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“Cada canto tem sua alma, sua história e seu jeito de celebrar a vida”, declara a banda Atitude 67 em entrevista exclusiva

Pedrinho, Leandrinho, GP, Eric, Karan e Regê se apresentam nesta quinta-feira (19), em Guriri, mas antes falaram com o Fica a Dica ES

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Tem banda que não faz só música: realça memórias, remonta cenários, desperta sensações, promove aquela saudade boa. E, sendo você botequeiro ou não, certamente já ouviu os hits deles. Arrisco dizer ainda: já se pegou cantando os refrões por aí – até mesmo para alguém especial. De identidade musical inovadora e com aquela energia boa que lembra verão (mas segue sendo atemporal e vai dos dias mais frios de inverno à estação mais quente do ano), a banda Atitude 67 é a união de amigos de infância que têm em comum a vontade – e o talento – de produzir um som diferenciado.

E se, depois de tanto tempo nas paradas de sucesso, você ainda não conhece a explicação para o nome da banda, a gente te explica: Ainda no ensino médio, o sexteto “Atitude” se apresentava para os colegas e, juntos, cantavam e tocavam suas músicas preferidas de pagode em rodas de samba improvisadas. Já instalados na capital paulista, em 2017, o sexteto, que tinha até então o nome “Atitude” e era constantemente chamado pelos contratantes de “os meninos do 67” – devido ao DDD do Mato Grosso do Sul (67) -, decidiram incluir o número no nome da banda como uma forma de identificação de onde vieram e para demonstrar o imenso orgulho de suas raízes.

Ou seja: além da originalidade e forte identidade musical, o que traz os meninos do Atitude 67 a uma apresentação especial no ES nesta quinta-feira, dia 19, é também a conexão com suas origens e a valorização da essência e identidade que começaram a construir ainda na juventude. Tudo a ver com o conceito do festival Sabores de Boteco São Mateus, que acontece até sábado (21), com entrada gratuita, no Parador Internacional Guriri.

Prestes a desembarcarem no Estado, Pedrinho, Leandrinho, GP, Eric, Karan e Regê conversaram com o Fica a Dica ES e falaram sobre cultura capixaba, a importância de festivais culturais para a identidade regional, músicas do novo EP, intitulado “Sunset Meia Sete”, e muito mais!

Claro que, nesse bate-papo, aproveitamos também para trazer um pequeno spoiler do que o público pode esperar da apresentação no Norte do Estado. Vem ver!

O Festival Sabores de Boteco São Mateus é um convite à celebração da diversidade regional, ao legado e exaltação tanto da cultura quanto da gastronomia capixaba, além das experiências que vivemos através de eventos como esse. O que já tiveram a oportunidade de conhecer no Espírito Santo e o que mais gostariam de explorar por aqui?

Atitude 67: Já tivemos a alegria de passar pelo Espírito Santo algumas vezes, sempre com experiências muito marcantes, desde a recepção calorosa da galera até o contato com a culinária incrível. Mas ainda queremos explorar muito mais! Temos muita vontade de conhecer melhor as praias, provar mais pratos típicos e trocar ideia com a galera local pra sentir de perto essa cultura tão rica.

Conhecem algum artista ou som feito no nosso Estado?

A67: Claro! A gente tem muito respeito por artistas como Silva, que representa demais o Espírito Santo com sua musicalidade única. Também já ouvimos sons da galera do congo capixaba, que é uma expressão cultural muito forte e bonita. Tem muita riqueza musical por aí!

Um dos pilares do festival é valorizar a identidade do povo capixaba. Como artistas que percorrem tantos cantos do Brasil, como enxergam a importância de eventos que fortalecem as raízes culturais de cada região?

A67: A gente acredita que o Brasil é feito de muitos “Brasis”, e cada canto tem sua alma, sua história e seu jeito de celebrar a vida. Festivais como esse são fundamentais pra manter vivas as tradições, valorizar os artistas locais e criar pontes entre cultura, música e gastronomia. É isso que mantém a cultura pulsando!

A música de vocês carrega alegria, afeto e muita brasilidade. De que forma essa essência se conecta com a atmosfera do Espírito Santo e com a proposta de um festival que une cultura e sabores?

A67: Nossa música nasceu da mistura, da rua, do bar, do churrasco com os amigos. E quando a gente vê um festival que une cultura, sabores e alegria, sentimos que estamos no lugar certo. O Espírito Santo tem essa vibe acolhedora, de celebração, que se conecta muito com o que a gente acredita e vive no palco.

O público está em contagem regressiva para a apresentação de vocês no festival. O que estão preparando de especial para essa apresentação? Podemos esperar alguma surpresa no repertório?

A67: Pode ter certeza que estamos preparando um show especial! Vai ter aquele clima de roda de amigos, muita música pra cantar junto e, sim, algumas surpresas no repertório — músicas que a galera não espera, talvez até um momento mais acústico no meio do show… Quem colar vai sentir essa energia diferente que estamos preparando.

Grande parte dos artistas que se apresentam no ES dizem que a energia e a entrega dos capixabas são diferenciadas, ainda mais quando se trata de samba e pagode. Levando isso em consideração, se pudessem dedicar uma música de vocês ao público capixaba, qual seria?

A67: A gente dedicaria “Cerveja de Garrafa”, que tem a vibe de celebração, resenha boa, alegria que é a cara do Espírito Santo. Mas também tem “Saideira”, que fala desse momento de aproveitar a vida com quem se ama. Porém, também tem trabalho novo, músicas como “Uns 10” gravada com nosso amigo Dilsinho, “Mó Talento (Modo Turbo)”, gravada com Guilherme e Benuto. Difícil escolher só uma… então vamos entregar o repertório inteiro com carinho pra essa galera especial!

Depois desse convite, fica difícil resistir né?! Então #ficaadica: o Sabores de Boteco São Mateus acontece nesse feriadão, de 19 a 21 de junho, no Parador Internacional Guriri. E se você marcar presença por lá, marque o @ficaadicaes no instagram e compartilhe a sua experiência com a gente!

Festival Sabores de Boteco São Mateus

Quando: de 19 a 21 de junho

Horário: 19/06 – 16h | 20/06 – 18h | 21/06: 16h

Local: Parador Internacional Guriri (Avenida Esbertalina Barbosa Damiani – Guriri, São Mateus)

Informações: através do instagram @projetosabor.es

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Shows

Cantor e compositor Fabriccio apresenta o show ‘Vitória’ no Sesc Glória

Com apresentações nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro, o artista capixaba celebra suas raízes e influências em espetáculo imersivo que une MPB, ritmos afro-brasileiros e sonoridades contemporâneas

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O Centro Cultural Sesc Glória recebe o cantor, compositor e produtor musical Fabriccio para o show “Vitória”, no Teatro Virgínia Tamanini, nesta quinta e sexta, dias 22 e 23 de outubro. A apresentação promete um convite afetivo ao universo do álbum “Vitória”, lançado em 2024, celebrando a vivência do artista como capixaba e expoente da nova MPB. Com valores a partir de R$ 15, os ingressos já podem ser retirados na Plataforma Let’s Events, ou na Bilheteria do Sesc Glória.

O espetáculo traz a ilha e a capital capixaba como plano de fundo para narrativas sobre afeto, ancestralidade, memórias e inseguranças. Junto com o cantor Fabriccio, sobem ao palco Henrique Paoli (bateria e sampler), Bruno Chico (baixo), Jay San’t (guitarra), Jone BL (dj), e Vitor Lima (saxofone e flauta), criando uma mistura de timbres digitais e orgânicos, além de três participações especiais da cena local: Ada Koffi, André Prando e Borabaez.

Fabriccio. Foto de @jefdelgado

O repertório conta com o álbum na íntegra, com arranjos exclusivos para agregar a experiência ao vivo e a imersão do público na musicalidade, nas histórias compartilhadas nas letras, somadas com algumas músicas marcantes da trajetória do artista dos primeiros lançamentos até o álbum “Vitória”.

Sobre o artista

Natural de Vitória (ES), Fabriccio é cantautor (um músico que escreve, compõe e interpreta as próprias canções) e produtor de seus próprios projetos.  Sua trajetória alcançou projeção internacional desde o EP Desajeito (2012), cuja faixa “Feito Tamborim” integrou a coletânea britânica Amplificador: Música Brasileira “The 10’s generation”, ao lado de nomes como Curumin e Abayomi Orquestra. O álbum Selva também ganhou edição em CD no Japão pela Think Records.

Fabriccio participou de um tributo em vinil a Atrás do Pôr do Sol (1988), de Lazzo Matumbi, gravando a faixa-título em um projeto que reuniu Luedji Luna, Anelis Assumpção, Josyara e Larissa Luz. Também comanda o projeto Salve os Mestres, dedicado a referências como Jorge Ben, Gilberto Gil, Luiz Melodia e Djavan.

Em seu lançamento mais recente, o álbum Vitória, assinou a produção e contou com participações de Elisa Lucinda, Lino Krizz, Dow Raiz, Yan Cloud e Borabaez. Entre seus reconhecimentos estão Melhor Artista Solo no Prêmio da Música Capixaba de 2025, Destaque Vozes Negras em 2022 e Melhor Composição por “Grajaú Girl”, feat. DJ Will, em 2023.

Cena Musical | Fabriccio apresenta o show “Vitória”

Quando: 22 e 23 de outubro (quinta e sexta)
Horário: 20h
Local: Teatro Virgínia Tamanini – Centro Cultural Sesc Glória
Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória (ES)
Classificação Indicativa: Livre
Valores: Inteira R$ 30 | Meia R$ 15 | Conveniado R$ 19 | Trabalhador do Comércio R$ 15 | Comerciante R$ 3
Ingressos:
Quinta-feira (22): https://lets.events/e/cena-musical-fabriccio-apresenta-show-vitoria/
Sexta-feira (23): https://lets.events/e/cena-musical-fabriccio-apresenta-show-vitoria-2/

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Cultura

Carlos Fonseca estreia na prosa e lança novo livro em Iriri

“O Peso do Corpo” reúne 20 contos sobre memória, escolhas e ausência; lançamento será neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria

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Uma ausência, uma lembrança ou uma escolha podem pesar tanto quanto aquilo que o corpo carrega. Esses diferentes sentidos do peso percorrem os 20 contos de “O Peso do Corpo”, livro que o escritor capixaba Carlos Fonseca lança neste sábado (17), às 16h, na Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta. À frente do espaço, Elisa Quadros recebe o autor para o lançamento, que terá uma roda de conversa com Anellise Ramos e Saulo Ribeiro, escritor e editor da Cousa.

Publicado pela Editora Cousa, o livro explora memória, escolhas, ausência e tempo por meio de personagens marcados pelos conflitos e pelas possibilidades de redenção da existência humana. A profundidade psicológica e a construção de retratos humanizados conduzem as histórias.

Este é o sétimo livro de Fonseca e sua estreia na prosa após uma trajetória dedicada à poesia. Durante o lançamento, os leitores poderão conversar com o escritor sobre essa passagem entre gêneros literários e os temas da coletânea.

“Cada leitor chega com suas experiências e percebe coisas diferentes em uma história. O bate-papo abre espaço para compartilhar essas leituras e ouvir o autor sobre a construção do livro”, afirma Elisa Quadros.

Natural de São José do Calçado, no sul do Espírito Santo, Carlos Fonseca é membro da Academia Espírito-santense de Letras, professor e juiz federal do trabalho. Tem crônicas e ensaios publicados em jornais e revistas, além de poemas selecionados em antologias no Brasil e em Portugal. É mestre em Direito e especialista em Comunicação Jurídica.

Lançamento de “O Peso do Corpo”, de Carlos Fonseca, com roda de conversa

Participantes: Carlos Fonseca, Anellise Ramos e Saulo Ribeiro

Quando: sábado, 17 de outubro, às 16h

Local: Lúcia Livraria, em Iriri, Anchieta

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Cultura

Médico e escritor lança romance de ficção em novembro

A Irmandade do Ódio, novo romance de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória

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O que acontece quando a inveja toma o lugar da fraternidade e antigas mágoas se transformam em perseguição? Essa é uma das questões que conduzem A Irmandade do Ódio, novo romance  de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, que será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória. Este é o terceiro livro publicado pelo autor em 2026.

Editada pela Namíbia Editora, a obra constrói uma trama de ficção em torno de conflitos pessoais, relações familiares, disputas institucionais e jogos de poder. Na história, o protagonista Avicena, médico e escritor, passa a enfrentar situações que colocam em xeque os valores de amizade, liberdade e fraternidade que deveriam orientar a instituição da qual faz parte.

A trajetória dos personagens mostra como rivalidades podem crescer, alimentadas pelo ressentimento e pela dificuldade de aceitar as conquistas alheias. Nécio, personagem que se deixa conduzir pelo ressentimento e pela inveja, tem papel central nos conflitos da trama. Suas atitudes levam as divergências com Avicena para além do campo pessoal, desencadeando perseguições e disputas que atingem diferentes áreas da vida do protagonista.

O romance também acompanha uma investigação criminal, mas vai além do mistério para explorar as motivações e as consequências das escolhas de cada personagem.

A Ordem dos Templários, organização religiosa e militar criada na Idade Média para proteger peregrinos cristãos que viajavam a Jerusalém, é uma das referências presentes na narrativa. No romance, porém, a ordem faz parte do universo ficcional construído pelo autor, assim como os conflitos e acontecimentos apresentados. A referência contribui para explorar uma das questões centrais da obra: a contradição entre os ideais de fraternidade e os comportamentos de personagens movidos pela inveja, pelo ressentimento e pela disputa de poder.

A literatura também ocupa lugar na trama. Avicena utiliza o pseudônimo Marcos André, e um livro escrito por ele se torna alvo de tentativas de censura. A frase “Não leiam o livro de Marcos André”, que chegou a dar título à obra, permanece na história como uma provocação sobre o controle da palavra e a liberdade de expressão.

Reflexão sobre o perdão

Outro eixo do romance é a relação entre irmãos, evocada também pela história bíblica de Caim e Abel. A referência contribui para discutir a inveja, a rivalidade e a transformação de vínculos de proximidade em relações de confronto.

Apesar dos crimes e das perseguições que movimentam a narrativa, o autor conduz a história para uma reflexão sobre o perdão. Em vez de tratar o tema como esquecimento ou absolvição automática, a obra aborda a possibilidade de seguir em frente sem permitir que as experiências de violência determinem toda a vida de quem as sofreu.

Médico e escritor

Além da carreira na medicina, Marcos André Malta Dantas construiu uma trajetória na literatura. Formado em Medicina pela Emescam, é especialista em Clínica Médica e Nutrologia, com formação também em Educação Física, Filosofia, Teologia, História e Letras. Ao longo da carreira, presidiu a Academia Maçônica de Letras e a Associação Médica Brasileira de Ortomolecular (AMBO).

Autor de “O Homem que Virou Post”, “O Tempo que Me Habita”, “Eu, Você e as Vitaminas”, “História e Historiografia da Academia Maçônica de Letras” e do romance “O Silêncio Depois do Canto”, Marcos André transita entre a ficção e a não ficção, explorando temas ligados ao comportamento humano, à memória, à filosofia e à saúde.

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