Sesc Glória inicia temporada nacional do Palco Giratório com espetáculos para toda a família
Programação reúne espetáculos e ações formativas de diferentes regiões do país, fortalecendo a cena cultural capixaba e aproximando o público das artes cênicas
O Sesc Glória recebe, ao longo de 2026, a programação da 28ª edição do Palco Giratório, considerado o maior projeto de circulação de artes cênicas do Brasil. Com espetáculos de teatro, dança, circo e ações formativas, a iniciativa promete movimentar a cena cultural capixaba e aproximar o público de diferentes expressões artísticas produzidas em diversas regiões do país.
Em sintonia com as comemorações dos 80 anos do Sesc, a programação foi pensada para reunir diferentes gerações em experiências culturais acessíveis e transformadoras. Ao longo do ano, o público poderá acompanhar apresentações nacionais que abordam temas contemporâneos como saúde mental, relações humanas, pertencimento, memória e deslocamentos provocados por processos migratórios.
O festival tem grande relevância para o fortalecimento das artes cênicas no Espírito Santo, de acordo com a assessora cultural de artes cênicas do Sesc Espírito Santo, Rafaella Vagmaker. “Com apresentações mensais, conseguimos criar oportunidades permanentes de encontro entre artistas, espectadores e a produção cultural brasileira, democratizando o acesso à cultura para os capixabas”, reforça.
Em junho, a programação traz ao Espírito Santo o grupo Máscara EnCena, do Coletivo Gompa (RS), com o espetáculo “Bando”, uma performance urbana em formato de cortejo poético inspirada na figura dos pombos-correios. A apresentação acontece no dia 7 de junho, às 10h, no Parque Moscoso, em Vitória.
A intervenção convida o público a percorrer a cidade enquanto acompanha a distribuição de cartas com relatos íntimos, memórias e histórias de pessoas impactadas pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
“Ao trazer grupos de diferentes estados para se apresentar e compartilhar seus processos criativos, o projeto amplia horizontes, inspira artistas locais e contribui para a formação de novos públicos.
Além da apresentação, o grupo realizará a oficina gratuita “Corpo-Máscara”, no dia 6 de junho, das 14h às 18h, no Sesc Glória. Voltada para artistas, pesquisadores, estudantes e interessados nas artes da cena, a atividade propõe uma imersão nos princípios técnicos e expressivos do trabalho corporal com a máscara inteira expressiva.
Outra novidade desta edição é a presença de espetáculos de teatro de boneco e de animação, ampliando a diversidade estética do festival. Um dos destaques foi “Re Te Tei”, da Tropa do Balacobaco (PE), apresentado recentemente no Sesc Glória e recebido pelo público com grande participação.
Festival Sesc Palco Giratório
Conhecido como o maior projeto de circulação de artes cênicas do Brasil, o Festival Palco Giratório é reconhecido no cenário cultural brasileiro como um importante projeto de difusão e intercâmbio das Artes Cênicas. Por ter uma programação única por estado, o projeto intensifica a formação de plateias a partir da circulação de espetáculos dos mais variados gêneros desde 1998.
Com a participação ativa da comunidade, artistas locais e convidados, a essência do Palco Giratório, tem sido promover a divulgação do trabalho de profissionais de todo Brasil, e gerar emprego para os inúmeros trabalhadores que atuam no circuito.
Ao receber o Palco Giratório, o Sesc Glória se consolida como um dos maiores equipamentos culturais do Espírito Santo, recebendo todos os meses dezenas de atrações das mais diversas manifestações de cultura.
Serviço: Espetáculo e Oficinas do Palco Giratório
APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO “BANDO”
Categoria: Performance
Data: 07/06 (domingo)
Local: Parque Moscoso, Centro, Vitória-es.
Horário: 10h
Classificação: livre
Duração: 45 min
Sinopse: A performance urbana Bando é uma intervenção poética em formato de cortejo, inspirada em pombos-correios. O coro atravessa o cotidiano da cidade, criando conexões humanas ao distribuir cartas com relatos íntimos, memórias e histórias que não foram levadas pela correnteza. Essas cartas foram escritas por pessoas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A performance resgata a figura do pombo como um símbolo de reencontro, unindo aqueles separados por esse período de devastação. Bando celebra a vida e a existência, transformando o espaço urbano em um cenário de reconexão e esperança.
OFICINA “CORPO-MÁSCARA”
Data: 06/06 (sábado)
Local: Teatro Vírginia Tamanini, Centro Cultural Sesc Glória
Público-alvo: público adulto, artistas da cena, pesquisadores, profissionais e estudantes interessados na linguagem da máscara.
Sinopse: A oficina Corpo-Máscara compartilha princípios técnicos e expressivos do trabalho corporal a partir da pesquisa com a máscara inteira expressiva, desenvolvida pelo grupo Máscara EnCena desde 2014. A proposta convida os participantes a investigar a relação entre corpo, máscara e presença cênica, explorando a máscara como recurso pedagógico e criativo. A prática inclui jogos de percepção do corpo e espaço, respiração e deslocamento, estados corporais e princípios de uso da máscara, como foco, ação, reação e triangulação. A oficina também aborda a introdução à máscara expressiva, a partir das emoções básicas, e exercícios de composição dramatúrgica e improvisação.
Confira os próximos espetáculos e oficinas do Palco Giratório previstos para o Espírito Santo
Data
Espetáculo
Grupo/Companhia
Local
07/06
BANDO
Máscara EnCena
Parque Moscoso
04/08
TRÊS PRECES E OUTRAS COISAS DE DENTRO DA CAIXA
Grupo VIII Dinastia
Sesc São Mateus
05/08
MEMÓRIAS EM MARANHÊS: A CASA
Grupo Cena Aberta
Sesc São Mateus
09/08
MEMÓRIAS EM MARANHÊS: A CASA
Grupo Cena Aberta
Teatro Glória – Centro Cultural Sesc Glória
11/set
INFINITO
Márcio Fidelis Cia de Dança e Cooxia Coletivo Teatral
Teatro Glória – Centro Cultural Sesc Glória
24/set
A MAÇÃ
William Seven
Teatro Glória – Centro Cultural Sesc Glória
07/out
FRANKINH@ – UMA HISTÓRIA EM PEDACINHOS
Coletivo Gompa
Teatro Glória – Centro Cultural Sesc Glória
18/nov
CORPOS DE TAMBOR
Coletivo Croa
Teatro Glória – Centro Cultural Sesc Glória
Oficinas
Data
Oficina
Grupo/Companhia
Local
06/06
Oficina Corpo-Máscara
Máscara EnCena
Sala de Dança – Centro Cultural Sesc Glória
08/08
Brinquedos e Brincadeiras
Grupo Cena Aberta
Sala de Dança – Centro Cultural Sesc Glória
10/09
Danças Populares Afrodiaspóricas da Bahia para Crianças
Márcio Fidelis Cia de Dança e Cooxia Coletivo Teatral
Nos dois primeiros finais de semana de junho, o estacionamento do Shopping Vila Velha será transformado em um verdadeiro arraiá, cheio de sabores, música e diversão. Vem aí o Arraiá Degusta, que acontece de 03 a 07 e 11 a 14 de junho, das 17h às 00h, com entrada gratuita
Essa é uma das edições mais aguardadas do ano justamente por trazer toda a atmosfera junina que o público ama. Com decoração temática, comidas típicas juninas, cervejas artesanais, drinks, espaço gastronômico e uma programação musical que passeia pelo rock, forró e brasilidades.
Na programação do Arraiá Degusta estão confirmados shows do Trio Clandestino, Ubando, Forró Raiz e Casaca. “Esse evento é sempre muito aguardado por nós da organização e também pelo público. As atrações musicais são um espetáculo à parte, com artistas talentosos e que agradam a todos os gostos, do forró ao rock”, declara o organizador Leonardo Castilho.
Arraiá Degusta 2026
Quando: 03 a 07 e 11 a 14 de junho. Horário: 17h à 0h Local: Estacionamento do Shopping Vila Velha
SOMA: Dança, tecnologia e maternidade marcam retorno de Gabriela Moriondo aos palcos
Dirigido pela bailarina e coreógrafa capixaba em parceria com Glauber Vianna, espetáculo de dança contemporânea estreia em Vitória entre os dias 28 e 31 de maio, no Theatro Carlos Gomes
O retorno da bailarina e coreógrafa capixaba Gabriela Moriondo aos palcos, após dois anos afastada desde o nascimento da filha, é o ponto de partida de SOMA, espetáculo de dança contemporânea e arte multimídia que tem pré-estreia confirmada e entrada gratuita no dia 28 maio, no Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. A obra traz à cena uma investigação poética sobre maternidade, transformação e identidade, em parceria com o artista multilinguagem Glauber Vianna.
Para as sessões de estreia, que acontecem entre os dias 29 e 31 de maio, os ingressos estão à venda aqui, com valores a partir de R$ 22 (meia entrada).
O espetáculo
Partindo da experiência pessoal de Gabriela, SOMA transforma a maternidade em um campo de reflexão sobre as mudanças que atravessam o corpo e a vida ao longo do tempo. “O maior desafio não foi necessariamente técnico, mas conciliar a criação de um espetáculo com a criação de uma criança. Esse processo acabou se incorporando ao trabalho e trouxe novas camadas para a cena, ligadas à metamorfose e ao redescobrimento de mim mesma como mãe, mulher e artista”, explica a bailarina e coreógrafa Gabriela, formada em Dança Contemporânea pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (2014), especializada em Estudos de Dança no Trinity Laban Conservatoire of Music and dance/UK (2016), e graduada em Artes Plásticas pela Universidade do Espírito Santo (UFES).
Sem conduzir a uma interpretação única, o espetáculo propõe que diferentes sensações e reflexões podem emergir a partir da experiência individual de cada espectador. O público é convidado a uma relação mais atenta com o tempo, o corpo e a própria percepção.
Ao integrar dança e linguagem tecnológica de forma orgânica, SOMA também dialoga com a maneira como nos relacionamos hoje com a presença e com as imagens, criando um ambiente de experiência sensorial que se conecta ao contexto contemporâneo de grandes produções. Mais do que um recurso técnico, esses elementos compõem a própria estrutura dramatúrgica do espetáculo.
Tecnologia como meio, não como fim
Em SOMA, a tecnologia está integrada à linguagem da cena, atuando na construção do espaço, da luz e do som. Elementos como um sistema de espelhos móveis, desenvolvido em parceria com alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Médio Arnulpho Mattos, em Vitória, e uma grande tela translúcida de projeção criam camadas visuais que transitam entre o físico e o virtual.
“O trabalho não busca contar uma história de forma linear, ele cria estados e atmosferas. A tecnologia está presente para potencializar a experiência, nunca como fim em si mesma”, destaca Glauber, diretor artístico que investiga as relações entre imagem, espaço e narrativa. Na música e no audiovisual, criou visuais de cena para turnês de artistas como Tribalistas, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Roberto Carlos, além de projetos para televisão, como o Prêmio Multishow, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Canal Brasil e TV Globo.
Glauber Vianna e Gabriela Moriondo – Crédito: Divulgação
Idealizado no Espírito Santo, o espetáculo reforça sua relação com o território ao envolver artistas e profissionais locais e estabelecer diálogo com a comunidade. Contemplado pelo Edital de Artes Cênicas – Funcultura PNAB 2024, da Secult-ES, SOMA dá continuidade à pesquisa iniciada em Inconstante (2024), marcada pelo encontro entre Gabriela e Glauber, aprofundando a relação entre dança contemporânea, artes visuais e criação em tecnologia aplicada à cena.
O trabalho se constrói a partir de um campo de referências artísticas. Na dança, dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente em Noumenon Mobilus (1953), ao pensar o corpo como matéria visual, além das investigações da bailarina coreana Haeni Kim.
Na imagem, aproxima-se de fotógrafos como a norte-americana Francesca Woodman, o francês Denis Darzacq e o australiano Bill Henson, enquanto a luz se estrutura sob influência do pintor italiano Caravaggio. Há ainda ressonâncias com artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o ilsnadês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de práticas contemporâneas como teamLab e Random International. A obra também se inspira na improvisação presente nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor.
Espetáculo SOMA Quando:
28 de maio (quinta-feira), às 20h— Pré-estreia — apresentação gratuita
29 de maio (sexta-feira), às 20h
30 de maio (sábado), às 17h30 à 19h30 — sessões às 17h30 e 19h30
31 de maio (domingo), às 17h30
Local: Theatro Carlos Gomes (Rua Barão de Itapemirim, 232, Centro, Vitória, ES)
Vitória começa a entrar no ritmo de um dos eventos mais simbólicos do calendário cultural capixaba. O Festival Tortinha Black retorna nos dias 21 e 23 de maio, com uma proposta que mistura formação, lazer e valorização da cultura afro-brasileira em programação gratuita e aberta ao público. Criado por Fábio Carvalho, o festival aposta na cultura como ferramenta de transformação social. A edição de 2026 amplia seu alcance ao integrar um seminário voltado à educação antirracista com um grande encontro multicultural no Parque Baleia Jubarte, na Enseada do Suá.
Programação
O seminário “Quando a Palavra Vira Quilombo”, marcado para o dia 21 de maio, no Teatro Sesi, em Jardim da Penha, traz ao centro do debate a escrita negra como expressão de resistência e construção de narrativas. O encontro reúne pesquisadores e educadores que atuam diretamente na promoção da equidade racial.
Já no dia 23, o festival promete uma verdadeira imersão cultural ao longo de 10 horas de programação. Música, teatro, dança, oficinas e gastronomia compõem um mosaico de experiências que dialogam com ancestralidade e contemporaneidade.
Além das atividades culturais, o evento também impulsiona a economia local com uma feira de empreendedores, fortalecendo iniciativas criativas e comunitárias.
Programe-se e participe!
SEMINÁRIO TORTINHA BLACK: “Quando a Palavra Vira Quilombo”
Quando: 21 de maio (quinta-feira) Local: Teatro Sesi (Jardim da Penha)
18h30: Credenciamento 19h: Recepção e boas-vindas 19h30: Mesa-redonda 20h30: Debate com o público
FESTIVAL TORTINHA BLACK
Quando: 23 de maio (sábado) Local: Parque Baleia Jubarte (Praça do Papa, Enseada do Suá)
Programação ao longo do dia (10h às 19h):
● Shows musicais
● Teatro e dança
● Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança e gastronomia)
● Festival de pipas
● Feira de Economia Solidária e Criativa com 20 empreendedores