O Espírito Santo recebe a 22ª edição de dança em trânsito que percorre 33 cidades com 31 companhias de 12 Países
Festival acontece no dia 27 de junho, em Baixo Guandu, e 30 de junho, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, e Sesc Glória, no Centro de Vitória
Em sua 22ª edição, o Dança em Trânsito se reafirma como um dos maiores e mais abrangentes festivais internacionais de dança contemporânea do país ao incorporar em sua programação uma segunda etapa desde o ano passado, realizada durante o primeiro semestre. A partir de 20 de junho, o festival Dança em Trânsito inicia sua principal etapa, que envolve uma itinerância por todas as cinco regiões do país, envolvendo 33 cidades, até 1º de outubro e passa por três cidades doEspírito Santo. O 22º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.
Ao todo, 31 companhias e artistas do Brasil, Burkina Faso, Canadá, Colômbia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, República Tcheca e Ucrânia ocupam palcos e espaços públicos de 10 capitais brasileiras e 23 outras cidades com espetáculos e uma série de ações para a difusão e democratização da dança, que incluem residências de criação e de intercâmbio profissional com criação e circulação; intercâmbios e valorização do folclore e culturabrasileira; workshops com criação; formação e geração de emprego para professores multiplicadores; rodas de conversa e oficinas pontuais.
Participam desta edição companhias e artistas como Clémentine & Lisard, da Espanha; TF Cia de Dança, de São Paulo; Grupo Tápias e Márcio Jahú, do Rio de Janeiro, entre outros.
No Espírito Santo, Dança em Trânsito, acontece no dia 27 de junho em Baixo Guandu, gratuito, na Praça São Pedro, e dia 30 de junho, de forma gratuita, no Parque Cultural Casa do Governador, na Praia da Costa, em Vila Velha, e no Sesc Glória, no Centro de Vitória, com ingressos vendidos a preço popular.
DIA 27 de Junho – Praça São Pedro – Baixo Guandu
A partir das 19 horas, inicia com T.F Cia de Dança, de São Paulo; às 19h30,com o Grupo Tápias, do Rio de Janeiro; e 20h30, encerramento com CLÉMENTINE & LISARD, de Barcelona/Espanha.
DIA 30 de junho – Casa do Governador em Vila Velha e Sesc Glória em Vitória
Pela manhã, em Vila Velha, no Parque CulturalCasa do Governador, com inicia às 10h, com o Grupo Tápias, do Rio de Janeiro; às 11 horas, com T.F Cia de Dança, de São Paulo; às 11h30 com CLÉMENTINE & LISARD, de Barcelona/Espanha e fecha às 12 horas com Marcio Jahú do Rio de Janeiro.
A partir das 18 horas, o Dança em Trânsito inicia no Sesc Gloria, com o Grupo Tápias, do Rio de Janeiro; às 19 horas com CLÉMENTINE & LISARD, de Barcelona/Espanha, e fecha com Marcio Jahú, do Rio de Janeiro, às 19h30.
Grupo de Dança Tápias ( Denise Mendes )- crédito Luciana Ponso
GRUPO TÁPIAS – CIA ASSOCIADA
O Grupo Tápias é a companhia de dança associada ao Dança em Trânsito desde suas primeiras edições. Mantém um quadro estável de bailarinos estrangeiros e brasileiros e, ao longo dos anos, vem criando uma sólida base técnica, além de incessante pesquisa de linguagem própria. Com direção artística de Flávia Tápias, o Grupo Tápias traz para a 22ª edição do Dança em Trânsito Portátil, que faz um mergulho nas possibilidades da realidade virtual. Irá circular pelas cinco regiões do país reforçando o compromisso de levar a dança contemporânea a espaços diversos.
Até 1º de outubro, o festival passa por Belo Horizonte (MG), Brumadinho (MG), Coronel Fabriciano/Timóteo (MG), Ipatinga (MG), Governador Valadares (MG), Baixo Guandú (ES), Aimorés (MG), Vila Velha (ES), Vitória (ES), Entre Rios do Sul (RS), Alto Bela Vista (SC), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Ilha do Combú (PA), Belém (PA), Parauapebas (PA), Canaã dos Carajás (PA), Curionópolis (Serra Pelada) (PA), Brasília (DF), Imperatriz (MA), Açailândia (MA), Pindaré-Mirim (MA), Itapecuru-Mirim (MA), São Luís (MA), Quatis (RJ), Resende (RJ), Volta Redonda (RJ) e Mangaratiba/Itaguaí (RJ).
O festival oferece ainda 12oficinas gratuitas, em 12 cidades, ministradas por convidados nacionais e internacionais participantes do festival. São encontros pontuais, de duas a três horas de duração, abertos a todos os interessados. Inscrições e mais informações no site www.dancaemtransito.com.br.
Realizado inicialmente no Espaço Tápias, no Rio de Janeiro, o Intercâmbio e valorização do folclore e cultura brasileira ganha espaço, pelo segundo ano, no Dança em Trânsito. Artistas das mais variadas danças populares e tradicionais do folclore brasileiro foram convidados para se apresentarem em suas cidades ou em outras regiões junto aos artistas do festival, costurando e difundindo as diversas manifestações culturais para além de seus estados de origem.
Completam as ações educativas e de intercâmbio, realizadas paralelamente aos espetáculos, o projeto de Formação e geração de emprego para Professores Multiplicadores. Realizado em cidades afastadas dos grandes centros e com poucas oportunidades, o projeto difunde a Metodologia Tápias de Dança para professores dessas localidades, oferecendo instrumental técnico para que possam multiplicar seu conhecimento para suas turmas, gerando novas oportunidades de trabalho. Flávia Tápias e professores convidados orientam os participantes em encontros remotos semanais ao longo de 4 meses.
RODAS DE CONVERSA
Representantes de manifestações culturais do Brasil e do exterior e artistas das mais diversas tendências irão compartilhar suas experiências em conversas com o público.
Dança em Trânsito
Criado em 2002, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos. Sua atuação abrange ainda residências artísticas, com oficinas de criação, e workshops, abrindo canais para novos talentos da dança, e a formação de plateias, estimulando o interesse pelas artes e pela dança. O festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Desde a sua criação, em 2002, o Dança em Trânsito já apresentou mais de 1.272 apresentações, com cerca de 114 companhias de 21 países, envolvendo mais de 43 cidades das cinco regiões do Brasil e exterior, para um público de mais de 100 mil pessoas. Em 2020, durante a pandemia, realizou uma versão online, indicada ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria “Difusão”, e, em 2021, a primeira edição híbrida, que envolveu 25 cidades.
Sobre o Instituto Cultural Vale
O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso e fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 150 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados pela Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org.
Sobre a ENGIE
No Brasil, a ENGIE é a maior produtora privada de energia elétrica no país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. O Grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país e por uma das maiores hidrelétricas do País, Jirau (3.750 MW), localizada no rio Madeira e que foi inaugurada em dezembro de 2016. O Grupo também atua na área de geração solar distribuída e oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de sistemas de telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade urbana para cidades inteligentes, infraestruturas e a indústria de óleo e gás. Contando com 3.000 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2016 um faturamento de R$ 6 bilhões.
Sobre a VW Caminhões e Ônibus
Fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, a VW Caminhões e Ônibus é uma das maiores montadoras de caminhões e ônibus da América Latina. Desde 1981, quando iniciou suas operações, chegar ao topo do mercado, respeitando e satisfazendo as necessidades dos clientes, sempre foi o foco da montadora. E é exatamente isso que oferece a seus clientes: produtos sob medida e um excelente serviço de pós-vendas. A empresa também é referência em inovações tecnológicas. A empresa busca sempre soluções que reduzam o impacto ambiental e ajudem a preservar o meio ambiente. Há 40 anos, a fabricante mantém seu compromisso de desenvolver veículos que superem as exigências dos clientes – onde quer que eles rodem, seja pelas estradas brasileiras, latino-americanas ou africanas.
Produção executiva: Liliane Xavier e Carolina Tornaghi
Identidade visual, Web design: Fernanda Valois | TRUQUE Design gráfico: Fernanda Valois | TRUQUE Coordenação técnica e de palco: Katia Muniz e Louis Radavelli Vídeos e streaming: Thales Ferreira e Luciana Ponso Revisão de textos: Renata Marques Fotografia e vídeo: Fernanda Valois I TRUQUE. Redes Sociais: DIEGO GERMANO Assessoria Contábil: Fóres Contábil Equipe de apoio: Spectaculu Escola de Arte e Tecnologia
Grupo Tápias (Rio de Janeiro/RJ)
PORTÁTIL 2024 (20 min)
A performance Portátil do Grupo Tápias e convidados prevê um mergulho nas possibilidades da realidade virtual trazendo a interface entre dança, tecnologia e natureza. Com realidades inventadas e com a investigação da dança em imagens em 360º, a ação conta em propor um mergulho poético e virtual em uma relação direta com o público: o espectador é convidado a uma imersão em um ambiente virtual para assim experimentar movimentos de dança, mas sobretudo estando conscientes de que a partir da realidade virtual, experimenta certa segurança. E por isso, pode até dançar. A obra pretende provocar sensorialmente reflexões sobre os temas real e virtual, risco e confiança, movimento e pausa, razão e emoção, incentivando a pesquisa e o cruzamento de diferentes linguagens para ampliar a visão sobre si mesmo e o mundo. Para essa performance as imagens em 360º foram registradas em lugares impactantes, onde as bordas do horizonte das faixas de mar, areia e floresta, provocam sensações imersivas espetaculares.
Scotoma é uma peça de dança que fala sobre atenção. Um convite para refletir sobre o que a capta e o que a direciona. Será que conseguimos perceber o que estamos considerando como óbvio ou notar o que está oculto, à primeira vista? Scotoma nos convida a observar o encontro de duas pessoas imersas em seu próprio mundo.
Ficha Técnica:
Direção, criação e interpretação – Clémentine Telesfort & Lisard Tranis
Coprodução – Festival Danseu
Música original – Otis Jones
Cenografia – Diego Sinniger de Salas
Olho externo – Hansel Nezza
Com o apoio de – Festival Danseu, L’Estruch – Fabrica de creació de les arts en viu, Centro Cívico de Barceloneta, Nunart Guinardo, IAB (Instituto das Artes de Barcelona)
Marcio Jahú (Rio de Janeiro, RJ)
SOLOS SOLO(15 min)
A partir do fim, um começo. Um mergulho na transformação das redescobertas. Um solo que em três movimentos usa da brasilidade e da fé para dançar a transição, do desconforto para mover energias e do conhecido para reler as forças.
Estar só é não estar sozinho, é andar acompanhado ouvindo o som do silêncio ecoar na carne. Um corpo vivo juntou-se à sonoridades conhecidas para materializar o ritual da mudança. Caminhar, redescobrir e renascer na valentia do novo.
É dançando que se move o ar que preenche a mudez sufocante da alma.
Ficha Técnica:
Criação e interpretação: Marcio Jahú
Assistente de produção e operação de som: Érika Souza
Figurino e elementos cenográficos: Marcio Jahú
Ensaiador: Alex Neoral
Iluminação: Anderson Ratto
Direção geral: Marcio Jahú
T.F. Cia de Dança (São Paulo, SP)
RASTRO (20 min)
Fragmentos de tempo em espiral. Um rastro de movimento, de memória e de repetição. Como o corpo se lança numa relação com o que ele mesmo produz? É a presença de uma ausência. Instantes que já passaram e seguem esvaindo. Um rastro também de futuro, um eco que se anuncia antes do som. Rastro como algo que precede e segue uma ação, ao mesmo tempo em que se torna uma lembrança do que já se foi.
Vestígios, marcas, ondas, reverberações, trilhos, presenças, fantasmas, acontecimento. Rastro como caminho de suor que percorre o corpo. É lampejo do agora que se foi. Rastro como coreografia que dialoga com cada espaço; Rastro como travessia e como vulto que se forma na insistência de uma repetição. Rastro como presença: de uma dança do agora, da diversidade de corpos, dos modos de se fazer-pensar-sentir-agir da T.F. Cia de Dança.
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Concepção: Igor Gasparini
Artistas-Criadores: Igor Gasparini, Karen Marçal, Murilo Rocha, Odri Campos, Pasha Gorbachev e Vik Alves.
Provocações corporais e dramatúrgicas: Maria Emília Gomes e Robson Ferraz.
Criação e Concepção de Som: Carlos Ranoya
Produção: Amanda Joazeiro
Figurinos: Átina
Duração: 30 min
Classificação: Livre
Retirada dos ingressos
PARQUE CULTURAL CASA DO GOVERNADOR – DIA 30 de JUNHO
Endereço: R. Santa Luzia – Praia da Costa, Vila Velha
– Vitória/ES. Com: Marcio Jahú . 28/06 – Local: Universidade Federal do Espírito Santo – UFES Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) – Sala Práticas Corporais 2
Av. Fernando Ferrari, n. 514, Goiabeiras – Vitória/ES
Horário: das 19h às 21h
30/06, domingo – Vila Velha/ES
Onde
Horário
Cia/Artista(s)
Coreografia/Performance
Casa do Governador – áerea externa
10h
Grupo Tápias (Rio de Janeiro, RJ)
Portátil 30 min
Casa do Governador – érea externa
11h
T.F. Cia de Dança (São Paulo/SP)
Rastro 20 min
Casa do Governador – palco
11h30
CLÉMENTINE & LISARD (Barcelona/Espanha)
Scotoma 23 min
Casa do Governador – palco
12h
Marcio Jahú (Rio de Janeiro, RJ)
30/06, domingo – Vitória/ES
Onde
Horário
Cia/Artista(s)
Coreografia/Performance
SESC Glória – Foyer (Portas abertas)
18h
Grupo Tápias (Rio de Janeiro, Brasil)
Portátil60 min
SESC Glória – Teatro
19h
CLÉMENTINE & LISARD (Barcelona/Espanha)
Scotoma 23 min
SESC Glória – Teatro
19h30
Marcio Jahú (Rio de Janeiro, RJ)
Solos Solo 15 min.
OFICINAS PONTUAIS
As oficinas são espaços de troca. Oferecem a possibilidade de reflexão sobre as próprias práticas, ao mesmo tempo em que promovem um intercâmbio de culturas e diversidades entre os artistas.
Os participantes são orientados por profissionais convidados, que propõem e conduzem as atividades de modo a desenvolver habilidades, exercitar a criatividade e aprimorar talentos.
No DANÇA EM TRÂNSITO 2024 serão realizadas oficinas em todos os estados selecionados para a edição, que receberão artistas nacionais e/ou estrangeiros para ministrar as oficinas, promovendo ampla discussão da dança contemporânea, com sua enorme gama de possibilidades, e propiciando a aquisição de novas aprendizagens de naturezas tanto conceitual como prática.
28/06
– Vitória/ES
Com: Marcio Jahú
Local: Universidade Federal do Espírito Santo – UFES Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) – Sala Práticas Corporais 2
Av. Fernando Ferrari, n. 514, Goiabeiras – Vitória/ES
Horário: das 19h às 21h
MARCIO JAHÚ
Bailarino carioca, iniciou seus estudos em dança em 2001 no Centro de Dança Rio, e graduou-se em licenciatura em dança pela UniverCidade em 2004.
No início de sua carreira atuou em projetos de companhias independentes do Rio de Janeiro ingressando na Focus Cia de Dança em 2006, fundada por Alex Neoral (diretor e coreógrafo), onde permaneceu por 14 anos participando de montagens e turnês pelo Brasil e exterior.
Foi indicado como melhor bailarino pelo 1° Prêmio Cesgranrio de Dança – RJ em 2019, além de indicações e prêmios pela Focus Cia de Dança como Melhor Elenco.
Ao lado de Alex Neoral, há 15 anos assina coreografias para os desfiles do carnaval do Rio de Janeiro (comissão de frente).
Assinou a gestão e direção artística da Focus – Espaço de Criação de 2019 a 2023, onde promovia aulas, workshops, encontros de arte, saraus de dança e etc. Hoje trabalha no cenário da dança como artista independente realizando suas próprias criações, ministrando aulas e workshops de dança contemporânea, e em projetos independentes de coreógrafos como Marcelo Misailidis e Flávia Tápias.
O assunto é arquitetura, sustentabilidade e futuro das cidades: capixaba Heliomar Venâncio lança seu primeiro livro infantil
Com ilustrações divertidas, atividades interativas e personagens que despertam a curiosidade, ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’ transforma arquitetura, urbanismo e ecologia em conhecimento acessível aos pequenos. Obra será comercializada no Brasil, Portugal e Espanha.
Arquitetura, urbanismo e sustentabilidade são assuntos de gente grande? Para o arquiteto capixaba Heliomar Venâncio, não. É justamente na infância que o contato com esses temas pode despertar a consciência ambiental, estimular a curiosidade e ajudar a formar cidadãos mais atentos às cidades onde vivem. Essa é a proposta de Crianças no mundo da arquitetura sustentável, o sexto livro da carreira de Heliomar e o primeiro dedicado ao público infantil, que será lançado oficialmente nesta terça-feira, dia 3 de novembro, às 18h, na Livraria Leitura do Shopping Vila Velha.
Com uma abordagem lúdica e descomplicada, a obra convida os pequenos leitores a descobrir como a arquitetura se relaciona com o cotidiano, como as cidades são construídas e de que maneira as escolhas individuais e coletivas podem contribuir para um futuro mais sustentável.
“Os adultos costumam acreditar que temas como este não cabem no repertório e na maturidade infanto-juvenil. Mas é justamente nesta fase que precisamos oferecer conhecimento e debates enriquecedores para torná-los mais conscientes e capazes de fazer escolhas alinhadas com um futuro próspero e saudável”, afirma Heliomar Venâncio.
A obra será distribuída pela Zamboni Books, empresa com atuação no mercado nacional e internacional de livros, com venda nos ecommerces Amazon e Magazine Luiza, além de pontos físicos, no valor de R$ 80. A obra didática também chegará a Portugal e à Espanha.
Um passarinho construtor e um menino curioso conduzem a aventura
Para tornar o conteúdo ainda mais próximo do universo infantil, o livro apresenta dois personagens que acompanham os leitores nessa jornada de descobertas. Um deles é o João de Barro, ave conhecida por construir sua própria moradia, que assume o papel de mascote e explica conceitos, compartilha dicas e acrescenta leveza aos assuntos abordados. A escolha não é por acaso: além de fazer parte da fauna brasileira, o passarinho tem uma ligação natural com o universo da construção civil.
Ao lado dele está o menino ArqThéo, personagem curioso que ajuda a conduzir a narrativa didática e convida as crianças a observar o mundo ao redor com novos olhos. As ilustrações, assinadas por Gustavo H. Ohashi, dão vida a essa experiência e ajudam a transformar conceitos técnicos em situações visuais mais fáceis de compreender.
A publicação é organizada em seis capítulos. A jornada começa com uma breve apresentação do planeta e avança por reflexões sobre arquitetura, urbanismo, ecologia e os cuidados necessários para construir cidades mais saudáveis. Ao final de cada capítulo, atividades lúdicas e exercícios de fixação incentivam os leitores a colocar em prática o que aprenderam, tornando a leitura também uma oportunidade de interação e aprendizado.
Arquitetura brasileira como inspiração
Outro ponto que Heliomar Venâncio apresenta no livro é a diversidade arquitetônica brasileira. Em um país de dimensões continentais, marcado pela pluralidade de culturas, povos, paisagens e modos de viver, a arquitetura também expressa essa riqueza. “Aproximar as crianças dessa diversidade é uma maneira de ampliar seu repertório e estimular a percepção sobre os diferentes espaços que compõem o nosso território”, explica o autor.
Mais do que apresentar conceitos, Heliomar busca incentivar perguntas: por que as cidades são organizadas de determinada maneira? Como as construções podem respeitar o meio ambiente? O que torna um espaço agradável e saudável para as pessoas? E o que cada um pode fazer para contribuir com o lugar onde vive?
“A proposta é mostrar que o cuidado com o espaço urbano não depende exclusivamente de arquitetos, urbanistas ou gestores públicos. A formação de uma consciência coletiva começa também com a educação e com a compreensão de que as cidades são ambientes compartilhados, cuja qualidade depende de escolhas, atitudes e responsabilidades de todos”, pontua.
Sobre o autor
Livro ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’ será distribuído no Brasil, em Portugal e Espanha
Heliomar Venâncio é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com especialização em Construção Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Engenharia Ambiental pela Faculdade Cândido Mendes. Também é mestre em Arquitetura e Cidade pela Universidade Vila Velha (UVV).
Sócio-proprietário da Biosfera Arquitetura Ltda., que atua sob o nome Heliomar Venâncio Arquitetura, acumula 33 anos de experiência no mercado da construção civil, com projetos realizados no Espírito Santo e em outros estados brasileiros.
É autor dos livros Arquitetura em 10 Lições: Introdução ao Fascinante Mundo Arquitetônico; Minha Casa Sustentável: Guia para uma Construção Residencial Responsável; A Arquitetura da Construção: Um Guia para a Sua Obra; A Cidade de Vila Velha e o Rio da Costa; e Contêiner, como projetar e construir. Crianças no mundo da arquitetura sustentável é seu sexto título.
Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos como o Prêmio Nacional Roca de Boas Ideias Sustentáveis, em 2008; o Prêmio Estadual Ecologia, do Governo do Espírito Santo, em 2008, 2010, 2012 e 2013; o Prêmio de Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em 2010; o prêmio de Melhor Projeto de Arquitetura do Espírito Santo, da Associação do Mercado Imobiliário, em 2011; e o Prêmio Ecologia do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), em 2012. Foi presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU-ES) e atualmente preside a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Espírito Santo (AsBEA-ES).
Lançamento do livro ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’, de Heliomar Venâncio
Quando: 03 de novembro (terça-feira), às 18h
Local: Livraria Leitura do Shopping Vila Velha
Valor da obra: R$ 80
Vendas: Amazon e Magazine Luiza
Distribuição: Zamboni Books, com alcance nacional e internacional, incluindo Portugal e Espanha.
Ficha técnica
Pesquisa, produção e edição de texto: Heliomar Venâncio (CAU A20964-3)
Revisão de texto: Priscilla Bittencourt
Projeto gráfico e editoração: Comunicação Impressa
A Última Sessão de Freud: peça acontece neste fim de semana em Vitória
Em cartaz há 4 anos e assistido por mais de 180 mil pessoas, o espetáculo estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi tem sessões no Teatro da Ufes nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º)
Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu mais de 420 apresentações e chega a Vitória neste fim de semana. Será nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º), no Teatro Universitário da Ufes.
A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20. Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.
No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.
“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.
A encenação
O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939.
Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.
O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.
“A ideia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas. O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: Na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e sobretudo, humana”.
Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses seus 56 anos de profissão.
“Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da segunda guerra mundial, vivenciada por Freud”.
– Odilon Wagner
Então, já sabe o que fazer no fim de semana! Corra para o teatro e confira essa peça premiadíssima e com artistas de primeira! #FicaADica
A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain
Quando: 30 e 31 de outubro, e 1º de novembro
Horário: sexta e sábado, às 20h e domingo, às 17h
Local: Teatro Universitário da Ufes – Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória
Core-ES lança livro comemorativo em sessão solene na Câmara Municipal de Vitória
Obra reúne entrevistas, registros históricos e relatos marcantes dos 60 anos de regulamentação da profissão no Estado. O lançamento acontece nesta terça-feira, dia 27
O Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Espírito Santo (Core-ES) lança o livro Core-ES 60 anos – Uma história que representa, nesta terça-feira, dia 27 de outubro, a partir das 18h30. A publicação será apresentada durante sessão solene em homenagem às seis décadas de atuação da entidade, no plenário da Câmara Municipal de Vitória. A obra resgata os primórdios da representação comercial no Espírito Santo e destaca a trajetória do Conselho, sua contribuição para o desenvolvimento econômico e seu papel na valorização da categoria.
O livro percorre diferentes momentos da profissão, desde os tropeiros, considerados precursores da representação comercial capixaba, passando pelos caixeiros-viajantes, até chegar aos profissionais que hoje conectam empresas, mercados e oportunidades. Entre as histórias resgatadas está a de Francisco Daher, um dos primeiros caixeiros-viajantes da fábrica de chocolates Garoto. Sua trajetória profissional, marcada pelo pioneirismo e pelo carisma, ganhou espaço no Museu da Garoto, em Vila Velha, onde sua contribuição à empresa permanece registrada.
Maleta mostruário emprestada ao Museu da Garoto pela família de Francisco Daher. Foto: Marília Marques
A narrativa chega a 1966, ano em que um novo capítulo dessa história começou com a fundação do Core-ES, em 8 de fevereiro. Ao longo de 60 anos, o Conselho acompanhou as transformações do mercado, enfrentou desafios e trabalhou na defesa dos direitos dos representantes comerciais e na ampliação do reconhecimento da categoria.
A atuação do Conselho sempre esteve relacionada à defesa das prerrogativas legais da profissão e à valorização dos representantes comerciais, incluindo temas importantes para a categoria, como a vedação à cláusula del credere, prevista na Lei nº 4.886/1965, que regula as atividades dos representantes comerciais autônomos.
Entre os desafios que marcaram essa trajetória está a pandemia de Covid-19, período que exigiu capacidade de adaptação dos profissionais e das instituições diante das mudanças nas relações comerciais e nas formas de fazer negócios.
Para o presidente do Core-ES, Marcelo Marino Simonetti, comemorar os 60 anos da instituição é reconhecer o trabalho de gerações de profissionais e reafirmar o compromisso com o futuro da categoria.
“Celebrar os 60 anos do Core-ES é reconhecer a contribuição de todos que ajudaram a construir essa história e compreender a responsabilidade que temos com as próximas gerações. Nosso compromisso é estar cada vez mais próximos dos representantes comerciais, ouvir suas demandas, defender os interesses da categoria e promover iniciativas que contribuam para o desenvolvimento profissional e o fortalecimento da representação comercial no Espírito Santo”.
Pesquisa reúne entrevistas e documentos históricos
Escrito pela jornalista Marília Marques, assessora do Core-ES, o livro é resultado de um trabalho de pesquisa que reuniu cerca de 30 entrevistas, consulta a mais de 300 documentos do acervo do Conselho e aproximadamente 40 referências bibliográficas.
Marcelo Marino Simonetti
Entre os entrevistados estão o atual presidente do Conselho, Marcelo Marino Simonetti, a gerente-geral, Fernanda Pianca, diretores da instituição e descendentes de seus primeiros presidentes, que contribuíram para reconstruir diferentes períodos da história do órgão e da representação comercial no Estado.
O trabalho de apuração também incluiu uma visita a Ibatiba, no Espírito Santo, reconhecida como Capital Capixaba dos Tropeiros. No município, foram realizadas visitas ao Museu do Tropeiro, além de entrevistas que ajudaram a aprofundar o resgate histórico das origens da atividade comercial no estado.
A pesquisa também levou a autora a Brasília, onde entrevistou o presidente do Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere), Archimedes Cavalcanti Júnior. Além de contribuir para o conteúdo do livro, a entrevista foi registrada em vídeo e está disponível no canal oficial do Core-ES no YouTube, ampliando o acesso a esse registro histórico.
Para quem deseja conferir o conteúdo, a obra estará disponível no site do Core-ES.
Lançamento do livro “Core-ES 60 anos – Uma história que representa”
Entrevista com o presidente do Conselho Federal dos Representantes ComerciaisAcervo da Secretaria Municipal de Turismo, Eventos e Cultura da Prefeitura Municipal de Castelo – SEMTEC