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Cultura

Espírito Santo recebe Festival Internacional ‘Dança em Trânsito’ que passará por 4 cidades capixabas

A ampla programação gratuita acontece entre os dias 26 e 30 de julho e inclui espetáculos, oficinas que envolvem diversas companhias nacionais e internacionais, em teatros e espaços públicos nas cidades de Colatina, Baixo Guandu, Vitória e Vila Velha

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SOLO Rami Levi, do Grupo Tápias (RJ)
SOLO Rami Levi, do Grupo Tápias (RJ)

Em sua 21ª edição, o Dança em Trânsito, um dos maiores e mais abrangentes festivais internacionais de dança contemporânea do país, chega no Espírito Santo entre os dias 26 e 30 julho com uma programação gratuita e especial em quatro cidades capixabas: Baixo Guandu, Colatina, Vitória e Vila Velha.

O festival teve uma primeira etapa inédita entre fevereiro e abril, no Rio de Janeiro, e, em junho, seguiu para a República Tcheca. E neste mês de julho, deu início a sua já tradicional itinerância nacional, que este ano passa por 33 cidades, divididas em três circuitos espalhados pelas cinco regiões do país, até 14 de outubro.

Neste intercâmbio são convidados artistas das mais diversas danças populares e do folclore brasileiro para se apresentarem junto aos artistas do Dança em Trânsito na sua cidade ou fora de sua cidade de origem e, assim, serão costuradas as culturas e incentivada a difusão de nosso rico folclore e cultura para além de seus estados.

No Espírito Santo, a suíça Nicole Seiler, a belga Loraine Dambermont, e os brasileiros Fábio da Costa, Mário Nascimento são algumas das atrações que desembarcam por aqui com espetáculos e uma série de ações para a difusão e democratização da dança, que incluem três tipos de residências artísticas – para profissionais com circulação e para amadores para apresentações nas cidades; intercâmbios e valorização do folclore e cultura brasileira; formação e geração de emprego para professores multiplicadores; rodas de conversa e oficinas pontuais.

Bailarino Fábio Costa em Vitória - Créditos Inaiá Braghini

Bailarino Fábio Costa em Vitória – Créditos Inaiá Braghini

O 21º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

Há 21 anos, o projeto Dança em Trânsito reúne apresentações artísticas, formação, capacitação, reflexão e intercâmbio entre grupos de dança de diversas cidades do Brasil e do mundo. O festival possibilita trocas de experiências entre artistas e companhias nacionais e internacionais convidadas, e incentiva o desenvolvimento das linguagens da dança. Com a característica marcante da apresentação de trabalhos em destaque no cenário atual e a ocupação, além de diversos teatros, também de espaços urbanos, a cada nova edição estende o acesso a novos públicos, prezando pela democratização da cultura, e reforçando o compromisso assumido para o fortalecimento e a divulgação da dança contemporânea em consonância com outras culturas e segmentos da dança, e com a cultura popular brasileira.

O Dança em Trânsito 2023 também incentiva e viabiliza residências artísticas de criação sob orientação de artistas e coreógrafos convidados de diferentes regiões do Brasil, e também do exterior. Tais profissionais criarão coreografias para os artistas das cidades onde forem realizadas as oficinas de criação, e essas novas coreografias seguirão para outra(s) cidade(s) com o festival. A ideia é fortalecer as trocas de experiências, e ampliar o conhecimento de novas formas de criação utilizadas por outros coreógrafos, brasileiros e estrangeiros.

RESIDÊNCIAS E OFICINAS: FORMAÇÃO E MULTIPLICAÇÃO

No DANÇA EM TRÂNSITO 2023 os projetos formativos deste ano incluem os Workshops com criação em cidades distantes das metrópoles e oficinas em todos os estados selecionados para a edição, que receberão artistas nacionais e/ou estrangeiros para ministrar as oficinas, promovendo ampla discussão da dança contemporânea, com sua enorme gama de possibilidades, e propiciando a aquisição de novas aprendizagens de naturezas tanto conceitual como prática.

Coreógrafa Larissa Ramalho

Coreógrafa Larissa Ramalho

Entre os dias 21 e 25 acontece em Colatina, Workshop com Criação com a coreógrafa do Amapá Larissa Ramalho. Com vagas limitadas, as inscrições podem ser feitas pelo site https://www.dancaemtransito.com.br/. Larissa, que é mestra em Dança pela Université Paris 8 (Saint-Denis, França) e trabalhou por anos em Paris e junto também a outros grandes artistas internacionais, conduzirá os participantes deste Workshop na criação de uma obra coreográfica centrada na ideia de Trajetórias. A partir da realização de jogos corporais e da partilha de um vocabulário de movimentos previamente construído pela coreógrafa, será criado um trabalho coreográfico, cuja inspiração principal serão as experiências pessoais de deslocamento cotidiano dos participantes.

Já no dia 28 de julho, acontece em Vitória a Oficina de “Dança Contemporânea Urbana” com o bailarino mineiro Fábio Costa. A oficina é gratuita e terá duas horas de duração e será realizada no Espaço de Dança Duetto, em Santa Lúcia, Vitória. As vagas são limitadas e as inscrições também devem ser feitas pelo site do festival, o www.dancaemtransito.com.br.

A oficina de Fábio Costa tem como foco principal sua pesquisa de movimento pelo chão. É uma mescla de Dança Contemporânea, Danças Urbanas e Improvisação. O artista busca compartilhar um pouco das técnicas que adquiriu percorrendo diferentes Companhias e Diretores do Brasil e do Mundo.

O objetivo do Festival com as oficinas é criar um espaço de troca, oferecendo aos participantes a possibilidade de reflexão sobre as próprias práticas, ao mesmo tempo em que promovem um intercâmbio de culturas e diversidades entre os artistas. “Os participantes são orientados por profissionais convidados, que propõem e conduzem as atividades de modo a desenvolver habilidades, exercitar a criatividade e aprimorar talentos. Além disso, é uma forma de promovermos a ampla discussão da dança contemporânea, propiciando a aquisição de novas aprendizagens de naturezas tanto conceitual como prática”, explica Giselle Tápias, diretora artística e curadora do festival, ao lado de Flávia Tápias.

ESPETÁCULOS GRATUITOS

VOCÊ DEVERIA FICAR - CHRISTIAN MOYANO

Você Deveria Ficar – Christian Moyano

Um dos espetáculos da programação do festival Dança em Trânsito no Espírito Santo é com Christian Moyano de Montevidéu, Uruguai, que passará pelas quatro cidades capixabas apresentando seu solo ‘Você deveria Ficar’ (15 minutos). ‘Você Deveria Ficar’ é uma obra de dança contemporânea que lembra onde estamos, que vive a precisão, o abraço e o adeus. É uma peça que propõe eliminar os limites entre a arte e a vida. Colocando assim os lugares presentes como tesouros. Despedir-se nunca foi simples. Pensar que partir faz parte de nós e que de alguma forma, devemos sempre ficar. Nós somos o contraste no movimento certo. Você está onde deveria. Onde você está?

Outro espetáculo que também passará pelas 4 cidades capixabas é com o bailarino Fábio Costa de Brumadinho, Minas Gerais. Em seu solo ‘Umbigo do Sonho’ (23 minutos) ele encena a realidade de jovens negros por meio do encontro entre dança e psicanálise. Fabio Costa, quando criança, acompanhava a mãe, empregada doméstica, e trabalhava nos jardins das casas. Na adolescência, trabalhou na construção civil e viveu as brigas e tretas das quebradas, perdendo amigos no tráfico, até ser convidado, aos 20 anos, dançando na rua, a fazer parte de um grupo de dança. O psicanalista Musso Greco teceu a trama a partir dos sonhos e da história de Fábio.

E especialmente no dia 30 de julho, no Parque Cultural Casa do Governador, o coreógrafo Rami Levi, do Grupo Tápias, do Rio de Janeiro, também apresentará seu solo, criado especialmente para a intérprete Flávia Tápias. Rami Levi inspirou nos movimentos de animais para traduzir, para o corpo da intérprete, toda sua experiência, ao longo de seus trabalhos com Jean Christoph Mailot, Mats Ek, Nacho Duacho e Ohad Naharin.

Dança em Trânsito em números

Criado em 2002, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos. Sua atuação abrange ainda residências artísticas, com oficinas de criação, e workshops, abrindo canais para novos talentos da dança, e a formação de plateias, estimulando o interesse pelas artes e pela dança. O festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Desde a sua criação, em 2002, o Dança em Trânsito já apresentou mais de

1.100 apresentações, com cerca de 100 companhias de 18 países, envolvendo mais de 30 cidades das cinco regiões do Brasil e exterior, para um público de mais de 70 mil pessoas. Em 2020, durante a pandemia, realizou uma versão online, indicada ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria “Difusão”, e, em 2021, a primeira edição híbrida, que envolveu 25 cidades.

 

Festival Internacional Dança em Trânsito 2023 – 21ª edição Confira programação completa e gratuita no Espírito Santo

De 26 a 30 de julho: Colatina, Baixo Guandu, Vitória e Vila Velha 26 DE JULHO – QUARTA-FEIRA – COLATINA

A partir das 18h | Área Verde – Av. Senador Moacyr Dalla-Centro/Colatina

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Belo Horizonte/MG (10 min) -Nicole Seiler (Lausanne, Suíça)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário Nascimento (Manaus/AM)

UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

COREOGRAFIA criada para participantes de Colatina/ES (10 min) – Larissa Ramalho (Macapá/AP)

 

27  DE JULHO – QUINTA-FEIRA – BAIXO GUANDU

 A partir das 19h | Praça São Pedro

 Endereço: Av. Carlos Medeiros, 1-91 – Baixo Guandu/ES, 29730-000

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Belo Horizonte/MG (10 min) -Nicole Seiler (Lausanne, Suíça)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário Nascimento (Manaus/AM)

UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

COREOGRAFIA criada para participantes de Colatina/ES (10 min) Larissa Ramalho (Macapá/AP)

 

28  DE JULHO – SEXTA-FEIRA – VITÓRIA

 A partir das 18h | SESC Glória

 Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória/ES, 29010-002 18h | Teatro Superior

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário

Nascimento (Manaus/AM) 18h30 | hall

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai) 19h | Teatro

COREOGRAFIA criada para profissionais de Belo Horizonte/MG (10 min) -Nicole Seiler (Lausanne, Suíça)

UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

 

30 DE JULHO – DOMINGO – VILA VELHA

A partir das 10h30 | Parque Cultural Casa do Governador

Endereço: R. Santa Luzia – Praia da Costa, Vila Velha/ES.

SOLO (8 min) – Rami Levi – Grupo Tápias (Rio de Janeiro/RJ)

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai) UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário Nascimento (Manaus/AM)

 

Programação completa, mais informações e inscrições residências e oficinas pelo site oficial do festival www.dancaemtransito.com.br

 

DANÇA EM TRÂNSITO 2023 – 21ª EDIÇÃO

PATROCÍNIO MASTER

INSTITUTO CULTURAL VALE

PATROCÍNIO

VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS | ENGIE BRASIL ENERGIA

PARCERIA:

Embaixada da Espanha em Brasília | Embaixada da França em Brasília | Instituto Frances | Instituto Italiano de Cultura | Consulado Geral da Suíça no Rio de Janeiro | Embaixada da Eslovênia em Brasília | Memorial Minas VALE | Centro Cultural SESC Glória | Prefeitura de Coronel Fabriciano | Prefeitura de Baixo Guandú | Secretaria de Cultura de Baixo Guandú

APOIO:

Biblio Maison | EspaçoThaylon Vieira Estúdio de Dança | Espaço de Dança Duetto

REALIZAÇÃO

Espaço Tápias

Lei de Incentivo à Cultura Ministério da Cultura

Governo Federal BRASIL união e reconstrução “VAMOS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE”.

Classificação: LIVRE

 

GRUPO TÁPIAS – CIA ASSOCIADA

O Grupo Tápias é a companhia de dança associada ao Dança em Trânsito desde suas primeiras edições. Mantém um quadro estável de bailarinos estrangeiros e brasileiros e, ao longo dos anos, vem criando uma sólida base técnica, além de incessante pesquisa de linguagem própria. Com direção artística de Flávia Tápias, o Grupo Tápias traz para a 21ª edição do Dança em Trânsito obras plurais para diversos públicos como Café não é só uma xícara, Solo, On ne se connait pas encore e o espetáculo infanto-juvenil Creme do Céu. Irá circular pelas cinco regiões do país reforçando o compromisso de levar a dança contemporânea a espaços diversos.

 

Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso e fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 150 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados pela Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org.

 

Sobre a ENGIE

No Brasil, a ENGIE é a maior produtora privada de energia elétrica no país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. O Grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país e por uma das maiores hidrelétricas do País, Jirau (3.750 MW), localizada no rio Madeira e que foi inaugurada em dezembro de 2016. O Grupo também atua na área de geração solar distribuída e oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de sistemas de telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade urbana para cidades inteligentes, infraestruturas e a indústria de óleo e gás. Contando com 3.000 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2016 um faturamento de R$ 6 bilhões.

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Cultura

Revista Traços anuncia chegada ao Espírito Santo

A primeira edição capixaba será lançada no dia 27 de março, com evento no Theatro Carlos Gomes

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A Revista Traços, um projeto cultural e social que une jornalismo, arte e geração de renda, chega ao Espírito Santo no mês de março. Realizado pela Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com a Associação Traços de Comunicação e Cultura, a publicação será lançada no dia 27 de março, às 19 horas, no Theatro Carlos Gomes, Centro de Vitória, com a presença da artista Elisa Lucinda, capa da primeira edição.

Inspirada no modelo internacional das publicações de rua, a Traços é vendida por pessoas em situação de vulnerabilidade social, os chamados porta-vozes da cultura, que encontram na venda da revista uma oportunidade de trabalho, autonomia e reinserção social. Ao longo de sua trajetória, o projeto já promoveu o trabalho de mais de 4 mil artistas e recebeu mais de 16 prêmios, nacionais e internacionais.

Com circulação há mais de dez anos em Brasília e cinco anos no Rio de Janeiro, a Traços se tornou uma referência no jornalismo cultural independente no país. A revista publica reportagens, perfis, ensaios fotográficos, entrevistas, crônicas e poesias, sempre com foco na produção artística e na valorização de criadores locais.

A expansão para o Espírito Santo prevê a produção de edições dedicadas exclusivamente à cena cultural capixaba, além da formação de uma nova rede de porta-vozes da cultura no Estado. A iniciativa conta com o fomento da Secretaria da Cultura, que vai atuar na articulação com artistas, coletivos e instituições locais, buscando ampliando a visibilidade do projeto no contexto da economia criativa. Na primeira edição, a publicação terá na capa a atriz e poetisa capixaba Elisa Lucinda, além de reunir uma série de reportagens e ensaios fotográficos com artistas e agentes culturais do Espírito Santo.

Atualmente, a publicação mantém tiragem média de 3 mil exemplares por edição e já ultrapassou a marca de 100 números publicados nas cidades de atuação. Para além das páginas impressas, a iniciativa também consolidou presença no ambiente digital, com publicação diária de conteúdos no portal, ampliando o alcance das pautas culturais.

O projeto também mantém parcerias com instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades e diversas organizações ligadas à cultura e à economia criativa.

Vale a pena ficar de olho e conferir mais sobre a Revista Traços através do site e instagram.

Fotos: Thais Mallon

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Cultura

Roda de conversa com escritoras capixabas aborda o livro “Fogo de Palha”, de Carla Guerson

Programação reúne as escritoras Carla Guerson e Junia Zaidan, a produtora cultural Fabíola Mozine e a influenciadora literária Camilla Dias neste fim de semana

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Neste fim de semana, o projeto “Livro por Elas” promove uma programação inteiramente
dedicada à literatura produzida por mulheres, com bate-papo online, roda de conversa e
oficina com foco no livro de poesia “Fogo de Palha”, da escritora capixaba Carla Guerson.
No sábado, 14 de março, às 19h, acontece a Roda de Conversa com Carla Guerson, autora de quatro livros e mediadora de clubes literários, com mediação da escritora e professora universitária, Junia Zaidan. O encontro é gratuito, aberto ao público e acontece na Biblioteca Cine Por Elas, na Casa Cultural 155, no centro de Vila Velha, integrando a programação do festival Rua das Palavras, que reúne diversas atividades literárias no espaço.

Além da roda de conversa, a programação inclui ainda um Bate-papo online na sexta-feira,
13 de março, às 19h, no Instagram de Cine por Elas: instagram.com/cineporelas/. A live
contará com a influenciadora literária Camilla Dias e a escritora capixaba Carla Guerson,
contando com mediação da produtora cultural e idealizadora do projeto, Fabiola Mozine. E
no domingo, 15 de março, das 15h às 18h, Carla Guerson ministra a Oficina de Escrita
Criativa – Memória Inventada, que aborda os limites entre realidade e ficção na criação
literária A formação acontece na Biblioteca Cine Por Elas e já conta com todas as vagas
preenchidas.

Carla Guerson

Na roda de conversa, a obra debatida será “Fogo de Palha” (2023), segundo livro publicado por Carla Guerson e seu primeiro de poesia. No livro, a escrita intensa e afiada da autora contempla os desconfortos, as rupturas e as imperfeições da vida. Na obra e na roda de conversa, a reflexão gira em torno da experiência de ser mulher em questões como morte e vida, amores e desamores, autodescoberta, maternidade, aceitação, solidão e transformação.

O Livro por Elas carrega o propósito de potencializar a criação literária de mulheres e fortalecer a literatura como forma de expressão e resistência feminina, por meio da difusão de obras de autoras capixabas e das trocas de experiências nas oficinas e rodas de conversas, incentivando a leitura e a escrita voltada para o protagonismo das experiências vividas por mulheres. O projeto é uma iniciativa do Instituto Cine Por Elas, que atua há mais de 5 anos na difusão da arte e cultura produzida por mulheres, com foco na defesa de direitos e no combate à violência contra a mulher.

Sexta-feira (13/03) – às 19h
Live / Bate-papo online | Carla Guerson e Camilla Dias
Local: instagram.com/cineporelas/

Junia Zaidan

Sábado (14/03) – às 19h
Roda de conversa | Carla Guerson e Júnia Zaidan
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: gratuita e aberta ao público

Domingo (15/03) – às 15h
Oficina de Escrita Criativa – Memória Inventada | Carla Guerson
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: inscrições esgotadas.

Foto principal: Demétrius Júlice

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Cultura

Procuradora aposentada lança livro de crônicas contando trajetória no ES

Lançamento da obra Vários Mundos de uma Vida terá tarde de autógrafos em Vitória no dia 17 de março

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A procuradora do Estado aposentada Clarita Carvalho de Mendonça lança, no dia 17 de março, o livro Os Vários Mundos de uma Vida, obra que reúne crônicas marcadas por sensibilidade, memória e imaginação. O lançamento será celebrado com uma tarde de autógrafos aberta ao público, das 16h às 20h, no Restaurante Taurus, na Praia do Canto, em Vitória.

Vinda de uma família de grandes leitores, Clarita conta que a escrita sempre fez parte de sua essência. Incentivada pelo pai, Luiz Borges de Mendonça, ela relembra que gostava das aulas de Português “mais do que de todas as outras” na escola. O pai, grande estudioso, foi secretário da Fazenda do ES e presidente do Banestes, onde ingressou como contínuo e progrediu ao maior cargo da instituição. É lembrado pelo caráter, bom trato com as pessoas e dedicação ao serviço público. Fez questão de passar à filha a paixão pelo conhecimento.

Clarita conta que, embora tenha construído uma sólida carreira na advocacia pública, a vontade de escrever permaneceu viva ao longo dos anos. Foi após a aposentadoria que encontrou o tempo necessário para se dedicar com mais profundidade às palavras. Ao revisitar arquivos antigos guardados no computador, descobriu textos que decidiu ressignificar. “A escrita sempre morou em mim”, afirma. Muitas dessas produções ganharam nova forma e passaram a compor o livro, revelando um percurso literário que atravessa diferentes fases da vida.

As crônicas não seguem uma ordem rígida nem se prendem a temas específicos. São construídas a partir de emoções, sensações e experiências do cotidiano. “As minhas crônicas são moldadas em termos de emoções, sentimentos que impregnam o nosso cotidiano”, explica. A autora define a obra como uma miscelânea homogênea que mistura lembranças pessoais com ficção, imaginação e criatividade.

O processo de criação também reflete essa liberdade. Clarita escreve à mão quando tem papel por perto, utiliza o notebook sempre que possível e, não raras vezes, grava áudios no celular quando a inspiração surge no meio do caminho. Depois, transforma essas ideias em texto, lapidando o que chama de “meu escrito”.

Com 50 anos de formada em Direito em 2026 e uma trajetória que inclui atuação na Defensoria Pública e na Procuradoria Geral do Estado, instituição que considera sua casa, Clarita inicia agora um novo capítulo. Em Os Vários Mundos de uma Vida, compartilha com leitores diferentes dimensões de sua história, provando que cada fase da vida pode revelar um mundo inteiro a ser contado.

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Vai Pocar