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Cultura

Últimos dias da exposição Folhear, do Museu Vale, em Vitória e Linhares

Com entrada gratuita, a exposição construída pelo casal de artistas Felipe Barbosa e Rosana Ricalde vai até este domingo, dia 08 de setembro, no Parque Botânico Vale, em Vitória, e na Reserva Natural Vale, em Linhares

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De longe, esculturas gigantes. De perto, a natureza se transformando em arte. A exposição “Folhear”, do Museu Vale, que termina neste domingo, dia 08 de setembro, já é um grande sucesso. Com o registro de mais de 60 mil visitantes nos espaços da exposição, a mostra segue aberta para visitação tanto no Parque Botânico Vale, em Vitória, quanto na Reserva Natural Vale, em Linhares.

A exposição tem entrada gratuita. Em Vitória, o funcionamento do parque é de terça a domingo, das 8h às 17h. Em Linhares, a visitação fica disponível também de terça a domingo, das 8h às 16h. As visitas educativas para escolas podem ser agendadas no telefone (27) 9 9252-7525.

Construída pelo casal de artistas Felipe Barbosa e Rosana Ricalde, a exposição é composta por esculturas gigantes – a maior tem 4 metros de altura e 10 de comprimento – em formato de bicho/dinossauro a partir de materiais orgânicos – como folhas de palmeiras. A curadoria é de Ronaldo Barbosa.

Os artistas escolheram como matéria-prima os efeitos da natureza e o tempo. Como o material utilizado é orgânico (folhas da mata atlântica) ao longo da exposição, as esculturas vão mudando de aparência – no começo apresentam uma folhagem mais verde, depois ficam com folhagem mais secas, até virarem matéria orgânica em decomposição, tornando-se parte de um ecossistema e auxiliando o solo.

Diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, explica a importância dessa iniciativa. “Para o público, para além de uma experiência estética diferente a cada dia, os materiais podem trazer diversas camadas de reflexão, lembrando-nos, por exemplo, da transitoriedade da vida, na beleza da impermanência das coisas e a conscientização de práticas mais generosas com o nosso entorno”.

Ela acrescenta: “Tudo dialoga: a Mata Atlântica conservada nos espaços, as folhas, provenientes da vegetação, agora nas obras – e o público encontrando arte em meio a todo esse verde”.

Os artistas contam que o propósito da exposição é instigar o mistério, a fantasia e a imaginação. As obras são experiências lúdicas aos visitantes em harmonia com a paisagem. Segundo Felipe e Rosana, este é um local para abrir um espaço para a imaginação, de modo que cada um consiga tomar para si uma narrativa diferente. Com a utilização deste material, cada visita se torna única, uma vez que diariamente as folhas mudam de aparência.

A exposição Folhear é uma iniciativa do Museu Vale e do Instituto Cultural Vale, com patrocínio da Vale, e realização do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura.

Exposição Folhear termina neste domingo, dia 08. Foto: Divulgação

Projeto Educativo

Nas atividades que estão sendo realizadas no período da exposição, crianças, jovens e adultos terão a possibilidade de criar, inventar e descobrir relações que atravessam a arte e a natureza, a partir de visitas mediadas e oficinas práticas e experimentais para grupos diversos. A instalação das esculturas provoca desde a cultura do brincar até a oportunidade de se conectar com a natureza e, fundamentalmente, com a preservação e consciência sobre o ambiente.

Desenvolvido em parceria com a arte-educadora Janaina Melo, o objetivo do projeto educativo é discutir sobre os processos de formação, experimentação e conexão da arte com a natureza. O projeto visa elaborar processos de relação, diálogos e criação de vínculos com a comunidade escolar – professores, estudantes e educadores -, famílias e grupos de turistas em visita aos parques.

O Museu Vale também realiza, desde 2005, o Programa Aprendiz, que promove formação em áreas ligadas à montagem de exposições, para jovens de comunidades da Grande Vitória, em parceria com o Senac. 

Durante o período de montagem e instalação da exposição “Folhear”, os jovens têm a oportunidade de participar de aulas e oficinas com curadores, pesquisadores, professores e demais profissionais ligados às disciplinas de curadoria e arte, cultura e direito à cidade, e preparação de espaços expositivos.

Espaços da exposição – Parque Botânico Vale e Reserva Natural Vale 

Localizado em Jardim Camburi, Vitória, o Parque Botânico é um espaço de lazer e vivência com a natureza, composto por 33 hectares de Mata Atlântica, onde podem ser vistas mais de 140 espécies de árvores. Além disso, o local é frequentado por espécies de aves migratórias e répteis, como o jacaré de papo amarelo. 

A Reserva Natural Vale, com área de aproximadamente 23 mil hectares, situa-se em Linhares, Norte do Estado, e integra a da Rota do Verde e das Águas, sendo um destino ecoturístico de exuberante paisagem. O espaço oferece trilhas ecológicas, torre de observação, coleções científicas e promove ações de educação ambiental para fortalecer o conhecimento local sobre sustentabilidade.

Exposição Folhear 

Entrada gratuita 

Período de visitação: até 8 de setembro de 2024 

Classificação: livre 

Vitória 

Dias e horários: De terça a domingo. Das 8h às 17h 

Local: Parque Botânico Vale, na Av. dos Expedicionários. Jardim Camburi, Vitória. 

Linhares 

Dias e horários: De terça a domingo. Das 8h às 16h 

Local: Reserva Natural Vale, na Rodovia BR 101, Km 122. Zona Rural, Linhares. 

Agendamento de grupos escolares: através do (27) 9 9252-7525 

Informações: museuvale.org

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Shows

Festival Primavera Teresense 2026: premiação de R$ 7 mil e shows de atrações nacionais com entrada gratuita em Santa Teresa

A grande final do festival autoral acontece no dia 4 de setembro, abrindo uma programação ininterrupta de shows com Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Nenhum de Nós

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Paralamas no Festival BigStep em Vila Velha

A quinta edição do Festival de Música Primavera Teresense chega à sua etapa decisiva movimentando o Parque de Exposições de Santa Teresa neste fim de semana. No dia 4 de setembro, os três artistas selecionados disputam mais de R$ 7 mil em premiações e incentivos de carreira. A decisão abre um fim de semana recheado de atrações nacionais como Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa, Nenhum de Nós e Rádio Táxi. A programação é gratuita.

Disputam o pódio as composições “Filhos da Terra” (Jr Bocca), “Indagações” (Elisa Alves) e “Em Cada Canto” (Pedro Hoisel e Cris Diniz). As premiações do festival estão divididas entre o 1º lugar, que recebe o Troféu Beija-flor (R$ 2.500,00, uma guitarra Backstage e dois shows no valor de até R$ 3.000,00); o 2º lugar, contemplado com o Troféu Orquídea (R$ 2.000,00); o 3º lugar, que leva o Troféu Quaresmeira (R$ 1.500,00); e a categoria de aclamação popular, premiada com o Troféu Ipê Amarelo (R$ 1.000,00).

Samuel Rosa é atração do domingo

“O Primavera Teresense nasceu para valorizar a nova produção autoral e dar palco ao talento da nossa terra. Entregar mais de R$ 7 mil em prêmios, além de oportunidades reais de shows e instrumentos, é a nossa forma de impulsionar essas carreiras. Unir essa competição a um line-up com os maiores nomes do rock e da música nacional transforma o festival em um encontro inesquecível de gerações para o público”, destaca Alessandro Eller, presidente do Instituto Panela de Barro.

Paralelamente aos shows, a Praça da Cultura recebe a Expo Flores entre os dias 5 e 7 de setembro, reunindo produtos da agricultura familiar e atrações culturais no Centro da cidade.

Confira a programação musical completa:

Programação de Shows – Parque de Exposições

Sexta-feira (04/09)

18h: Final do Festival (Apresentações de Jr Bocca, Elisa Alves, Pedro Hoisel e Cris Diniz)

20h: Cadu Caruzo (Especial Cazuza)

Nenhum de Nós se apresenta na sexta

22h: Nenhum de Nós

Sábado (05/09)

17h: Abertura dos portões

18h: Jackson Lima

20h: Rádio Táxi

22h: Os Paralamas do Sucesso

Domingo (06/09)

17h: Abertura dos portões

17h30: Carro Velho

19h30: Casaca

22h: Samuel Rosa

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Cultura

Brasilina: Exposição reúne arte e design autoral na Galeria do Centro Cultural SESI

Em cartaz de 1º a 30 de setembro, a mostra reúne artistas e designers para refletir sobre identidade, natureza e sociedade brasileira

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O Brasil, com sua diversidade de territórios, culturas, povos, paisagens e modos de existir, é o ponto de partida da exposição Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria, em cartaz entre os dias 1º e 30 de setembro, na Galeria do Centro Cultural SESI, em Vitória. A mostra reúne artistas e designers brasileiros em torno de uma reflexão sobre a riqueza e a complexidade do país, por meio de diferentes linguagens, técnicas, materiais e expressões criativas.

Idealizada por Isabela Castello e Fernando Nicolau, com curadoria de Isabela Castello e Isabel Portella, a exposição parte de uma imagem simbólica: a brasilina, pigmento vermelho associado ao pau-brasil, árvore que deu nome ao país. A substância que colore o cerne da madeira torna-se, na exposição, metáfora para a própria identidade brasileira — diversa, intensa, contraditória e em constante transformação.

“A brasileína é uma tinta vermelha intensa, cor de brasa, que se forma naturalmente pela reação química da brasilina – substância encontrada no interior da árvore pau-brasil – em contato com o ar e a luz. Reagir ao encontro, como descrito acima, é sintoma de morte por podas drásticas e cortes violentos na espécie. Deste modo, o Brasil, único país com nome de árvore no mundo, é forjado. É possível falar de história sem falar de corte, de trauma? E falar de corte, de trauma é regenerá-lo? Quem és tu, cidadã brasileira? Quem és tu, cidadã latino-americana?”, instiga o idealizador, Fernando Nicolau.

Isabel Portella

Também à frente do projeto, Isabela Castello diz que Brasilina fala da potência criativa do nosso país, da nossa essência. “Precisamos olhar para nossas raízes, nossas belezas e nossa história para compreender o país que somos e, principalmente, o país que queremos construir coletivamente. E nada melhor do que a arte para nos ajudar nessa tarefa, porque a arte reflete quem somos e como nos percebemos. Nesta exposição, reunimos 32 artistas brasileiros para, por meio de diferentes linguagens e olhares, refletir sobre o Brasil e sobre a nação que queremos construir. Um convite para olhar para nós mesmos, reconhecer nossa diversidade e nossa potência e imaginar, juntos, novos caminhos para o nosso país”.

A proposta da Brasilina nasce do desejo de olhar para o Brasil além dos estereótipos e das narrativas únicas, reconhecendo sua potência natural e cultural, mas também suas contradições. Um país de dimensões continentais, biodiverso, multicultural e miscigenado, marcado por profundas desigualdades, mas também por criatividade, resistência, afetos e capacidade de reinvenção.

A exposição está estruturada em três eixos curatoriais: Identidade, Natureza e Sociedade. Juntos, eles propõem diferentes perspectivas sobre o país. Identidade aborda as múltiplas formas de ser e pertencer ao Brasil; Natureza contempla a biodiversidade, os territórios e as relações entre ser humano e meio ambiente; e Sociedade reflete sobre as relações, desafios, contrastes e transformações que constituem a vida brasileira.

Um dos conceitos centrais da mostra é a ideia de nação mátria, uma visão do país como terra-mãe, que gera, nutre e protege. A expressão propõe uma perspectiva mais afetiva e inclusiva de nação, relacionada à terra, à natureza, às ancestralidades e ao papel das mulheres na construção da vida social e cultural brasileira.

A exposição também parte de uma reflexão simbólica sobre a bandeira nacional. O lema “Ordem e Progresso”, inspirado no pensamento de Auguste Comte, originalmente fazia parte de uma formulação mais extensa que incluía a palavra “amor”. Ao trazer essa ausência para o campo da reflexão artística, Brasilina propõe uma regeneração simbólica: amor como princípio, ordem como base e progresso como fim. Terra como corpo, cultura como cura, arte como fala. Mais do que apresentar obras sobre o Brasil, Brasilina busca criar um espaço de encontro e reflexão, e para isso contará com um programa educativo desenvolvido pela arte-educadora Tatiana Rosa. A diversidade de artistas, linguagens e perspectivas permite que diferentes Brasis coexistam na mesma exposição, revelando que não existe uma única maneira de representar ou compreender o país.

Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria
Realização: Decoranea e 1COMUM Coletivo
Idealização: Isabela Castello e Fernando Nicolau
Curadoria: Isabela Castello e Isabel Portella
Local: Galeria do Centro Cultural SESI – Jardim da Penha, Vitória
Abertura: 1º de setembro, das 18h às 21h
Período de visitação: 1º a 30 de setembro de 2026
Horários: terça a sábado, das 10h às 20h
Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

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Cultura

Museu da História da Moto reúne modelos raros e clássicos em Cariacica

Mostra gratuita, que acontece de 1º a 30 de setembro no Shopping Moxuara, apresenta motocicletas históricas, incluindo modelos da Segunda Guerra Mundial, clássicos da Honda e exemplares customizados

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Essa é para os apaixonados pelo mundo das motocicletas! De 1º a 30 de setembro, o Shopping Moxuara recebe a exposição itinerante Museu da História da Moto, com entrada gratuita e visitação durante o horário de funcionamento do empreendimento.

Intitulada “Venda de Garagem – Dia do Motociclista”, a ação reúne cerca de 20 motocicletas, além de obras de arte, peças decorativas e artefatos relacionados ao universo motociclístico. A proposta é aproximar o público da história das motos por meio de exemplares que ajudam a contar a evolução da indústria e da cultura das duas rodas. Entre os destaques estão 15 motocicletas da coleção Honda, com modelos que atravessaram diferentes gerações, como CG Bolinha, CG Quadrada, CG ML, CG Turuna, CB 400, CB 450, CB 400 Four, além de modelos 750 e 1000, entre outros.

A exposição também apresenta cinco motocicletas que representam diferentes momentos e estilos da customização: Café Racer, Scrambler, Bobber, Chopper e uma motocicleta utilizada no período da Segunda Guerra Mundial. 

Outro destaque é uma Royal Enfield com sidecar, que estará disponível para que os visitantes possam subir na motocicleta e fazer seus registros fotográficos. Além dessa, terá moto empregada pelo campeão de motovelocidade de Minas Gerais. Aos finais de semana, de sexta a domingo, o piloto estará presente para conversar com o público e tirar fotos.

A exposição itinerante faz parte do projeto Museu da História da Moto, criado com a proposta de preservar e difundir a memória do motociclismo no Espírito Santo. O formato permite levar o acervo a diferentes espaços e aproximar o público de um patrimônio que reúne história, mecânica, design, arte e cultura.

Museu da História da Moto – “Venda de Garagem – Dia do Motociclista”
Período de visitação: 1º a 30 de setembro, durante o horário de funcionamento do shopping
Local: Piso L3 do Shopping Moxuara, em Cariacica
Entrada gratuita

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