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Cultura

Em março: Oficina de escrita para mulheres com a escritora Dani Costa Russo

O encontro acontece no dia 7 de março, no Sesc Glória, e aborda diferentes possibilidades de textos autobiográficos

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O Sesc Glória recebe, no dia 7 de março, a Oficina “A escrita de si na construção do livro“, ministrada pela jornalista e escritora Dani Costa Russo. Voltado exclusivamente para mulheres, o encontro propõe um percurso de reflexão e prática para a construção de livros a partir da própria experiência. Durante as atividades, as participantes vão aprender sobre as diferentes possibilidades de textos autobiográficos, confessionais e memorialísticos, além da autoficção, ampliando os caminhos narrativos disponíveis para quem deseja transformar a vida em literatura.

A participação é gratuita, com vagas limitadas, e os ingressos podem ser retirados neste site ou ainda na bilheteria do Sesc Glória (mediante disponibilidade).

Como parte da atividade, será exibido o curta-metragem “Cama Rainha” (15 min), peça audiovisual da Flor Filmes, que apresenta o processo de criação do livro-diário homônimo, segunda publicação da autora capixaba.

Além de ser um espaço de exercício da escrita, a oficina visa incentivar o fortalecimento da carreira de mulheres na literatura, promovendo o enfrentamento das desigualdades de gênero no campo editorial. O evento acolhe desde autoras iniciantes até as mais experientes.

“A oficina acolhe todas, a ideia é pensarmos juntas no nosso repertório de vida como fonte para a escrita. A ‘escrita de si’ ganhou bastante destaque com o Nobel de Literatura da francesa Annie Ernaux, uma autora que utiliza suas vivências de forma assumida, na primeira pessoa, desde o começo da carreira. Eu mesma publiquei Cama Rainha quando entendi, assistindo Ernaux na FLIP 2022, que o meu maior recurso de escrita era infindável: o que vinha da minha experiência pessoal e íntima”, conta Dani.

Sobre a autora

Dani Costa Russo é capixaba, radicada em São Paulo há quase 17 anos. É autora dos livros Beijos no Chão e Cama Rainha, além de atuar como leitora crítica, preparadora de texto e mentora literária.

Jornalista e escritora, Dani é idealizadora, curadora e editora do selo Auroras, da Litteralux. Em 23 de março de 2026, o selo completará seis anos, contando atualmente com 45 autoras. Um dos destaques, o livro Todos os Caminhos Levam ao Mar, primeiro romance do selo, foi finalista do Prêmio Kindle de Literatura. Para ela, ampliar vozes femininas contribui para a diversificação de ângulos e representações:

“Todas que integram o Auroras se tornam o próprio selo e eu torço por cada uma a cada conquista literária, mesmo quando vão para outras editoras, geralmente maiores, com mais estrutura. A ideia é essa mesmo: abro a primeira porta para que outras sejam abertas a elas”, comenta.

Oficina “A escrita de si na construção do livro”, com Dani Costa Russo

Quando: 07 de março de 2026 (sábado)

Local: Sala da Palavra, Centro Cultural Sesc Glória

Horário: 14h às 18h

Classificação: a partir de 16 anos

Valor: Gratuito

Informações: no site lets.events/organizer/sescgloria ou no instagram @sescgloriaes.

Teatro

Para rir: Espetáculo ‘Gostava Mais dos Pais’ traz Lucio Mauro Filho e Bruno Mazzeo ao Teatro da Ufes

Comédia será apresentada nos dias 10, 11 e 12 de abril

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Embora o humor corra nas veias de Bruno Mazzeo e Lucio Mauro Filho, carregar o DNA de dois ícones da comédia brasileira e ainda seguir a mesma profissão não é algo trivial. Esse é o fio condutor do espetáculo “Gostava mais dos pais”, que desembarca em Vitória para apenas três apresentações no Teatro Universitário da UFES, nos dias 10, 11 e 12 de abril. Os ingressos estão à venda com valor a partir de R$ 30 (meia/mezanino).

Com mais de 85 mil expectadores em São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Belém, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis e Salvador, o espetáculo lotou todos os teatros por onde passou. Na peça, os atores celebram a amizade de longa data e as dores e delícias de sucederem a Chico Anysio (1931 – 2012) e Lucio Mauro (1927 – 2019). Além da divertida homenagem a Chico Anysio e Lucio Mauro, o espetáculo propõe uma reflexão bem-humorada sobre a adaptação à era digital e a preservação da identidade diante da pressão da herança paterna.

“Esse espetáculo é, antes de tudo, a celebração da grande amizade que nossos pais passaram para nós. Nossas trajetórias se entrelaçaram por conta própria, repetindo uma feliz parceria deles, mas do nosso jeito, no nosso tempo”, resume Lucio. “Na peça nós os usamos para falar sobre a passagem do tempo e a tentativa de entender o nosso lugar nesse mundo novo”, completa Bruno.

O embrião do projeto nasceu antes da pandemia, quando estavam em turnê com “5x Comédia”, espetáculo que rodou o país. Debora Lamm foi convidada para assinar a direção, enquanto Aloísio de Abreu e Rosana Ferrão respondem pelo texto, escrito a partir de questionamentos levantados pela dupla de protagonistas.

Os atores interpretam cerca de dez personagens e várias versões de si mesmos numa série de esquetes que entrecruzam as suas histórias de vida com temas contemporâneos, como as barreiras impostas ao humor e a dificuldade de encontrar os seus lugares na era digital, a cultura do cancelamento, a instantaneidade das viralizações e as fake news.

“Uma das finalidades do humor é fazer as pessoas olharem para coisas que estão acontecendo na sociedade sob outra perspectiva. E a nossa peça faz uma reflexão sobre a linha tênue que define os limites da comédia e da nossa responsabilidade de estar em sintonia com o nosso tempo. O humor também envelhece”, pondera Lucio. “Rir de si mesmo é humor esperto. Numa mistura de autoficção e variados personagens, os meninos fazem um divertido panorama de suas próprias trajetórias, abraçam a crise da maturidade em meio ao declínio do patriarcado e, simultaneamente, emocionam ao falarem da importância da amizade e parceria que perpassam os anos”, observa Debora Lamm.

“É uma reflexão também sobre o desejo de não remar contra a maré e ao mesmo tempo entender os novos tempos. Ou seja, nós não somos youtubers, nós não sabemos fazer um TikTok. Então, o que a gente faz? Será que ainda vai ter espaço para o que a gente sabe fazer”, questiona Bruno. “Enxergar o novo é a chave. E também buscar um equilíbrio entre a bagagem que acumulamos e podemos oferecer aos projetos, sempre mantendo as portas abertas para as novidades”, complementa Lucio.

O título faz alusão a uma situação que os atores vivenciaram inúmeras vezes quando interpelados na rua. Ela tece mil elogios, mas finaliza o encontro com a frase: “Gostava mais do seu pai”. Ainda assim, nenhum dos dois se furta em fazer piada dessa “herança”. Uma das cenas brinca com o aposto “filho do Chico Anysio”, frequentemente associado a Bruno em entrevistas na TV, enquanto o minimalista e sofisticado cenário concebido por Daniela Thomas exibe uma sequência de imagens de arquivo que ilustram o episódio. Lucio, por sua vez, diverte-se com o fato de que não consegue escapar de seu próprio sobrenome.

Espetáculo ‘Gostava Mais dos Pais’ com Lucio Mauro Filho e Bruno Mazzeo

Quando: 10, 11 e 12 de abril

Horários: Sexta e sábado, às 20h, Domingo, às 17h

Local: Teatro Universitário da UFES (Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória)

Classificação etária: 14 anos.  Entrada e permanência de crianças/adolescentes menores de 16 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis.

Duração: 80 minutos

Ingressos:

Plateia A – Inteira: R$ 160,00 | Meia: R$ 80,00

Plateia B – Inteira: R$ 140,00 | Meia: R$ 70,00

Mezanino – Inteira: R$ 60,00 | Meia: R$ 30,00

Venda on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/115327/d/360652

Venda sem taxa: presencial no Teatro Universitário da UFES, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h, e nos dias de espetáculo (sábados e domingo) a partir das 15h

Foto: Francio de Holanda

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Teatro

Agora É Que São Elas! Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco trazem comédia para Vitória

O espetáculo que rodou todo o Brasil, passou por Portugal com sessões esgotadas, chega ao Teatro Universitário da UFES nos dias 24, 25 e 26 de abril

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Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco desembarcam em Vitória pela primeira vez, com o espetáculo “Agora É Que São Elas!”, comédia de esquetes escrita e dirigida por Fábio Porchat, sucesso pelo Brasil e Europa.  A montagem será apresentada entre os dias 24 a 26 de abril, no Teatro Universitário da UFES, com sessões na sexta e sábado, às 20h, e no domingo, às 17h.

Os ingressos estão à venda no Sympla.com.br e na bilheteria do Teatro Universitário da UFES, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h, e nos dias de espetáculo (sábados e domingo) a partir das 15h.

“É um humor de identificação. As pessoas se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém que se parece com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente vive. Um comentário que achei divertido”, explica Fábio Porchat.

Na época em que escreveu parte dos textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do saudoso colega Paulo Gustavo.

“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola pro meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.

Entre os esquetes apresentados está “Superstição”, que mostra o reencontro de duas amigas que não se viam há anos — uma extremamente supersticiosa e a outra totalmente cética — interpretadas por Maria Clara Gueiros e Júlia Rabello. Em “Selfie”, Priscila Castello Branco e Maria Clara vivem uma situação desconfortável quando um fã aborda uma atriz famosa em um restaurante e, enquanto tenta tirar uma foto, passa a listar defeitos da artista que diz admirar. Já o esquete mais recente, “Meu Bebê”, traz Júlia e Priscila como um casal que compara obsessivamente o próprio filho de oito meses com os filhos das amigas, morrendo de medo que o bebê não seja o mais inteligente de todos.

Diferentes gerações da comédia no mesmo palco

O espetáculo reúne três atrizes de gerações distintas da comédia brasileira, que despontaram para o público em diferentes plataformas. A carioca Maria Clara Gueiros, bailarina de formação, estreou no teatro em 1987 e ganhou popularidade nacional no humorístico Zorra Total. Também carioca, Júlia Rabello se tornou conhecida como um dos principais nomes do Porta dos Fundos e participou de novelas como A Regra do Jogo e Rock Story. Já a paulistana Priscila Castello Branco transitou pelo drama no teatro e por novelas da TV Globo, mas se consolidou no stand-up, com destaque para o solo Tô Quase Lá.

A primeira temporada do espetáculo foi um grande sucesso de público. A peça estreou com casa cheia no Festival de Curitiba, em março de 2024, lotou por quatro meses o Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro — com sessões extras aos sábados — e ainda passou por temporada com ingressos esgotados em Niterói.

Foto de Yan Carpenter

Para Porchat, o sucesso da montagem está diretamente ligado ao trabalho coletivo. “A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes no palco, que dominam e têm consciência do potencial delas. Um texto de comédia só funciona quando é feito por comediantes que acreditam nele. Essas mulheres melhoram o meu texto e as piadas, e eu acho isso incrível”, destaca.

A relação de Júlia Rabello com a peça também atravessa duas décadas. “Quando ele me convidou anos atrás para produzir a peça, eu jamais imaginaria que hoje ele seria o idealizador, diretor e produtor, me chamando para atuar. São voltas muito interessantes que a vida dá. Ouvi esses textos pela primeira vez há 20 anos. Agora, fazer parte como atriz é uma grande responsabilidade”, conta.

Rapidez e precisão de timing são essenciais para o humor funcionar, segundo Júlia. “Colocamos toda a nossa energia em manter esse ritmo muito afiado”, afirma.

Para Maria Clara Gueiros, o texto é o grande motor do espetáculo. “Eles são engraçadíssimos e vão ficando ainda melhores à medida que a gente se apropria deles. O texto já é tão bem escrito que o desafio é só dar musicalidade e vida aos personagens”, diz.

Priscila Castello Branco destaca o desafio técnico da montagem. “Não usamos figurino de caracterização nem troca de roupa. A virada de personagem acontece em cena. O teatro é vivo, e a improvisação nasce da reação da plateia. É uma delícia viver isso com minhas companheiras”, afirma.

Espetáculo “Agora É Que São Elas!” com Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco

Quando: 24, 25 e 26 de abril

Horários: Sexta e sábado, às 20h, Domingo, às 17h

Local: Teatro Universitário da UFES (Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória)

Classificação etária: 14 anos

Duração: 70 minutos

Ingressos:

• Plateia A: R$ 180 (inteira) | R$ 90 (meia)

• Plateia B: R$ 160 (inteira) | R$ 80 (meia)

• Mezanino: R$ 120 (inteira) | R$ 60 (meia)

Venda on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/115532/d/361946

Venda sem taxa: presencial no Teatro Universitário da UFES, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h, e nos dias de espetáculo (sábados e domingo) a partir das 15h

Foto principal: Yan Carpenter

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Cultura

Exposição “Coração é Território” abre nova fase da galeria do SESI em Vitória

Mostra da artista Milena Almeida fica em cartaz entre os dias 31 de março e 08 de maio

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A artista visual Milena Almeida apresenta a exposição “Coração é Território”, com abertura no dia 31 de março, terça-feira, no Centro Cultural SESI Jardim da Penha, em Vitória. Será gratuito e fica em cartaz até dia 8 de maio. Com curadoria de Juliana Amaral, conceito de Beatriz Schwartz e produção de Augusto Moraes Alves, a mostra marca o início de uma nova fase da galeria, que passa por reformulação e recebe o projeto em formato piloto.

Em sua terceira exposição solo, Milena constrói uma investigação visual intensa sobre pulsação, vulnerabilidade e força vital. A artista propõe ao público uma experiência sensível sobre aquilo que sustenta a vida, explorando o coração não apenas como órgão, mas como motor de movimento, energia e transformação — uma força que atravessa o corpo, as emoções e a experiência humana.

Coração é Território, da artista Milena Almeida. Crédito: Fabricio Saiter

A exposição ocupa parte do espaço expositivo da galeria neste primeiro momento, antecipando o lançamento oficial do Centro Cultural do SESI, previsto para o mês de junho. A iniciativa acontece em paralelo ao Road Show de lançamento do Guia “Patrocínio Cultural e ESG: manual Rouanet para empresas”, uma publicação do SESI Nacional que tem como objetivo auxiliar tanto as empresas que querem iniciar o patrocínio cultural incentivado, com uso otimizado dos impostos federais, quanto as empresas que pretendem otimizar suas ações neste sentido.

O lançamento do Guia e abertura da exposição será realizada no dia 31 de março, às 10h, para convidados. No mesmo dia, a vernissage da exposição será aberta ao público a partir das 17h.

Exposição Coração é Território, da artista Milena Almeida

Quando: de 31 de março a 08 de maio (Segunda a sexta, das 10h às 18h)

Local: Centro Cultural SESI Jardim da Penha (Rua Tupinambás, 240, Jardim da Penha – Vitória)

Entrada gratuita

Apoio: Sesi Cultura

Foto principal: Fabricio Saiter

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