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Cultura

Festival Movimento Cidade confirma Dona Onete, Tasha & Tracie, Ebony e Don L na edição de 2024

Tradição no calendário cultural do Espírito Santo, o Festival Movimento Cidade confirmou mais uma edição

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Fica a Dica ES

O Festival MC 2024 está marcado para acontecer nos dias 16 e 17 de agosto, em local ainda a ser divulgado. Com mostras de cinema, oficinas, batalhas, arte urbana, shows musicais e muito mais, o evento está liberando de pouco a pouco sua programação musical. As gêmeas Tasha & Tracie, a rapper Ebony, o rapper Don L, o trio Tuyo, a cantora Kaê Guajajara e Dona Onete, são alguns dos nomes que vão compor o line-up.

Em sua 6º edição, o festival traz o tema ‘Além do Sudeste’. A proposta é celebrar a diversidade e as artes integradas no Espírito Santo, desbravando e conhecendo o que existe além do “planeta Sudeste”. Com o objetivo de enaltecer artes e artistas do Norte, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, mostrando toda a pluralidade do território brasileiro.

O festival traz artistas para cantarem no Estado pela primeira vez. Do coração de Belém (PA), a cantora, compositora, sindicalista, professora e poetisa Dona Onete vem pela segunda vez ao Espírito Santo. Com o título de Rainha do Carimbó Chamegado, ela traz seu carimbó, que representa e simboliza a cultura nortista do Brasil, além de ter sua obra musical reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Pará. Com quatro álbuns gravados e diversos singles, ela reúne sucessos que retratam o Pará e celebram os ritmos do Estado, como “No Meio do Pitiú” e “Carimbó Chamegado”.

E também pela segunda vez na Grande Vitória, as rappers gêmeas Tasha & Tracie finalmente pousam no Espírito Santo. A dupla, que é a sensação do rap, já ocupou palcos de festivais como The Town, além de terem sido indicadas ao Bet Hip Hop Awards 2023 – a maior premiação de RAP e Hip Hop do gênero musical.

A rapper Ebony também forma o line-up. A artista tem em sua bagagem um Prêmio Genius Brasil de Artista Revelação e é um dos maiores nomes femininos da cena de rap do Brasil atualmente. Ela ganhou grande notoriedade ao lançar uma “diss track” intitulada de “Espero que Entendam” em 2023. A faixa é um “diss”, um termo que se refere a uma canção criada com o objetivo de expor e “insultar” uma pessoa ou um grupo de cantores, tradição no hip hop em todo o mundo.

Outra grande atração que compõe a programação é o rapper e compositor brasiliense, Don L, considerado um dos nomes mais influentes do rap nacional. O artista foi indicado na categoria “álbum do ano” do MTVMIAW em 2022 e foi considerado no mesmo ano Artista do Ano, conferida a Don pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em carreira solo, ele lançou os álbuns “Caro Vapor/Vida e Veneno Don L” (2013), “Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 3” (2017) e “Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 2” (2021).

O palco do festival também receberá os curitibanos Lio, Lay e Machado que formam o trio Tuyo. Eles promovem um passeio sonoro pelo pop, house, synthpop e afropop. O trio possui uma indicação ao Grammy Latino e possuem uma música inspirada na Terceira Ponte.

A artista Kaê Guajajara também traz suas composições musicais para o festival. Em suas letras ela fala sobre as vivências de ser indígena na favela e na cidade, preservando o idioma de sua etnia Guajajara, o ze’egete (“a fala boa”). Além disso, a artista também já foi indicada ao melhor show do ano pelo Womens Music Event em 2022 e 2023.

Em mais uma edição, o festival traz uma mistura de ritmos, artes visuais e uma ampla gama de atividades interativas para pessoas de todas as origens. Durante as próximas semanas a organização do Festival MC continuará a divulgar outros nomes da programação.

Além de muita música, o Movimento Cidade é uma celebração da diversidade cultural e social de todo o Brasil. Também estão previstas mostras de produtos audiovisuais inéditos, com filmes nacionais e capixabas, bate-papos, além de intervenções artísticas sempre pautadas em causas que defendem a cultura, a sustentabilidade e a diversidade em meio à metrópole.

E como a diversidade e inclusão é um de seus pilares e cientes da importância de ser um festival inclusivo para todos, o Festival MC tem a acessibilidade como uma de suas bases. Com uma equipe preparada para receber esse público, também reservará um espaço para pessoas com deficiência (PcD) assistirem às mostras audiovisuais e aos shows musicais.

Editais abertos

O Festival também promove diversas mostras artísticas e duas delas já estão com inscrições abertas. O edital para artistas urbanos está aberto até o dia 26 de abril. Serão selecionados dez artistas: 5 artistas da Grande Vitória (ES), e 5 artistas nacionais (um de cada região do Brasil) com o intuito de realizar 5 murais artísticos em um trabalho colaborativo realizado em duplas (formadas por um artista nacional e um artista capixaba). Ao final, cada classificado receberá bonificação financeira. Artistas individuais ganharão o valor de R$4 mil e duplas receberão R$8 mil. As inscrições acontecem no link: bit.ly/formulartemc. E é possível acessar o edital completo no link: bit.ly/arteeditalmc.

Já as inscrições de filmes para as mostras de 2024 se dividem em duas categorias: a Mostra Movimento Cidade e a Mostra Cena Capixaba. Cada uma delas selecionará obras de diferentes abordagens:

Mostra Movimento Cidade: Filmes de até 20 minutos, produzidos no Brasil, sem definição de ano limite de finalização e que tenham como tema a relação das pessoas com os seus territórios: cidades criativas, movimentos culturais, sociais e artísticos, sustentabilidade, representatividade, acessibilidade, dentre outros temas correlatos. Nesta categoria, o enfoque é a discussão sobre a cidade e as suas manifestações.

Mostra Cena Capixaba: Filmes com duração de até 20 minutos, sem definição de ano limite de finalização, produzidas no Espírito Santo e com conteúdos que versem sobre urbanidade, memórias e cartografias afetivas das cidades do Espírito Santo, compondo um conjunto especial de obras que contextualizam o cenário plural e de diversidade nos municípios do estado.

O filme vencedor de cada Mostra receberá o valor de R$3 mil como premiação. O prazo para se inscrever na mostra de filmes vai até o dia 27 de abril, no link: bit.ly/formfilmesmc . E para acessar o edital completo no link: bit.ly/editalfilmesmc.

Serviço:

Festival Movimento Cidade 2024
Quando: 16 e 17 de agosto
Local: a ser divulgado
Atrações: Tasha & Tracie, Ebony, Don L, o trio Tuyo, Kaê Guajajara e Dona Onete; mostra de cinema, oficinas, batalhas, arte urbana, shows musicais e muito mais.

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Cultura

SOMA: Dança, tecnologia e maternidade marcam retorno de Gabriela Moriondo aos palcos

Dirigido pela bailarina e coreógrafa capixaba em parceria com Glauber Vianna, espetáculo de dança contemporânea estreia em Vitória entre os dias 28 e 31 de maio, no Theatro Carlos Gomes

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O retorno da bailarina e coreógrafa capixaba Gabriela Moriondo aos palcos, após dois anos afastada desde o nascimento da filha, é o ponto de partida de SOMA, espetáculo de dança contemporânea e arte multimídia que tem pré-estreia confirmada e entrada gratuita no dia 28 maio, no Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. A obra traz à cena uma investigação poética sobre maternidade, transformação e identidade, em parceria com o artista multilinguagem Glauber Vianna.

Para as sessões de estreia, que acontecem entre os dias 29 e 31 de maio, os ingressos estão à venda aqui, com valores a partir de R$ 22 (meia entrada).

O espetáculo

Partindo da experiência pessoal de Gabriela, SOMA transforma a maternidade em um campo de reflexão sobre as mudanças que atravessam o corpo e a vida ao longo do tempo. “O maior desafio não foi necessariamente técnico, mas conciliar a criação de um espetáculo com a criação de uma criança. Esse processo acabou se incorporando ao trabalho e trouxe novas camadas para a cena, ligadas à metamorfose e ao redescobrimento de mim mesma como mãe, mulher e artista”, explica a bailarina e coreógrafa Gabriela, formada em Dança Contemporânea pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (2014), especializada em Estudos de Dança no Trinity Laban Conservatoire of Music and dance/UK (2016), e graduada em Artes Plásticas pela Universidade do Espírito Santo (UFES).

Sem conduzir a uma interpretação única, o espetáculo propõe que diferentes sensações e reflexões podem emergir a partir da experiência individual de cada espectador. O público é convidado a uma relação mais atenta com o tempo, o corpo e a própria percepção.

Ao integrar dança e linguagem tecnológica de forma orgânica, SOMA também dialoga com a maneira como nos relacionamos hoje com a presença e com as imagens, criando um ambiente de experiência sensorial que se conecta ao contexto contemporâneo de grandes produções. Mais do que um recurso técnico, esses elementos compõem a própria estrutura dramatúrgica do espetáculo.

Tecnologia como meio, não como fim

Em SOMA, a tecnologia está integrada à linguagem da cena, atuando na construção do espaço, da luz e do som. Elementos como um sistema de espelhos móveis, desenvolvido em parceria com alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Médio Arnulpho Mattos, em Vitória, e uma grande tela translúcida de projeção criam camadas visuais que transitam entre o físico e o virtual.

“O trabalho não busca contar uma história de forma linear, ele cria estados e atmosferas. A tecnologia está presente para potencializar a experiência, nunca como fim em si mesma”, destaca Glauber, diretor artístico que investiga as relações entre imagem, espaço e narrativa. Na música e no audiovisual, criou visuais de cena para turnês de artistas como Tribalistas, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Roberto Carlos, além de projetos para televisão, como o Prêmio Multishow, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Canal Brasil e TV Globo.

Glauber Vianna e Gabriela Moriondo – Crédito: Divulgação

Idealizado no Espírito Santo, o espetáculo reforça sua relação com o território ao envolver artistas e profissionais locais e estabelecer diálogo com a comunidade. Contemplado pelo Edital de Artes Cênicas – Funcultura PNAB 2024, da Secult-ES, SOMA dá continuidade à pesquisa iniciada em Inconstante (2024), marcada pelo encontro entre Gabriela e Glauber, aprofundando a relação entre dança contemporânea, artes visuais e criação em tecnologia aplicada à cena.

O trabalho se constrói a partir de um campo de referências artísticas. Na dança, dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente em Noumenon Mobilus (1953), ao pensar o corpo como matéria visual, além das investigações da bailarina coreana Haeni Kim.

Na imagem, aproxima-se de fotógrafos como a norte-americana Francesca Woodman, o francês Denis Darzacq e o australiano Bill Henson, enquanto a luz se estrutura sob influência do pintor italiano Caravaggio. Há ainda ressonâncias com artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o ilsnadês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de práticas contemporâneas como teamLab e Random International. A obra também se inspira na improvisação presente nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor.

Espetáculo SOMA
Quando:

28 de maio (quinta-feira), às 20h— Pré-estreia — apresentação gratuita

29 de maio (sexta-feira), às 20h

30 de maio (sábado), às 17h30 à 19h30 — sessões às 17h30 e 19h30

31 de maio (domingo), às 17h30

Local: Theatro Carlos Gomes (Rua Barão de Itapemirim, 232, Centro, Vitória, ES)

Classificação indicativa: LIVRE+

Ingressos: R$35 (promocional), R$22 (meia), R$44 (inteira) 

Vendas: https://www.sympla.com.br/evento/soma/3394058?share_id=copiarlink

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Cultura

Para todas as idades: Festival Tortinha Black reforça cultura afro-capixaba em Vitória

Evento gratuito acontece nos dias 21 e 23 de maio, unindo arte, educação antirracista e protagonismo negro em programação para todas as idades

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Vitória começa a entrar no ritmo de um dos eventos mais simbólicos do calendário cultural capixaba. O Festival Tortinha Black retorna nos dias 21 e 23 de maio, com uma proposta que mistura formação, lazer e valorização da cultura afro-brasileira em programação gratuita e aberta ao público. Criado por Fábio Carvalho, o festival aposta na cultura como ferramenta de transformação social. A edição de 2026 amplia seu alcance ao integrar um seminário voltado à educação antirracista com um grande encontro multicultural no Parque Baleia Jubarte, na Enseada do Suá.

Programação

O seminário “Quando a Palavra Vira Quilombo”, marcado para o dia 21 de maio, no Teatro Sesi, em Jardim da Penha, traz ao centro do debate a escrita negra como expressão de resistência e construção de narrativas. O encontro reúne pesquisadores e educadores que atuam diretamente na promoção da equidade racial.

Já no dia 23, o festival promete uma verdadeira imersão cultural ao longo de 10 horas de programação. Música, teatro, dança, oficinas e gastronomia compõem um mosaico de experiências que dialogam com ancestralidade e contemporaneidade.

Além das atividades culturais, o evento também impulsiona a economia local com uma feira de empreendedores, fortalecendo iniciativas criativas e comunitárias.

Programe-se e participe!

SEMINÁRIO TORTINHA BLACK: “Quando a Palavra Vira Quilombo”

Quando: 21 de maio (quinta-feira)
Local: Teatro Sesi (Jardim da Penha)

18h30: Credenciamento
19h: Recepção e boas-vindas
19h30: Mesa-redonda
20h30: Debate com o público

FESTIVAL TORTINHA BLACK

Quando: 23 de maio (sábado)
Local: Parque Baleia Jubarte (Praça do Papa, Enseada do Suá)

Programação ao longo do dia (10h às 19h):

●      Shows musicais

●      Teatro e dança

●      Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança e gastronomia)

●      Festival de pipas

●      Feira de Economia Solidária e Criativa com 20 empreendedores

Evento gratuito e classificação livre.

Fotos: Bárbara Bueno

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Cultura

Disco Voador leva experiência retrô ao Shopping Montserrat neste sábado (02)

A viagem sonora guiada por discos de vinil acontece neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h

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O charme das vitrolas e a atmosfera nostálgica do vinil que atravessa gerações estão de volta em uma experiência que celebra a música popular brasileira. É nesse clima retrô que o Shopping Montserrat recebe o projeto Disco Voador, neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h. A Varanda Montserrat, localizada no Piso L3, será palco de uma edição do evento, que reúne música, cultura e entretenimento em um ambiente pensado para toda a família. Os ingressos são gratuitos e limitados, com retirada exclusiva pelo Sá App.

O Disco Voador é um coletivo de DJs dedicado às brasilidades em vinil, conduzindo o público por uma experiência musical que mistura groove, nostalgia e pista de dança. Organizado pelo DJ Fabrício Bravim, o projeto nasceu da paixão pelos discos e pela riqueza da música brasileira, valorizando o formato analógico e a experiência única de ouvir música diretamente dos LPs.

Durante a apresentação, o público pode desfrutar de um repertório que passeia por clássicos e raridades da MPB, samba, soul brasileiro, funk, disco e tropicalismo, em sets cuidadosamente selecionados e mixados exclusivamente em vinil. Mais do que uma festa, o evento se consolida como um encontro cultural que conecta gerações e promove a valorização da música nacional.

Disco Voador – coletivo de DJs apresenta brasilidades em vinil em uma experiência musical retrô na Varanda Montserrat.

Quando: 02 de maio (sábado), das 16h às 22h

Local: Piso L3 do Shopping Montserrat

Ingressos: gratuitos e limitados com retirada pelo Sá App.

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