A arte da cozinha ao vivo: Festival Gastronômico e Cultural de São Mateus terá aulas-shows com chefs renomados
Entre os dias 06 e 08 de dezembro, o Parador Internacional Guriri vai receber chefs de renome nacional para um verdadeiro show de gastronomia. Confira quem são e as criações que serão apresentadas!
São Mateus, um dos maiores polos culturais e gastronômicos do Norte do Espírito Santo, se prepara para receber a segunda edição do Festival Gastronômico e Cultural, entre os dias 06 e 08 de dezembro, no Parador Internacional Guriri. Além de atividades destinadas à economia criativa e ao artesanato, shows musicais, apresentações de dança e intervenções culturais, o evento terá ainda uma série de aulas-show apresentadas por chefs renomados, levando ao público uma experiência sensorial única, que mistura técnica, sabor e histórias.
As apresentações vão revelar a verdadeira arte da cozinha ao vivo, com dicas e truques para que o público possa replicar as receitas na própria casa. Os nomes selecionados para participar desta edição estiveram sob a curadoria do chef Harum Katharian, que também vai comandar uma das aulas-show do festival. Além dele, estão confirmados: Hugo Grassi, Ariela Brasil, Danilo Faria e Gabriel Bordoni.
Conheça os chefs e suas criações!
Com 14 anos de experiência na cozinha profissional, Harum Katharian (@harumkatharian), natural de São Paulo, é um verdadeiro mestre da gastronomia e define seu estilo de cozinha favorito como o street food, sempre acompanhado de um toque sofisticado. A inspiração para criar vem da vontade de proporcionar bons momentos às pessoas, especialmente ao lado de sua família. Em sua trajetória, o chef registra o título Bib Gourmand pelo restaurante Tartar & Co. by Erick Jacquin, um reconhecimento da culinária de alta qualidade e sabor. Para o Festival Gastronômico e Cultural de São Mateus, Harum levará sua expertise em um prato único: Riso al Salto de Açafrão com Barriguinha de Porco.
Hugo Grassi
Com 19 anos de carreira, o capixaba Hugo Grassi (@hugograssi) é um dos nomes mais respeitados da culinária brasileira, especialmente por sua abordagem única no estilo Fusion Food. Natural de Linhares (ES), Hugo conquistou o segundo lugar no reality show Hells Kitchen e é conhecido por sua habilidade em combinar ingredientes e técnicas de diferentes culturas, criando pratos inovadores e repletos de sabor. Seu prato assinatura, Tortelline de Taleggio e Fontina com molho de cogumelos e tartufo, já é referência entre seus admiradores. Hugo também é Comendador da Ordem do Mérito Domingos Martins, título concedido pela Assembleia do Espírito Santo. No festival, o chef vai preparar ao vivo uma Fideuá de Moqueca com Camarão e Banana da Terra, uma fusão perfeita de influências capixabas com toques da culinária internacional.
Com 15 anos de experiência na confeitaria, Ariela Brasil (@arielabrasilchef) é uma chef renomada no cenário capixaba, natural de Linhares (ES). Especializada em culinária contemporânea, Ariela é apaixonada pela arte dos bolos.
Ariela Brasil
Sua carreira inclui prêmios significativos, como o Talento Senac no Rio de Janeiro e o Prêmio Dolmã, além de ser destaque por quatro anos consecutivos como a melhor cafeteria da cidade. Ariela também registra o privilégio de ter participado do programa Mais Você com Ana Maria Braga, na Rede Globo. Para o festival, ela levará toda a sua expertise e paixão por doces e sobremesas, encantando o público com a preparação de um Tiramisu, doce clássico italiano.
Danilo Faria (@danilofariasouza), por sua vez, possui mais de 18 anos de experiência, e é considerado um dos maiores especialistas em culinária japonesa tradicional, especialmente no sushi Edomae e no street food japonês. Natural de Iúna, região do Caparaó, em 2017, foi certificado pela All Japan Sushi Association como um dos embaixadores do sushi do Japão e da América Latina. Danilo tem como prato assinatura o Sushi Tradicional no Estilo Tokyo, com uma técnica impecável e uma dedicação única à tradição japonesa. Sua inspiração vem do Sushi Chef Hiroyuki Sato e sua busca pela excelência em cada peça de sushi. Em sua aula-show, Danilo vai preparar o Kaijiru, um missoshiru de vongole, uma receita tradicional e prática das famílias japonesas, trazendo a verdadeira essência da culinária nipônica para o evento.
Danilo Faria
Com 14 anos de carreira e um talento local – originário de São Mateus -, Gabriel Bordoni (@gabrielbordoni) também está confirmado na programação das aulas-show. Com estilo favorito que gira em torno da cozinha autoral com forte influência europeia, sempre guiado pela técnica do fogo, ele diz ser fortemente influenciado pelos renomados chefs Alex Atala e pelos irmãos Adriá e Roca, cujas filosofias moldaram sua visão da alta gastronomia. Reforça ainda que, em sua carreira, cada país visitado tem importância em sua formação profissional e atuam como fonte de ideias para suas criações. No festival, Gabriel vai apresentar um inovador Risoto de Redução de Beterraba, com molho de queijo Grana dos Laura e espumante Vaccaro brut, mexilhões defumados e picles de rabanete, uma combinação de sabores ousada e sofisticada.
Programação das aulas-show do Festival Gastronômico e Cultural de São Mateus:
06 DE DEZEMBRO (SEXTA-FEIRA)
Chef Ariela Brasil: tiramissu
Chef Danilo Faria: Kaijiru (missoshiru de vôngole), uma receita tradicional e prática das famílias japonesas
07 DE DEZEMBRO (SÁBADO)
Chef Harum Katharian: Riso al salto de açafrão com barriguinha de porco
Chef Hugo Grassi: Fideua de Moqueca com Camarão e Banana da Terra
08 DE DEZEMBRO (DOMINGO)
Gabriel Bordoni
Chef Gabriel Bordoni: Risoto de redução de beterraba, molho de queijo Grana dos Laura e espumante Vaccaro brut, mexilhões defumados e picles de rabanete
Cantor e compositor Fabriccio apresenta o show ‘Vitória’ no Sesc Glória
Com apresentações nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro, o artista capixaba celebra suas raízes e influências em espetáculo imersivo que une MPB, ritmos afro-brasileiros e sonoridades contemporâneas
O Centro Cultural Sesc Glória recebe o cantor, compositor e produtor musical Fabriccio para o show “Vitória”, no Teatro Virgínia Tamanini, nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro. A apresentação promete um convite afetivo ao universo do álbum “Vitória”, lançado em 2024, celebrando a vivência do artista como capixaba e expoente da nova MPB. Com valores a partir de R$ 15, os ingressos já podem ser retirados na Plataforma Let’s Events, ou na Bilheteria do Sesc Glória.
O espetáculo traz a ilha e a capital capixaba como plano de fundo para narrativas sobre afeto, ancestralidade, memórias e inseguranças. Junto com o cantor Fabriccio, sobem ao palco Henrique Paoli (bateria e sampler), Bruno Chico (baixo), Jay San’t (guitarra), Jone BL (dj), e Vitor Lima (saxofone e flauta), criando uma mistura de timbres digitais e orgânicos, além de três participações especiais da cena local: Ada Koffi, André Prando e Borabaez.
Fabriccio. Foto de @jefdelgado
O repertório conta com o álbum na íntegra, com arranjos exclusivos para agregar a experiência ao vivo e a imersão do público na musicalidade, nas histórias compartilhadas nas letras, somadas com algumas músicas marcantes da trajetória do artista dos primeiros lançamentos até o álbum “Vitória”.
Sobre o artista
Natural de Vitória (ES), Fabriccio é cantautor (um músico que escreve, compõe e interpreta as próprias canções) e produtor de seus próprios projetos. Sua trajetória alcançou projeção internacional desde o EP Desajeito (2012), cuja faixa “Feito Tamborim” integrou a coletânea britânica Amplificador: Música Brasileira “The 10’s generation”, ao lado de nomes como Curumin e Abayomi Orquestra. O álbum Selva também ganhou edição em CD no Japão pela Think Records.
Fabriccio participou de um tributo em vinil a Atrás do Pôr do Sol (1988), de Lazzo Matumbi, gravando a faixa-título em um projeto que reuniu Luedji Luna, Anelis Assumpção, Josyara e Larissa Luz. Também comanda o projeto Salve os Mestres, dedicado a referências como Jorge Ben, Gilberto Gil, Luiz Melodia e Djavan.
Em seu lançamento mais recente, o álbum Vitória, assinou a produção e contou com participações de Elisa Lucinda, Lino Krizz, Dow Raiz, Yan Cloud e Borabaez. Entre seus reconhecimentos estão Melhor Artista Solo no Prêmio da Música Capixaba de 2025, Destaque Vozes Negras em 2022 e Melhor Composição por “Grajaú Girl”, feat. DJ Will, em 2023.
Cena Musical | Fabriccio apresenta o show “Vitória”
Uma ausência, uma lembrança ou uma escolha podem pesar tanto quanto aquilo que o corpo carrega. Esses diferentes sentidos do peso percorrem os 20 contos de “O Peso do Corpo”, livro que o escritor capixaba Carlos Fonseca lança neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta. À frente do espaço, Elisa Quadros recebe o autor para o lançamento, que terá uma roda de conversa com Anellise Ramos e Saulo Ribeiro, escritor e editor da Cousa.
Publicado pela Editora Cousa, o livro explora memória, escolhas, ausência e tempo por meio de personagens marcados pelos conflitos e pelas possibilidades de redenção da existência humana. A profundidade psicológica e a construção de retratos humanizados conduzem as histórias.
Este é o sétimo livro de Fonseca e sua estreia na prosa após uma trajetória dedicada à poesia. Durante o lançamento, os leitores poderão conversar com o escritor sobre essa passagem entre gêneros literários e os temas da coletânea.
“Cada leitor chega com suas experiências e percebe coisas diferentes em uma história. O bate-papo abre espaço para compartilhar essas leituras e ouvir o autor sobre a construção do livro”, afirma Elisa Quadros.
Natural de São José do Calçado, no sul do Espírito Santo, Carlos Fonseca é membro da Academia Espírito-santense de Letras, professor e juiz federal do trabalho. Tem crônicas e ensaios publicados em jornais e revistas, além de poemas selecionados em antologias no Brasil e em Portugal. É mestre em Direito e especialista em Comunicação Jurídica.
Lançamento de “O Peso do Corpo”, de Carlos Fonseca, com roda de conversa
Participantes: Carlos Fonseca, Anellise Ramos e Saulo Ribeiro
Médico e escritor lança romance de ficção em novembro
A Irmandade do Ódio, novo romance de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória
O que acontece quando a inveja toma o lugar da fraternidade e antigas mágoas se transformam em perseguição? Essa é uma das questões que conduzem A Irmandade do Ódio, novo romance de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, que será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória. Este é o terceiro livro publicado pelo autor em 2026.
Editada pela Namíbia Editora, a obra constrói uma trama de ficção em torno de conflitos pessoais, relações familiares, disputas institucionais e jogos de poder. Na história, o protagonista Avicena, médico e escritor, passa a enfrentar situações que colocam em xeque os valores de amizade, liberdade e fraternidade que deveriam orientar a instituição da qual faz parte.
A trajetória dos personagens mostra como rivalidades podem crescer, alimentadas pelo ressentimento e pela dificuldade de aceitar as conquistas alheias. Nécio, personagem que se deixa conduzir pelo ressentimento e pela inveja, tem papel central nos conflitos da trama. Suas atitudes levam as divergências com Avicena para além do campo pessoal, desencadeando perseguições e disputas que atingem diferentes áreas da vida do protagonista.
O romance também acompanha uma investigação criminal, mas vai além do mistério para explorar as motivações e as consequências das escolhas de cada personagem.
A Ordem dos Templários, organização religiosa e militar criada na Idade Média para proteger peregrinos cristãos que viajavam a Jerusalém, é uma das referências presentes na narrativa. No romance, porém, a ordem faz parte do universo ficcional construído pelo autor, assim como os conflitos e acontecimentos apresentados. A referência contribui para explorar uma das questões centrais da obra: a contradição entre os ideais de fraternidade e os comportamentos de personagens movidos pela inveja, pelo ressentimento e pela disputa de poder.
A literatura também ocupa lugar na trama. Avicena utiliza o pseudônimo Marcos André, e um livro escrito por ele se torna alvo de tentativas de censura. A frase “Não leiam o livro de Marcos André”, que chegou a dar título à obra, permanece na história como uma provocação sobre o controle da palavra e a liberdade de expressão.
Reflexão sobre o perdão
Outro eixo do romance é a relação entre irmãos, evocada também pela história bíblica de Caim e Abel. A referência contribui para discutir a inveja, a rivalidade e a transformação de vínculos de proximidade em relações de confronto.
Apesar dos crimes e das perseguições que movimentam a narrativa, o autor conduz a história para uma reflexão sobre o perdão. Em vez de tratar o tema como esquecimento ou absolvição automática, a obra aborda a possibilidade de seguir em frente sem permitir que as experiências de violência determinem toda a vida de quem as sofreu.
Médico e escritor
Além da carreira na medicina, Marcos André Malta Dantas construiu uma trajetória na literatura. Formado em Medicina pela Emescam, é especialista em Clínica Médica e Nutrologia, com formação também em Educação Física, Filosofia, Teologia, História e Letras. Ao longo da carreira, presidiu a Academia Maçônica de Letras e a Associação Médica Brasileira de Ortomolecular (AMBO).
Autor de “O Homem que Virou Post”, “O Tempo que Me Habita”, “Eu, Você e as Vitaminas”, “História e Historiografia da Academia Maçônica de Letras” e do romance “O Silêncio Depois do Canto”, Marcos André transita entre a ficção e a não ficção, explorando temas ligados ao comportamento humano, à memória, à filosofia e à saúde.