incompatível Com a Vida (Eliza Capai, DOC, RJ/SP)
Jovem que Desceu do Norte (Ana Teixeira, DOC, SP)
Porto Príncipe (Maria Emilia Azevedo, FIC, SC)
Represa (Diego Hoefel, FIC, CE)
Toda Noite Estarei Lá (Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, DOC, ES)

Toda Noite Estarei Lá (Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, DOC, ES)
Toda Noite Estarei Lá (Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, DOC, ES)

13ª Mostra Quatro Estações
A Menina Atrás do Espelho (Iuri Moreno, ANI, GO)
Casa de Bonecas (George Pedrosa, FIC, MA)
Entrelaços (Giulia Tomasini e Marina Pessato, FIC, RS)
Ferro’s Bar (Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros, DOC, SP)
Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo (Renato Sircilli, FIC, SP)

12ª Mostra Foco Capixaba
Mångata – Todas as Fases da Lua (Marcella Rocha, DOC, ES)
Marcha, Mastro e Fé (Arthur Navarro, ANI, ES)
O Passarinho Menino (Ursula Dart, FIC, ES)
Ruína do Futuro (Dorottya Czakó, EXP, ES)
Trinca-ferro (Maria Fabíola, FIC, ES)

12ª Mostra Corsária
Capuchinhos (Victor Laet, EXP, PE)
Desmonte (Clara Pignaton e Hugo Reis, EXP, ES)
Nada Haver (Juliano Gomes, DOC, MG/ES/RJ)
Nossos Passos Seguirão os Seus (Uilton Oliveira, DOC, RJ)
Patuá (Renaya Dorea, EXP, RJ/Cuba)
Pelas Ondas Lambem-se às Margens (Hyndra, DOC, BA)
The Patriarchal Period (Patrícia Froes, EXP, RJ)
Um Céu Partido ao Meio (Danielle Fonseca, DOC, PA)

10ª Mostra Outros Olhares
A Bata do Milho (Eduardo Liron, DOC, BA/SP)
A Verdade que me Contaram (Realização Coletiva – Breno Oliveira, Camila Rodrigues Sales, Cauã Damas, Clara Vitter, Daniel Damas, Daniel Silva Gomes, João Pedro Ventura Noises, Jonas Basílio, Kauane Vitória Dias Ferreira, Letícia Abreu, Mayara Mendes, Nayra Garcia, Weverton de Oliveira Pereira, Andrey Oliveira Sampaio, FIC, RJ)
Amaná (Antonio Fargoni, FIC, CE)
Amigo Secreto (Rui Calvo, FIC, SP)
Arrimo (Rogério Borges, DOC, SP)
Arruma um Pessoal pra Gente Botar uma Macumba num Disco (Chico Serra, DOC, RJ)
Ava Mocoi – Os Gêmeos (Luiza Calagian e Vinícius Toro, DOC, PR)
Barra Nova (Diego Maia, ANI, CE)
Circuito (Alan Sousa e Leão Neto, FIC, CE)
Dorme Pretinho (Lia Letícia, DOC, PE)
Jaguanum (Samuel Lobo, FIC, RJ)
Nina e o Abismo (Alice Name-Bomtempo, FIC, RJ)
No Início do Mundo (Gabriel Marcos, FIC, MG)
Quando Bento Era São (Clementino Junior, DOC, MG)
Sua Majestade, o Passinho (Carol Correia e Mannu Costa, DOC, PE)

8ª Mostra Mulheres no Cinema
Alexandrina – Um Relâmpago (Keila Sankofa, DOC, AM)
Azul da Cor do Mar (Natália Dornelas, EXP, ES)
Fala Sincera (Yacewara Pataxó, DOC, SP)
Lei da Mordaça (Isabella Vilela, DOC, SP/RJ)
Manchas de Sol (Martha Mariot, FIC, RS)
Nicinha Não Vem (Muriel Alves, DOC, RJ)
Todavia Sinto (Evelyn Santos, EXP, SP)
Vozes-mulheres (Laynara Rafaela, EXP, SP)

8ª Mostra Cinema e Negritude

Avôa (Lucas Mendes, DOC, GO)

Caminhos Afrodiaspóricos pelo Recôncavo da Guanabara (Wagner Novais, DOC, RJ)

Espaço Dentro (Natasha Rodrigues, EXP, SP)

Espelho (Laynara Rafaela, FIC, SP)

Firmina (Izah Neiva, FIC, SP)

Insígnia (Beatriz Barreto, FIC, DF)

Mergulho (Marton Olympio & Anderson Jesus, FIC, SP)

Remendo (Roger Ghil, FIC, ES)
Remendo (Roger Ghil, FIC, ES)

7ª Mostra Nacional de Videoclipes
A Dança do Caos, de Vito Quintans Artista: Sargaço Nightclub – Pernambuco
Copo de Silêncio, de Farofa Sintética. Artista: Sandyalê – Sergipe

Cornelis, Hecthor Murilo e Patrick Gomes. Artista: Gastação Infinita – Espírito Santo
Destino, de Marvin Pereira e Sued Nunes. Artista: Sued Nunes – Bahia
Do Outro Lado da Rua, de Thiago Barba. Artista: Thiago Barba – Santa Catarina
Horizonte, de Mooluscos. Artista: Uiu Lopes – São Paulo

La Biquera, de Iza Moreira. Artista: Garibaldi – São Paulo

Mandaram Me Buscar, de Perseu Azul Safi. Artista: Pacha Ana – Mato Grosso
Manifesto, de W.I. e V.G.. Artista: W.I. part. V.G. – Espírito Santo
Memórias de um Carnaval Perdido, de Gui Campos. Artista: Saci Wèrè – Distrito Federal
Milico, de Gabriel Albuquerque. Artista: Mukeka Di Rato – Espírito Santo
Miqueísmo, de Miquéias Gonçalves (MiQ). Artista: MiQ part. Naomhi – Espírito Santo
Ofélia, de Leila Monségur e Cris Rangel. Artista: Bel Aurora – São Paulo

Quem é teu Baby?, de Lucas Paz. Artista: Leopold Nunan part. Sonia Santos e Ana Gazzola – Ceará
Santa Fera, de Rodrigo Urbano e Isadora Maia. Artista: Duda Hissa, Duda Brack – São Paulo
Timon, Papel e Letra, de Renata Fortes. Artista: Jaísa Caldas – Maranhão

6ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental

Memórias do Fogo (Rita de Cássia Melo Santos, Leandro Olímpio, Irineu Cruzeiro Neto, DOC, ES)

8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis (Andrea Flores Urushima, Cesar Shundi Iwamizu e Nelson Kao, DOC, SP)
Vãhn Gõ Tõ Laklãnõ (Barbara Pettres, Flávia Person, Walderes Coctá Priprá DOC, SC)

5ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico
Água Doce (Antonio Miano, FIC, SP)
Encruzilhada do Caos (Alex Buck, FIC, ES)
La Purse (Gabriel Nobrega, ANI, SP)
Luminárias (Evandro Caixeta e João Gilberto Lara, FIC, MG)
Nau (Renata de Lelis, FIC, RS)

Continue Lendo
Advertisement
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

O assunto é arquitetura, sustentabilidade e futuro das cidades: capixaba Heliomar Venâncio lança seu primeiro livro infantil

Com ilustrações divertidas, atividades interativas e personagens que despertam a curiosidade, ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’ transforma arquitetura, urbanismo e ecologia em conhecimento acessível aos pequenos. Obra será comercializada no Brasil, Portugal e Espanha.

Postado

em

Arquitetura, urbanismo e sustentabilidade são assuntos de gente grande? Para o arquiteto capixaba Heliomar Venâncio, não. É justamente na infância que o contato com esses temas pode despertar a consciência ambiental, estimular a curiosidade e ajudar a formar cidadãos mais atentos às cidades onde vivem. Essa é a proposta de Crianças no mundo da arquitetura sustentável, o sexto livro da carreira de Heliomar e o primeiro dedicado ao público infantil, que será lançado oficialmente nesta terça-feira, dia 3 de novembro, às 18h, na Livraria Leitura do Shopping Vila Velha.

Com uma abordagem lúdica e descomplicada, a obra convida os pequenos leitores a descobrir como a arquitetura se relaciona com o cotidiano, como as cidades são construídas e de que maneira as escolhas individuais e coletivas podem contribuir para um futuro mais sustentável.

“Os adultos costumam acreditar que temas como este não cabem no repertório e na maturidade infanto-juvenil. Mas é justamente nesta fase que precisamos oferecer conhecimento e debates enriquecedores para torná-los mais conscientes e capazes de fazer escolhas alinhadas com um futuro próspero e saudável”, afirma Heliomar Venâncio.

A obra será distribuída pela Zamboni Books, empresa com atuação no mercado nacional e internacional de livros, com venda nos ecommerces Amazon e Magazine Luiza, além de pontos físicos, no valor de R$ 80. A obra didática também chegará a Portugal e à Espanha.

Um passarinho construtor e um menino curioso conduzem a aventura

Para tornar o conteúdo ainda mais próximo do universo infantil, o livro apresenta dois personagens que acompanham os leitores nessa jornada de descobertas. Um deles é o João de Barro, ave conhecida por construir sua própria moradia, que assume o papel de mascote e explica conceitos, compartilha dicas e acrescenta leveza aos assuntos abordados. A escolha não é por acaso: além de fazer parte da fauna brasileira, o passarinho tem uma ligação natural com o universo da construção civil.

Ao lado dele está o menino ArqThéo, personagem curioso que ajuda a conduzir a narrativa didática e convida as crianças a observar o mundo ao redor com novos olhos. As ilustrações, assinadas por Gustavo H. Ohashi, dão vida a essa experiência e ajudam a transformar conceitos técnicos em situações visuais mais fáceis de compreender.

A publicação é organizada em seis capítulos. A jornada começa com uma breve apresentação do planeta e avança por reflexões sobre arquitetura, urbanismo, ecologia e os cuidados necessários para construir cidades mais saudáveis. Ao final de cada capítulo, atividades lúdicas e exercícios de fixação incentivam os leitores a colocar em prática o que aprenderam, tornando a leitura também uma oportunidade de interação e aprendizado.

Arquitetura brasileira como inspiração

Outro ponto que Heliomar Venâncio apresenta no livro é a diversidade arquitetônica brasileira. Em um país de dimensões continentais, marcado pela pluralidade de culturas, povos, paisagens e modos de viver, a arquitetura também expressa essa riqueza. “Aproximar as crianças dessa diversidade é uma maneira de ampliar seu repertório e estimular a percepção sobre os diferentes espaços que compõem o nosso território”, explica o autor.

Mais do que apresentar conceitos, Heliomar busca incentivar perguntas: por que as cidades são organizadas de determinada maneira? Como as construções podem respeitar o meio ambiente? O que torna um espaço agradável e saudável para as pessoas? E o que cada um pode fazer para contribuir com o lugar onde vive?

“A proposta é mostrar que o cuidado com o espaço urbano não depende exclusivamente de arquitetos, urbanistas ou gestores públicos. A formação de uma consciência coletiva começa também com a educação e com a compreensão de que as cidades são ambientes compartilhados, cuja qualidade depende de escolhas, atitudes e responsabilidades de todos”, pontua.

Sobre o autor

Livro ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’ será distribuído no Brasil, em Portugal e Espanha

Heliomar Venâncio é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com especialização em Construção Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Engenharia Ambiental pela Faculdade Cândido Mendes. Também é mestre em Arquitetura e Cidade pela Universidade Vila Velha (UVV).

Sócio-proprietário da Biosfera Arquitetura Ltda., que atua sob o nome Heliomar Venâncio Arquitetura, acumula 33 anos de experiência no mercado da construção civil, com projetos realizados no Espírito Santo e em outros estados brasileiros.

É autor dos livros Arquitetura em 10 Lições: Introdução ao Fascinante Mundo Arquitetônico; Minha Casa Sustentável: Guia para uma Construção Residencial Responsável; A Arquitetura da Construção: Um Guia para a Sua Obra; A Cidade de Vila Velha e o Rio da Costa; e Contêiner, como projetar e construir. Crianças no mundo da arquitetura sustentável é seu sexto título.

Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos como o Prêmio Nacional Roca de Boas Ideias Sustentáveis, em 2008; o Prêmio Estadual Ecologia, do Governo do Espírito Santo, em 2008, 2010, 2012 e 2013; o Prêmio de Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em 2010; o prêmio de Melhor Projeto de Arquitetura do Espírito Santo, da Associação do Mercado Imobiliário, em 2011; e o Prêmio Ecologia do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), em 2012. Foi presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU-ES) e atualmente preside a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Espírito Santo (AsBEA-ES).

Lançamento do livro ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’, de Heliomar Venâncio

Quando: 03 de novembro (terça-feira), às 18h

Local: Livraria Leitura do Shopping Vila Velha

Valor da obra: R$ 80

Vendas: Amazon e Magazine Luiza

Distribuição: Zamboni Books, com alcance nacional e internacional, incluindo Portugal e Espanha.

Ficha técnica

Pesquisa, produção e edição de texto: Heliomar Venâncio (CAU A20964-3)

Revisão de texto: Priscilla Bittencourt

Projeto gráfico e editoração: Comunicação Impressa

Capa: Comunicação Impressa

Ilustrações: Gustavo H. Ohashi

Gráfica: GSA

Continue Lendo

Teatro

A Última Sessão de Freud: peça acontece neste fim de semana em Vitória

Em cartaz há 4 anos e assistido por mais de 180 mil pessoas, o espetáculo estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi tem sessões no Teatro da Ufes nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º)

Postado

em

Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu mais de 420 apresentações e chega a Vitória neste fim de semana. Será nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º), no Teatro Universitário da Ufes.

Os ingressos estão à venda através da plataforma Sympla, com valores a partir de R$ 25 (mezanino/meia entrada).

O enredo

A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20. Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.

No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.

A encenação

O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939.

Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.

O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.

“A ideia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas. O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: Na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e sobretudo, humana”.

Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses seus 56 anos de profissão.

“Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da segunda guerra mundial, vivenciada por Freud”.

– Odilon Wagner

Então, já sabe o que fazer no fim de semana! Corra para o teatro e confira essa peça premiadíssima e com artistas de primeira! #FicaADica

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain

Quando: 30 e 31 de outubro, e 1º de novembro

Horário: sexta e sábado, às 20h e domingo, às 17h

Local: Teatro Universitário da Ufes – Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória

Ingressos: Entre R$25,00 e R$180,00

Vendas on-line: https://www.freud.art.br/ e https://bileto.sympla.com.br/event/123764/d/399500/s/2626605

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Fotos: João Caldas

Continue Lendo

Cultura

Core-ES lança livro comemorativo em sessão solene na Câmara Municipal de Vitória

Obra reúne entrevistas, registros históricos e relatos marcantes dos 60 anos de regulamentação da profissão no Estado. O lançamento acontece nesta terça-feira, dia 27

Postado

em

O Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Espírito Santo (Core-ES) lança o livro Core-ES 60 anos – Uma história que representa, nesta terça-feira, dia 27 de outubro, a partir das 18h30. A publicação será apresentada durante sessão solene em homenagem às seis décadas de atuação da entidade, no plenário da Câmara Municipal de Vitória. A obra resgata os primórdios da representação comercial no Espírito Santo e destaca a trajetória do Conselho, sua contribuição para o desenvolvimento econômico e seu papel na valorização da categoria.

O livro percorre diferentes momentos da profissão, desde os tropeiros, considerados precursores da representação comercial capixaba, passando pelos caixeiros-viajantes, até chegar aos profissionais que hoje conectam empresas, mercados e oportunidades. Entre as histórias resgatadas está a de Francisco Daher, um dos primeiros caixeiros-viajantes da fábrica de chocolates Garoto. Sua trajetória profissional, marcada pelo pioneirismo e pelo carisma, ganhou espaço no Museu da Garoto, em Vila Velha, onde sua contribuição à empresa permanece registrada.

Maleta mostruário emprestada ao Museu da Garoto pela família de Francisco Daher. Foto: Marília Marques

A narrativa chega a 1966, ano em que um novo capítulo dessa história começou com a fundação do Core-ES, em 8 de fevereiro. Ao longo de 60 anos, o Conselho acompanhou as transformações do mercado, enfrentou desafios e trabalhou na defesa dos direitos dos representantes comerciais e na ampliação do reconhecimento da categoria.

A atuação do Conselho sempre esteve relacionada à defesa das prerrogativas legais da profissão e à valorização dos representantes comerciais, incluindo temas importantes para a categoria, como a vedação à cláusula del credere, prevista na Lei nº 4.886/1965, que regula as atividades dos representantes comerciais autônomos.

Entre os desafios que marcaram essa trajetória está a pandemia de Covid-19, período que exigiu capacidade de adaptação dos profissionais e das instituições diante das mudanças nas relações comerciais e nas formas de fazer negócios.

Para o presidente do Core-ES, Marcelo Marino Simonetti, comemorar os 60 anos da instituição é reconhecer o trabalho de gerações de profissionais e reafirmar o compromisso com o futuro da categoria.

“Celebrar os 60 anos do Core-ES é reconhecer a contribuição de todos que ajudaram a construir essa história e compreender a responsabilidade que temos com as próximas gerações. Nosso compromisso é estar cada vez mais próximos dos representantes comerciais, ouvir suas demandas, defender os interesses da categoria e promover iniciativas que contribuam para o desenvolvimento profissional e o fortalecimento da representação comercial no Espírito Santo”.

Pesquisa reúne entrevistas e documentos históricos

Escrito pela jornalista Marília Marques, assessora do Core-ES, o livro é resultado de um trabalho de pesquisa que reuniu cerca de 30 entrevistas, consulta a mais de 300 documentos do acervo do Conselho e aproximadamente 40 referências bibliográficas.

Marcelo Marino Simonetti

Entre os entrevistados estão o atual presidente do Conselho, Marcelo Marino Simonetti, a gerente-geral, Fernanda Pianca, diretores da instituição e descendentes de seus primeiros presidentes, que contribuíram para reconstruir diferentes períodos da história do órgão e da representação comercial no Estado.

O trabalho de apuração também incluiu uma visita a Ibatiba, no Espírito Santo, reconhecida como Capital Capixaba dos Tropeiros. No município, foram realizadas visitas ao Museu do Tropeiro, além de entrevistas que ajudaram a aprofundar o resgate histórico das origens da atividade comercial no estado.

A pesquisa também levou a autora a Brasília, onde entrevistou o presidente do Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere), Archimedes Cavalcanti Júnior. Além de contribuir para o conteúdo do livro, a entrevista foi registrada em vídeo e está disponível no canal oficial do Core-ES no YouTube, ampliando o acesso a esse registro histórico.

Para quem deseja conferir o conteúdo, a obra estará disponível no site do Core-ES.

Lançamento do livro “Core-ES 60 anos – Uma história que representa”

Quando: 27 de outubro (terça-feira)

Horário: A partir das 18h30

Local: Plenário da Câmara Municipal de Vitória – Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, nº 1.788, Bento Ferreira, Vitória (ES)

Continue Lendo

Vai Pocar