Em agosto: Vitória recebe circuito de atividades de valorização da cultura indígena
Vitória – ao lado de Belém (PA) e São Luís (MA) – está entre as três capitais escolhidas para receber o projeto “CIRCUITO ARETÉ – Tempo de Festa”. Programação acontece em agosto no Teatro do SESI e em escolas públicas da Grande Vitória
Vitória – ao lado de Belém (PA) e São Luís (MA) – está entre as três capitais escolhidas para receber o projeto “CIRCUITO ARETÉ – Tempo de Festa”, idealizado pela Aldeia Coletivo em parceria com a Giro Planejamento Cultural, de Salvador (BA). O circuito busca celebrar a cultura cabocla e promover a memória dos povos originários do Nordeste do Brasil. A programação na capital capixaba prevê uma série de atividades, ofertadas de forma gratuita, de 21 a 25 de agosto. São duas frentes de ações: em escolas públicas, com foco em alunos da rede de ensino, e também no Teatro do SESI, com o circuito aberto ao público. E como pilar da inclusão na proposta, toda a programação contará com intérprete de libras.
Atração do Circuito Areté. Foto: José de Holanda
Nas escolas, que serão anunciadas em breve, o Areté vai realizar vivências indígenas guiadas pelo Cacique Idyarrury Xucuru-Kariri, seguidas de bate-papo sobre o meio ambiente e apresentações do espetáculo juvenil “Ybytu-Emi”, nos dias 21 a 23 de agosto. Haverá também uma roda de conversa. Essas atividades serão restritas ao corpo estudantil das instituições de ensino.
Já no Teatro do SESI, em Jardim da Penha, serão dois dias de atividades (24 e 25 de agosto) abertas ao público e gratuitas. No dia 24, acontecerá apresentação do espetáculo infanto-juvenil “Pindorama, Antes de Chamar Brasil”, às 16h, e show da banda “Cabokaji” com participações especiais, às 20h. Já no dia 25, o espetáculo infanto-juvenil “Ypupyara” acontece novamente às 16h e a banda faz novo show às 19h. O projeto disponibilizará em breve um link para retirada de ingressos. Basta acompanhar acessando o perfil no Instagram: @aldeiacoletivo.
O objetivo do evento é incentivar a produção de conhecimento ancestral e reconhecer a importância do protagonismo indígena no processo educacional cultural, quebrando estereótipos sobre os povos que compõem o Nordeste do Brasil. Com esse compromisso, a Petrobras patrocina o Circuito, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), no Programa Petrobras Cultural.
Encabeçada pelo Aldeia Coletivo, que celebra 10 anos de resistência e dedicação ao estudo do universo Pindorâmico e Caboclo, a iniciativa conta também com a colaboração do Wetyçamy (AL), um coletivo indígena de Alagoas que atua nas áreas de contos, danças, música, pintura e artesanato.
Neste sentido, o projeto terá a participação de lideranças indígenas como o Cacique Idyarrury e o Guerreiro Idyarony, que fazem parte do Coletivo Wetçamy, que tem como sua sede a Aldeia Mata da Cafurna, em Palmeira dos Índios. Eles desenvolvem ações artísticas e pesquisas buscando dar visibilidade às raízes étnicas indígenas e caboclas, percorrendo o Brasil, levando oficinas culturais e difundindo traços étnicos pertencentes aos povos Xukuru Kariri, Kariri Xocó e Pankararú.
O Circuito apresenta a simbologia, a cênica e a musicalidade dos povos indígenas do Nordeste e Caboclos Encantados por meio da arte. Desta forma, o projeto busca transcender as barreiras do preconceito e da desinformação ao apresentar uma programação rica e diversa que propaga a história, a beleza e a riqueza das heranças ancestrais, ainda subvalorizadas e pouco difundidas.
Circuito Areté em Vitória (ES)
Data: 21 a 25 de agosto
Evento Gratuito
Ações abertas ao público:
24 de Agosto (sábado)
16h – Apresentação do espetáculo infanto juvenil “Pindorama, Antes de Chamar Brasi”
20h – Show da banda “Cabokaji” com participações
25 de Agosto (domingo)
16h: Apresentação do espetáculo infanto juvenil “Ypupyara”
19h: Show da banda “Cabokaji” com participações
Local: Teatro SESI (Rua Tupinambás, 240 – Jardim da Penha, Vitória)
“Entre Tempo e Coisas”: Rosana Paste celebra 40 anos de produção artística com exposição inédita no MAES
Com curadoria de Agnaldo Farias, mostra – que entra em cartaz no dia 18 de agosto – reúne trabalhos inéditos da artista e transforma o museu em um espaço de reflexão sobre tempo, memória, matéria e território
Quatro décadas depois de iniciar sua produção artística, Rosana Paste retorna ao Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) com a exposição Entre Tempo e Coisas, em cartaz de 18 de agosto a 18 de outubro. Com curadoria de Agnaldo Farias e entrada gratuita, a mostra reúne um conjunto majoritariamente inédito de obras que sintetiza a pesquisa desenvolvida desde os anos 1980 e reafirma sua contribuição para a arte contemporânea brasileira. A abertura acontece na próxima terça-feira, dia 18, com visita mediada pelo curador.
Entre Tempo e Coisas é resultado de uma investigação poética que acompanha Rosana desde o início de sua carreira, quando ingressou no curso de Artes e participou do 1º Salão Capixaba de Artes Plásticas. Professora do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 1994, define sua atuação como a de uma “artista-professora”, em que criação e docência se alimentam mutuamente. A troca com os estudantes mantém vivo o desejo de experimentar e reforça a ideia de um espaço permanente de escuta, inquietação e construção coletiva.
“‘Entre’ é um lugar muito especial. Não é um lugar nem outro; talvez seja um não lugar, ou um lugar tão subjetivo que não se define, apenas se sente. O tempo é inexorável, transmuta, muda, modifica e deixa suas marcas. Já as coisas carregam nossas escolhas, nossas memórias e até traços dos nossos ancestrais. Vivemos, todos nós, entre tempos e coisas na nossa vida cotidiana”, afirma.
O processo criativo de Rosana Paste atravessa diferentes materialidades. Foto Jocimar Nalesco
Escultura, materialidade e projeto educativo
Reconhecida como uma das principais escultoras brasileiras, Rosana Paste construiu uma produção marcada pela experimentação e pela liberdade de linguagem. Sua pesquisa transita entre o chumbo, o bronze, o inox, a fotografia, a performance e outras materialidades, sempre em busca do suporte mais potente para cada investigação. Em um campo historicamente associado ao universo masculino, fez da relação com a matéria e da coragem de experimentar elementos centrais de sua identidade.
“O fio condutor sou eu, meus pensamentos e a liberdade de encontrar, em cada trabalho, o material mais conveniente para aquilo que quero fazer. Sou de uma geração formada pelo hibridismo. Fiz performance, teatro, cinema, mosaico, fotografia e vídeo. Desde cedo entendi que a tridimensionalidade seria meu porto seguro. Na minha pesquisa, o maior desafio sempre foi a materialidade. Tudo é pesado, grande, exige força, roupas de proteção e espaço para produzir. Esse universo sempre foi atribuído aos homens. Mas nasci na roça e adorava estar com meu pai nesse ambiente de construir, plantar e transformar. Acho que foi ali que comecei a ser escultora. Gosto do desafio de transformar a matéria”, explica.
Na mostra, o Espírito Santo surge como território simbólico e afetivo. Manguezais, arquitetura, memória, meio ambiente e pertencimento atravessam as obras sem oferecer respostas prontas. Em vez disso, convidam o público a construir suas próprias leituras. “Como você está vivendo? Que legado espera deixar para quem vem depois de você? Você conhece seu corpo? Tem escutado seus desejos? Você sabe que árvore chora? Você sabe que formiga sente dor?” São essas inquietações que Rosana espera despertar nos visitantes.
O projeto educativo, desenvolvido por Adriana Magro, amplia essa experiência ao promover encontros com professores, estudantes e visitantes de diferentes idades, fortalecendo o papel do museu como espaço de formação e diálogo. Para Rosana, a arte acontece justamente quando permanece aberta ao outro.
“Gostaria que cada pessoa saísse da exposição com uma experiência singular. Que fosse múltipla. Não trabalho com o figurativo justamente porque acredito que as obras precisam permanecer abertas para serem degustadas. Não existe apenas uma interpretação. Existe o encontro entre a obra e quem a vê. E talvez o melhor lugar desse encontro seja justamente a delícia do vazio”, conclui.
Exposição ‘Entre Tempo e Coisas’, de Rosana Paste Local: Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) Av. Jerônimo Monteiro, 631 – Centro, Vitória. Curadoria: Agnaldo Farias Período da exposição: 18 de agosto a 18 de outubro de 2026 Abertura e visita mediada com o curador: 18 de agosto de 2026 Entrada gratuita
O espetáculo interativo “A Carne só cai no prato do Vegano”, protagonizado pelo humorista carioca Raphael Ghanem, será apresentado em sessão dupla no Espírito Santo, no dia 22 de setembro. As sessões acontecem às 19h e às 21h30, no Steffen Centro de Eventos, na Serra.
A apresentação, que mistura comédia e dinâmica de talk show, possui 90 minutos de duração e se diferencia do stand-up convencional por ter 90% da sua estrutura fundamentada na interação direta com a plateia. Sem roteiro fixo para os diálogos, o artista conduz entrevistas ao vivo e jogos de improviso, transformando o público no protagonista da noite. O título da montagem ironiza o ditado popular sobre oportunidades desperdiçadas, aplicando o conceito a histórias de relacionamentos, vida de solteiro e intimidades reveladas pelos próprios espectadores.
A passagem do show pelo Estado ocorre em um momento de consolidação na carreira do humorista, que ultrapassa 10,3 milhões de seguidores no Instagram e acumula turnês esgotadas na Europa e na Austrália. Antes de viralizar com os trechos de improviso na internet, Ghanem construiu trajetória na dramaturgia, integrando produções da TV Globo como A Lei do Amor, Malhação, Verão 90 e Verdades Secretas, além do humorístico 220 Volts com Paulo Gustavo.
Para o empresário Ildo Steffen, trazer o comediante para o Steffen Centro de Eventos reforça o compromisso da casa de abrir espaço para os maiores fenômenos da cultura e do entretenimento nacional. “O público capixaba consome muita comédia de qualidade, e o formato interativo dele, que dita tendências nas redes sociais, entrega exatamente a experiência de alto impacto que buscamos oferecer em nossa casa”, afirma.
Raphael Ghanem apresenta “A Carne só cai no prato do Vegano”
Quando: 22 de setembro (Terça-feira)
Horários: 19h e 21h30
Local: Steffen Centro de Eventos – ROD, ES-010, KM 4, Jardim Limoeiro – ES
Em cartaz no Cine Sesc Glória: “Amazônia Groove”, “Quilombo”, “Betânia” e “Sonhar com Leões” são as atrações de agosto
Com exibições gratuitas de quarta a sábado, a nova grade traz lançamentos, clássicos e produções que percorrem a diversidade cultural do Brasil e do exterior
O mês de agosto chega ao Cinema Sesc Glória com uma seleção que atravessa o Brasil de ponta a ponta. Da Amazônia aos Lençóis Maranhenses, passando por Pernambuco e cruzando o Atlântico até Portugal, a programação reúne quatro novos títulos: Amazônia Groove (Bruno Murtinho), Quilombo (Carlos Diegues, 1984), Betânia (Marcelo Botta) e Sonhar com Leões (Paolo Marinou-Blanco).
Ao longo do mês, o público pode conferir obras que dialogam com diferentes gerações e linguagens cinematográficas, construindo uma narrativa dedicada à memória, à resistência e ao recomeço. Além das novidades, seguem em cartaz sucessos de público como O Auto da Compadecida 2, Mambembe e Meu Pé de Laranja Lima.
As sessões acontecem de quarta a sábado, em múltiplos horários. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados antecipadamente pela plataforma Lets Eventsou presencialmente na bilheteria do Centro Cultural Sesc Glória.
Quilombo
Destaques da Programação:
A homenagem à atriz Zezé Motta continua em agosto com a exibição de Quilombo (1984), épico dirigido por Carlos Diegues no qual a artista interpreta Dandara. Marco do cinema nacional, o longa dá sequência ao percurso iniciado com Xica da Silva, reafirmando a trajetória de Zezé Motta como figura central da memória e da afirmação negra na tela.
Outro título que homenageia as brasilidades é Betânia, de Marcelo Botta. No longa, uma mulher precisa se reinventar ao perder o marido e retornar ao seu povoado natal. Embalada pelas tradições do Bumba Meu Boi e pela força de sua comunidade, a protagonista busca a própria cura — num movimento de renascimento análogo às flores que desabrocham nos Lençóis Maranhenses.
As tradições brasileiras também são marca registrada do documentário Amazônia Groove, de Bruno Murtinho. A obra convida o espectador a mergulhar nas tradições musicais que pulsam na Amazônia paraense. Ao dar voz aos artistas locais, a produção lança luz sobre a riqueza sonora e cultural da região.
Betânia
Finalizando a programação inédita, composta por filmes que dialogam sobre memória, resistência e recomeço, está Sonhar com Leões, uma tragicomédia dirigida por Paolo Marinou-Blanco que aborda o tema da eutanásia a partir do olhar de Gilda, uma brasileira que vive em Lisboa.
Para quem não conferiu a programação de julho, o Cine Sesc Glória mantém na agenda alguns favoritos do público durante o mês de agosto. A icônica Taperoá de Ariano Suassuna volta às telas com seu humor afiado e sabedoria popular emO Auto da Compadecida 2; a clássica história do jovem Zezé com seu pé de laranja lima continua encantando o público infantojuvenil em Meu Pé de Laranja Lima; e Mambembe segue promovendo uma reflexão poética e visceral sobre o fazer artístico e a vida no teatro e no cinema.
Período: até 29 de agosto Funcionamento: Quarta a sábado Local: Cinema do Sesc Glória (Salas 1 e 2) – Centro Cultural Sesc Glória Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória
Dias e horários de funcionamento: Quarta a sexta: 15h30 (Curtas Infantis/Infantojuvenil) | 17h30 | 19h00 Sábado: 12h00 | 14h30 (Curtas Infantis/Infantojuvenil) | 15h30 | 17h30 | 18h30 Ingressos: plataforma lets.events/organizer/sescgloria Entrada gratuita.