Artista representada pela Matias Brotas, carioca Adrianna EU expõe trabalho inédito em shopping de São Paulo
Com curadoria de Marcello Dantas, a exposição ‘Laços’ foi criada pela artista para a celebração dos 25 anos do Pátio Higienópolis. Com 40 milhões de metros de fios de linha, esta é a maior instalação criada por Adrianna e abre para visitação gratuita no dia 1º de agosto
Uma analogia aos caminhos da vida – com seus desvios, retas, curvas -, aos encontros que se entrelaçam, às conexões de afeto que se formam, representados por 40 milhões de metros de linha vermelha. A partir desta quarta, dia 24 de julho, a artista carioca Adrianna Eu, representada pela galeria Matias Brotas, inicia a montagem da exposição Laços, trabalho inédito que será exposto no vão central do Pátio Higienópolis, em São Paulo, em comemoração aos 25 anos do shopping.
Adrianna EU assina a exposição Laços no Pátio Higienópolis. Foto: Divulgação
E será aos olhos do público, com performance aberta nos dias 24 e 25 de julho, que a artista plástica vai começar a tecer, conectar, integrar e enlaçar esse marco inédito em sua carreira, desenrolando cerca de 20 mil carretéis a partir da abóbada de vidro no topo do Pátio Higienópolis, a 44 metros de altura. A exposição Laços – que demanda uma estrutura de cerca de 3 toneladas – é construída pela própria Adrianna e estará pronta para ser contemplada pelos visitantes a partir do dia 1º de agosto, com visitação gratuita.
Por trás do expressivo número de 40 milhões de linha vermelha, um significado. “É a extensão da linha imaginária do Equador, que ‘abraça’ o planeta”, revela Adrianna. A artista garante ainda que, ao visitar a exposição, o público será convidado a apreciar seus diferentes aspectos, sob diferentes ângulos, e refletir sobre os diferentes caminhos do emaranhado de fios.
“Laços celebra os 25 anos do Pátio Higienópolis, como um lugar de encontros, de criação de memórias de diferentes gerações. O espaço da exposição estimula esses encontros e momentos de reflexão e conexão, diz o curador Marcello Dantas.
A Exposição
Do topo dos mais de 40 metros de altura do vão central do shopping, vão pender os quilômetros de linhas, que se desenrolam a partir de cones gigantes. No piso, pufes em forma de grandes novelos de lã e poltronas giratórias que lembram os carretéis de antigas máquinas de costura. Todos os fios são de vermelho vivo (“vermelho corre em minhas linhas porque corre em minhas veias”), que podem ganhar novas nuances ao longo do dia conforme as alterações da luz natural do espaço.
A artista Adrianna Eu
Carioca, que há cerca de 5 anos mora e trabalha em São Paulo. Adrianna É formada pela Escola de Artes Visuais EAV – Parque Lage (RJ) e adotou Adrianna Eu, como um nome-trabalho, que a representa e que pode “provocar sentimento de reflexão”. Em seu portfólio, exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais. Dentre suas principais exposições individuais estão, O mergulho de Narciso (2015 -Galeria Luciana Caravello Arte Contemporânea), O mais profundo pensamento é um coração batendo (2014 – Casa Porto); Trabalhos recentes (2005 -Paço Imperial – todas no Rio de Janeiro). Dentre suas exposições coletivas, Aquilo que nos une (2017- Caixa Cultural, em São Paulo); In Memoriam ( Caixa Cultural, Rio de Janeiro). Desde 2015, utiliza linhas vermelhas como tema de suas obras.
O curador Marcello Dantas
Premiado curador com ampla atividade no Brasil e no exterior, nos últimos anos, Marcello participou da concepção de diversos museus, como o Museu da Língua Portuguesa e a Japan House, em São Paulo; Museu da Natureza, na Serra da Capivara, Piauí; Museu da Cidade de Manaus; Museu da Gente Sergipana, em Aracaju; Museu do Caribe e o Museu do Carnaval, em Barranquilla, Colômbia. Foi também diretor artístico do Pavilhão do Brasil na Expo Shanghai 2010, do Pavilhão do Brasil na Rio+20, da Estação Pelé, em Berlim, na Copa do Mundo de 2006, além de curador da Bienal do Mercosul (2022, Porto Alegre). Atualmente, é curador do SFER IK Museo em Tulum, no México, e membro do conselho de várias instituições internacionais.
Serviço:
“Laços” – Exposição inédita da artista carioca Adrianna Eu – 25 anos do Pátio Higienópolis
Diante da forte adesão do público e da alta demanda por visitas, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, anunciou a prorrogação da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” por mais um mês no Palácio Anchieta, em Vitória. A decisão atende a uma recomendação técnica do próprio espaço cultural, que registra filas de espera para visitas guiadas e procura crescente desde a abertura, em 25 de fevereiro de 2026. Com a extensão, a mostra seguirá em cartaz até 17 de maio de 2026.
A prorrogação ocorre em um cenário de resultados expressivos. Até o momento, a exposição já recebeu mais de 29 mil visitantes. Além disso, mobilizou o público escolar, com uma centena de instituições atendidas, envolvendo estudantes e professores, enquanto outras milhares de pessoas participaram de ações educativas, como oficinas. Ainda assim, a procura segue superior à capacidade atual: há dezenas de instituições na lista de espera, somando cerca de 800 alunos e 80 professores aguardando agendamento.
Para o governador Ricardo Ferraço, a decisão reforça o compromisso do Estado com a democratização da cultura. “A resposta do público foi extraordinária. Estamos falando de milhares de visitantes, de escolas mobilizadas e de uma experiência que conecta o Espírito Santo a um circuito internacional de arte. Prorrogar essa exposição é garantir que mais capixabas tenham acesso a uma obra de valor histórico e artístico incomparável”, destaca.
Antes de chegar ao Espírito Santo, a mostra passou por Rio de Janeiro e Belo Horizonte, somando mais de 120 mil visitantes nas duas capitais. Ela reúne 69 gravuras originais de Rembrandt van Rijn (1606–1669), um dos maiores nomes da história da arte e referência da chamada Era de Ouro holandesa. Reconhecido pelo domínio do claro-escuro, técnica que explora o contraste entre luz e sombra, o artista influenciou gerações e movimentos, do Impressionismo ao cinema contemporâneo. Sua produção percorre temas religiosos, cenas do cotidiano e autorretratos, sempre marcada por profundidade psicológica e olhar humanista.
Além do impacto artístico, a exposição também se destaca pelo caráter educativo. A atividade de isogravura, oferecida como parte da mediação, permite ao público experimentar técnicas relacionadas ao processo criativo de Rembrandt, tornando a experiência mais acessível e participativa. O público tem acesso a lupas para observar traços minuciosos das gravuras, além de ambiente imersivo que amplia imagens e recria efeitos de claro-escuro característicos do artista. A estrutura inclui recursos de acessibilidade, como sala sensorial, peças táteis, audioguia, braile e Libras.
Embora o humor corra nas veias de Bruno Mazzeo e Lucio Mauro Filho, carregar o DNA de dois ícones da comédia brasileira e ainda seguir a mesma profissão não é algo trivial. Esse é o fio condutor do espetáculo “Gostava mais dos pais”, que desembarca em Vitória para apenas três apresentações no Teatro Universitário da UFES, nos dias 10, 11 e 12 de abril. Os ingressos estão à venda com valor a partir de R$ 30 (meia/mezanino).
Com mais de 85 mil expectadores em São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Belém, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis e Salvador, o espetáculo lotou todos os teatros por onde passou. Na peça, os atores celebram a amizade de longa data e as dores e delícias de sucederem a Chico Anysio (1931 – 2012) e Lucio Mauro (1927 – 2019). Além da divertida homenagem a Chico Anysio e Lucio Mauro, o espetáculo propõe uma reflexão bem-humorada sobre a adaptação à era digital e a preservação da identidade diante da pressão da herança paterna.
“Esse espetáculo é, antes de tudo, a celebração da grande amizade que nossos pais passaram para nós. Nossas trajetórias se entrelaçaram por conta própria, repetindo uma feliz parceria deles, mas do nosso jeito, no nosso tempo”, resume Lucio. “Na peça nós os usamos para falar sobre a passagem do tempo e a tentativa de entender o nosso lugar nesse mundo novo”, completa Bruno.
O embrião do projeto nasceu antes da pandemia, quando estavam em turnê com “5x Comédia”, espetáculo que rodou o país. Debora Lamm foi convidada para assinar a direção, enquanto Aloísio de Abreu e Rosana Ferrão respondem pelo texto, escrito a partir de questionamentos levantados pela dupla de protagonistas.
Os atores interpretam cerca de dez personagens e várias versões de si mesmos numa série de esquetes que entrecruzam as suas histórias de vida com temas contemporâneos, como as barreiras impostas ao humor e a dificuldade de encontrar os seus lugares na era digital, a cultura do cancelamento, a instantaneidade das viralizações e as fake news.
“Uma das finalidades do humor é fazer as pessoas olharem para coisas que estão acontecendo na sociedade sob outra perspectiva. E a nossa peça faz uma reflexão sobre a linha tênue que define os limites da comédia e da nossa responsabilidade de estar em sintonia com o nosso tempo. O humor também envelhece”, pondera Lucio. “Rir de si mesmo é humor esperto. Numa mistura de autoficção e variados personagens, os meninos fazem um divertido panorama de suas próprias trajetórias, abraçam a crise da maturidade em meio ao declínio do patriarcado e, simultaneamente, emocionam ao falarem da importância da amizade e parceria que perpassam os anos”, observa Debora Lamm.
“É uma reflexão também sobre o desejo de não remar contra a maré e ao mesmo tempo entender os novos tempos. Ou seja, nós não somos youtubers, nós não sabemos fazer um TikTok. Então, o que a gente faz? Será que ainda vai ter espaço para o que a gente sabe fazer”, questiona Bruno. “Enxergar o novo é a chave. E também buscar um equilíbrio entre a bagagem que acumulamos e podemos oferecer aos projetos, sempre mantendo as portas abertas para as novidades”, complementa Lucio.
O título faz alusão a uma situação que os atores vivenciaram inúmeras vezes quando interpelados na rua. Ela tece mil elogios, mas finaliza o encontro com a frase: “Gostava mais do seu pai”. Ainda assim, nenhum dos dois se furta em fazer piada dessa “herança”. Uma das cenas brinca com o aposto “filho do Chico Anysio”, frequentemente associado a Bruno em entrevistas na TV, enquanto o minimalista e sofisticado cenário concebido por Daniela Thomas exibe uma sequência de imagens de arquivo que ilustram o episódio. Lucio, por sua vez, diverte-se com o fato de que não consegue escapar de seu próprio sobrenome.
Espetáculo ‘Gostava Mais dos Pais’ com Lucio Mauro Filho e Bruno Mazzeo
Quando: 10, 11 e 12 de abril
Horários: Sexta e sábado, às 20h, Domingo, às 17h
Local: Teatro Universitário da UFES (Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória)
Classificação etária: 14 anos. Entrada e permanência de crianças/adolescentes menores de 16 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis.
Venda sem taxa: presencial no Teatro Universitário da UFES, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h, e nos dias de espetáculo (sábados e domingo) a partir das 15h
Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco desembarcam em Vitória pela primeira vez, com o espetáculo “Agora É Que São Elas!”, comédia de esquetes escrita e dirigida por Fábio Porchat, sucesso pelo Brasil e Europa. A montagem será apresentada entre os dias 24 a 26 de abril, no Teatro Universitário da UFES, com sessões na sexta e sábado, às 20h, e no domingo, às 17h.
Os ingressos estão à venda no Sympla.com.br e na bilheteria do Teatro Universitário da UFES, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h, e nos dias de espetáculo (sábados e domingo) a partir das 15h.
“É um humor de identificação. As pessoas se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém que se parece com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente vive. Um comentário que achei divertido”, explica Fábio Porchat.
Na época em que escreveu parte dos textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do saudoso colega Paulo Gustavo.
“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola pro meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.
Entre os esquetes apresentados está “Superstição”, que mostra o reencontro de duas amigas que não se viam há anos — uma extremamente supersticiosa e a outra totalmente cética — interpretadas por Maria Clara Gueiros e Júlia Rabello. Em “Selfie”, Priscila Castello Branco e Maria Clara vivem uma situação desconfortável quando um fã aborda uma atriz famosa em um restaurante e, enquanto tenta tirar uma foto, passa a listar defeitos da artista que diz admirar. Já o esquete mais recente, “Meu Bebê”, traz Júlia e Priscila como um casal que compara obsessivamente o próprio filho de oito meses com os filhos das amigas, morrendo de medo que o bebê não seja o mais inteligente de todos.
Diferentes gerações da comédia no mesmo palco
O espetáculo reúne três atrizes de gerações distintas da comédia brasileira, que despontaram para o público em diferentes plataformas. A carioca Maria Clara Gueiros, bailarina de formação, estreou no teatro em 1987 e ganhou popularidade nacional no humorístico Zorra Total. Também carioca, Júlia Rabello se tornou conhecida como um dos principais nomes do Porta dos Fundos e participou de novelas como A Regra do Jogo e Rock Story. Já a paulistana Priscila Castello Branco transitou pelo drama no teatro e por novelas da TV Globo, mas se consolidou no stand-up, com destaque para o solo Tô Quase Lá.
A primeira temporada do espetáculo foi um grande sucesso de público. A peça estreou com casa cheia no Festival de Curitiba, em março de 2024, lotou por quatro meses o Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro — com sessões extras aos sábados — e ainda passou por temporada com ingressos esgotados em Niterói.
Foto de Yan Carpenter
Para Porchat, o sucesso da montagem está diretamente ligado ao trabalho coletivo. “A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes no palco, que dominam e têm consciência do potencial delas. Um texto de comédia só funciona quando é feito por comediantes que acreditam nele. Essas mulheres melhoram o meu texto e as piadas, e eu acho isso incrível”, destaca.
A relação de Júlia Rabello com a peça também atravessa duas décadas. “Quando ele me convidou anos atrás para produzir a peça, eu jamais imaginaria que hoje ele seria o idealizador, diretor e produtor, me chamando para atuar. São voltas muito interessantes que a vida dá. Ouvi esses textos pela primeira vez há 20 anos. Agora, fazer parte como atriz é uma grande responsabilidade”, conta.
Rapidez e precisão de timing são essenciais para o humor funcionar, segundo Júlia. “Colocamos toda a nossa energia em manter esse ritmo muito afiado”, afirma.
Para Maria Clara Gueiros, o texto é o grande motor do espetáculo. “Eles são engraçadíssimos e vão ficando ainda melhores à medida que a gente se apropria deles. O texto já é tão bem escrito que o desafio é só dar musicalidade e vida aos personagens”, diz.
Priscila Castello Branco destaca o desafio técnico da montagem. “Não usamos figurino de caracterização nem troca de roupa. A virada de personagem acontece em cena. O teatro é vivo, e a improvisação nasce da reação da plateia. É uma delícia viver isso com minhas companheiras”, afirma.
Espetáculo “Agora É Que São Elas!” comJúlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco
Quando: 24, 25 e 26 de abril
Horários: Sexta e sábado, às 20h, Domingo, às 17h
Local: Teatro Universitário da UFES (Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória)
Venda sem taxa: presencial no Teatro Universitário da UFES, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h, e nos dias de espetáculo (sábados e domingo) a partir das 15h