Concurso vai premiar estudantes e profissionais da arquitetura com as melhores ideias para transformar o Parque da Prainha
Esta é a segunda edição do concurso ‘Reimagina’, liderado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento Espírito Santo (IAB-ES), em parceria com o Festival Movimento Cidade
O que você mudaria no Parque da Prainha, em Vila Velha? Como deixar o espaço mais democrático, arborizado, “dialogando” com o mar, a floresta, as casas históricas, o Batalhão do Exército e a piscicultura? A região passou por uma reforma recente, mas tratando-se de um espaço tão emblemático para a história do nosso Estado, boas ideias são sempre bem-vindas para agregar ainda mais valor. Pensando nisso, o Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento Espírito Santo (IAB-ES), lançou a segunda edição do concurso “Reimagina”, um convite para que estudantes de arquitetura e urbanismo e recém-formados apresentem projetos de intervenção na região da Prainha.
A ideia é uma parceria com o Festival Movimento Cidade, maior festival de artes integradas do Estado, que neste ano acontecerá entre os dias 16 e 18 de agosto, na Prainha. A parceria começou em 2023, quando o Festival aconteceu no Centro Cultural Carmélia, em Vitória. Naquela ocasião, o “Reimagina” propôs mudanças no combalido Carmélia – e agora, com a ida do evento para Vila Velha, o concurso “atravessou a Terceira Ponte” junto.
No dia 10 de agosto, serão realizadas visitas guiadas na Prainha, em que os participantes terão o apoio da comunidade para entender as necessidades do local. Representantes comunitários estarão à disposição para dialogar sobre o que eles buscam no espaço. Através dessas visitas técnicas na região, os participantes receberão orientações de arquitetos capixabas renomados em diversas áreas, incluindo Patrimônio Histórico, Urbanismo, Projetos Corporativos e Interiores, Representação Gráfica, Paisagismo, e Projetos Institucionais e Culturais.
Projeto Reimagina 2023: no ano passado, o concurso foi centrado na inovação de projetos para a reforma do Centro cultural Carmélia. Foto: Divulgação
Os participantes poderão entregar os seus projetos até o dia 11 de agosto. Por se tratar de uma entrega de projeto de arquitetura, é necessário que o inscrito seja estudante ou profissional recém-formado em Arquitetura e Urbanismo. Mas a visita guiada é aberta para público geral. Os projetos podem ser feitos de forma individual, mas também podem ser elaborados em equipe de até três integrantes. Os projetos precisam ser enviados para o e-mail secretaria@iab-es.org.br.
Segundo a diretoria do IAB/ES, o Reimagina é feito com o objetivo de despertar as possibilidades pensadas pela população acerca da utilização de edificações e espaços públicos, assim enfrentando o desafio do abandono nas regiões centrais das grandes cidades brasileiras. “O Reimagina é uma forma de ressaltar a importância de locais culturais em áreas públicas, contribuindo assim para a moldagem do futuro por meio da arquitetura”, diz o instituto.
Serão escolhidos três projetos finalistas e mais três que receberão menção honrosa. O resultado será debatido e avaliado por seis especialistas convidados pelo IAB/ES, com divulgação do vencedor no dia 15 de agosto e os trabalhos em exposição durante todo o Festival Movimento Cidade. Os três primeiros colocados receberão uma premiação em dinheiro.
SOMA: Dança, tecnologia e maternidade marcam retorno de Gabriela Moriondo aos palcos
Dirigido pela bailarina e coreógrafa capixaba em parceria com Glauber Vianna, espetáculo de dança contemporânea estreia em Vitória entre os dias 28 e 31 de maio, no Theatro Carlos Gomes
O retorno da bailarina e coreógrafa capixaba Gabriela Moriondo aos palcos, após dois anos afastada desde o nascimento da filha, é o ponto de partida de SOMA, espetáculo de dança contemporânea e arte multimídia que tem pré-estreia confirmada e entrada gratuita no dia 28 maio, no Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. A obra traz à cena uma investigação poética sobre maternidade, transformação e identidade, em parceria com o artista multilinguagem Glauber Vianna.
Para as sessões de estreia, que acontecem entre os dias 29 e 31 de maio, os ingressos estão à venda aqui, com valores a partir de R$ 22 (meia entrada).
O espetáculo
Partindo da experiência pessoal de Gabriela, SOMA transforma a maternidade em um campo de reflexão sobre as mudanças que atravessam o corpo e a vida ao longo do tempo. “O maior desafio não foi necessariamente técnico, mas conciliar a criação de um espetáculo com a criação de uma criança. Esse processo acabou se incorporando ao trabalho e trouxe novas camadas para a cena, ligadas à metamorfose e ao redescobrimento de mim mesma como mãe, mulher e artista”, explica a bailarina e coreógrafa Gabriela, formada em Dança Contemporânea pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (2014), especializada em Estudos de Dança no Trinity Laban Conservatoire of Music and dance/UK (2016), e graduada em Artes Plásticas pela Universidade do Espírito Santo (UFES).
Sem conduzir a uma interpretação única, o espetáculo propõe que diferentes sensações e reflexões podem emergir a partir da experiência individual de cada espectador. O público é convidado a uma relação mais atenta com o tempo, o corpo e a própria percepção.
Ao integrar dança e linguagem tecnológica de forma orgânica, SOMA também dialoga com a maneira como nos relacionamos hoje com a presença e com as imagens, criando um ambiente de experiência sensorial que se conecta ao contexto contemporâneo de grandes produções. Mais do que um recurso técnico, esses elementos compõem a própria estrutura dramatúrgica do espetáculo.
Tecnologia como meio, não como fim
Em SOMA, a tecnologia está integrada à linguagem da cena, atuando na construção do espaço, da luz e do som. Elementos como um sistema de espelhos móveis, desenvolvido em parceria com alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Médio Arnulpho Mattos, em Vitória, e uma grande tela translúcida de projeção criam camadas visuais que transitam entre o físico e o virtual.
“O trabalho não busca contar uma história de forma linear, ele cria estados e atmosferas. A tecnologia está presente para potencializar a experiência, nunca como fim em si mesma”, destaca Glauber, diretor artístico que investiga as relações entre imagem, espaço e narrativa. Na música e no audiovisual, criou visuais de cena para turnês de artistas como Tribalistas, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Roberto Carlos, além de projetos para televisão, como o Prêmio Multishow, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Canal Brasil e TV Globo.
Glauber Vianna e Gabriela Moriondo – Crédito: Divulgação
Idealizado no Espírito Santo, o espetáculo reforça sua relação com o território ao envolver artistas e profissionais locais e estabelecer diálogo com a comunidade. Contemplado pelo Edital de Artes Cênicas – Funcultura PNAB 2024, da Secult-ES, SOMA dá continuidade à pesquisa iniciada em Inconstante (2024), marcada pelo encontro entre Gabriela e Glauber, aprofundando a relação entre dança contemporânea, artes visuais e criação em tecnologia aplicada à cena.
O trabalho se constrói a partir de um campo de referências artísticas. Na dança, dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente em Noumenon Mobilus (1953), ao pensar o corpo como matéria visual, além das investigações da bailarina coreana Haeni Kim.
Na imagem, aproxima-se de fotógrafos como a norte-americana Francesca Woodman, o francês Denis Darzacq e o australiano Bill Henson, enquanto a luz se estrutura sob influência do pintor italiano Caravaggio. Há ainda ressonâncias com artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o ilsnadês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de práticas contemporâneas como teamLab e Random International. A obra também se inspira na improvisação presente nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor.
Espetáculo SOMA Quando:
28 de maio (quinta-feira), às 20h— Pré-estreia — apresentação gratuita
29 de maio (sexta-feira), às 20h
30 de maio (sábado), às 17h30 à 19h30 — sessões às 17h30 e 19h30
31 de maio (domingo), às 17h30
Local: Theatro Carlos Gomes (Rua Barão de Itapemirim, 232, Centro, Vitória, ES)
Vitória começa a entrar no ritmo de um dos eventos mais simbólicos do calendário cultural capixaba. O Festival Tortinha Black retorna nos dias 21 e 23 de maio, com uma proposta que mistura formação, lazer e valorização da cultura afro-brasileira em programação gratuita e aberta ao público. Criado por Fábio Carvalho, o festival aposta na cultura como ferramenta de transformação social. A edição de 2026 amplia seu alcance ao integrar um seminário voltado à educação antirracista com um grande encontro multicultural no Parque Baleia Jubarte, na Enseada do Suá.
Programação
O seminário “Quando a Palavra Vira Quilombo”, marcado para o dia 21 de maio, no Teatro Sesi, em Jardim da Penha, traz ao centro do debate a escrita negra como expressão de resistência e construção de narrativas. O encontro reúne pesquisadores e educadores que atuam diretamente na promoção da equidade racial.
Já no dia 23, o festival promete uma verdadeira imersão cultural ao longo de 10 horas de programação. Música, teatro, dança, oficinas e gastronomia compõem um mosaico de experiências que dialogam com ancestralidade e contemporaneidade.
Além das atividades culturais, o evento também impulsiona a economia local com uma feira de empreendedores, fortalecendo iniciativas criativas e comunitárias.
Programe-se e participe!
SEMINÁRIO TORTINHA BLACK: “Quando a Palavra Vira Quilombo”
Quando: 21 de maio (quinta-feira) Local: Teatro Sesi (Jardim da Penha)
18h30: Credenciamento 19h: Recepção e boas-vindas 19h30: Mesa-redonda 20h30: Debate com o público
FESTIVAL TORTINHA BLACK
Quando: 23 de maio (sábado) Local: Parque Baleia Jubarte (Praça do Papa, Enseada do Suá)
Programação ao longo do dia (10h às 19h):
● Shows musicais
● Teatro e dança
● Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança e gastronomia)
● Festival de pipas
● Feira de Economia Solidária e Criativa com 20 empreendedores
O charme das vitrolas e a atmosfera nostálgica do vinil que atravessa gerações estão de volta em uma experiência que celebra a música popular brasileira. É nesse clima retrô que o Shopping Montserrat recebe o projeto Disco Voador, neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h. A Varanda Montserrat, localizada no Piso L3, será palco de uma edição do evento, que reúne música, cultura e entretenimento em um ambiente pensado para toda a família. Os ingressos são gratuitos e limitados, com retirada exclusiva pelo Sá App.
O Disco Voador é um coletivo de DJs dedicado às brasilidades em vinil, conduzindo o público por uma experiência musical que mistura groove, nostalgia e pista de dança. Organizado pelo DJ Fabrício Bravim, o projeto nasceu da paixão pelos discos e pela riqueza da música brasileira, valorizando o formato analógico e a experiência única de ouvir música diretamente dos LPs.
Durante a apresentação, o público pode desfrutar de um repertório que passeia por clássicos e raridades da MPB, samba, soul brasileiro, funk, disco e tropicalismo, em sets cuidadosamente selecionados e mixados exclusivamente em vinil. Mais do que uma festa, o evento se consolida como um encontro cultural que conecta gerações e promove a valorização da música nacional.
Disco Voador – coletivo de DJs apresenta brasilidades em vinil em uma experiência musical retrô na Varanda Montserrat.
Quando: 02 de maio (sábado), das 16h às 22h
Local: Piso L3 do Shopping Montserrat
Ingressos: gratuitos e limitados com retirada pelo Sá App.