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Cultura

Museu da História da Moto reúne modelos raros e clássicos em Cariacica

Mostra gratuita, que acontece de 1º a 30 de setembro no Shopping Moxuara, apresenta motocicletas históricas, incluindo modelos da Segunda Guerra Mundial, clássicos da Honda e exemplares customizados

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Essa é para os apaixonados pelo mundo das motocicletas! De 1º a 30 de setembro, o Shopping Moxuara recebe a exposição itinerante Museu da História da Moto, com entrada gratuita e visitação durante o horário de funcionamento do empreendimento.

Intitulada “Venda de Garagem – Dia do Motociclista”, a ação reúne cerca de 20 motocicletas, além de obras de arte, peças decorativas e artefatos relacionados ao universo motociclístico. A proposta é aproximar o público da história das motos por meio de exemplares que ajudam a contar a evolução da indústria e da cultura das duas rodas. Entre os destaques estão 15 motocicletas da coleção Honda, com modelos que atravessaram diferentes gerações, como CG Bolinha, CG Quadrada, CG ML, CG Turuna, CB 400, CB 450, CB 400 Four, além de modelos 750 e 1000, entre outros.

A exposição também apresenta cinco motocicletas que representam diferentes momentos e estilos da customização: Café Racer, Scrambler, Bobber, Chopper e uma motocicleta utilizada no período da Segunda Guerra Mundial. 

Outro destaque é uma Royal Enfield com sidecar, que estará disponível para que os visitantes possam subir na motocicleta e fazer seus registros fotográficos. Além dessa, terá moto empregada pelo campeão de motovelocidade de Minas Gerais. Aos finais de semana, de sexta a domingo, o piloto estará presente para conversar com o público e tirar fotos.

A exposição itinerante faz parte do projeto Museu da História da Moto, criado com a proposta de preservar e difundir a memória do motociclismo no Espírito Santo. O formato permite levar o acervo a diferentes espaços e aproximar o público de um patrimônio que reúne história, mecânica, design, arte e cultura.

Museu da História da Moto – “Venda de Garagem – Dia do Motociclista”
Período de visitação: 1º a 30 de setembro, durante o horário de funcionamento do shopping
Local: Piso L3 do Shopping Moxuara, em Cariacica
Entrada gratuita

Cultura

Brasilina: Exposição reúne arte e design autoral na Galeria do Centro Cultural SESI

Em cartaz de 1º a 30 de setembro, a mostra reúne artistas e designers para refletir sobre identidade, natureza e sociedade brasileira

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O Brasil, com sua diversidade de territórios, culturas, povos, paisagens e modos de existir, é o ponto de partida da exposição Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria, em cartaz entre os dias 1º e 30 de setembro, na Galeria do Centro Cultural SESI, em Vitória. A mostra reúne artistas e designers brasileiros em torno de uma reflexão sobre a riqueza e a complexidade do país, por meio de diferentes linguagens, técnicas, materiais e expressões criativas.

Idealizada por Isabela Castello e Fernando Nicolau, com curadoria de Isabela Castello e Isabel Portella, a exposição parte de uma imagem simbólica: a brasilina, pigmento vermelho associado ao pau-brasil, árvore que deu nome ao país. A substância que colore o cerne da madeira torna-se, na exposição, metáfora para a própria identidade brasileira — diversa, intensa, contraditória e em constante transformação.

“A brasileína é uma tinta vermelha intensa, cor de brasa, que se forma naturalmente pela reação química da brasilina – substância encontrada no interior da árvore pau-brasil – em contato com o ar e a luz. Reagir ao encontro, como descrito acima, é sintoma de morte por podas drásticas e cortes violentos na espécie. Deste modo, o Brasil, único país com nome de árvore no mundo, é forjado. É possível falar de história sem falar de corte, de trauma? E falar de corte, de trauma é regenerá-lo? Quem és tu, cidadã brasileira? Quem és tu, cidadã latino-americana?”, instiga o idealizador, Fernando Nicolau.

Isabel Portella

Também à frente do projeto, Isabela Castello diz que Brasilina fala da potência criativa do nosso país, da nossa essência. “Precisamos olhar para nossas raízes, nossas belezas e nossa história para compreender o país que somos e, principalmente, o país que queremos construir coletivamente. E nada melhor do que a arte para nos ajudar nessa tarefa, porque a arte reflete quem somos e como nos percebemos. Nesta exposição, reunimos 32 artistas brasileiros para, por meio de diferentes linguagens e olhares, refletir sobre o Brasil e sobre a nação que queremos construir. Um convite para olhar para nós mesmos, reconhecer nossa diversidade e nossa potência e imaginar, juntos, novos caminhos para o nosso país”.

A proposta da Brasilina nasce do desejo de olhar para o Brasil além dos estereótipos e das narrativas únicas, reconhecendo sua potência natural e cultural, mas também suas contradições. Um país de dimensões continentais, biodiverso, multicultural e miscigenado, marcado por profundas desigualdades, mas também por criatividade, resistência, afetos e capacidade de reinvenção.

A exposição está estruturada em três eixos curatoriais: Identidade, Natureza e Sociedade. Juntos, eles propõem diferentes perspectivas sobre o país. Identidade aborda as múltiplas formas de ser e pertencer ao Brasil; Natureza contempla a biodiversidade, os territórios e as relações entre ser humano e meio ambiente; e Sociedade reflete sobre as relações, desafios, contrastes e transformações que constituem a vida brasileira.

Um dos conceitos centrais da mostra é a ideia de nação mátria, uma visão do país como terra-mãe, que gera, nutre e protege. A expressão propõe uma perspectiva mais afetiva e inclusiva de nação, relacionada à terra, à natureza, às ancestralidades e ao papel das mulheres na construção da vida social e cultural brasileira.

A exposição também parte de uma reflexão simbólica sobre a bandeira nacional. O lema “Ordem e Progresso”, inspirado no pensamento de Auguste Comte, originalmente fazia parte de uma formulação mais extensa que incluía a palavra “amor”. Ao trazer essa ausência para o campo da reflexão artística, Brasilina propõe uma regeneração simbólica: amor como princípio, ordem como base e progresso como fim. Terra como corpo, cultura como cura, arte como fala. Mais do que apresentar obras sobre o Brasil, Brasilina busca criar um espaço de encontro e reflexão, e para isso contará com um programa educativo desenvolvido pela arte-educadora Tatiana Rosa. A diversidade de artistas, linguagens e perspectivas permite que diferentes Brasis coexistam na mesma exposição, revelando que não existe uma única maneira de representar ou compreender o país.

Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria
Realização: Decoranea e 1COMUM Coletivo
Idealização: Isabela Castello e Fernando Nicolau
Curadoria: Isabela Castello e Isabel Portella
Local: Galeria do Centro Cultural SESI – Jardim da Penha, Vitória
Abertura: 1º de setembro, das 18h às 21h
Período de visitação: 1º a 30 de setembro de 2026
Horários: terça a sábado, das 10h às 20h
Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

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Gerais

Uma residência dos anos 1950 que se reinventa para promover a cultura na Praia do Canto

Projeto preserva a identidade de uma das residências remanescentes da Praia do Canto e cria um novo espaço de educação e cultura, com exposição permanente, Arena Senac, Espaço Inspira, Café-Escola e rooftop

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Uma casa dos anos 1950, presente na memória afetiva de muitos moradores da Praia do Canto, em Vitória, ganha um novo propósito sem perder sua identidade. É ali que nasce a Casa Senac, um projeto que aproxima educação e cultura por meio de experiências relacionadas às profissões, ao conhecimento e às transformações do mundo do trabalho.

Desenvolvido pela arquiteta Rita Tristão, vice-presidente de Comunicação e associada da AsBEA-ES, e equipe da Síntese Arquitetura & Design, o projeto parte de um princípio central: educar por meio da cultura. A proposta reúne arquitetura, expografia, design gráfico, tecnologia, engenharia e outras especialidades em uma experiência que preserva a memória do imóvel e, ao mesmo tempo, cria novas possibilidades de uso e convivência.

Rita destaca que, desde o início, uma decisão fundamentou todo o projeto: preservar a casa e, ao mesmo tempo, ressignificá-la. “Embora o imóvel não seja tombado, sua arquitetura, sua identidade e sua relação com a memória do bairro levaram à opção pela preservação. A distribuição interna original foi mantida ao máximo, com intervenções pontuais para garantir acessibilidade, receber os novos usos e qualificar a experiência dos visitantes”, explica a arquiteta.

O paisagismo da Casa Senac, por sua vez, foi desenvolvido para integrar arquitetura e áreas externas, conciliando estética, funcionalidade, sustentabilidade e bem-estar. Criada pelo arquiteto e urbanista Douglas Negrini, também associado da AsBEA/ES, a proposta valoriza os espaços de convivência por meio de vegetação adaptada às condições locais, priorizando espécies nativas, de baixa manutenção e com funções ambientais e paisagísticas. Na área frontal, a vegetação respeita a edificação, valoriza as árvores existentes e mantém a área gramada livre; nos fundos, cria um fundo verde para a Arena Senac, contribuindo para o conforto e a valorização visual do espaço; e no rooftop, utiliza espécies resistentes ao sol intenso e adequadas às áreas de permanência. Dessa forma, o paisagismo reforça a identidade institucional, melhora o conforto ambiental e estabelece uma relação harmoniosa, segura e acolhedora entre o edifício e seu entorno.

A arquitetura desenvolvida estabelece, assim, um diálogo entre permanência e transformação. Em vez de apagar as características da residência, o projeto incorpora novos elementos de maneira a valorizar a construção existente, criando uma narrativa espacial na qual passado, presente e futuro convivem.

Uma jornada pelo mundo das profissões

Um dos principais eixos da Casa Senac é a exposição permanente dedicada ao mundo das profissões. O percurso parte da memória, atravessa o presente e convida o visitante a pensar sobre o futuro.

A experiência começa na Sala da Memória Afetiva, instalada no espaço que originalmente funcionava como quarto de costura da residência. A memória do próprio ambiente tornou-se conteúdo e inspirou sua conexão com o Design de Moda do Senac e com as transformações das profissões relacionadas à moda e à costura.

Na sequência, o visitante chega ao Mundo das Profissões — Passado. Um grande rizoma apresenta as transformações e conexões das profissões ao longo do tempo. Objetos históricos, como máquinas de escrever e de costura, normógrafos e câmeras fotográficas, integram a narrativa de forma museográfica e também interativa.

No Mundo dos Profissionais — Presente, histórias e trajetórias de profissionais se somam a conteúdos relacionados aos cursos do Senac. Recursos interativos permitem ao visitante escolher temas de seu interesse, enquanto imagens de alunos e profissionais em atividade trazem a dimensão humana para a exposição.

O percurso culmina em Profissões do Futuro, uma experiência imersiva na qual os próprios visitantes passam a integrar o conteúdo audiovisual como avatares, projetados em possíveis profissões e cenários futuros.

O ambiente contará ainda com uma projeção holográfica construída a partir de uma síntese do pensamento de Yuval Noah Harari, Ailton Krenak, Miguel Nicolelis e Maria da Conceição Tavares. Diferentes perspectivas sobre humanidade, tecnologia, sociedade, trabalho e futuro formam uma provocação sobre os futuros que podemos construir, especialmente para os jovens em fase de escolhas profissionais.

Arquitetura contemporânea em diálogo com a casa original

O programa solicitado pelo Senac previa um espaço multiuso. A resposta arquitetônica de Rita Tristão foi a criação da Arena Senac, um novo volume externo que amplia as possibilidades de uso da Casa.

A Arena será construída em Madeira Laminada Colada (MLC), sistema construtivo em madeira engenheirada, de alto desempenho e menor impacto ambiental. O projeto será a primeira obra pública no Espírito Santo a utilizar essa tecnologia.

A escolha do sistema construtivo reforça o conceito arquitetônico de estabelecer um diálogo entre diferentes tempos. De um lado, a residência dos anos 1950, preservada em sua essência; de outro, uma intervenção contemporânea, que se insere no conjunto sem competir com a arquitetura original.

Flexível, a Arena Senac poderá receber palestras, exposições temporárias, aulas de gastronomia, encontros e atividades culturais. Foyer e lounge complementam o espaço, especialmente durante eventos.

Café-Escola, Espaço Inspira e rooftop

Outro destaque é o Café-Escola, o primeiro do Senac no Espírito Santo. Ocupando parte dos ambientes preservados da residência e se estendendo para a área externa, o espaço cria uma relação direta entre interior e exterior, formação e convivência.

No pavimento superior, o Espaço Inspira será dedicado ao ensino, com conteúdos interativos, atividades educacionais e novas formas de aprendizagem. O programa inclui ainda uma Sala de Reuniões.

No último pavimento, o rooftop amplia as áreas de convivência e estabelece uma nova relação da Casa com a paisagem e com o bairro. A distribuição dos novos ambientes reforça a proposta de fazer da Casa Senac não apenas um espaço de visitação, mas um lugar de permanência, troca e aprendizado, no qual diferentes experiências podem acontecer sem romper a relação com a residência que dá origem ao projeto.

Uma casa aberta a diferentes públicos

A Casa Senac foi concebida como um espaço inclusivo, com acessibilidade pensada para receber pessoas com diferentes deficiências e necessidades.

Aberta a moradores, visitantes e turistas, a Casa terá um olhar especial para jovens de 14 a 18 anos, em uma fase importante de descobertas e escolhas profissionais. Para alguns deles, a visita poderá representar também o primeiro contato com uma exposição e com novas possibilidades de formação e futuro.

Arquitetura, expografia, design e tecnologia se articulam em uma mesma experiência, transformando uma residência marcada pela memória em um novo espaço de educação e cultura para a cidade.

O projeto assinado por Rita Tristão parte, portanto, da valorização daquilo que já existe para construir novas possibilidades. Uma casa que atravessa o tempo sem perder sua identidade e ganha um novo propósito. A casa que continua inspirando novas trajetórias.

Casa Senac

Endereço: Avenida Saturnino de Brito, n° 1240, Bairro Praia do Canto, Vitória/ES, CEP 29055-180

Telefone: (27) 3232-4765

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Kids

Espetáculo leva repertório de sucesso dos Beatles para crianças em Vitória

O espetáculo “Meu Primeiro Show de Rock” transforma os sucessos dos Beatles em uma experiência musical interativa para crianças e toda a família, nos dias 5 e 6 de setembro, no Teatro Universitário da Ufes

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O projeto Beatles para Crianças chega a Vitória nos dias 5 e 6 de setembro como uma das atrações do 3º Festival de Teatro Seguros Unimed. Com o espetáculo “Meu Primeiro Show de Rock”, o grupo sobe ao palco do Teatro Universitário da Ufes para apresentar uma experiência musical interativa que apresenta às novas gerações os grandes sucessos da banda mais influente da história do rock. Os ingressos custam a partir de R$ 25 (mezanino/meia) e estão à venda aqui.

Foto de Rafael Strabelli

Criado em 2014 por Gabriel Manetti e Fábio Freire, o projeto nasceu com a missão de aproximar crianças e famílias da obra dos Beatles de forma divertida, lúdica e participativa. Ao longo do espetáculo, música, teatro, contação de histórias, projeções e muita interação transformam o show em uma verdadeira celebração da infância e da música.

No palco, clássicos como I Want To Hold Your HandAll My Loving e Yellow Submarine ganham novos arranjos e são apresentados em uma linguagem acessível aos pequenos, incentivando a participação do público em brincadeiras, movimentos e momentos de interação durante toda a apresentação.

Muito mais do que um show, “Meu Primeiro Show de Rock” proporciona uma experiência capaz de reunir diferentes gerações em torno de músicas que atravessam décadas e continuam emocionando públicos de todas as idades. O espetáculo já conquistou milhares de famílias pelo Brasil e é reconhecido por transformar o primeiro contato das crianças com o rock em um momento inesquecível.

Beatles para Crianças – Meu Primeiro Show de Rock

Quando: 5 e 6 de setembro de 2026

Horário: sábado e domingo, às 15h

Local: Teatro Universitário (Avenida Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras, Vitória).

Ingressos:

Setor A: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia)

Setor B: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia)

Mezanino: R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia) – preço popular

Vendas – https://bileto.sympla.com.br/event/124223/d/401373

Clientes Seguros Unimed tem 50% de desconto

Clientes Clube UOL tem 35% de desconto

Classificação: Livre

Informações: www.festivalsegurosunimed.com.br

Instagram: @festivalsegurosunimed

Foto principal: Andréia Machado

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