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Diretamente de Portugal, artista Suzana Queiroga vem a Vitória para sua primeira individual no Espírito Santo

A mostra CRONOTOPIAS, que inaugura o calendário expositivo 2025 da Matias Brotas, abre ao público no dia 20 de março e apresenta um conjunto de obras produzidas pela artista entre 2018 e 2025, transitando entre diversas técnicas como pinturas, esculturas e instalações

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Artista que fez parte da Geração 80, ex-professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, com obras em importantes coleções como MAM Rio, Instituto Casa Roberto Marinho, Suzana Queiroga desembarca em Vitória diretamente de Portugal, onde atualmente reside, para sua primeira individual no Espírito Santo, a mostra “Cronotopias”, que apresenta um conjunto de obras produzidas por ela entre 2018 e 2025.

Com texto curatorial de Tales Frey, a exposição, que inaugura o calendário expositivo 2025 da Matias Brotas, abre ao público dia 20 de março, a partir das 14h, com visitação gratuita, e apresenta pinturas, esculturas e instalações que traduzem visualmente o conceito de cronotopia, articulando mapas urbanos, sistemas biológicos e formas orgânicas em constante transformação.

A mostra, que segue em cartaz até 30 de maio, é um convite à navegação entre tempo e espaço, entre mapas sensíveis e geografias imaginárias. O título, derivado de cronos (tempo) e topos (lugar), reflete a essência do trabalho da artista, que articula a cartografia como um campo expandido, onde territórios físicos e abstratos se fundem em fluxos, deslocamentos e derivas. Entre os destaques, está a instalação Cidades Nuvens, uma obra suspensa composta por folhas recortadas que remetem a cartografias fluidas, evocando interconexões entre redes urbanas e sistemas vivos.

Serie Emaranhados (2024). Foto: Gabi Carrera

Segundo Tales Frey, “as criações de Suzana Queiroga parecem dar contorno ao que foi teorizado em Carne e Pedra, de Richard Sennett, que propôs um entendimento da cidade não apenas como um local de construção física, mas também como um ambiente que interage profundamente com a experiência sensorial e corporal de seus habitantes.” A artista estabelece analogias entre o corpo humano e a cidade, criando narrativas visuais que relacionam células, veias e órgãos corporais com vias de circulação e infraestruturas urbanas, ao mesmo tempo que questiona como essas conexões podem ser tanto orgânicas e interdependentes quanto desumanizadoras e impessoais.

Suzana Queiroga transita entre arte e ciência, refletindo sobre deslocamentos, paisagens mutáveis e a percepção do infinito. Seu trabalho investiga os ciclos da natureza e a dinâmica das cidades, criando um diálogo entre macro e microcosmos. E entre geometrias sutis e atmosferas em suspensão, Cronotopias cartografa o visível e o invisível que se encontram, e onde a ciência e a arte se entrelaçam para dar forma ao que escapa, ao que está em trânsito, ao que se reinventa.

“A exposição traz um recorte de minha produção em um arco temporal de 7 anos. Os diálogos que as obras estabelecem evidenciam que tudo que está aqui hoje já esteve lá atrás antes de chegar aqui, ou, que o que está aqui ressignifica e faz pulsar o que lá estava antes, atualizando tudo em um mapa do agora. Em CRONOTOPIAS, as dobras no cronos e no topos evidenciam processos envoltos em uma lógica complexa, em um infinito multifacetado que a arte e a poesia costumam visitar. Essa individual apresenta uma visão de sobrevoo que é realmente muito especial neste momento de minha carreira e só tenho a agradecer a oportunidade de poder compartilhar com o público de Vitória”, conta Suzana.

Suzana Queiroga pelas lentes de Joel Pessoa

Suzana Queiroga

Suzana Queiroga é uma artista visual ativa desde a década de 1980 e trabalha com diversos meios, incluindo vídeos, performances, instalações, infláveis, pinturas, desenhos, gravuras e esculturas. Desde 2017 vive em Cascais, Lisboa, atuando tanto em Portugal quanto no Brasil. Seus interesses teóricos estão voltados para as conexões e interseções entre Arte, Ciência e Filosofia, e sua produção artística é permeada pelos temas do Tempo, Infinito, Física, Matemática e Meio Ambiente.

Possui Doutoramento em História das Ciências, Técnicas e Epistemologia pela UFRJ, Doutoramento Sanduíche, PDSE/CAPES pela Universidade de Lisboa, Mestrado em Lin-guagens Visuais pelo PPGAV/UFRJ e graduação em Artes Plásticas pela EBA/UFRJ. A artista realizou inúmeras exposições individuais e coletivas e obteve 12 prêmios no Brasil e em Portugal, como o Prêmio Aquisição na XVIII Bienal de Cerveira, em 2015, com a obra em vídeo Olhos d’água. A artista possui obras em diversas coleções particulares e museus.

Serviço:

Exposição: CRONOTOPIAS, de Suzana Queiroga

Período expositivo: 20 de março a 30 de maio

Local: Matias Brotas: Av. Carlos Gomes de Sá, 130 – República, Vitória – ES

Mais informações: (27) 99837-2920

Instagram: https://www.instagram.com/matiasbrotasarte/

Foto principal: Cidades Nuvens (2018) – Foto: Douglas Dobby

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Cultura

Revista Traços anuncia chegada ao Espírito Santo

A primeira edição capixaba será lançada no dia 27 de março, com evento no Theatro Carlos Gomes

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A Revista Traços, um projeto cultural e social que une jornalismo, arte e geração de renda, chega ao Espírito Santo no mês de março. Realizado pela Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com a Associação Traços de Comunicação e Cultura, a publicação será lançada no dia 27 de março, às 19 horas, no Theatro Carlos Gomes, Centro de Vitória, com a presença da artista Elisa Lucinda, capa da primeira edição.

Inspirada no modelo internacional das publicações de rua, a Traços é vendida por pessoas em situação de vulnerabilidade social, os chamados porta-vozes da cultura, que encontram na venda da revista uma oportunidade de trabalho, autonomia e reinserção social. Ao longo de sua trajetória, o projeto já promoveu o trabalho de mais de 4 mil artistas e recebeu mais de 16 prêmios, nacionais e internacionais.

Com circulação há mais de dez anos em Brasília e cinco anos no Rio de Janeiro, a Traços se tornou uma referência no jornalismo cultural independente no país. A revista publica reportagens, perfis, ensaios fotográficos, entrevistas, crônicas e poesias, sempre com foco na produção artística e na valorização de criadores locais.

A expansão para o Espírito Santo prevê a produção de edições dedicadas exclusivamente à cena cultural capixaba, além da formação de uma nova rede de porta-vozes da cultura no Estado. A iniciativa conta com o fomento da Secretaria da Cultura, que vai atuar na articulação com artistas, coletivos e instituições locais, buscando ampliando a visibilidade do projeto no contexto da economia criativa. Na primeira edição, a publicação terá na capa a atriz e poetisa capixaba Elisa Lucinda, além de reunir uma série de reportagens e ensaios fotográficos com artistas e agentes culturais do Espírito Santo.

Atualmente, a publicação mantém tiragem média de 3 mil exemplares por edição e já ultrapassou a marca de 100 números publicados nas cidades de atuação. Para além das páginas impressas, a iniciativa também consolidou presença no ambiente digital, com publicação diária de conteúdos no portal, ampliando o alcance das pautas culturais.

O projeto também mantém parcerias com instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades e diversas organizações ligadas à cultura e à economia criativa.

Vale a pena ficar de olho e conferir mais sobre a Revista Traços através do site e instagram.

Fotos: Thais Mallon

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Cultura

Roda de conversa com escritoras capixabas aborda o livro “Fogo de Palha”, de Carla Guerson

Programação reúne as escritoras Carla Guerson e Junia Zaidan, a produtora cultural Fabíola Mozine e a influenciadora literária Camilla Dias neste fim de semana

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Neste fim de semana, o projeto “Livro por Elas” promove uma programação inteiramente
dedicada à literatura produzida por mulheres, com bate-papo online, roda de conversa e
oficina com foco no livro de poesia “Fogo de Palha”, da escritora capixaba Carla Guerson.
No sábado, 14 de março, às 19h, acontece a Roda de Conversa com Carla Guerson, autora de quatro livros e mediadora de clubes literários, com mediação da escritora e professora universitária, Junia Zaidan. O encontro é gratuito, aberto ao público e acontece na Biblioteca Cine Por Elas, na Casa Cultural 155, no centro de Vila Velha, integrando a programação do festival Rua das Palavras, que reúne diversas atividades literárias no espaço.

Além da roda de conversa, a programação inclui ainda um Bate-papo online na sexta-feira,
13 de março, às 19h, no Instagram de Cine por Elas: instagram.com/cineporelas/. A live
contará com a influenciadora literária Camilla Dias e a escritora capixaba Carla Guerson,
contando com mediação da produtora cultural e idealizadora do projeto, Fabiola Mozine. E
no domingo, 15 de março, das 15h às 18h, Carla Guerson ministra a Oficina de Escrita
Criativa – Memória Inventada, que aborda os limites entre realidade e ficção na criação
literária A formação acontece na Biblioteca Cine Por Elas e já conta com todas as vagas
preenchidas.

Carla Guerson

Na roda de conversa, a obra debatida será “Fogo de Palha” (2023), segundo livro publicado por Carla Guerson e seu primeiro de poesia. No livro, a escrita intensa e afiada da autora contempla os desconfortos, as rupturas e as imperfeições da vida. Na obra e na roda de conversa, a reflexão gira em torno da experiência de ser mulher em questões como morte e vida, amores e desamores, autodescoberta, maternidade, aceitação, solidão e transformação.

O Livro por Elas carrega o propósito de potencializar a criação literária de mulheres e fortalecer a literatura como forma de expressão e resistência feminina, por meio da difusão de obras de autoras capixabas e das trocas de experiências nas oficinas e rodas de conversas, incentivando a leitura e a escrita voltada para o protagonismo das experiências vividas por mulheres. O projeto é uma iniciativa do Instituto Cine Por Elas, que atua há mais de 5 anos na difusão da arte e cultura produzida por mulheres, com foco na defesa de direitos e no combate à violência contra a mulher.

Sexta-feira (13/03) – às 19h
Live / Bate-papo online | Carla Guerson e Camilla Dias
Local: instagram.com/cineporelas/

Junia Zaidan

Sábado (14/03) – às 19h
Roda de conversa | Carla Guerson e Júnia Zaidan
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: gratuita e aberta ao público

Domingo (15/03) – às 15h
Oficina de Escrita Criativa – Memória Inventada | Carla Guerson
Local: Biblioteca Cine Por Elas | Casa Cultural 155
Av. Jerônimo Monteiro, 155 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES, 29100-400
Entrada: inscrições esgotadas.

Foto principal: Demétrius Júlice

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Cultura

Procuradora aposentada lança livro de crônicas contando trajetória no ES

Lançamento da obra Vários Mundos de uma Vida terá tarde de autógrafos em Vitória no dia 17 de março

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A procuradora do Estado aposentada Clarita Carvalho de Mendonça lança, no dia 17 de março, o livro Os Vários Mundos de uma Vida, obra que reúne crônicas marcadas por sensibilidade, memória e imaginação. O lançamento será celebrado com uma tarde de autógrafos aberta ao público, das 16h às 20h, no Restaurante Taurus, na Praia do Canto, em Vitória.

Vinda de uma família de grandes leitores, Clarita conta que a escrita sempre fez parte de sua essência. Incentivada pelo pai, Luiz Borges de Mendonça, ela relembra que gostava das aulas de Português “mais do que de todas as outras” na escola. O pai, grande estudioso, foi secretário da Fazenda do ES e presidente do Banestes, onde ingressou como contínuo e progrediu ao maior cargo da instituição. É lembrado pelo caráter, bom trato com as pessoas e dedicação ao serviço público. Fez questão de passar à filha a paixão pelo conhecimento.

Clarita conta que, embora tenha construído uma sólida carreira na advocacia pública, a vontade de escrever permaneceu viva ao longo dos anos. Foi após a aposentadoria que encontrou o tempo necessário para se dedicar com mais profundidade às palavras. Ao revisitar arquivos antigos guardados no computador, descobriu textos que decidiu ressignificar. “A escrita sempre morou em mim”, afirma. Muitas dessas produções ganharam nova forma e passaram a compor o livro, revelando um percurso literário que atravessa diferentes fases da vida.

As crônicas não seguem uma ordem rígida nem se prendem a temas específicos. São construídas a partir de emoções, sensações e experiências do cotidiano. “As minhas crônicas são moldadas em termos de emoções, sentimentos que impregnam o nosso cotidiano”, explica. A autora define a obra como uma miscelânea homogênea que mistura lembranças pessoais com ficção, imaginação e criatividade.

O processo de criação também reflete essa liberdade. Clarita escreve à mão quando tem papel por perto, utiliza o notebook sempre que possível e, não raras vezes, grava áudios no celular quando a inspiração surge no meio do caminho. Depois, transforma essas ideias em texto, lapidando o que chama de “meu escrito”.

Com 50 anos de formada em Direito em 2026 e uma trajetória que inclui atuação na Defensoria Pública e na Procuradoria Geral do Estado, instituição que considera sua casa, Clarita inicia agora um novo capítulo. Em Os Vários Mundos de uma Vida, compartilha com leitores diferentes dimensões de sua história, provando que cada fase da vida pode revelar um mundo inteiro a ser contado.

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Vai Pocar