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Cultura

Espetáculo gratuito conta a história da bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista em Vitória

“Mão na barra, pé no terreiro, a vida e a dança de Mercedes Baptista”, será apresentado nos dias 16, 17 e 18 de maio, no Museu Capixaba do Negro

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Uma história de luta e perseverança pelo sonho de brilhar nos palcos com a sua arte, fez com que Mercedes Baptista, tornasse sua trajetória um marco histórico para a dança brasileira, tendo se tornado a primeira bailarina negra a integrar o corpo de ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes palcos do país. Sua trajetória longeva é retratada no espetáculo “Mão na barra, pé no terreiro, a vida e a dança de Mercedes Baptista”, que chega a Vitória entre os dias 16 e 18 de maio, no MUCANE – Museu Capixaba do Negro, no Centro de Vitória. A entrada é gratuita.

O espetáculo sobre a bailarina e coreógrafa que revolucionou a dança contemporânea no Brasil, é conduzido pela atriz e bailarina Ivanna Cruz, que relembra as origens e as batalhas da mulher negra, tal como ela, para conseguir que sua arte fosse reconhecida. 

A peça que já passou pelo Rio de Janeiro e São Luis/MA, tem direção artística de Luiz Antônio Rocha e texto assinado por Ivanna Cruz, Luiz Antônio Rocha e Pedro Sá de Moraes, coreografias de Diego Rosa e cenário e figurinos de Eduardo Albini. Também estarão em cena as musicistas e atrizes Geiza Carvalho e Lelê Benson. A montagem conta com iluminação de Ricardo Fujii e mais de 90% da ficha técnica do projeto é composta por artistas e técnicos negros, atuantes na cena cultural brasileira. 

O musical resgata ritmos como o Jongo, a Mana Chica e a ancestralidade dos ritmos trazidos da África pelos antepassados africanos, escravizados e retirados à força de suas terras, além de seus laços familiares e culturais impostos à diáspora dolorosa pelos portugueses que aqui dominaram e colonizaram as terras brasileiras a partir do ano de 1500. 

O repertório apresenta a preservação dessa cultura afrodescendente e dos sons que remetem à memória, o que tanto Mercedes fez e conseguiu, seguida anos depois pela sua conterrânea, Ivanna Cruz, que percorre o mesmo caminho. As duas, nascidas em Campo dos Goytacazes, nunca desistiram mesmo com a imposição de todas as formas de racismo existentes na sociedade. 

O diretor artístico, Luiz Antônio Rocha, aponta que Mercedes Baptista foi e é a pedra fundamental da identidade afro-brasileira na dança influenciando várias gerações de artistas e movimentos culturais. Valorizou a identidade negra dando visibilidade, respeito às mulheres e combate ao racismo.“Sua história nos inspira. Além de homenageá-la, vamos resgatar ritmos que estão desaparecendo como o Jongo e a Mana-Chica (RJ). O projeto tem como referência a cultura e a arte popular influenciadas por matrizes culturais de povos afro diaspóricos”, afirma o diretor.

Quem foi Mercedes Baptista

Nascida na cidade de Campos dos Goytacazes, Região Norte do Estado do Rio de Janeiro, Mercedes Baptista superou obstáculos e quebrou barreiras raciais, abrindo caminho para futuras gerações de bailarinos negros, como Ivanna Cruz. Sua ascensão é um testemunho do poder da arte em transcender fronteiras sociais e raciais. Foi a responsável pela criação do balé afro-brasileiro, inspirado nos terreiros de candomblé, elaborando uma codificação e vocabulário próprio para essas danças. 

O Ballet Folclórico Mercedes Baptista foi responsável pela consolidação da dança moderna do Brasil.  Ao longo de sua trajetória, Mercedes recebeu diversos prêmios e reconhecimentos, solidificando sua posição como uma das principais bailarinas do país. Sua estreia no Theatro Municipal do RJ é um momento culminante de sua carreira e um exemplo inspirador de superação.

O projeto parte do encontro entre Mercedes e a atriz e bailarina Ivanna Cruz, com meio século de intervalo entre elas, duas artistas pretas da dança que nasceram na mesma Campos dos Goytacazes, uma das últimas cidades do Brasil a acatar a abolição da escravidão. 

“Mercedes Baptista é um ícone da resistência e do talento. Sua presença no Theatro Municipal do RJ é um passo importante para a representatividade e inclusão racial na dança brasileira. É uma honra fazer parte de um projeto como este, pensado nos mínimos detalhes e tão sonhado em executá-lo para além de poder homenagear, apresentar a grandeza que foi e é Mercedes Baptista”, declara Ivanna Cruz.

“Para além da primeira bailarina do Theatro Municipal, Mercedes também foi uma mulher aguerrida que manteve sempre a cabeça erguida em um propósito: mostrar que ela merecia chegar aonde chegou e ainda ousar em quebrar paradigmas e mostrar a cultura da nossa gente, a cultura afro, sobretudo por interferir de maneira positiva na percepção de novos significados para o contexto da dança, com a diversidade, inclusão e memória, tão presentes na sua trajetória”, completa a atriz. 

Ivanna ainda conta que, durante o processo de preparação, ficou surpresa com a força de Mercedes em empreender, em não esmorecer, ao brigar pelo espaço dela. A bailarina cuidou da criação, da venda do seu produto, sua arte, ela sabia o que acontecia em cada detalhe da cadeia de criação dos projetos dela. 

“Ela mesma arrecadava e pagava cada integrante, cada cachê, ela valorizava o profissional da arte, visionária e corajosa. Para cada porta que ela encontrava fechada, criava mais força para desenvolver e executar projetos culturais numa época ainda onde a mulher não tinha voz e nem vez. Eu espero, com esse projeto, passar por um processo de cura, de ressignificação, que as pessoas se reconheçam merecedoras, de uma maior união, de mãos dadas a quem se propõe a ser aliado e gritar junto pelo espaço que não é para segregar, separar é para juntar mais ainda. Eu me sinto muito forte quando encontro outras mãos que me ajudam e dizem que eu devo seguir, persistir, porque eu mesma já pensei em desistir muitas vezes. Mas eu lembro de Mercedes e tantos outros que deram o sangue para que eu pudesse estar aqui. Conhecer a nossa História faz parte do aparato de força e nivelação para se chegar aos resultados. Muita coisa mudou para os artistas negros, para o povo negro em geral, mas ainda temos sim um longo caminho pela frente”, diz Ivanna. 

Foto: Jow Coutinho

Ivanna Cruz, atriz e bailarina multifacetada que respira arte

Atriz, dançarina, produtora, Educadora Popular e professora de dança Afro, Ivanna nasceu em Campos dos Goytacazes, cursou o Teatro Experimental do SESC e o  Curso Técnico Profissionalizante da CAL. Atuou em espetáculos como: “Vestido de Noiva”, “Antígona”, “A Serpente”, “Marido Oscar”, “O outro lado da história”, “O boi e seus alegres brincantes”, “Histórias Encantadas”, “A Arca de Noé”, ”Ilê Sain à Oxalá”, 2000 a 2015 “A menina e o vento” “As Feras”, de Vinicius de Moraes de 2017 a 2019. Dirigiu os musicais: “Metal contra as nuvens” e “Batuque das Tias”, e o infantil “A Fada cheia de ideias”. Participou dos Curtas Metragens “Broadway” dir. de Maycon Gual (2017) e “A Casa de Pedra”, dir. Ricardo Conti (2018). Participou da novela “Quanto Mais Vida melhor”, na Rede Globo. Ivanna também está à frente de trabalhos como ativista cultural na cidade onde desenvolve um trabalho em terreiros e escolas divulgando a tradição popular da cidade com danças como “Mana Chica”, uma dança similar às quadrilhas de roda com nuances do Fado do tempo da escravidão. 

Espetáculo ‘Mão na barra, pé no terreiro, a vida e a dança de Mercedes Baptista’

Datas: 16, 17, 18 de maio

Horário: 16 horas

Local:  MUCANE – Museu Capixaba do Negro (Av. República, 121 – Centro, Vitória)

Classificação: Livre

Duração: 80 minutos

Entrada gratuita (retirada de ingressos na hora, direto no local).

Foto principal: Julio Stotz

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Cultura

O assunto é arquitetura, sustentabilidade e futuro das cidades: capixaba Heliomar Venâncio lança seu primeiro livro infantil

Com ilustrações divertidas, atividades interativas e personagens que despertam a curiosidade, ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’ transforma arquitetura, urbanismo e ecologia em conhecimento acessível aos pequenos. Obra será comercializada no Brasil, Portugal e Espanha.

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Arquitetura, urbanismo e sustentabilidade são assuntos de gente grande? Para o arquiteto capixaba Heliomar Venâncio, não. É justamente na infância que o contato com esses temas pode despertar a consciência ambiental, estimular a curiosidade e ajudar a formar cidadãos mais atentos às cidades onde vivem. Essa é a proposta de Crianças no mundo da arquitetura sustentável, o sexto livro da carreira de Heliomar e o primeiro dedicado ao público infantil, que será lançado oficialmente nesta terça-feira, dia 3 de novembro, às 18h, na Livraria Leitura do Shopping Vila Velha.

Com uma abordagem lúdica e descomplicada, a obra convida os pequenos leitores a descobrir como a arquitetura se relaciona com o cotidiano, como as cidades são construídas e de que maneira as escolhas individuais e coletivas podem contribuir para um futuro mais sustentável.

“Os adultos costumam acreditar que temas como este não cabem no repertório e na maturidade infanto-juvenil. Mas é justamente nesta fase que precisamos oferecer conhecimento e debates enriquecedores para torná-los mais conscientes e capazes de fazer escolhas alinhadas com um futuro próspero e saudável”, afirma Heliomar Venâncio.

A obra será distribuída pela Zamboni Books, empresa com atuação no mercado nacional e internacional de livros, com venda nos ecommerces Amazon e Magazine Luiza, além de pontos físicos, no valor de R$ 80. A obra didática também chegará a Portugal e à Espanha.

Um passarinho construtor e um menino curioso conduzem a aventura

Para tornar o conteúdo ainda mais próximo do universo infantil, o livro apresenta dois personagens que acompanham os leitores nessa jornada de descobertas. Um deles é o João de Barro, ave conhecida por construir sua própria moradia, que assume o papel de mascote e explica conceitos, compartilha dicas e acrescenta leveza aos assuntos abordados. A escolha não é por acaso: além de fazer parte da fauna brasileira, o passarinho tem uma ligação natural com o universo da construção civil.

Ao lado dele está o menino ArqThéo, personagem curioso que ajuda a conduzir a narrativa didática e convida as crianças a observar o mundo ao redor com novos olhos. As ilustrações, assinadas por Gustavo H. Ohashi, dão vida a essa experiência e ajudam a transformar conceitos técnicos em situações visuais mais fáceis de compreender.

A publicação é organizada em seis capítulos. A jornada começa com uma breve apresentação do planeta e avança por reflexões sobre arquitetura, urbanismo, ecologia e os cuidados necessários para construir cidades mais saudáveis. Ao final de cada capítulo, atividades lúdicas e exercícios de fixação incentivam os leitores a colocar em prática o que aprenderam, tornando a leitura também uma oportunidade de interação e aprendizado.

Arquitetura brasileira como inspiração

Outro ponto que Heliomar Venâncio apresenta no livro é a diversidade arquitetônica brasileira. Em um país de dimensões continentais, marcado pela pluralidade de culturas, povos, paisagens e modos de viver, a arquitetura também expressa essa riqueza. “Aproximar as crianças dessa diversidade é uma maneira de ampliar seu repertório e estimular a percepção sobre os diferentes espaços que compõem o nosso território”, explica o autor.

Mais do que apresentar conceitos, Heliomar busca incentivar perguntas: por que as cidades são organizadas de determinada maneira? Como as construções podem respeitar o meio ambiente? O que torna um espaço agradável e saudável para as pessoas? E o que cada um pode fazer para contribuir com o lugar onde vive?

“A proposta é mostrar que o cuidado com o espaço urbano não depende exclusivamente de arquitetos, urbanistas ou gestores públicos. A formação de uma consciência coletiva começa também com a educação e com a compreensão de que as cidades são ambientes compartilhados, cuja qualidade depende de escolhas, atitudes e responsabilidades de todos”, pontua.

Sobre o autor

Livro ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’ será distribuído no Brasil, em Portugal e Espanha

Heliomar Venâncio é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com especialização em Construção Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Engenharia Ambiental pela Faculdade Cândido Mendes. Também é mestre em Arquitetura e Cidade pela Universidade Vila Velha (UVV).

Sócio-proprietário da Biosfera Arquitetura Ltda., que atua sob o nome Heliomar Venâncio Arquitetura, acumula 33 anos de experiência no mercado da construção civil, com projetos realizados no Espírito Santo e em outros estados brasileiros.

É autor dos livros Arquitetura em 10 Lições: Introdução ao Fascinante Mundo Arquitetônico; Minha Casa Sustentável: Guia para uma Construção Residencial Responsável; A Arquitetura da Construção: Um Guia para a Sua Obra; A Cidade de Vila Velha e o Rio da Costa; e Contêiner, como projetar e construir. Crianças no mundo da arquitetura sustentável é seu sexto título.

Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos como o Prêmio Nacional Roca de Boas Ideias Sustentáveis, em 2008; o Prêmio Estadual Ecologia, do Governo do Espírito Santo, em 2008, 2010, 2012 e 2013; o Prêmio de Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em 2010; o prêmio de Melhor Projeto de Arquitetura do Espírito Santo, da Associação do Mercado Imobiliário, em 2011; e o Prêmio Ecologia do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), em 2012. Foi presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU-ES) e atualmente preside a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Espírito Santo (AsBEA-ES).

Lançamento do livro ‘Crianças no mundo da arquitetura sustentável’, de Heliomar Venâncio

Quando: 03 de novembro (terça-feira), às 18h

Local: Livraria Leitura do Shopping Vila Velha

Valor da obra: R$ 80

Vendas: Amazon e Magazine Luiza

Distribuição: Zamboni Books, com alcance nacional e internacional, incluindo Portugal e Espanha.

Ficha técnica

Pesquisa, produção e edição de texto: Heliomar Venâncio (CAU A20964-3)

Revisão de texto: Priscilla Bittencourt

Projeto gráfico e editoração: Comunicação Impressa

Capa: Comunicação Impressa

Ilustrações: Gustavo H. Ohashi

Gráfica: GSA

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Teatro

A Última Sessão de Freud: peça acontece neste fim de semana em Vitória

Em cartaz há 4 anos e assistido por mais de 180 mil pessoas, o espetáculo estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi tem sessões no Teatro da Ufes nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º)

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Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu mais de 420 apresentações e chega a Vitória neste fim de semana. Será nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (1º), no Teatro Universitário da Ufes.

Os ingressos estão à venda através da plataforma Sympla, com valores a partir de R$ 25 (mezanino/meia entrada).

O enredo

A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20. Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.

No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.

A encenação

O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939.

Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.

O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.

“A ideia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas. O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: Na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e sobretudo, humana”.

Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses seus 56 anos de profissão.

“Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da segunda guerra mundial, vivenciada por Freud”.

– Odilon Wagner

Então, já sabe o que fazer no fim de semana! Corra para o teatro e confira essa peça premiadíssima e com artistas de primeira! #FicaADica

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain

Quando: 30 e 31 de outubro, e 1º de novembro

Horário: sexta e sábado, às 20h e domingo, às 17h

Local: Teatro Universitário da Ufes – Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória

Ingressos: Entre R$25,00 e R$180,00

Vendas on-line: https://www.freud.art.br/ e https://bileto.sympla.com.br/event/123764/d/399500/s/2626605

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Fotos: João Caldas

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Cultura

Core-ES lança livro comemorativo em sessão solene na Câmara Municipal de Vitória

Obra reúne entrevistas, registros históricos e relatos marcantes dos 60 anos de regulamentação da profissão no Estado. O lançamento acontece nesta terça-feira, dia 27

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O Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Espírito Santo (Core-ES) lança o livro Core-ES 60 anos – Uma história que representa, nesta terça-feira, dia 27 de outubro, a partir das 18h30. A publicação será apresentada durante sessão solene em homenagem às seis décadas de atuação da entidade, no plenário da Câmara Municipal de Vitória. A obra resgata os primórdios da representação comercial no Espírito Santo e destaca a trajetória do Conselho, sua contribuição para o desenvolvimento econômico e seu papel na valorização da categoria.

O livro percorre diferentes momentos da profissão, desde os tropeiros, considerados precursores da representação comercial capixaba, passando pelos caixeiros-viajantes, até chegar aos profissionais que hoje conectam empresas, mercados e oportunidades. Entre as histórias resgatadas está a de Francisco Daher, um dos primeiros caixeiros-viajantes da fábrica de chocolates Garoto. Sua trajetória profissional, marcada pelo pioneirismo e pelo carisma, ganhou espaço no Museu da Garoto, em Vila Velha, onde sua contribuição à empresa permanece registrada.

Maleta mostruário emprestada ao Museu da Garoto pela família de Francisco Daher. Foto: Marília Marques

A narrativa chega a 1966, ano em que um novo capítulo dessa história começou com a fundação do Core-ES, em 8 de fevereiro. Ao longo de 60 anos, o Conselho acompanhou as transformações do mercado, enfrentou desafios e trabalhou na defesa dos direitos dos representantes comerciais e na ampliação do reconhecimento da categoria.

A atuação do Conselho sempre esteve relacionada à defesa das prerrogativas legais da profissão e à valorização dos representantes comerciais, incluindo temas importantes para a categoria, como a vedação à cláusula del credere, prevista na Lei nº 4.886/1965, que regula as atividades dos representantes comerciais autônomos.

Entre os desafios que marcaram essa trajetória está a pandemia de Covid-19, período que exigiu capacidade de adaptação dos profissionais e das instituições diante das mudanças nas relações comerciais e nas formas de fazer negócios.

Para o presidente do Core-ES, Marcelo Marino Simonetti, comemorar os 60 anos da instituição é reconhecer o trabalho de gerações de profissionais e reafirmar o compromisso com o futuro da categoria.

“Celebrar os 60 anos do Core-ES é reconhecer a contribuição de todos que ajudaram a construir essa história e compreender a responsabilidade que temos com as próximas gerações. Nosso compromisso é estar cada vez mais próximos dos representantes comerciais, ouvir suas demandas, defender os interesses da categoria e promover iniciativas que contribuam para o desenvolvimento profissional e o fortalecimento da representação comercial no Espírito Santo”.

Pesquisa reúne entrevistas e documentos históricos

Escrito pela jornalista Marília Marques, assessora do Core-ES, o livro é resultado de um trabalho de pesquisa que reuniu cerca de 30 entrevistas, consulta a mais de 300 documentos do acervo do Conselho e aproximadamente 40 referências bibliográficas.

Marcelo Marino Simonetti

Entre os entrevistados estão o atual presidente do Conselho, Marcelo Marino Simonetti, a gerente-geral, Fernanda Pianca, diretores da instituição e descendentes de seus primeiros presidentes, que contribuíram para reconstruir diferentes períodos da história do órgão e da representação comercial no Estado.

O trabalho de apuração também incluiu uma visita a Ibatiba, no Espírito Santo, reconhecida como Capital Capixaba dos Tropeiros. No município, foram realizadas visitas ao Museu do Tropeiro, além de entrevistas que ajudaram a aprofundar o resgate histórico das origens da atividade comercial no estado.

A pesquisa também levou a autora a Brasília, onde entrevistou o presidente do Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere), Archimedes Cavalcanti Júnior. Além de contribuir para o conteúdo do livro, a entrevista foi registrada em vídeo e está disponível no canal oficial do Core-ES no YouTube, ampliando o acesso a esse registro histórico.

Para quem deseja conferir o conteúdo, a obra estará disponível no site do Core-ES.

Lançamento do livro “Core-ES 60 anos – Uma história que representa”

Quando: 27 de outubro (terça-feira)

Horário: A partir das 18h30

Local: Plenário da Câmara Municipal de Vitória – Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, nº 1.788, Bento Ferreira, Vitória (ES)

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