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Quatro Estações Espírito Santo Diverso celebra produção audiovisual capixaba em evento no mês da diversidade LGBTQIAPN+ 

Exibições, debates, formação e lançamentos fazem parte da programação gratuita que acontece no Hub ES+

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Junho é o mês do Orgulho LGBTQIAPN+. Em comemoração a data, que celebra os direitos e o respeito à diversidade sexual e de gênero, acontece a mostra Quatro Estações Espírito Santo Diverso, que propõe reflexões sobre a produção cinematográfica capixaba contemporânea, realizada por pessoas LGBTQIAPN+, e que tem a diversidade sexual como temática. A programação do pré-evento do 31º Festival de Cinema de Vitória acontece de 04 a 06 de junho de 2024, no Hub ES +, com formação, exibições de filmes, debates e o lançamento de uma publicação. A atividade é realizada com recursos do Funcultura, por meio do Edital de Seleção de Projetos no 015/2022 – Difusão Audiovisual, da Secretaria da Cultura (Secult), e conta com a realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e ArteIBCA

O projeto Quatro Estações: Espírito Santo Diverso, parte da produção audiovisual capixaba para evidenciar e dar visibilidade à multiplicidade de temas propostos pela população LGBTQIAPN+. O ponto de partida são as Mostras Quatro Estações e Foco Capixaba, janelas do Festival de Cinema de Vitória que existem a quase 15 anos e são dedicadas, respectivamente, a filmes com a temática da diversidade sexual e a produções do Espírito Santo. 

Dividida em duas exibições, a Sessão Quatro Estações tem a proposta de evidenciar a diversidade de narrativas e estéticas presentes nas produções selecionadas, potencializar discursos afirmativos em torno das questões da população LGBTQIAPN+ e expressar, por meio do audiovisual, as múltiplas identidades sexuais existentes. 

A sessão irá exibir quatro curtas-metragens produzidos a partir dos anos 2010, no Espírito Santo, sempre a partir das 17h30. Na quarta-feira (05), serão exibidas as ficções Inabitáveis, de Anderson Bardot; e Ano Passado eu Morri, de Rodrigo de Oliveira. Na quinta-feira (06), será a vez do episódio da websérie documental Corpo Flor, de Izah Candido e Wan Viana, e do documentário Transvivo, de Tati Franklin. 

Logo após as exibições, a plateia participa do bate-papo Mesas Cenas Diversas. O debate é uma oportunidade para que os realizadores e realizadoras, possam lançar reflexões sobre o recorte político-temático expresso em seus filmes. No primeiro dia de exibição, a conversa com Anderson Bardot e Rodrigo de Oliveira, será comandada pelo professor, curador e realizador Erly Vieira Jr. No segundo dia, a mestra em comunicação, roteirista e diretora Karol Mendes é quem media o encontro entre Izah Candido e Tati Franklin. 

Fica a Dica ES
O documentário Transvivo, de Tati Franklin, também faz parte da programação da Sessão Quatro Estações. Foto Divulgação

LABORATÓRIO QUATRO ESTAÇÕES 

As ações de formação são um dos pilares do Festival de Cinema de Vitória. Seguindo a tradição o projeto Quatro Estações: Espírito Santo Diverso realiza o Laboratório Quatro Estações, que acontece nos dias 04, 05 e 06 de junho, das 13 às 17 horas, na Sala Criativa, do Hub ES+. Comandada pelos cineastas e roteiristas Tati Rabelo e Rodrigo Linhales, dupla com mais de 20 anos de atuação na área a frente da Mirabólica, a formação tem a proposta de auxiliar no desenvolvimento da escrita voltada para roteiros e aprimorar as habilidades de pessoas LGBTQIAPN+ que atuam ou desejam trabalhar na área audiovisual de forma amadora ou profissional.  

As inscrições aconteceram no mês de maio, em formato online no site do 31º Festival de Cinema de Vitória, para pessoas LGBTQIAPN+ com idade mínima de 18 anos. A seleção foi por ordem de inscrição e as vagas estão esgotadas.

CATÁLOGO QUATRO ESTAÇÕES ESPÍRITO SANTO DIVERSO 

O registro com a memória deste projeto está no Catálogo Quatro Estações Espírito Santo Diverso, que terá distribuição gratuita nos dois dias da Sessão Quatro Estações. A publicação impressa  apresenta um perfil inédito de cada um dos realizadores, ficha técnica e a trajetória dos filmes selecionados pelos festivais. Outro destaque é o artigo Atrevid@s  e Resistentes: Um Olhar Queer Sobre o Audiovisual e as Artes Capixabas, do pesquisador Erly Vieira Jr, que traça um panorama histórico da cena artística LGBTQIAPN+ no Espírito Santo. 

O projeto Quatro Estações Espírito Santo Diverso é realizado com recursos do Funcultura, por meio do Edital de Seleção de Projetos no 015/2022 – Difusão Audiovisual, da Secretaria da Cultura (Secult). O evento conta com o apoio do Hub ES+ e a realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e ArteIBCA.

SERVIÇO 

Quatro Estações Espírito Santo Diverso

Sessão Quatro Estações
Quando: 05 e 06 de junho, às 17h30


Mesas Cenas Diversas
Quando: 05 e 06 de junho, às 18h30 


Lançamento do CatálogoQuatro Estações Espírito Santo Diverso 

Quando: 05 e 06 de junho, às 17 horas


Laboratório Quatro Estações
Quando: 04 a 06 de junho, das 13 às 17 horas (vagas esgotadas)


Local
: Hub ES+, Praça Costa Pereira, 30, no Centro de Vitória

Toda programação é gratuita 

SINOPSE DOS FILMES DA SESSÃO QUATRO ESTAÇÕES 

Inabitáveis
Anderson Bardot
FIC, 25’, ES, 2020
Classificação indicativa: 14 anos

Elenco: Castiel Vitorino Brasileiro, Markus Konká, Lucciano Coelho, Mauro Marques e Gil Mendes
Sinopse: Uma companhia contemporânea de dança está prestes a estrear Inabitáveis, o seu mais novo espetáculo que aborda como tema a homoafetividade negra. Paralelamente aos ensaios, o coreógrafo constrói uma amizade com Pedro, um jovem menino negro que não se identifica como menino. 

Ano Passado Eu Morri 

Rodrigo de Oliveira 

FIC, 25’, ES, 2017 

Classificação Indicativa: 12 anos


Elenco:
Rodrigo de Oliveira, João Paulo Stein, Lorena Lima e Isabella Masiero
Sinopse: A Rodrigo, o diretor deste filme, foram dados três meses de vida. Solitário diante da morte, o diretor procura Eduardo, seu primeiro namorado. Mas Eduardo não responde. Rodrigo e o Brasil talvez não tenham sobrevivido a 2016. 

Transvivo
Tati Franklin
DOC, 30’, ES, 2017
Classificação indicativa: Livre

Elenco: Izah Candido Silva e Murilo Lopes Teixeira
Sinopse:“Transvivo” é um documentário que acompanha as vivências de Izah e Murilo enquanto passam pelo processo de transição de gênero.

Corpo Flor
EP1: Castiel Brasileiro – Arte, Sexualidade e Transgressão
Izah Candido e Wanderson Viana
DOC, 11’, ES, 2018

Classificação indicativa: Livre

Elenco: Castiel Vitorino Brasileiro

Sinopse: Corpo flor. A expressão tomada emprestada da artista Castiel Vitorino deu nome ao projeto audiovisual de Izah Candido e Wanderson Viana, que aborda temas como juventude, negritude e sexualidade. Como os corpos negros que fogem da normativa heterossexual dialogam com o mundo, em seu prazer e sua resistência contra uma estrutura de controle e subalternização.

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Cultura

SOMA: Dança, tecnologia e maternidade marcam retorno de Gabriela Moriondo aos palcos

Dirigido pela bailarina e coreógrafa capixaba em parceria com Glauber Vianna, espetáculo de dança contemporânea estreia em Vitória entre os dias 28 e 31 de maio, no Theatro Carlos Gomes

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O retorno da bailarina e coreógrafa capixaba Gabriela Moriondo aos palcos, após dois anos afastada desde o nascimento da filha, é o ponto de partida de SOMA, espetáculo de dança contemporânea e arte multimídia que tem pré-estreia confirmada e entrada gratuita no dia 28 maio, no Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. A obra traz à cena uma investigação poética sobre maternidade, transformação e identidade, em parceria com o artista multilinguagem Glauber Vianna.

Para as sessões de estreia, que acontecem entre os dias 29 e 31 de maio, os ingressos estão à venda aqui, com valores a partir de R$ 22 (meia entrada).

O espetáculo

Partindo da experiência pessoal de Gabriela, SOMA transforma a maternidade em um campo de reflexão sobre as mudanças que atravessam o corpo e a vida ao longo do tempo. “O maior desafio não foi necessariamente técnico, mas conciliar a criação de um espetáculo com a criação de uma criança. Esse processo acabou se incorporando ao trabalho e trouxe novas camadas para a cena, ligadas à metamorfose e ao redescobrimento de mim mesma como mãe, mulher e artista”, explica a bailarina e coreógrafa Gabriela, formada em Dança Contemporânea pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (2014), especializada em Estudos de Dança no Trinity Laban Conservatoire of Music and dance/UK (2016), e graduada em Artes Plásticas pela Universidade do Espírito Santo (UFES).

Sem conduzir a uma interpretação única, o espetáculo propõe que diferentes sensações e reflexões podem emergir a partir da experiência individual de cada espectador. O público é convidado a uma relação mais atenta com o tempo, o corpo e a própria percepção.

Ao integrar dança e linguagem tecnológica de forma orgânica, SOMA também dialoga com a maneira como nos relacionamos hoje com a presença e com as imagens, criando um ambiente de experiência sensorial que se conecta ao contexto contemporâneo de grandes produções. Mais do que um recurso técnico, esses elementos compõem a própria estrutura dramatúrgica do espetáculo.

Tecnologia como meio, não como fim

Em SOMA, a tecnologia está integrada à linguagem da cena, atuando na construção do espaço, da luz e do som. Elementos como um sistema de espelhos móveis, desenvolvido em parceria com alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Médio Arnulpho Mattos, em Vitória, e uma grande tela translúcida de projeção criam camadas visuais que transitam entre o físico e o virtual.

“O trabalho não busca contar uma história de forma linear, ele cria estados e atmosferas. A tecnologia está presente para potencializar a experiência, nunca como fim em si mesma”, destaca Glauber, diretor artístico que investiga as relações entre imagem, espaço e narrativa. Na música e no audiovisual, criou visuais de cena para turnês de artistas como Tribalistas, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Roberto Carlos, além de projetos para televisão, como o Prêmio Multishow, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Canal Brasil e TV Globo.

Glauber Vianna e Gabriela Moriondo – Crédito: Divulgação

Idealizado no Espírito Santo, o espetáculo reforça sua relação com o território ao envolver artistas e profissionais locais e estabelecer diálogo com a comunidade. Contemplado pelo Edital de Artes Cênicas – Funcultura PNAB 2024, da Secult-ES, SOMA dá continuidade à pesquisa iniciada em Inconstante (2024), marcada pelo encontro entre Gabriela e Glauber, aprofundando a relação entre dança contemporânea, artes visuais e criação em tecnologia aplicada à cena.

O trabalho se constrói a partir de um campo de referências artísticas. Na dança, dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente em Noumenon Mobilus (1953), ao pensar o corpo como matéria visual, além das investigações da bailarina coreana Haeni Kim.

Na imagem, aproxima-se de fotógrafos como a norte-americana Francesca Woodman, o francês Denis Darzacq e o australiano Bill Henson, enquanto a luz se estrutura sob influência do pintor italiano Caravaggio. Há ainda ressonâncias com artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o ilsnadês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de práticas contemporâneas como teamLab e Random International. A obra também se inspira na improvisação presente nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor.

Espetáculo SOMA
Quando:

28 de maio (quinta-feira), às 20h— Pré-estreia — apresentação gratuita

29 de maio (sexta-feira), às 20h

30 de maio (sábado), às 17h30 à 19h30 — sessões às 17h30 e 19h30

31 de maio (domingo), às 17h30

Local: Theatro Carlos Gomes (Rua Barão de Itapemirim, 232, Centro, Vitória, ES)

Classificação indicativa: LIVRE+

Ingressos: R$35 (promocional), R$22 (meia), R$44 (inteira) 

Vendas: https://www.sympla.com.br/evento/soma/3394058?share_id=copiarlink

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Cultura

Para todas as idades: Festival Tortinha Black reforça cultura afro-capixaba em Vitória

Evento gratuito acontece nos dias 21 e 23 de maio, unindo arte, educação antirracista e protagonismo negro em programação para todas as idades

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Vitória começa a entrar no ritmo de um dos eventos mais simbólicos do calendário cultural capixaba. O Festival Tortinha Black retorna nos dias 21 e 23 de maio, com uma proposta que mistura formação, lazer e valorização da cultura afro-brasileira em programação gratuita e aberta ao público. Criado por Fábio Carvalho, o festival aposta na cultura como ferramenta de transformação social. A edição de 2026 amplia seu alcance ao integrar um seminário voltado à educação antirracista com um grande encontro multicultural no Parque Baleia Jubarte, na Enseada do Suá.

Programação

O seminário “Quando a Palavra Vira Quilombo”, marcado para o dia 21 de maio, no Teatro Sesi, em Jardim da Penha, traz ao centro do debate a escrita negra como expressão de resistência e construção de narrativas. O encontro reúne pesquisadores e educadores que atuam diretamente na promoção da equidade racial.

Já no dia 23, o festival promete uma verdadeira imersão cultural ao longo de 10 horas de programação. Música, teatro, dança, oficinas e gastronomia compõem um mosaico de experiências que dialogam com ancestralidade e contemporaneidade.

Além das atividades culturais, o evento também impulsiona a economia local com uma feira de empreendedores, fortalecendo iniciativas criativas e comunitárias.

Programe-se e participe!

SEMINÁRIO TORTINHA BLACK: “Quando a Palavra Vira Quilombo”

Quando: 21 de maio (quinta-feira)
Local: Teatro Sesi (Jardim da Penha)

18h30: Credenciamento
19h: Recepção e boas-vindas
19h30: Mesa-redonda
20h30: Debate com o público

FESTIVAL TORTINHA BLACK

Quando: 23 de maio (sábado)
Local: Parque Baleia Jubarte (Praça do Papa, Enseada do Suá)

Programação ao longo do dia (10h às 19h):

●      Shows musicais

●      Teatro e dança

●      Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança e gastronomia)

●      Festival de pipas

●      Feira de Economia Solidária e Criativa com 20 empreendedores

Evento gratuito e classificação livre.

Fotos: Bárbara Bueno

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Cultura

Disco Voador leva experiência retrô ao Shopping Montserrat neste sábado (02)

A viagem sonora guiada por discos de vinil acontece neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h

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O charme das vitrolas e a atmosfera nostálgica do vinil que atravessa gerações estão de volta em uma experiência que celebra a música popular brasileira. É nesse clima retrô que o Shopping Montserrat recebe o projeto Disco Voador, neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h. A Varanda Montserrat, localizada no Piso L3, será palco de uma edição do evento, que reúne música, cultura e entretenimento em um ambiente pensado para toda a família. Os ingressos são gratuitos e limitados, com retirada exclusiva pelo Sá App.

O Disco Voador é um coletivo de DJs dedicado às brasilidades em vinil, conduzindo o público por uma experiência musical que mistura groove, nostalgia e pista de dança. Organizado pelo DJ Fabrício Bravim, o projeto nasceu da paixão pelos discos e pela riqueza da música brasileira, valorizando o formato analógico e a experiência única de ouvir música diretamente dos LPs.

Durante a apresentação, o público pode desfrutar de um repertório que passeia por clássicos e raridades da MPB, samba, soul brasileiro, funk, disco e tropicalismo, em sets cuidadosamente selecionados e mixados exclusivamente em vinil. Mais do que uma festa, o evento se consolida como um encontro cultural que conecta gerações e promove a valorização da música nacional.

Disco Voador – coletivo de DJs apresenta brasilidades em vinil em uma experiência musical retrô na Varanda Montserrat.

Quando: 02 de maio (sábado), das 16h às 22h

Local: Piso L3 do Shopping Montserrat

Ingressos: gratuitos e limitados com retirada pelo Sá App.

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