Prepare-se para embarcar numa viagem incrível com o desfile das escolas de samba de Vitória, em 2024: de Viana à Barra de São Francisco, passando por Ibiraçu e pelos Emirados Árabes, as agremiações capricharam nos enredos desta temporada. Tem ainda homenagem a um pintor famoso, um mergulho pela história de um teatro histórico e o resgate do valor e da ancestralidade de um povo. Conheça a seguir os enredos que vão encantar e emocionar o Sambão do Povo.
O Pega no Samba, escola da Consolação que voltará a desfilar na elite em 2024, prepara o enredo “Pérolas do Deserto”, um mergulho nas arábias, contando a história dos Emirados Árabes Unidos, com seus nômades mercadores, seus desertos, a descoberta do petróleo, e todo o desenvolvimento e modernidade que vem do Oriente Médio.
A Novo Império, por sua vez, tenta mais uma estrela com “Espírito Guerreiro Ancestral. Barra de São Francisco: a Sentinela Capixaba”, homenageando a cidade no extremo-norte capixaba – sua história, fauna, flora, os indígenas botocudos, o povo, e claro, o futuro promissor do município. O termo “sentinela”, cravado no enredo, representa a valentia e bravura dos agricultores e policiais mortos em defesa do território capixaba na Guerra do Contestado.
Dando sequência às viagens, a Independente de Boa Vista aposta em “Viana Divinamente Brasileira”, vizinha à Cariacica, sede da agremiação. No desfile, a história de crescimento e resistência da cidade – seu potencial logístico, a força de seu desenvolvimento, e claro, seus encantos culturais e naturais. O samba-enredo, por exemplo, faz alusão à Araçatiba, pequena vila de Viana formada por descendentes de índios e negros, e à Mãe Petronilha, banda de congo mais antiga do município.
Atual campeã, a MUG (Mocidade Unida da Glória) busca na própria Vila Velha a inspiração para seu desfile: Homero Massena, o famoso pintor, será homenageado em “Massena: Um Olhar em Aquarela”. O mineiro de nascimento, mas canela-verde de coração, descobriu sua vocação artística aos 15 anos. De lá para cá, deixou um legado em obras com foco na natureza, escreveu livros e pintou o teto do Teatro Carlos Gomes. O museu com seu nome, na Prainha, foi tombado na década de 80 e é considerado um dos maiores patrimônios históricos de Vila Velha.
A Unidos de Jucutuquara, por sua vez, vai defender o enredo “Gassho, Caminhos de Sabedoria”. “Gassho” é um gesto de mão, e tem a ver com profundo respeito. A Coruja vai levar para a avenida a evolução do Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu, desde a época das cabanas de madeira até a chegada dos templos e sua explosão para o turismo. Traçando um paralelo com toda a sabedoria compartilhada no budismo, a escola tem o ganho perfeito para este carnaval – afinal, a coruja, seu símbolo, também é símbolo de sabedoria.
Já a Unidos da Piedade volta para dentro de sua própria história para cantar “Quilombo Piedade”. A escola dos morros da Piedade, Fonte Grande, Moscoso e Centro de Vitória exalta seu território, histórias e memórias, identificando ancestralidades e valorizando a representatividade de seu povo e dos seus. A Piedade quer mostrar a resistência das lavadeiras, parteiras e trabalhadores do morro. “Desço a ladeira pro meu sonho conquistar, na Rua Sete Laroyê”, canta um dos refrões.
E com “Bravo! Abram-se as cortinas, o Glória em cena”, a Chegou O Que Faltava vai em busca do título. A escola da Grande Goiabeiras vai desfilar no Sambão do Povo com uma homenagem a um grande símbolo da história do Centro de Vitória, o Glória, prédio clássico, que antes de ser teatro, “foi mar, foi cais e jardim”. Essa construção de suma importância histórico-cultural para sociedade capixaba será o tema da Chegou, que vai convidar o público para conhecer a história do prédio que também tem muita história para nos contar.
Conheça os enredos de 2024
1.Mocidade Unida da Glória: “Massena: Um Olhar em Aquarela” 2.Unidos de Jucutuquara: “Gassho, Caminhos de Sabedoria” 3.Independente de Boa Vista: “Viana Divinamente Brasileira” 4.Chegou o Que Faltava: “Bravo! Abram-se as cortinas, o Glória em cena” 5.Unidos da Piedade: “Quilombo Piedade” 6.Novo Império: “Espírito Guerreiro Ancestral. Barra de São Francisco: a Sentinela Capixaba” 7.Pega no Samba: “Pérolas do Deserto”
Carnaval 2024
O Carnaval em 2024 já tem data marcada para acontecer. Será durante os dias 2, 3 e 4 de fevereiro, no Sambão do Povo. No primeiro dia quem desfila são as escolas do Grupo A, no segundo são as do Grupo Especial e no terceiro as do Grupo B.
A Liesge também já definiu a ordem dos desfiles no Sambão do Povo. Quem abre o Grupo Especial do carnaval em 2024 é a Novo Império, seguida da Unidos de Jucutuquara, Boa Vista, MUG, Chegou o que Faltava, Piedade e Pega no Samba.
Já no Grupo A, que desfila na sexta-feira (2 de fevereiro), ficou a seguinte ordem: Andaraí, Mocidade da Praia, Imperatriz do Forte, Independente de São Torquato, Império de Fátima, Unidos de Barreiros, Independente de Eucalipto.
E o Grupo B, que desfila no domingo (4 de fevereiro), o desfile começa com a Chega Mais, seguida da Rosas de Ouro, Mocidade Serrana, União Jovem de Itacibá e Tradição Serrana.
Venda de ingressos
A venda dos ingressos já está acontecendo pela Brasil Ticket (https://www.brasilticket.com.br/carnaval-de-vitoria-2024.html). Os interessados devem acessar o site e escolher a opção de compra disponibilizada, são elas: mesas, lounges, arquibancadas e camarotes corporativos; e após isso optar pela forma de pagamento. Estão disponibilizados ingressos para os desfiles do Grupo de Acesso, Grupo Especial e Grupo A.
Diversos setores já estão esgotados, mas ainda é possível garantir a entrada para os seguintes setores:
Em cartaz no Cine Sesc Glória: “Amazônia Groove”, “Quilombo”, “Betânia” e “Sonhar com Leões” são as atrações de agosto
Com exibições gratuitas de quarta a sábado, a nova grade traz lançamentos, clássicos e produções que percorrem a diversidade cultural do Brasil e do exterior
O mês de agosto chega ao Cinema Sesc Glória com uma seleção que atravessa o Brasil de ponta a ponta. Da Amazônia aos Lençóis Maranhenses, passando por Pernambuco e cruzando o Atlântico até Portugal, a programação reúne quatro novos títulos: Amazônia Groove (Bruno Murtinho), Quilombo (Carlos Diegues, 1984), Betânia (Marcelo Botta) e Sonhar com Leões (Paolo Marinou-Blanco).
Ao longo do mês, o público pode conferir obras que dialogam com diferentes gerações e linguagens cinematográficas, construindo uma narrativa dedicada à memória, à resistência e ao recomeço. Além das novidades, seguem em cartaz sucessos de público como O Auto da Compadecida 2, Mambembe e Meu Pé de Laranja Lima.
As sessões acontecem de quarta a sábado, em múltiplos horários. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados antecipadamente pela plataforma Lets Eventsou presencialmente na bilheteria do Centro Cultural Sesc Glória.
Quilombo
Destaques da Programação:
A homenagem à atriz Zezé Motta continua em agosto com a exibição de Quilombo (1984), épico dirigido por Carlos Diegues no qual a artista interpreta Dandara. Marco do cinema nacional, o longa dá sequência ao percurso iniciado com Xica da Silva, reafirmando a trajetória de Zezé Motta como figura central da memória e da afirmação negra na tela.
Outro título que homenageia as brasilidades é Betânia, de Marcelo Botta. No longa, uma mulher precisa se reinventar ao perder o marido e retornar ao seu povoado natal. Embalada pelas tradições do Bumba Meu Boi e pela força de sua comunidade, a protagonista busca a própria cura — num movimento de renascimento análogo às flores que desabrocham nos Lençóis Maranhenses.
As tradições brasileiras também são marca registrada do documentário Amazônia Groove, de Bruno Murtinho. A obra convida o espectador a mergulhar nas tradições musicais que pulsam na Amazônia paraense. Ao dar voz aos artistas locais, a produção lança luz sobre a riqueza sonora e cultural da região.
Betânia
Finalizando a programação inédita, composta por filmes que dialogam sobre memória, resistência e recomeço, está Sonhar com Leões, uma tragicomédia dirigida por Paolo Marinou-Blanco que aborda o tema da eutanásia a partir do olhar de Gilda, uma brasileira que vive em Lisboa.
Para quem não conferiu a programação de julho, o Cine Sesc Glória mantém na agenda alguns favoritos do público durante o mês de agosto. A icônica Taperoá de Ariano Suassuna volta às telas com seu humor afiado e sabedoria popular emO Auto da Compadecida 2; a clássica história do jovem Zezé com seu pé de laranja lima continua encantando o público infantojuvenil em Meu Pé de Laranja Lima; e Mambembe segue promovendo uma reflexão poética e visceral sobre o fazer artístico e a vida no teatro e no cinema.
Período: até 29 de agosto Funcionamento: Quarta a sábado Local: Cinema do Sesc Glória (Salas 1 e 2) – Centro Cultural Sesc Glória Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória
Dias e horários de funcionamento: Quarta a sexta: 15h30 (Curtas Infantis/Infantojuvenil) | 17h30 | 19h00 Sábado: 12h00 | 14h30 (Curtas Infantis/Infantojuvenil) | 15h30 | 17h30 | 18h30 Ingressos: plataforma lets.events/organizer/sescgloria Entrada gratuita.
O Centro Cultural SESI segue celebrando sua reinauguração com a exposição A(S)CENDER, uma mostra que propõe um olhar sensível sobre a relação entre arte, indústria, memória e transformação. Com entrada gratuita, a exposição permanece aberta à visitação até o dia 15 de agosto, reunindo obras inéditas dos artistas Samira Pavesi, Natan Dias, Paulo Künsch e Milena Almeida, sob curadoria de Vitor Burgo.
Foto de Melina Furlan
Inspirada na histórica ligação do Espírito Santo com a indústria metalúrgica, a exposição apresenta o metal não apenas como matéria-prima industrial, mas como elemento carregado de significado, capaz de representar memória, identidade, resistência e reinvenção. A proposta convida o visitante a refletir sobre aquilo que se transforma — tanto na matéria quanto nas pessoas e na própria história capixaba.
O título da mostra sintetiza esse conceito. Entre os verbos “ascender” e “acender” existe apenas uma letra, mas um universo de significados. Enquanto ascender remete ao crescimento, à evolução e ao movimento de elevar-se, acender representa o instante em que o fogo inicia o processo de transformação do metal. É justamente nesse encontro entre matéria e criação que nasce A(S)CENDER.
As obras dialogam entre diferentes linguagens e pesquisas artísticas. Em algumas delas, o metal preserva marcas do fogo e da forja; em outras, transforma-se em pele, abrigo, trama, corpo ou elemento de suspensão. Cada artista apresenta uma interpretação própria sobre os processos de transformação, revelando que, muitas vezes, mais importante do que o resultado final é o caminho percorrido até ele.
Além da exposição, o Centro Cultural SESI também abriga a intervenção artística “Orgulho Capixaba”.
Foto: Melina Furlan
Exposição A(S)CENDER – Artistas: Samira Pavesi, Natan Dias, Paulo Künsch e Milena Almeida. Curadoria: Vitor Burgo.
Período: até 15 de agosto
Horário de visitação:
• Segunda a sexta-feira: das 10h às 20h
• Sábado (01 de agosto): das 13h às 22h
• Domingo (2 de agosto): das 15h às 22h
Local: Centro Cultural SESI (Avenida Dr. Pedro Feu Rosa, s/nº, Jardim da Penha, Vitória)
O Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas do Brasil, chega pela primeira vez ao interior do Espírito Santo. Em agosto, a iniciativa promove um intercâmbio artístico entre o Grupo Cena Aberta, de São Luís (MA), e o Grupo VIII Dinastia, de São Mateus (ES), levando apresentações e atividades formativas ao público capixaba.
A programação terá início em São Mateus, nos dias 4 e 5 de agosto, com espetáculos no município do Norte do Estado. Em seguida, o projeto segue para o Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, onde serão realizadas uma oficina, no dia 8, e uma apresentação no dia 9 de agosto.
A iniciativa integra o Programa Cultura do Sesc-ES, que busca ampliar o acesso às artes cênicas e fortalecer a circulação cultural em diferentes regiões do Estado.
“A circulação de espetáculos pelo interior do Espírito Santo é fundamental para ampliar o acesso da população às artes cênicas e fortalecer a produção cultural em diferentes territórios, além de levar experiências artísticas de qualidade a públicos diversos”, destaca a assessora cultural de Artes Cênicas do Sesc Espírito Santo, Rafaella Vagmaker.
Espetáculo ‘Três preces e outras coisas de dentro da caixa’. Foto: Raquel Tonon
Espetáculos em São Mateus
A programação tem início no dia 4 de agosto, às 19h, no Sesc São Mateus, com o espetáculo “Três preces e outras coisas de dentro da caixa”, do Grupo VIII Dinastia. Com entrada gratuita, a montagem apresenta um diálogo intimista e presta homenagem a Dona Flor, benzedeira, mulher de fé e mãe do intérprete Marcelo Cruz.
No dia 5 de agosto, também às 19h, o Grupo Cena Aberta apresenta “Memórias em Maranhês: A Casa”. Inspirado em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba meu boi, o tambor de crioula, o cacuriá e a capoeira, o espetáculo celebra as múltiplas vozes, memórias e identidades que compõem a cultura brasileira.
Além das apresentações, os grupos capixaba e maranhense participarão de um intercâmbio artístico para compartilhar vivências, processos criativos e experiências de palco.
“Esse encontro entre os grupos do Espírito Santo e do Maranhão fortalece o fazer artístico, amplia repertórios e contribui para o desenvolvimento das artes cênicas, reafirmando o compromisso do Sesc Espírito Santo com a valorização da cultura e a formação de redes de colaboração”, ressalta Rafaella Vagmaker.
Oficina “A voz do coro brincante”
Oficina e espetáculo no Sesc Glória
Em Vitória, o público poderá assistir ao espetáculo “Memórias em Maranhês: A Casa” no dia 9 de agosto, às 19h30, no Centro Cultural Sesc Glória.
Os ingressos estão disponíveis na plataforma Let’s Events com valores a partir de R$ 10 para trabalhadores do comércio, dependentes, estudantes e beneficiários da meia-entrada, além da modalidade de meia-entrada solidária mediante doação de alimento.
Como parte da programação, o Grupo Cena Aberta também ministrará a oficina “A voz do coro brincante”, no dia 8 de agosto, às 14h. Serão 20 vagas e a atividade propõe uma investigação prática sobre as relações entre corpo, voz e brincadeira popular como ferramentas para a criação cênica.
Inspirada em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o cacuriá, a oficina convida os participantes a experimentar processos criativos coletivos, compreendendo a voz como expressão da ancestralidade e da presença em cena.
Palco Giratório no Sesc São Mateus e no Sesc Glória
ESPETÁCULO: “Três preces e outras coisas de dentro da caixa” do Grupo VIII Dinastia (ES)
Sinopse: Solo de Marcelo Cruz que homenageia sua mãe, Dona Flor, benzedeira e mulher de fé. Em uma encenação minimalista, o espetáculo aborda memória, ancestralidade e afeto por meio de um diálogo intimista que convida o público a integrar a narrativa.
Data: 04 de agosto (terça-feira) Horário: 19h Local: Sesc São Mateus Classificação: Livre Duração: 60 minutos Ingresso: Gratuito pelo site Lets Events. Acesse aqui.
ESPETÁCULO: “Memórias em Maranhês: A Casa” do Grupo Cena Aberta (MA)
Sinopse: Dois episódios se entrelaçam para abordar memória, ancestralidade e afetos familiares. Inspirado em manifestações populares maranhenses, como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o cacuriá, o espetáculo celebra as múltiplas vozes e tradições que compõem a cultura brasileira.
São Mateus Data: 05 de agosto (quarta-feira) Horário: 19h Local: Sesc São Mateus Classificação: Livre Duração: 60 minutos Ingresso: Gratuito pelo Site Lets Events. Clique aqui.
Centro Cultural Sesc Glória Data: 09 de agosto (domingo) Horário: 19h30 Local: Teatro Glória Classificação: Livre Duração: 60 minutos
Meia solidária corresponde ao valor do ingresso + 1Kg alimento não perecível (exceto açúcar e sal) para doação ao programa Sesc Mesa Brasil.
Ingresso: Site Lets Events ou bilheteria do Sesc Glória, de quarta a sábado, das 10h às 20h. Clique aqui. Informações: (27) 3232-4765 | 4777 | 4773
OFICINA “A Voz do Coro Brincante” com o Grupo Cena Aberta (MA)
A oficina propõe uma investigação prática sobre as relações entre corpo, voz e brincadeira popular como ferramentas para a criação cênica. Inspirada em manifestações da cultura popular maranhense, como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o cacuriá, a atividade convida os participantes a experimentar processos criativos coletivos, compreendendo a voz como expressão da ancestralidade e da presença em cena.
Data: 08 de agosto (sábado) Horário: 14h às 18h Local: Sala de Dança – Centro Cultural Sesc Glória Classificação: 15 anos Duração: 4 horas Inscrições: Gratuita pelo site Lets Events. Clique aqui.