Matias Brotas estreia na ArPa 2024 reunindo obras inéditas de três artistas do circuito nacional e internacional da arte contemporânea
Comemorando 18 anos, a galeria capixaba participa pela primeira vez da feira, que acontece de 26 a 30 de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, com obras dos artistas José Bechara, Arthur Arnold e Adrianna EU, com curadoria de Agnaldo Farias
A galeria Matias Brotas estreia na ArPa, um dos eventos mais aguardados do cenário artístico brasileiro, conectando artistas, galerias e colecionadores em um ambiente que celebra a pluralidade e excelência da arte contemporânea de forma multifacetada, e que acontece de 26 a 30 de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
A participação da galeria no evento marca um importante momento de celebração dos 18 anos da Matias Brotas. Momento esse em que a galeria se expande cada vez mais no mercado nacional, já que hoje tem 40% do seu faturamento vindo de outros estados. “Cientes da necessidade de ampliação territorial e da importância de apresentar nosso trabalho para além do Espírito Santo, estaremos mais uma vez participando de uma grande feira, dessa vez pela primeira vez marcando presença na ArPa – uma feira de arte múltipla, participativa e plural, que além de ser uma plataforma única para conectar artistas e galerias com colecionadores, desempenha um papel fundamental no fortalecimento e expansão do movimento artístico no Brasil, tendo sido reconhecida como um epicentro de descobertas artísticas.”, explica Lara Brotas, co-fundadora e diretora de projetos da Matias Brotas.
Em sua 3ª edição, a ArPa tem uma proposta curatorial expográfica diferenciada, criando espaços para pensar a experiência no estande. Por isso, com curadoria do crítico de arte Agnaldo Farias, a Matias Brotas apresentará obras dos artistas Adrianna Eu, Arthur Arnould e José Bechara, artistas brasileiros representados pela galeria que circulam pelo cenário nacional e internacional da arte contemporânea. Como disse Agnaldo: “São três artistas, três vozes, três maneiras de abordar o mundo”.
Um dos destaques no estande será uma obra exclusiva do artista José Bechara, uma parceria inédita da Matias Brotas com a Brasigan, empresa capixaba referência em rochas. O artista apresenta uma escultura inédita pautada na instabilidade, um paralelepípedo de mármore branco de bordas ásperas com uma semiesfera escavada na sua face superior, ao lado de uma esfera da mesma matéria cujo diâmetro é levemente maior, ou seja, não se encaixa onde talvez ela poderia repousar. “O que me projetou na direção desse trabalho era essa ideia das impossibilidades de todos, que a gente tem que lidar no dia a dia da vida. Essa oscilação entre o que dá certo e o que dá errado, entre o que se completa e o que não se completará nunca. Isso que a obra contém”, explica Bechara.
Arthur Arnold – Sábado à Tarde, 2024 – ArPa – Estande Matias BrotasJosé Bechara – série “Dancing in my Room”, 2022 – ArPa – Estande Matias BrotasADRIANNA EU – 35cm de tempo, 2024 – ArPa 2024 – Estande Matias BrotasAdrianna EU – As inúteis, 2015 – ArPa 2024 – Estande Matias BrotasArthur Arnold – Ceia de memórias cristalizadas, 2024 – ArPa – Estande Matias Brotas
Uma curadoria de obras da artista carioca Adrianna EU também promete emocionar e aguçar os olhares e reflexões de quem visitar o estande da Matias Brotas. Adrianna ficou conhecida pelo uso de linhas, sanguíneas, emaranhadas em rolos mais ou menos embaraçados, em alguns casos estiradas e pendendo do furo de agulhas, de pequenas a agigantadas.
Segundo o curador Agnaldo Farias, o foco do trabalho da artista recai sobre as artes visuais e o leitor deve ter em mente que ela trafega pela literatura com igual desenvoltura. “Será preciso ressaltar a alusão ao cordão umbilical, à conexão mantida entre a mãe e o feto, quando este está colado e depois encaixado no calor do útero, casa primeira com suas paredes de carne e sangue? E o que dizer da costura, desse exercício superior fundado no estabelecimento de contato, na união de partes disjuntas, daquilo que trazemos para junto de nós, porque nos falta, porque sem essas partes ainda somos mais inconclusos”, explica Agnaldo.
Já as obras do artista Arthur Arnold será um convite para contemplar as nuances da experiência humana em meio à coletividade, explorando tanto suas belezas quanto seus perigos. Seu trabalho se destaca pela exploração da relação entre o indivíduo e a identidade coletiva. Em sua jornada artística, ele mergulha nas complexidades da paisagem humana formada pelas multidões, onde as características individuais se diluem e se distorcem. Através da pintura, Arthur reflete sobre os efeitos da inserção do indivíduo no contexto das massas, independentemente das motivações por trás de cada agrupamento.
18 anos Matias Brotas
Ao longo de sua história, a Matias Brotas já realizou diversas exposições individuais e coletivas, participou de feiras nacionais e internacionais de arte. Sem falar no trabalho constante de formação de público realizando mais de 20 cursos de arte, viagens de imersão para destinos como Inhotim (MG), Usina de Arte (Recife) e até Bienal de Veneza. Recebeu também mais de 5 mil crianças através do seu projeto ArteCria, e contribui constantemente para a formação de coleções privadas e públicas no Espírito Santo e pelo Brasil. “Nos 18 anos da galeria, um dos nossos esforços sempre foi criar novas experiências para o colecionador, expandindo nossas relações para além das feiras, visitando ateliês, promovendo conversas entre críticos, curadores e artistas. Além de projetos especiais de formação de público, inclusive desde a infância. E é nesse propósito que continuaremos nosso trabalho, não só com ações no Espírito Santo e outros estados, como também expandindo para o mercado internacional”, explica Lara Brotas.
Tem mais talento capixaba fazendo história no cenário musical local. Desta vez é o grupo Mais Astral, referência do pagode praiano no Espírito Santo, que celebra 25 anos de carreira e vai marcar a data com a gravação de um audiovisual comemorativo no dia 31 de janeiro, no festival Delírio Tropical, na Praia de Itapuã, em Vila Velha.
Formado atualmente por Brunão Fernandes (voz), Christian Anderson (banjo), Jean Buquer (pandeiro), Thiago Nideck (cavaco) e Juninho Mariquito (reco), o Mais Astral ganhou projeção nacional em 2004 com a música “Loirinha do Pagode”, escolhida como tema da modelo argentina Antonela no Big Brother Brasil 4. A faixa integrou o álbum “Mais Astral ao Vivo”, gravado na antiga boate Blow-Up, na Praia da Costa, espaço que teve papel decisivo na consolidação do grupo.
Ao longo da carreira, a banda lançou os discos “O Gosto da Felicidade” (2006), produzido por Torcuato Mariano, e “No Quintal da Gente” (2010), que levou o grupo ao quadro “Garagem do Faustão”, do Domingão do Faustão, onde venceu três duelos com a música “Mulher Radar”. Em 2014, veio “Moqueca Musical”, com participações de músicos capixabas e releituras que ampliaram o repertório sem abrir mão da base do pagode.
Ao lado de grandes nomes do samba e pagode
O Mais Astral também passou por grandes palcos e eventos, como a Festa da Penha, o aniversário de Vitória e festivais de música, além de dividir o palco com nomes como Exaltasamba, Fundo de Quintal, Alcione e Jorge Aragão.
A partir de 2015, os integrantes passaram a se dedicar a projetos paralelos, o que reduziu a agenda de shows do Mais Astral. Ainda assim, o vocalista Bruno Fernandes garante que o grupo segue ativo e em sintonia para apresentações pontuais, com a possibilidade de retomar o ritmo original a qualquer momento. “Como resume o clássico de Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila e Sombrinha: “o show tem que continuar””, declara.
Mais Astral 25 anos – Gravação Audiovisual
Quando: 31 de janeiro (sábado), às 18h
Local: Festival Delírio Tropical, Praia de Itapoã – Vila Velha.
A estação mais quente do ano segue “pocando” no Espírito Santo e as opções de programação gratuita estão em alta. A dica para curtir a tarde deste sábado, dia 24 de janeiro, é visitar a Arena Esportiva de Verão, na Praia da Costa, em Vila Velha, que terá show do grupo Mania D’ Samba, a partir das 12h. O repertório do show promete um passeio por grandes sucessos do samba e do pagode.
Formado pelos músicos Marcus Castro, Netto Medici e Diego Bernardino, o Mania D’ Samba foi criado em 2010. A trajetória começou de forma despretensiosa, animando rodas de samba em encontros familiares, aniversários e festas entre amigos. Ao longo dos anos, o grupo conquistou espaço e passou a se apresentar em praticamente todas as casas noturnas da Grande Vitória, além de palcos no interior do estado, marcando presença também nos principais eventos dedicados ao samba e ao pagode.
As principais referências do grupo incluem nomes consagrados da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Fundo de Quintal e Belo. O repertório dos shows traz releituras de clássicos do samba e do pagode dos anos 1990 até a atualidade, combinando nostalgia e sucessos recentes.
Além das releituras, o Mania D’ Samba também aposta em músicas autorais. Um dos destaques é “Só no pagode”, canção já conhecida do público que acompanha a banda nos shows e nas redes sociais.
“Fazemos uma seleção para que o público cante e dance, com músicas mais antigas, que criam um clima de nostalgia, junto com os grandes sucessos da atualidade”, afirma o vocalista Marcus Castro.
Entre os projetos para 2026, o grupo prepara um passo importante na carreira: a gravação do primeiro audiovisual. “Queremos gravar mais músicas autorais e estamos em fase de preparação do nosso DVD, que é um sonho que será realizado em breve”, revelam Netto Medici e Diego Bernardino.
Então bora aproveitar o findi em família e ainda prestigiar os talentos capixabas? #FicaADica
Neste fim de semana tem a primeira edição de 2026 do ‘Reggae Sunset – Pé na Areia’ no Silva’s Beach Club, na Praia de Carapebus, na Serra. O evento acontece no sábado, dia 17 de janeiro, a partir das 17 horas. Entre as atrações confirmadas está Helio Bentes, vocalista da banda Ponto de Equilíbrio, que apresenta seu projeto solo, marcado pela fusão do reggae com referências de ancestralidade e da cultura popular brasileira. A programação conta ainda com os shows das bandas Cidade Verde Sounds, Kanabaus, Breeza e Forró Trio Potiguar, além do DJ Bravin, que vai assumir as picapes nos intervalos.
Os ingressos custam a partir de R$70 e estão à venda na plataforma Zig Tickets.
“Começar o ano com o Reggae Sunset é manter viva uma tradição que já se tornou referência para o público. É um evento que une música, natureza e uma energia muito positiva, do jeito que a gente acredita que 2026 merece começar”, afirmam os produtores Rodrigo Rosa e Léo Kbong, da Prospecta Eventos.
As atrações
Carioca de Vila Isabel, Helio Bentes soma mais de 20 anos à frente do Ponto de Equilíbrio e uma trajetória marcada por diversas influências musicais, além de parcerias com nomes como Ivete Sangalo, Marcelo D2 e Gabriel o Pensador. Seu projeto solo, OHB – Original Hélio Bentes, está em circulação pelo país há quase uma década.
Originária de Maringá, no Paraná, a banda Cidade Verde Sounds chega ao ‘Reggae Sunset – Pé na Areia’ representando a renovação do reggae nacional. A banda ganhou projeção em todo o país com uma sonoridade atual, que preserva a essência do gênero e incorpora elementos modernos, aliada a letras que dialogam com temas cotidianos e sociais, consolidando seu nome entre os principais expoentes da cena brasileira contemporânea.
A banda Kanabaus, criada no início dos anos 2000, retorna aos palcos em uma nova fase, fortalecendo sua identidade dentro do reggae nacional. A banda se destacou por canções que marcaram época e agora revisita sua trajetória com novos arranjos e propostas, mantendo a essência que conquistou o público e reforçando sua presença no cenário musical brasileiro.
Outra atração nacional do evento, o Forró Trio Potiguar, do Rio Grande do Norte, representa com autenticidade a força da música nordestina e a tradição do forró pé de serra. Com formação clássica – sanfona, zabumba e triângulo – o grupo valoriza ritmos como xote, baião e arrasta-pé, levando ao público um repertório que dialoga com as raízes culturais do Nordeste e, ao mesmo tempo, mantém a energia das festas populares.
Já a banda Breeza representa a nova geração do reggae capixaba. Suas músicas se destacam por letras que abordam temas como amor, conexão com a natureza e mensagens positivas.
‘Reggae Sunset – Pé na Areia’ com Helio Bentes, Cidade Verde Sounds, Kanabaus, Breeza, Forró Trio Potiguar e DJ Bravin Quando: 17 de janeiro (sábado), a partir das 17h Local: Silva’s Beach Club – Avenida Espírito Santo, 197 – Praia de Carapebus, Serra Ingressos: a partir de R$70