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Cultura

Espírito Santo recebe Festival Internacional ‘Dança em Trânsito’ que passará por 4 cidades capixabas

A ampla programação gratuita acontece entre os dias 26 e 30 de julho e inclui espetáculos, oficinas que envolvem diversas companhias nacionais e internacionais, em teatros e espaços públicos nas cidades de Colatina, Baixo Guandu, Vitória e Vila Velha

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SOLO Rami Levi, do Grupo Tápias (RJ)
SOLO Rami Levi, do Grupo Tápias (RJ)

Em sua 21ª edição, o Dança em Trânsito, um dos maiores e mais abrangentes festivais internacionais de dança contemporânea do país, chega no Espírito Santo entre os dias 26 e 30 julho com uma programação gratuita e especial em quatro cidades capixabas: Baixo Guandu, Colatina, Vitória e Vila Velha.

O festival teve uma primeira etapa inédita entre fevereiro e abril, no Rio de Janeiro, e, em junho, seguiu para a República Tcheca. E neste mês de julho, deu início a sua já tradicional itinerância nacional, que este ano passa por 33 cidades, divididas em três circuitos espalhados pelas cinco regiões do país, até 14 de outubro.

Neste intercâmbio são convidados artistas das mais diversas danças populares e do folclore brasileiro para se apresentarem junto aos artistas do Dança em Trânsito na sua cidade ou fora de sua cidade de origem e, assim, serão costuradas as culturas e incentivada a difusão de nosso rico folclore e cultura para além de seus estados.

No Espírito Santo, a suíça Nicole Seiler, a belga Loraine Dambermont, e os brasileiros Fábio da Costa, Mário Nascimento são algumas das atrações que desembarcam por aqui com espetáculos e uma série de ações para a difusão e democratização da dança, que incluem três tipos de residências artísticas – para profissionais com circulação e para amadores para apresentações nas cidades; intercâmbios e valorização do folclore e cultura brasileira; formação e geração de emprego para professores multiplicadores; rodas de conversa e oficinas pontuais.

Bailarino Fábio Costa em Vitória - Créditos Inaiá Braghini

Bailarino Fábio Costa em Vitória – Créditos Inaiá Braghini

O 21º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

Há 21 anos, o projeto Dança em Trânsito reúne apresentações artísticas, formação, capacitação, reflexão e intercâmbio entre grupos de dança de diversas cidades do Brasil e do mundo. O festival possibilita trocas de experiências entre artistas e companhias nacionais e internacionais convidadas, e incentiva o desenvolvimento das linguagens da dança. Com a característica marcante da apresentação de trabalhos em destaque no cenário atual e a ocupação, além de diversos teatros, também de espaços urbanos, a cada nova edição estende o acesso a novos públicos, prezando pela democratização da cultura, e reforçando o compromisso assumido para o fortalecimento e a divulgação da dança contemporânea em consonância com outras culturas e segmentos da dança, e com a cultura popular brasileira.

O Dança em Trânsito 2023 também incentiva e viabiliza residências artísticas de criação sob orientação de artistas e coreógrafos convidados de diferentes regiões do Brasil, e também do exterior. Tais profissionais criarão coreografias para os artistas das cidades onde forem realizadas as oficinas de criação, e essas novas coreografias seguirão para outra(s) cidade(s) com o festival. A ideia é fortalecer as trocas de experiências, e ampliar o conhecimento de novas formas de criação utilizadas por outros coreógrafos, brasileiros e estrangeiros.

RESIDÊNCIAS E OFICINAS: FORMAÇÃO E MULTIPLICAÇÃO

No DANÇA EM TRÂNSITO 2023 os projetos formativos deste ano incluem os Workshops com criação em cidades distantes das metrópoles e oficinas em todos os estados selecionados para a edição, que receberão artistas nacionais e/ou estrangeiros para ministrar as oficinas, promovendo ampla discussão da dança contemporânea, com sua enorme gama de possibilidades, e propiciando a aquisição de novas aprendizagens de naturezas tanto conceitual como prática.

Coreógrafa Larissa Ramalho

Coreógrafa Larissa Ramalho

Entre os dias 21 e 25 acontece em Colatina, Workshop com Criação com a coreógrafa do Amapá Larissa Ramalho. Com vagas limitadas, as inscrições podem ser feitas pelo site https://www.dancaemtransito.com.br/. Larissa, que é mestra em Dança pela Université Paris 8 (Saint-Denis, França) e trabalhou por anos em Paris e junto também a outros grandes artistas internacionais, conduzirá os participantes deste Workshop na criação de uma obra coreográfica centrada na ideia de Trajetórias. A partir da realização de jogos corporais e da partilha de um vocabulário de movimentos previamente construído pela coreógrafa, será criado um trabalho coreográfico, cuja inspiração principal serão as experiências pessoais de deslocamento cotidiano dos participantes.

Já no dia 28 de julho, acontece em Vitória a Oficina de “Dança Contemporânea Urbana” com o bailarino mineiro Fábio Costa. A oficina é gratuita e terá duas horas de duração e será realizada no Espaço de Dança Duetto, em Santa Lúcia, Vitória. As vagas são limitadas e as inscrições também devem ser feitas pelo site do festival, o www.dancaemtransito.com.br.

A oficina de Fábio Costa tem como foco principal sua pesquisa de movimento pelo chão. É uma mescla de Dança Contemporânea, Danças Urbanas e Improvisação. O artista busca compartilhar um pouco das técnicas que adquiriu percorrendo diferentes Companhias e Diretores do Brasil e do Mundo.

O objetivo do Festival com as oficinas é criar um espaço de troca, oferecendo aos participantes a possibilidade de reflexão sobre as próprias práticas, ao mesmo tempo em que promovem um intercâmbio de culturas e diversidades entre os artistas. “Os participantes são orientados por profissionais convidados, que propõem e conduzem as atividades de modo a desenvolver habilidades, exercitar a criatividade e aprimorar talentos. Além disso, é uma forma de promovermos a ampla discussão da dança contemporânea, propiciando a aquisição de novas aprendizagens de naturezas tanto conceitual como prática”, explica Giselle Tápias, diretora artística e curadora do festival, ao lado de Flávia Tápias.

ESPETÁCULOS GRATUITOS

VOCÊ DEVERIA FICAR - CHRISTIAN MOYANO

Você Deveria Ficar – Christian Moyano

Um dos espetáculos da programação do festival Dança em Trânsito no Espírito Santo é com Christian Moyano de Montevidéu, Uruguai, que passará pelas quatro cidades capixabas apresentando seu solo ‘Você deveria Ficar’ (15 minutos). ‘Você Deveria Ficar’ é uma obra de dança contemporânea que lembra onde estamos, que vive a precisão, o abraço e o adeus. É uma peça que propõe eliminar os limites entre a arte e a vida. Colocando assim os lugares presentes como tesouros. Despedir-se nunca foi simples. Pensar que partir faz parte de nós e que de alguma forma, devemos sempre ficar. Nós somos o contraste no movimento certo. Você está onde deveria. Onde você está?

Outro espetáculo que também passará pelas 4 cidades capixabas é com o bailarino Fábio Costa de Brumadinho, Minas Gerais. Em seu solo ‘Umbigo do Sonho’ (23 minutos) ele encena a realidade de jovens negros por meio do encontro entre dança e psicanálise. Fabio Costa, quando criança, acompanhava a mãe, empregada doméstica, e trabalhava nos jardins das casas. Na adolescência, trabalhou na construção civil e viveu as brigas e tretas das quebradas, perdendo amigos no tráfico, até ser convidado, aos 20 anos, dançando na rua, a fazer parte de um grupo de dança. O psicanalista Musso Greco teceu a trama a partir dos sonhos e da história de Fábio.

E especialmente no dia 30 de julho, no Parque Cultural Casa do Governador, o coreógrafo Rami Levi, do Grupo Tápias, do Rio de Janeiro, também apresentará seu solo, criado especialmente para a intérprete Flávia Tápias. Rami Levi inspirou nos movimentos de animais para traduzir, para o corpo da intérprete, toda sua experiência, ao longo de seus trabalhos com Jean Christoph Mailot, Mats Ek, Nacho Duacho e Ohad Naharin.

Dança em Trânsito em números

Criado em 2002, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos. Sua atuação abrange ainda residências artísticas, com oficinas de criação, e workshops, abrindo canais para novos talentos da dança, e a formação de plateias, estimulando o interesse pelas artes e pela dança. O festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Desde a sua criação, em 2002, o Dança em Trânsito já apresentou mais de

1.100 apresentações, com cerca de 100 companhias de 18 países, envolvendo mais de 30 cidades das cinco regiões do Brasil e exterior, para um público de mais de 70 mil pessoas. Em 2020, durante a pandemia, realizou uma versão online, indicada ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria “Difusão”, e, em 2021, a primeira edição híbrida, que envolveu 25 cidades.

 

Festival Internacional Dança em Trânsito 2023 – 21ª edição Confira programação completa e gratuita no Espírito Santo

De 26 a 30 de julho: Colatina, Baixo Guandu, Vitória e Vila Velha 26 DE JULHO – QUARTA-FEIRA – COLATINA

A partir das 18h | Área Verde – Av. Senador Moacyr Dalla-Centro/Colatina

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Belo Horizonte/MG (10 min) -Nicole Seiler (Lausanne, Suíça)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário Nascimento (Manaus/AM)

UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

COREOGRAFIA criada para participantes de Colatina/ES (10 min) – Larissa Ramalho (Macapá/AP)

 

27  DE JULHO – QUINTA-FEIRA – BAIXO GUANDU

 A partir das 19h | Praça São Pedro

 Endereço: Av. Carlos Medeiros, 1-91 – Baixo Guandu/ES, 29730-000

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Belo Horizonte/MG (10 min) -Nicole Seiler (Lausanne, Suíça)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário Nascimento (Manaus/AM)

UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

COREOGRAFIA criada para participantes de Colatina/ES (10 min) –Larissa Ramalho (Macapá/AP)

 

28  DE JULHO – SEXTA-FEIRA – VITÓRIA

 A partir das 18h | SESC Glória

 Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória/ES, 29010-002 18h | Teatro Superior

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário

Nascimento (Manaus/AM) 18h30 | hall

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai) 19h | Teatro

COREOGRAFIA criada para profissionais de Belo Horizonte/MG (10 min) -Nicole Seiler (Lausanne, Suíça)

UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

 

30 DE JULHO – DOMINGO – VILA VELHA

A partir das 10h30 | Parque Cultural Casa do Governador

Endereço: R. Santa Luzia – Praia da Costa, Vila Velha/ES.

SOLO (8 min) – Rami Levi – Grupo Tápias (Rio de Janeiro/RJ)

VOCÊ DEVERIA FICAR (15 min) – Christian Moyano (Montevidéu, Uruguai) UMBIGO DO SONHO (23 min) – Fábio Costa (Brumadinho/MG)

COREOGRAFIA criada para profissionais de Vitória e Vila Velha/ES (10 min) – Mário Nascimento (Manaus/AM)

 

Programação completa, mais informações e inscrições residências e oficinas pelo site oficial do festival www.dancaemtransito.com.br

 

DANÇA EM TRÂNSITO 2023 – 21ª EDIÇÃO

PATROCÍNIO MASTER

INSTITUTO CULTURAL VALE

PATROCÍNIO

VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS | ENGIE BRASIL ENERGIA

PARCERIA:

Embaixada da Espanha em Brasília | Embaixada da França em Brasília | Instituto Frances | Instituto Italiano de Cultura | Consulado Geral da Suíça no Rio de Janeiro | Embaixada da Eslovênia em Brasília | Memorial Minas VALE | Centro Cultural SESC Glória | Prefeitura de Coronel Fabriciano | Prefeitura de Baixo Guandú | Secretaria de Cultura de Baixo Guandú

APOIO:

Biblio Maison | EspaçoThaylon Vieira Estúdio de Dança | Espaço de Dança Duetto

REALIZAÇÃO

Espaço Tápias

Lei de Incentivo à Cultura Ministério da Cultura

Governo Federal BRASIL união e reconstrução “VAMOS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE”.

Classificação: LIVRE

 

GRUPO TÁPIAS – CIA ASSOCIADA

O Grupo Tápias é a companhia de dança associada ao Dança em Trânsito desde suas primeiras edições. Mantém um quadro estável de bailarinos estrangeiros e brasileiros e, ao longo dos anos, vem criando uma sólida base técnica, além de incessante pesquisa de linguagem própria. Com direção artística de Flávia Tápias, o Grupo Tápias traz para a 21ª edição do Dança em Trânsito obras plurais para diversos públicos como Café não é só uma xícara, Solo, On ne se connait pas encore e o espetáculo infanto-juvenil Creme do Céu. Irá circular pelas cinco regiões do país reforçando o compromisso de levar a dança contemporânea a espaços diversos.

 

Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso e fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 150 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados pela Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org.

 

Sobre a ENGIE

No Brasil, a ENGIE é a maior produtora privada de energia elétrica no país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. O Grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país e por uma das maiores hidrelétricas do País, Jirau (3.750 MW), localizada no rio Madeira e que foi inaugurada em dezembro de 2016. O Grupo também atua na área de geração solar distribuída e oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de sistemas de telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade urbana para cidades inteligentes, infraestruturas e a indústria de óleo e gás. Contando com 3.000 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2016 um faturamento de R$ 6 bilhões.

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Cultura

Sesc Glória recebe encontro entre forró, jazz e ciranda com Serelepe, Lia de Itamaracá e Pop & Jazz Orquestra

Espetáculo no dia 31 de outubro celebra o álbum “Sotaques”, que aproxima a tradição da música nordestina da sonoridade e reúne artistas e mais de 20 músicos no palco do Teatro Glória

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O forró pé-de-serra encontra os metais do jazz, enquanto a ciranda convida o público a entrar na roda. Essa mistura de ritmos e tradições dá o tom de “Sotaques: Serelepe convida Lia de Itamaracá e Pop & Jazz Orquestra”, apresentação musical do projeto Grandes Espetáculos do Sesc-ES que chega ao Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, no dia 31 de outubro, às 19h. Os ingressos estão à venda na Plataforma Lets Events ou bilheteria do Sesc Glória, de quarta a sábado, das 10h às 20h, com valores a partir de R$ 15 (Meia-entrada, meia solidária e comerciário).

O espetáculo musical celebra o álbum Sotaques, lançado em março de 2026, que reúne oito faixas e a participação de mais de 50 músicos. Gravado em parceria com a Pop & Jazz Orquestra do Ifes Campus Vitória, sob regência do maestro Célio Paula, o disco também marca quatro décadas de história da big band.

No palco, mais de 20 músicos se apresentam com instrumentos como trombones, trompetes, saxofones, flautas, bateria, percussão, guitarra, piano e sanfona, explorando os encontros entre a música nordestina e a linguagem orquestral. O resultado do trabalho é a soma de diferentes sotaques e expressões musicais, aproximando o público de tradições que seguem vivas e em transformação.

Lia de Itamaracá. Foto: Ytallo Barreto

Um dos destaques da noite é a presença de Lia de Itamaracá, referência nacional da ciranda pernambucana. A artista se junta ao Serelepe e à Pop & Jazz Orquestra em uma apresentação que também recebe Mestre Lua de Olinda, Eloá Puri, Douglas Lopes e André Prando. Os artistas convidados participaram da construção do álbum, que também contou com a participação de Ricardo Herz e Trio Macaíba.

Idealizado e liderado pelos músicos Robson Póvoa e Luccas Martins, o Serelepe propõe uma aproximação entre a instrumentação tradicional do forró e os arranjos de uma big band, formação marcada pela presença de saxofones, trompetes e trombones. O resultado é uma sonoridade que combina ritmos dançantes, elementos do jazz e referências da cultura popular brasileira.

A trajetória do Serelepe também é marcada pelo reconhecimento de seu trabalho com a música regional. O álbum de estreia, Forró Por Aí…, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira, em 2017, na categoria Melhor Grupo de Música Regional. Em 2019, o disco figurou entre os trabalhos de World Music mais tocados nas rádios europeias.

Grandes Espetáculos: “Sotaques: Serelepe convida Lia de Itamaracá e Pop & Jazz Orquestra”
Quando: 31 de outubro (sábado)
Horário: 19h
Local: Centro Cultural Sesc Glória
Classificação indicativa: Livre
Informações: (27) 3232-4765 | 4777 | 4773
Ingressos: Plataforma Lets Events ou bilheteria do Sesc Glória, de quarta a sábado, das 10h às 20h
Valores:  Inteira e Comerciante R$ 30 | Meia-entrada, meia solidária e comerciário R$ 15 | Conveniado R$ 19
*A modalidade de meia solidária é válida mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

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Shows

Cantor e compositor Fabriccio apresenta o show ‘Vitória’ no Sesc Glória

Com apresentações nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro, o artista capixaba celebra suas raízes e influências em espetáculo imersivo que une MPB, ritmos afro-brasileiros e sonoridades contemporâneas

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O Centro Cultural Sesc Glória recebe o cantor, compositor e produtor musical Fabriccio para o show “Vitória”, no Teatro Virgínia Tamanini, nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro. A apresentação promete um convite afetivo ao universo do álbum “Vitória”, lançado em 2024, celebrando a vivência do artista como capixaba e expoente da nova MPB. Com valores a partir de R$ 15, os ingressos já podem ser retirados na Plataforma Let’s Events, ou na Bilheteria do Sesc Glória.

O espetáculo traz a ilha e a capital capixaba como plano de fundo para narrativas sobre afeto, ancestralidade, memórias e inseguranças. Junto com o cantor Fabriccio, sobem ao palco Henrique Paoli (bateria e sampler), Bruno Chico (baixo), Jay San’t (guitarra), Jone BL (dj), e Vitor Lima (saxofone e flauta), criando uma mistura de timbres digitais e orgânicos, além de três participações especiais da cena local: Ada Koffi, André Prando e Borabaez.

Fabriccio. Foto de @jefdelgado

O repertório conta com o álbum na íntegra, com arranjos exclusivos para agregar a experiência ao vivo e a imersão do público na musicalidade, nas histórias compartilhadas nas letras, somadas com algumas músicas marcantes da trajetória do artista dos primeiros lançamentos até o álbum “Vitória”.

Sobre o artista

Natural de Vitória (ES), Fabriccio é cantautor (um músico que escreve, compõe e interpreta as próprias canções) e produtor de seus próprios projetos.  Sua trajetória alcançou projeção internacional desde o EP Desajeito (2012), cuja faixa “Feito Tamborim” integrou a coletânea britânica Amplificador: Música Brasileira “The 10’s generation”, ao lado de nomes como Curumin e Abayomi Orquestra. O álbum Selva também ganhou edição em CD no Japão pela Think Records.

Fabriccio participou de um tributo em vinil a Atrás do Pôr do Sol (1988), de Lazzo Matumbi, gravando a faixa-título em um projeto que reuniu Luedji Luna, Anelis Assumpção, Josyara e Larissa Luz. Também comanda o projeto Salve os Mestres, dedicado a referências como Jorge Ben, Gilberto Gil, Luiz Melodia e Djavan.

Em seu lançamento mais recente, o álbum Vitória, assinou a produção e contou com participações de Elisa Lucinda, Lino Krizz, Dow Raiz, Yan Cloud e Borabaez. Entre seus reconhecimentos estão Melhor Artista Solo no Prêmio da Música Capixaba de 2025, Destaque Vozes Negras em 2022 e Melhor Composição por “Grajaú Girl”, feat. DJ Will, em 2023.

Cena Musical | Fabriccio apresenta o show “Vitória”

Quando: 22 e 23 de outubro (quinta e sexta)
Horário: 20h
Local: Teatro Virgínia Tamanini – Centro Cultural Sesc Glória
Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória (ES)
Classificação Indicativa: Livre
Valores: Inteira R$ 30 | Meia R$ 15 | Conveniado R$ 19 | Trabalhador do Comércio R$ 15 | Comerciante R$ 3
Ingressos:
Quinta-feira (22): https://lets.events/e/cena-musical-fabriccio-apresenta-show-vitoria/
Sexta-feira (23): https://lets.events/e/cena-musical-fabriccio-apresenta-show-vitoria-2/

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Cultura

Carlos Fonseca estreia na prosa e lança novo livro em Iriri

“O Peso do Corpo” reúne 20 contos sobre memória, escolhas e ausência; lançamento será neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria

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Uma ausência, uma lembrança ou uma escolha podem pesar tanto quanto aquilo que o corpo carrega. Esses diferentes sentidos do peso percorrem os 20 contos de “O Peso do Corpo”, livro que o escritor capixaba Carlos Fonseca lança neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta. À frente do espaço, Elisa Quadros recebe o autor para o lançamento, que terá uma roda de conversa com Anellise Ramos e Saulo Ribeiro, escritor e editor da Cousa.

Publicado pela Editora Cousa, o livro explora memória, escolhas, ausência e tempo por meio de personagens marcados pelos conflitos e pelas possibilidades de redenção da existência humana. A profundidade psicológica e a construção de retratos humanizados conduzem as histórias.

Este é o sétimo livro de Fonseca e sua estreia na prosa após uma trajetória dedicada à poesia. Durante o lançamento, os leitores poderão conversar com o escritor sobre essa passagem entre gêneros literários e os temas da coletânea.

“Cada leitor chega com suas experiências e percebe coisas diferentes em uma história. O bate-papo abre espaço para compartilhar essas leituras e ouvir o autor sobre a construção do livro”, afirma Elisa Quadros.

Natural de São José do Calçado, no sul do Espírito Santo, Carlos Fonseca é membro da Academia Espírito-santense de Letras, professor e juiz federal do trabalho. Tem crônicas e ensaios publicados em jornais e revistas, além de poemas selecionados em antologias no Brasil e em Portugal. É mestre em Direito e especialista em Comunicação Jurídica.

Lançamento de “O Peso do Corpo”, de Carlos Fonseca, com roda de conversa

Participantes: Carlos Fonseca, Anellise Ramos e Saulo Ribeiro

Quando: sábado, 17 de outubro, às 16h

Local: Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta

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