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Assistido por mais de 85 mil pessoas, A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain, se apresenta no Teatro da UFES, em Vitória

Dirigido por Elias Andreato e estrelado por Odilon Wagner (indicado ao Prêmio Shell e Prêmio APCA e Prêmio Bibi Ferreira por este trabalho) e Marcello Airoldi, o espetáculo narra um encontro entre o pai da Psicanálise e o escritor C.S. Lewis

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Fica a Dica ES

A Última Sessão de Freud, o maior sucesso do teatro brasileiro desde 2022, dirigida por Elias Andreato para o texto do premiado autor americano Mark St. Germain já foi vista por mais de 80 mil pessoas e se apresenta nos dias 05, 06 e 07 de abril no Teatro da UFES.

A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20.

Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.

No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939.

Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.

O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.

“O Teatro é uma forma de arte onde os atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados. É isso o que me interessa: despertar sentimentos e acreditar na força de se contar uma história. É muito prazeroso brincar de ser outro e viver a vida dessa pessoa em um cenário realista, com figurino de época, jogando com ficção e realidade. Isso é a realização para qualquer artista de teatro. E é assim que defino essa experiência de me debruçar sobre a obra teatral de Mark St. Germain: A Última Sessão de Freud. Depois de 25 anos de sessões de psicanálise, talvez seja necessário me deixar conduzir, cada vez mais, pela paixão que tenho por meu ofício: o Teatro. A minha profissão de fé. E crer: a arte sempre nos salva de todos os perigos”, comenta o diretor.

Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud é fascinante: “Para um ator ter a oportunidade de representar um personagem tão intenso e profundo, que fez parte de nossa história recente, é um privilégio. A construção desse personagem me fez vibrar desde a primeira leitura, foram meses estudando sua vida e personalidade, para tentar trazer um recorte mais fiel possível do último ano de vida desse grande gênio do século 20”, revela.

Sinopse

No gabinete de Freud, na Inglaterra, o pai da psicanálise e o escritor C.S. Lewis conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

Ficha Técnica

Texto: Mark St. Germain

Tradução: Clarisse Abujamra

Direção: Elias Andreato

Assistente de Direção: Raphael Gama

Idealização: Ronaldo Diaféria

Elenco: Odilon Wagner e Marcello Airoldi

Cenário e figurino: Fábio Namatame

Assistente de cenografia: Fernando Passetti

Desenho de Luz: Gabriel Paiva e André Prado

Iluminação: Nádia Hinz

Trilha Sonora: Raphael Gama

Arte Gráfica: Rodolfo Juliani

Fotografia: João Caldas

Designer de som: André Omote

Coordenador Geral de Produção: Ronaldo Diaféria

Produtora Executiva: Katia Brito

Direção de palco / Contra-regragem: Vinicius Henrique, Kauã Nascimento

Produtores Associados: Ronaldo Diaféria e Odilon Wagner

Produção Local:

Assessoria de Imprensa: Juliana Fonseca

Serviço

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain

Teatro: UFES

Vendas online: www.freud.art.br e Lebillet

Formas de Pagamentos aceitas na bilheteria: todas

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: sim

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Teatro

Espetáculo “Vozes da Cidade” apresenta músicas, danças e cenas de grandes musicais em Vitória

A produção, que traz números inspirados em musicais como High School Musical e Meninas Malvadas, será apresentada neste sábado (22), na Sala Abel Santana

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A dica para curtir o sábado, dia 22 de novembro, é ir até a Sala Abel Santana, em Vitória, onde será apresentada a terceira edição do espetáculo “Vozes da Cidade”, que reúne canto, dança e performances teatrais. A produção traz números inspirados em grandes musicais, como High School Musical e Meninas Malvadas, além de coreografias e criações autorais desenvolvidas pelos alunos. Tudo acontece a partir das 19h.

Dirigido pela coreógrafa Grasie Fink, professora de Danças Urbanas e Teatro Musical, e por Alisson Xavier, preparador vocal especializado em Canto e Teatro Musical, o espetáculo é protagonizado por estudantes dos cursos de teatro, teatro musical, TV e cinema, canto e danças urbanas.

Segundo Grasie Fink, esta edição destaca cenas inspiradas em Meninas Malvadas, com coreografias e falas que remetem ao musical da Broadway. Ela explica que o processo inclui também números autorais criados pelos próprios alunos, acompanhados de perto por ela e pelo preparador vocal Alisson Xavier. “Estamos sempre atentos às dúvidas e necessidades do grupo, buscando construir experiências que fortaleçam a expressão artística de cada um”, afirma.

O projeto abre espaço para que os participantes experimentem, criem e ampliem suas habilidades ao longo do ano. Cerca de 23 artistas sobem ao palco nesta edição. Os ensaios regulares ocorrem às sextas-feiras, com duas horas de duração, e, nesta reta final, o grupo realiza encontros extras para ajustar detalhes e aperfeiçoar as apresentações.

Espetáculo “Vozes da Cidade”

Quando: 22 de novembro (sábado), às 19h

Local: Sala Abel Santana (Av. Dante Michelini, 501, Camburi)

Ingressos: R$55 (meia entrada)

Vendas: https://www.sympla.com.br/evento/vozes-da-cidade-3-edicao/3187552

Informações: https://www.instagram.com/oficinaabelsantana/

Classificação livre

Foto: Otávio Rodrigues

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Cultura

Mateus Solano apresenta ‘O Figurante’ em Vitória

Espetáculo marca o primeiro monólogo do ator e reflete sobre os invisíveis da sociedade. Apresentações acontecem nos dias 07, 08 e 09 de novembro no Teatro da Ufes

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Através do cotidiano de um figurante do audiovisual, o espetáculo “O Figurante”, protagonizado pelo ator Mateus Solano, lança luz sobre todos aqueles que, em diferentes contextos, permanecem invisibilizados. Pessoas que, sem perceber, tornam-se coadjuvantes dentro de suas próprias histórias, seja no trabalho, nas relações ou na vida. Nos dias 07, 08 e 09 de novembro, é a vez do Teatro da Ufes receber a apresentação.

Os ingressos estão à venda aqui ou presencialmente no Teatro Universitário da Ufes, com valores a partir de R$ 19,80 (meia entrada/mezanino). Aquela chance de dar boas risadas de forma acessível né?!

‘O Figurante’ marca o primeiro monólogo da carreira de Mateus, trazendo uma reflexão sensível e contemporânea sobre pertencimento e identidade. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia de fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, destaca Solano.

A direção é de Miguel Thiré, parceiro de longa data de Mateus Solano, com quem dividiu o sucesso “Selfie” (lotando teatros do Rio e de São Paulo entre 2014 e 2016). Agora, a dupla se transforma em trio com a entrada de Isabel Teixeira — recente parceira de Solano na novela “Elas Por Elas” (TV Globo) — que assina, junto aos dois, a dramaturgia original da montagem.

A produção nacional é da Bem Legal Produções, de Carlos Grun, responsável por sucessos como “Intimidade Indecente” (com Marcos Caruso e Eliane Giardini), “Mãe Fora da Caixa” (com Miá Mello), “Diário de um Louco” (com Milhem Cortaz) e “Vocês Foram Maravilhosos” (de Marcos Veras). Em Vitória, a produção local é assinada pela WB Produções.

‘O Figurante’ com Mateus Solano.

Quando: 07, 08 e 09 de novembro

Horário: Sexta e Sábado às 20h e Domingo às 17h

Local: Teatro Universitário UFES (Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória)

Classificação: 12 anos

Duração: 80 minutos

INGRESSOS:
Plateia A:
  R$ 70,00(meia entrada)

Plateia B:  R$ 60,00 (meia entrada)

Mezanino:  R$ 19,80 (meia entrada)

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/105560/d/315213 ou presencialmente no Teatro Universitário da UFES (de terça a sexta-feira das 14h às 19h, e sábado e domingo, a partir das 15h)

Foto: Dalton Valerio

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Cultura

‘Boa Sorte: Uma comédia terapêutica’, da Cia de Teatro do SESI, com apresentação gratuita em Vitória

Espetáculo integra o Festival Nacional de Teatro de Vitória e será apresentado nesta quarta-feira, dia 15 de outubro, às 19h, no Teatro do SESI, em Jardim da Penha

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O público capixaba tem encontro marcado com o riso e a reflexão nesta quarta-feira, dia 15 de outubro, às 19h, no Teatro do SESI, em Jardim da Penha. A Cia de Teatro do SESI apresenta o espetáculo “Boa Sorte: Uma comédia terapêutica”, dentro da programação da 21ª edição do Festival Nacional de Teatro de Vitória. Será uma sessão única e gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes do início da apresentação.

Misturando humor, sensibilidade e autoconhecimento, a peça transforma o palco em uma verdadeira sessão de terapia coletiva. O público é conduzido por Boa Sorte, personagem que tenta ajudar Luz Própria, Três Por Um Real e Passa Rápido a enfrentarem suas inseguranças, medos e contradições. Em meio a risadas e descobertas, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a coragem de se olhar no espelho e acolher as próprias fragilidades.

Com interpretação dos atores capixabas Mauro Pinheiro e Rodriggo Sabatini, e direção de Robson de Paula, a montagem reafirma o compromisso da Cia de Teatro do SESI em oferecer produções que unem entretenimento e reflexão, valorizando o teatro como espaço de encontro, empatia e transformação.

“Esse é um espetáculo que fala sobre nós mesmos, sobre as nossas fragilidades, traumas e formas de lidar com o que sentimos. O público vai rir, mas também vai se identificar”, destaca Mauro Pinheiro.

Já para Rodriggo Sabatini, Boa Sorte é uma comédia sobre a coragem de se olhar no espelho. “É divertido ver como, no fundo, estamos todos tentando encontrar o nosso próprio equilíbrio”, destaca.

Espetáculo ‘Boa Sorte: Uma comédia terapêutica’

Quando: 15 de outubro de 2025 (quarta-feira), às 19h

Local: Teatro do SESI – Jardim da Penha

Classificação indicativa: 16 anos

Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria do teatro a partir de 1h antes da sessão

Foto: Bruno Barreto

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