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Exposição “A Era da Imagem Analógica” tem câmera escura gigante e objetos interativos no Sesc Glória

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Já imaginou “entrar” em uma câmera fotográfica? Conhecer por dentro como a mágica do registro da luz acontece, ou melhor: a ciência da câmera escura! Isso é possível na exposição “A Era da Imagem Analógica”, no Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, aberta até o dia 24 de janeiro de 2025.

A mostra convida os participantes a conhecerem a história da fotografia de forma interativa, com objetos, equipamentos pré-fotográficos e instalações que mesclam luz, olhar, tecnologia, curiosidade e fantasia. A visitação é gratuita e livre para todas as idades, aberta de quarta a sábado, das 10h às 20h, no Sesc Glória.

Segundo o curador da exposição, Paulo de Barros, o objetivo é que o público compreenda como a câmera escura contribuiu para a alfabetização em novas linguagens universais, como a fotografia e o cinema.

Uma câmera gigante foi instalada no Centro Cultural Sesc Glória para que o público tenha a oportunidade de ingressar no seu interior e, a partir dessa experiência, entender o fenômeno físico que permite a existência da fotografia. A recomendação é que esse espaço seja visitado durante o dia, até às 17 horas, pois depende da luz natural para fazer a “magia” acontecer.

Desde as cavernas, o ser humano tem testemunhado o fenômeno da formação da imagem com base no princípio físico da propagação retilínea da luz, que transformou a própria caverna em uma câmera escura, fato que deve ter surpreendido e assombrado nossos antepassados, com projeções de imagens misteriosas de um mundo exterior cheio de luz e cor. 

Dentro da câmera gigante, é possível experimentar a percepção que a imagem formada na parede provocou em cientistas, artistas e filósofos, historicamente. 

O segundo espaço da mostra é de outro antecessor da fotografia: o retrato de silhueta. Os visitantes podem conhecer e interagir com instrumentos de produção de retratos utilizados no século XVIII, especialmente a partir dos anos de 1760. 

O terceiro espaço traz para o público a oportunidade de usar uma “câmara lúcida” para a produção de imagens. Esse aparato foi inventado em 1806, pelo cientista inglês William Hyde Wollaston.

O quarto espaço é dedicado à fotografia estereoscópica e ao formato carte de visite. Na mostra, são expostos diferentes modelos de visores e fotografias estereoscópicas originais do final do século XIX e início do século XX. O público terá a experiência de visualizar imagens em 3D, utilizando réplicas de visores antigos.

No quinto e último espaço da mostra, os visitantes terão a rara oportunidade de conhecer, a partir de imagens originais, a diversidade dos processos fotográficos – negativos e positivos – utilizados ao longo da história da fotografia, com os seus variados suportes: metal, vidro, papel, plástico, entre outros.

Por fim, os visitantes são convidados a conhecer também a exposição “Memória Fotográfica da Baía de Vitória”, que reúne 120 imagens históricas expostas pela primeira vez no Espírito Santo, entre desenhos e fotografias, fruto de intensa pesquisa do curador, Paulo de Barros, e da colaboração de importantes instituições públicas e privadas do Brasil.

Exposição “A era da Imagem Analógica” com curadoria de Paulo de Barros 

Local: Centro Cultural Sesc Glória (Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória

Período: até 24 de janeiro de 2025 

Visitação:  de quarta a sábado, das 10h às 20h 

Entrada gratuita / Classificação livre 

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Cultura

Sesc Guarapari recebe a exposição “Você Já Escutou a Terra?”, encerrando itinerância no Espírito Santo

Mostra com curadoria de Ailton Krenak e Karen Worcman, chega à Cidade Saúde nesta terça-feira, dia 18 de agosto, com entrada gratuita, e completa percurso que passou por Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim

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Com curadoria do líder indígena Ailton Krenak e da fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, a exposição “Você Já Escutou a Terra?” propõe um olhar sobre a emergência climática a partir de saberes tradicionais, histórias de vida e modos de viver em comunidade. Em vez de falar apenas sobre os desafios ambientais, a mostra convida o público a escutar diferentes formas de se relacionar com a terra e com a natureza. E nesta terça-feira, dia 18 de agosto, ela chega ao Sesc Guarapari.

A visitação estará aberta de 19 de agosto a 26 de setembro, de terça a quinta-feira, das 9h às 19h; sexta-feira, das 9h às 20h; e aos sábados, das 12h às 20h. A classificação é livre e a entrada é gratuita. Os ingressos podem ser retirados aqui. Para grupos e escolas, é necessário realizar o agendamento neste link.

A itinerância da mostra começou em Praia Formosa, em Aracruz, passou por Cachoeiro de Itapemirim e agora chega a Guarapari, onde completa seu percurso pelo território capixaba.

“Levar esta exposição a Guarapari, um dos principais destinos turísticos do Estado, é também uma forma de aproximar a cultura dos diferentes públicos que vivem e circulam pelo município. A itinerância traduz um propósito que está no centro da atuação do Sesc: fazer com que a arte esteja presente em diferentes territórios, criando oportunidades de encontro, reflexão e formação de público. Neste ano em que celebramos 80 anos de história, chegar a Guarapari com uma exposição que dialoga com a relação entre as pessoas e a natureza que nos cerca e constitui, reafirma a nossa missão de contribuir para um Espírito Santo cada vez mais conectado com a cultura e com a diversidade de seus territórios”, explica o diretor de Programas Sociais do Sesc-ES, Romulo Gomes.

A mostra integra a programação “Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas”, do Museu, projeto que propõe uma reflexão sobre as relações entre memória, humanidade e o planeta em tempos de desafios ambientais.

Segundo a curadora da exposição e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, a mostra foi desenhada para provocar uma mudança de perspectiva. “Construída a partir do conceito de biocentrismo, ela propõe uma reflexão sobre a necessidade de deslocar o ser humano do centro das atenções e reconhecer a conexão entre todas as formas de vida, os territórios e as memórias que compartilhamos”, pontua.

Por dentro da exposição

A exposição é composta por quatro módulos que convidam à escuta e à sensibilização. Na Cabine Manto, os visitantes respondem à pergunta “Você Já Escutou a Terra?”, transformando experiências individuais em reflexão coletiva. Em O Manto, uma grande instalação produzida com resíduos e tecidos de diferentes regiões do Brasil simboliza interdependência, reaproveitamento e conexão entre pessoas e territórios.

Já em Rios de Memória, narrativas registradas nos seis biomas brasileiros apresentam histórias de resistência, pertencimento e modos de vida ligados à preservação ambiental. O percurso se completa com Fala Museu, espaço que revela o processo de escuta e registro dessas histórias, destacando a memória e a cultura como ferramentas de mobilização social.

Com instalações interativas, registros audiovisuais e histórias coletadas em diferentes regiões do país, a mostra valoriza saberes populares, memórias coletivas e experiências de resistência, reforçando a cultura como ferramenta de conscientização e mobilização social diante da emergência climática.

A exposição do Museu da Pessoa chega ao Espírito Santo após temporada em Belém, onde estreou durante a COP30 e recebeu mais de 14 mil visitantes. A versão digital da mostra, disponível gratuitamente online, já soma mais de 310 mil acessos e está disponível em http://escuteaterra.museudapessoa.org.

Exposição “Você Já Escutou a Terra?” no Sesc Guarapari

Abertura: 18 de agosto (terça-feira), às 19h
Visitação: 19 de agosto a 26 de setembro | Terça a quinta-feira:  9h às 19h | Sexta-feira: 9h às 20h | Sábado: 12h às 20h
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
Ingressos: lets.events/organizer/sescgloria ou no local
Agendamento de grupos e escolas: eagenda.com.br/sescculturaes
Endereço: Sesc Guarapari | Av. João Ricardo Haddad, 1760 – Lagoa Funda, Guarapari

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Cultura

“Entre Tempo e Coisas”: Rosana Paste celebra 40 anos de produção artística com exposição inédita no MAES

Com curadoria de Agnaldo Farias, mostra – que entra em cartaz no dia 18 de agosto – reúne trabalhos inéditos da artista e transforma o museu em um espaço de reflexão sobre tempo, memória, matéria e território

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Quatro décadas depois de iniciar sua produção artística, Rosana Paste retorna ao Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) com a exposição Entre Tempo e Coisas, em cartaz de 18 de agosto a 18 de outubro. Com curadoria de Agnaldo Farias e entrada gratuita, a mostra reúne um conjunto majoritariamente inédito de obras que sintetiza a pesquisa desenvolvida desde os anos 1980 e reafirma sua contribuição para a arte contemporânea brasileira. A abertura acontece na próxima terça-feira, dia 18, com visita mediada pelo curador.

Entre Tempo e Coisas é resultado de uma investigação poética que acompanha Rosana desde o início de sua carreira, quando ingressou no curso de Artes e participou do 1º Salão Capixaba de Artes Plásticas. Professora do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 1994, define sua atuação como a de uma “artista-professora”, em que criação e docência se alimentam mutuamente. A troca com os estudantes mantém vivo o desejo de experimentar e reforça a ideia de um espaço permanente de escuta, inquietação e construção coletiva.

 “‘Entre’ é um lugar muito especial. Não é um lugar nem outro; talvez seja um não lugar, ou um lugar tão subjetivo que não se define, apenas se sente. O tempo é inexorável, transmuta, muda, modifica e deixa suas marcas. Já as coisas carregam nossas escolhas, nossas memórias e até traços dos nossos ancestrais. Vivemos, todos nós, entre tempos e coisas na nossa vida cotidiana”, afirma.

O processo criativo de Rosana Paste atravessa diferentes materialidades. Foto Jocimar Nalesco

Escultura, materialidade e projeto educativo

Reconhecida como uma das principais escultoras brasileiras, Rosana Paste construiu uma produção marcada pela experimentação e pela liberdade de linguagem. Sua pesquisa transita entre o chumbo, o bronze, o inox, a fotografia, a performance e outras materialidades, sempre em busca do suporte mais potente para cada investigação. Em um campo historicamente associado ao universo masculino, fez da relação com a matéria e da coragem de experimentar elementos centrais de sua identidade.

“O fio condutor sou eu, meus pensamentos e a liberdade de encontrar, em cada trabalho, o material mais conveniente para aquilo que quero fazer. Sou de uma geração formada pelo hibridismo. Fiz performance, teatro, cinema, mosaico, fotografia e vídeo. Desde cedo entendi que a tridimensionalidade seria meu porto seguro. Na minha pesquisa, o maior desafio sempre foi a materialidade. Tudo é pesado, grande, exige força, roupas de proteção e espaço para produzir. Esse universo sempre foi atribuído aos homens. Mas nasci na roça e adorava estar com meu pai nesse ambiente de construir, plantar e transformar. Acho que foi ali que comecei a ser escultora. Gosto do desafio de transformar a matéria”, explica.                 

Na mostra, o Espírito Santo surge como território simbólico e afetivo. Manguezais, arquitetura, memória, meio ambiente e pertencimento atravessam as obras sem oferecer respostas prontas. Em vez disso, convidam o público a construir suas próprias leituras. “Como você está vivendo? Que legado espera deixar para quem vem depois de você? Você conhece seu corpo? Tem escutado seus desejos? Você sabe que árvore chora? Você sabe que formiga sente dor?” São essas inquietações que Rosana espera despertar nos visitantes.

O projeto educativo, desenvolvido por Adriana Magro, amplia essa experiência ao promover encontros com professores, estudantes e visitantes de diferentes idades, fortalecendo o papel do museu como espaço de formação e diálogo. Para Rosana, a arte acontece justamente quando permanece aberta ao outro.

“Gostaria que cada pessoa saísse da exposição com uma experiência singular. Que fosse múltipla. Não trabalho com o figurativo justamente porque acredito que as obras precisam permanecer abertas para serem degustadas. Não existe apenas uma interpretação. Existe o encontro entre a obra e quem a vê. E talvez o melhor lugar desse encontro seja justamente a delícia do vazio”, conclui.

Exposição ‘Entre Tempo e Coisas’, de Rosana Paste
Local:
 Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) Av. Jerônimo Monteiro, 631 – Centro, Vitória.
Curadoria: Agnaldo Farias
Período da exposição: 18 de agosto a 18 de outubro de 2026
Abertura e visita mediada com o curador: 18 de agosto de 2026
Entrada gratuita

Fotos: Jocimar Nalesco

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Cultura

Em setembro: humorista Raphael Ghanem apresenta “A Carne só cai no prato do Vegano” na Serra

Fenômeno de público nas redes sociais, comediante fará duas apresentações no Steffen Centro de Eventos, no dia 22 de setembro

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O espetáculo interativo “A Carne só cai no prato do Vegano”, protagonizado pelo humorista carioca Raphael Ghanem, será apresentado em sessão dupla no Espírito Santo, no dia 22 de setembro. As sessões acontecem às 19h e às 21h30, no Steffen Centro de Eventos, na Serra.

A apresentação, que mistura comédia e dinâmica de talk show, possui 90 minutos de duração e se diferencia do stand-up convencional por ter 90% da sua estrutura fundamentada na interação direta com a plateia. Sem roteiro fixo para os diálogos, o artista conduz entrevistas ao vivo e jogos de improviso, transformando o público no protagonista da noite. O título da montagem ironiza o ditado popular sobre oportunidades desperdiçadas, aplicando o conceito a histórias de relacionamentos, vida de solteiro e intimidades reveladas pelos próprios espectadores.

A passagem do show pelo Estado ocorre em um momento de consolidação na carreira do humorista, que ultrapassa 10,3 milhões de seguidores no Instagram e acumula turnês esgotadas na Europa e na Austrália. Antes de viralizar com os trechos de improviso na internet, Ghanem construiu trajetória na dramaturgia, integrando produções da TV Globo como A Lei do Amor, Malhação, Verão 90 e Verdades Secretas, além do humorístico 220 Volts com Paulo Gustavo.

Para o empresário Ildo Steffen, trazer o comediante para o Steffen Centro de Eventos reforça o compromisso da casa de abrir espaço para os maiores fenômenos da cultura e do entretenimento nacional. “O público capixaba consome muita comédia de qualidade, e o formato interativo dele, que dita tendências nas redes sociais, entrega exatamente a experiência de alto impacto que buscamos oferecer em nossa casa”, afirma.

Raphael Ghanem apresenta “A Carne só cai no prato do Vegano”

Quando: 22 de setembro (Terça-feira)

Horários: 19h e 21h30

Local: Steffen Centro de Eventos – ROD, ES-010, KM 4, Jardim Limoeiro – ES

Ingressos: A partir de R$ 80

Vendas: https://olhaoingresso.com.br/raphaelghanem-serra-es.html

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