Em sua 6ª edição, que acontece entre os dias 16 e 18 de agosto, no Parque da Prainha, em Vila Velha, o Festival Movimento Cidade (MC) se consolida como o maior festival de artes integradas do Espírito Santo, unindo as diferentes manifestações culturais que movem a sociedade: mostra de cinema, shows musicais, batalhas, oficinas e arte urbana. Este último tópico, aliás, ganha ainda mais protagonismo nesta edição. O MC prepara galerias de arte urbana, exposições e atos-manifesto de arte, todos projetados para envolver o público de maneira interativa. Toda a programação é gratuita.
Artistas farão intervenções ao vivo no Parque da Prainha. Foto: Divulgação
Um dos novos espaços do festival é o “Resistir sobre a Prainha: Atos-manifesto”. A proposta é explorar o lugar da memória por meio de intervenções e performances de artistas selecionados por chamada aberta. A iniciativa trará reflexões críticas sobre o legado da memória local e a preservação do Sítio Histórico da Prainha, recentemente reinaugurado em 2024. A reinvenção e ressignificação do local serão temas centrais das propostas artísticas.
Conheça as propostas selecionadas
Véia do Patuá –Vila Velha (ES): Yasmin Lima, mais conhecida como Véia do Patuá, reside na Barra do Jucu. Artista e benzedeira, sua proposta de intervenção urbana é trazer o “Varal das Benzedeiras”.
Descalços Cia de Artes, Maytê Hensso – Maceió (AL): Em atuação desde 2015, a companhia desenvolve atividades como espetáculos e eventos, já tendo circulado com suas ações em cidades capixabas e nacionalmente em palcos cariocas. A Descalços ainda se destaca por ser a única no estado a ser dirigida por uma mulher trans, Maytê Hensso, e ter sua formação totalmente composta por corporeidades dissidentes. Eles trazem a performance artística “Para Rosas e Tridentes”.
Pabluxu – Vila Velha (ES): Pablo Vieira, conhecido como Pabluxu, é graduando finalista do curso de Artes Visuais/UFES e atua nas áreas da produção cultural, direção de arte, arte educação, educação social, fotografia e música (DJ). Em seus trabalhos artísticos busca outras representações e narrativas para o corpo negro através da fotografia e do vídeo. Sua proposta de intervenção urbana é trazer o “O conflito começou quando eu vi o fim”.
Outra proposta do Movimento Cidade é a exposição “Olhar a Cidade: Prainha”, na qual os visitantes poderão se inspirar com imagens da Prainha capturadas por talentosos fotógrafos. A exposição destacará a beleza natural, a vida cotidiana, a história e a interação dos moradores com o espaço, além de ser um convite para o público mergulhar na vida cotidiana do bairro, celebrando a vida em comunidade e a beleza do simples.
Os fotógrafos e fotografias selecionados são: Barcos ao Entardecer(2010), de Angélica Dornelas; Caos do Porto, de Ely; Acervo: Memória Capixaba(1940), de Fábio Pirajá; Acervo: Memória Capixaba(1930), de Fábio Pirajá; Acervo: Memória Capixaba (1920), de Fábio Pirajá; Histórias da Prainha (2024), de Chicow; Desmentalidade Colonial (2024), de Chicow; Espera Feliz (2023), de Paula Stein; Brincadeira de Criança (2023), de Paula Stein. Uma prévia das fotografias pode ser conferida neste link.
O festival também conta com a instalação “Planetas Brasileiros”, que apresentará grandes bolas infláveis espalhadas pelo festival, cada uma representando uma região do Brasil (sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste). Os artistas convidados integrarão elementos únicos de suas regiões nesses “planetas”, criando uma experiência visual e culturalmente rica.
Os artistas criaram artes exclusivas para o MC, integrando elementos únicos que vão se espalhar pelo festival. Os artistas responsáveis pelas artes são: os Planeta “Norte”, por Douglas Jacinto (TO); Planeta “Sudeste” por Amanda Lobos (ES); Planeta “Nordeste”, por Tassila Custodes; Planeta “Centro Oeste”, por Irmãos Credo; Planeta “Sul”, por Marcella Calado. Uma prévia das instalações pode ser conferida aqui.
Outra novidade é a “Galeria Croma”. Instalada na Prainha, a galeria será palco para artistas do todo o Brasil e capixabas desenvolverem, em conjunto, painéis de arte urbana que, unidos, vão formar uma verdadeira galeria a céu aberto. Durante o festival o público poderá acompanhar ao vivo as intervenções artísticas e a evolução das obras, interagindo com os artistas e apreciando a magia da criação em tempo real. As duplas de artistas já estão definidas: Alex Baum (ES) e Odrus (DF); Thiago Balbino (ES) e Cigana (PE); Iran (ES) e Tuane (SC); Vânia Cáus (ES) e Wira Tini (AM); Doce (ES) e Cazé (RJ).
Outro espaço é a exposição “Reimagina”, que apresentará projetos arquitetônicos desenvolvidos durante uma maratona de oficina organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Espírito Santo (IAB-ES), em parceria com o Movimento Cidade, já noticiado por aqui. As propostas trarão ideias inovadoras para o Parque da Prainha, refletindo a criatividade e o compromisso com a sustentabilidade e a acessibilidade.
Música e arte em um só lugar!
Nos dias 16, 17 e 18 de agosto, o Festival Movimento Cidade vai transformar o Parque da Prainha com mostras audiovisuais, shows musicais, bate-papo, batalhas de dança e rima, intervenções artísticas, e muito mais, em três dias de muita cultura, arte e identidade capixaba. Nomes como Criolo, Marina Sena, Silva, Dudu MC, Boogarins, Sthelô, Tasha & Tracie, Ebony, Don L, Tuyo, Kaê Guajajara, Dona Onete, Vandal de Verdade, AFRONTA e Dan Abranches estão confirmados no line-up.
Festival Movimento Cidade 2024
Quando: 16, 17 e 18 de agosto
Local: Prainha – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES
Entrada gratuita
Atrações: Criolo, Marina Sena, Silva, Dudu MC, Boogarins, Sthelô, Tasha & Tracie, Ebony, Don L, Tuyo, Kaê Guajajara, Dona Onete, Vandal de Verdade, AFRONTA e Dan Abranches; mostra de cinema, oficinas, batalhas, arte urbana, shows musicais, exposições de arte e muito mais.
Temporada Clássica apresenta programa dedicado a um dos maiores compositores da história da música no dia 9 de outubro, às 19h30, sob regência do maestro Isaac Gonçalves
A genialidade de Wolfgang Amadeus Mozart será celebrada pela Orquestra Camerata SESI em mais uma noite da Temporada Clássica. No dia 9 de outubro, sexta-feira, às 19h30, o Teatro do SESI, em Jardim da Penha, Vitória, recebe um concerto dedicado à obra de um dos compositores mais importantes e admirados da história da música.
Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Também está disponível a meia solidária, no valor de R$ 30, mediante a doação de um dos itens de limpeza ou higiene previstos pela organização. Os ingressos podem ser adquiridos através do site Sympla.
Sob a regência do maestro Isaac Gonçalves, a Camerata SESI leva ao palco a elegância, a intensidade e a riqueza musical que atravessaram séculos e fizeram das composições de Mozart referências universais da música clássica.
Ingressos:https://bileto.sympla.com.br/event/127350?share_id=1-copiarlink Inteira: R$ 60 Meia-entrada: R$ 30 Meia solidária: R$ 30, mediante a doação de um dos seguintes itens: 1 galão de 5 litros de água sanitária; kit com 10 frascos de detergente; 1 caixa de sabão em pó; 1 galão de 5 litros de desinfetante; ou fralda descartável geriátrica ou infantil.
Setores: Plateia e Galeria (2º andar) Informações: (27) 3334-7323
Escritora Lilian Menenguci conduz ‘exercícios de ser criança’ na Biblioteca de Vitória
Reconhecida internacionalmente como Global Leader para a Primeira Infância, a escritora capixaba conduz encontros gratuitos nos dias 5 e 6 de outubro, convidando “gente grande” a refletir sobre o pensamento infantil
“A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele.” É com essa reverência à infância inventiva de Manoel de Barros que a Biblioteca Pública Municipal Adelpho Poli Monjardim, no Centro de Vitória, abre a programação de outubro. Nos próximos dias 5 e 6, a escritora Lilian Menenguci conduz duas palestras-oficinas gratuitas que propõem um mergulho no pensamento das infâncias, passando pela imaginação, pela curiosidade e pelas formas como essas experiências ajudam a construir o conhecimento.
Professora doutora em Educação e contadora de histórias, Lilian Menenguci mergulha na proposta da programação, que é revisitar a criança que existe em cada adulto e refletir sobre o que ela ainda pode ensinar. Referência ímpar na literatura contemporânea voltada às infâncias, a capixaba, artista das palavras, constrói uma obra marcada por uma rara interseção: a delicadeza do sensível e a contundente potência na defesa do pensamento e dos modos de ser criança.
Essa densidade poética e política ultrapassou fronteiras geográficas e culturais quando a autora foi, recentemente, selecionada como Global Leader for Young Children (Líder Global para a Primeira Infância) pela World Forum Foundation, integrando uma rede internacional de defensores e pensadores dos direitos e da dignidade infantil no mundo. “Contar com a participação da Lilian nas agendas da Biblioteca é sempre uma alegria, um presente. Ela não fala para as pessoas, ela fala com elas. E com pessoas de todos os tamanhos. Esses encontros, tenho certeza, serão divertidos e também provocativos”, declara a bibliotecária Elizete Caser.
Foto de Gi Pedrolo
Os encontros
Na segunda-feira (5), às 9 horas, Lilian Menenguci vai conduzir a palestra-oficina “Arquitetura criativa: a criança mágica como estrutura do pensamento das infâncias”, em um encontro que propõe afrouxar os nós do pragmatismo adulto e voltar o olhar para a imaginação e a vivência fantástica, refletindo sobre como elas participam da construção do aprendizado e do desenvolvimento humano.
Já na terça-feira (6), às 9 horas, vai acontecer a palestra-oficina “Por que cortar o cabelo não dói?: a curiosidade como poética das infâncias perguntadeiras”. A atividade examina a curiosidade não como um estágio a ser superado, mas como uma fonte inesgotável de onde brotam a filosofia, a ciência e a arte.
Os encontros são independentes e voltados ao público adulto, incluindo familiares, profissionais da educação e das infâncias, bibliotecários, mediadores de leitura, criadores de textos, entre outros. É possível participar de apenas um dos encontros ou dos dois momentos da programação.
“A ideia é criar espaços-tempos nos quais as pessoas adultas tenham a oportunidade de revisitar e mesmo viver ‘exercícios de ser criança’. Um convite junguiano para olhar para fora e sonhar, olhar para dentro e despertar para a urgência de cuidarmos, primeiro, da primeira infância. É nela que tudo começa. A literatura, nesse processo, é um dispositivo indispensável para produzir sentidos que, ao longo da vida, nos auxiliam a continuar crescendo”, destaca Lilian Menenguci.
A autora
Sua obra é marcada por uma linguagem poética e sensível, comprometida com as infâncias, seus diferentes modos de existir e as políticas voltadas para elas. É autora de diversos livros infantis e infantojuvenis, entre eles Os medos de Lili, Casa de papel, A criança mágica, que já alcançou cerca de 20 mil exemplares vendidos, O mistério da bolinha de gude, À gente, às vezes é assim, A pequena máquina de escrever e o lançamento Setembrino.
Com uma trajetória de projeção nacional e internacional, se consolida como destaque na literatura e na pauta das infâncias. Representou o Espírito Santo no prestigiado Circuito Nacional de Autores “Arte da Palavra” (Sesc Nacional); foi semifinalista do Concurso Literário “Narciso – entre espelhos e ausências”, em São Paulo; e selecionada no Concurso Lusófono Trofa, em Portugal.
Passou a integrar o seleto programa Global Leaders for Young Children, da World Forum Foundation, no qual representa o Brasil e a América do Sul no avanço de políticas e práticas voltadas ao cuidado e desenvolvimento integral da primeira infância. Concluiu o curso Ciência do Desenvolvimento Infantil na Primeira Infância, no Red River College Polytech, no Canadá.
O Centro Cultural Sesc Glória recebe, no dia 9 de outubro, a cantora, compositora, diretora e atriz potiguar Juliana Linhares. Em apresentação única no Espírito Santo, a artista sobe ao palco do Teatro Glória às 20h para apresentar o show de seu mais recente trabalho, Até Cansar o Cansaço (lançado em 2026), indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa.
Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Let’s Events e na bilheteria do Sesc Glória, com valores de R$ 50 para comerciários, meia-entrada e entrada solidária; R$ 55 para conveniados e comerciantes; e R$ 100 para a inteira.
Tradição, contemporaneidade e reflexão
Produzido sob a direção de Marcus Preto e com produção musical de Elísio Freitas, o disco Até Cansar o Cansaço se desdobra em onze faixas que abordam questões ligadas à memória, ao pertencimento e contemporaneidade. O trabalho conta com parcerias de peso, como Ney Matogrosso, Agnes Nunes e Anastácia.
Com uma trajetória marcada pela força cênica e por uma identidade artística profundamente conectada às raízes nordestinas, Juliana Linhares se consolida como um dos principais nomes da nova geração da música popular, articulando tradição e modernidade.
Sobre a artista
Nascida em Natal (RN), Juliana Linhares ganhou projeção nacional a partir de 2012 como vocalista da banda Pietá, com a qual lançou os álbuns Leve o que quiser (2014) e Santo sossego (2019). Também integrou o trio Iara Ira, ao lado de Júlia Vargas e Duda Brack. No teatro, estreou em São Paulo em 2016 no musical Gabriela, dirigido por João Falcão.
Em sua carreira solo, estreou com o aclamado álbum Nordeste Ficção (2021) — trabalho que tensiona estereótipos históricos e propõe novas narrativas sobre o ser nordestino —, seguido pelo EP Perdendo o juízo (2020), produzido por Josyara. Ao longo de sua trajetória, acumula colaborações com grandes ícones da música brasileira, como Tom Zé, Chico César, Larissa Luz, Zeca Baleiro, Letrux, entre outros.
Grandes Espetáculos | Juliana Linhares, “Até Cansar o Cansaço“