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Cultura

32º Festival de Cinema de Vitória: Documentário sobre o artista Aprígio Lyrio estreia em Sessão Especial 

O filme será exibido na Sessão Especial do festival, no dia 23 de julho, às 16 horas, no Teatro Sesc Glória

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Natural de Vitória, Aprígio Lyrio foi um artista musical da década de 1970, de uma geração fundamental para a contracultura capixaba e que tinha nomes como presente na geração de Ester Mazzi, Afonso Abreu e a banda Os Mamíferos. Fascinados pela figura deste capixaba, Tati Rabelo e Rodrigo Linhales registraram o documentário Mercúrio Cromo – A Vida e A Obra de Aprígio Lyrio. O filme será exibido na Sessão Especial do 32º Festival de Cinema de Vitória, dia 23 de julho, às 16 horas, na Sala Cariê Lindenberg, 2º andar do Sesc Glória.

“Somos apaixonados pela figura do Aprígio Lyrio — um artista talentoso, controverso, um ícone queer que enfrentou com coragem e irreverência a tradicional família capixaba. A ideia surgiu do nosso desejo de resgatar e dar visibilidade a personalidades LGBTQIAP+ que marcaram a cena cultural do Espírito Santo, mas que acabaram esquecidas com o tempo”, disse Rodrigo Linhales.

O diretor explica que ele e a diretora Tati Rabelo optaram por uma linguagem híbrida, mesclando ficção e documentário com uma estética teatral, minimalista e bastante simbólica. Durante o período de produção, Rodrigo Linhales admite a emoção por contar a biografia de Aprígio Lyrio.

“Atravessar as décadas da vida do Aprígio exigiu muita pesquisa e sensibilidade da equipe de figurino e beleza, que teve papel fundamental na construção das diferentes fases da vida dele. Um dos grandes desafios foi encontrar três atores que pudessem representar Aprígio na infância, juventude e fase adulta. Acreditamos que conseguimos fazer isso com muita verdade.”

Para interpretar Aprígio Lyrio, Tati e Rodrigo precisavam de alguém que estivesse pronto para encarar as características do artista. Assim, a escolha do também cantor Juliano Gauche foi primordial. “O Aprígio levava uma vida bastante desregrada e isso aparece no filme em várias cenas. O Juliano, na entrega intensa ao personagem, fumou muitos cigarros de verdade durante as gravações. Teve um momento em que ele passou mal, a pressão caiu e ele quase desmaiou. Foi um susto! Mas ele se recuperou rapidamente e seguimos com as filmagens. Foi uma situação inusitada, mas também um exemplo do quanto ele se entregou ao papel”.

As expectativas dos realizadores para a estreia do filme no Festival de Cinema de  Vitória é grande. “Somos cria do festival. Desde os nossos primeiros filmes, há mais de vinte anos, sempre sonhamos em exibir nossos trabalhos lá. Estrear esse filme no 32º Festival é simbólico e emocionante. Nos sentimos reconhecidos e gratos. É um misto de nervosismo e emoção — ouvir a reação do público, os risos, os silêncios. Tudo isso é muito impactante. É a primeira vez que o filme será exibido, então cada detalhe importa. Estamos empolgados e muito felizes por compartilhar essa história com o público”.

O 32° Festival de Cinema de Vitória, que transforma a cidade de Vitória na capital do cinema brasileiro, começa neste sábado (19) e vai até o dia 24. Ele conta com patrocínio da Petrobras e com patrocínio institucional do Instituto Cultural Vale e do Banestes, através da Lei de Incentivo à Cultura. Conta com o apoio da TV Gazeta, da Rede Gazeta, da Carla Buaiz Jóias, do Canal Brasil e do Hotel Senac Ilha do Boi, da TVE e do Fórum dos Festivais. Conta também com parceria do Sesc Espírito Santo. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte – IBCA.

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Cultura

Para todas as idades: Festival Tortinha Black reforça cultura afro-capixaba em Vitória

Evento gratuito acontece nos dias 21 e 23 de maio, unindo arte, educação antirracista e protagonismo negro em programação para todas as idades

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Vitória começa a entrar no ritmo de um dos eventos mais simbólicos do calendário cultural capixaba. O Festival Tortinha Black retorna nos dias 21 e 23 de maio, com uma proposta que mistura formação, lazer e valorização da cultura afro-brasileira em programação gratuita e aberta ao público. Criado por Fábio Carvalho, o festival aposta na cultura como ferramenta de transformação social. A edição de 2026 amplia seu alcance ao integrar um seminário voltado à educação antirracista com um grande encontro multicultural no Parque Baleia Jubarte, na Enseada do Suá.

Programação

O seminário “Quando a Palavra Vira Quilombo”, marcado para o dia 21 de maio, no Teatro Sesi, em Jardim da Penha, traz ao centro do debate a escrita negra como expressão de resistência e construção de narrativas. O encontro reúne pesquisadores e educadores que atuam diretamente na promoção da equidade racial.

Já no dia 23, o festival promete uma verdadeira imersão cultural ao longo de 10 horas de programação. Música, teatro, dança, oficinas e gastronomia compõem um mosaico de experiências que dialogam com ancestralidade e contemporaneidade.

Além das atividades culturais, o evento também impulsiona a economia local com uma feira de empreendedores, fortalecendo iniciativas criativas e comunitárias.

Programe-se e participe!

SEMINÁRIO TORTINHA BLACK: “Quando a Palavra Vira Quilombo”

Quando: 21 de maio (quinta-feira)
Local: Teatro Sesi (Jardim da Penha)

18h30: Credenciamento
19h: Recepção e boas-vindas
19h30: Mesa-redonda
20h30: Debate com o público

FESTIVAL TORTINHA BLACK

Quando: 23 de maio (sábado)
Local: Parque Baleia Jubarte (Praça do Papa, Enseada do Suá)

Programação ao longo do dia (10h às 19h):

●      Shows musicais

●      Teatro e dança

●      Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança e gastronomia)

●      Festival de pipas

●      Feira de Economia Solidária e Criativa com 20 empreendedores

Evento gratuito e classificação livre.

Fotos: Bárbara Bueno

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Cultura

Disco Voador leva experiência retrô ao Shopping Montserrat neste sábado (02)

A viagem sonora guiada por discos de vinil acontece neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h

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O charme das vitrolas e a atmosfera nostálgica do vinil que atravessa gerações estão de volta em uma experiência que celebra a música popular brasileira. É nesse clima retrô que o Shopping Montserrat recebe o projeto Disco Voador, neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h. A Varanda Montserrat, localizada no Piso L3, será palco de uma edição do evento, que reúne música, cultura e entretenimento em um ambiente pensado para toda a família. Os ingressos são gratuitos e limitados, com retirada exclusiva pelo Sá App.

O Disco Voador é um coletivo de DJs dedicado às brasilidades em vinil, conduzindo o público por uma experiência musical que mistura groove, nostalgia e pista de dança. Organizado pelo DJ Fabrício Bravim, o projeto nasceu da paixão pelos discos e pela riqueza da música brasileira, valorizando o formato analógico e a experiência única de ouvir música diretamente dos LPs.

Durante a apresentação, o público pode desfrutar de um repertório que passeia por clássicos e raridades da MPB, samba, soul brasileiro, funk, disco e tropicalismo, em sets cuidadosamente selecionados e mixados exclusivamente em vinil. Mais do que uma festa, o evento se consolida como um encontro cultural que conecta gerações e promove a valorização da música nacional.

Disco Voador – coletivo de DJs apresenta brasilidades em vinil em uma experiência musical retrô na Varanda Montserrat.

Quando: 02 de maio (sábado), das 16h às 22h

Local: Piso L3 do Shopping Montserrat

Ingressos: gratuitos e limitados com retirada pelo Sá App.

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Shows

Ex-BBB Raquele Cardozo estreia projeto voltado para o arrocha

O primeiro show da nova fase da artista acontece neste sábado, dia 2 de maio, na Singos, na Serra

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A capixaba Raquele Cardozo, conhecida nacionalmente após sua participação no Big Brother Brasil 24, inicia um novo capítulo em sua trajetória artística: a estreia de um projeto musical no segmento do arrocha. Cantora, empreendedora e influenciadora, Raquele transforma um talento que começou de forma espontânea dentro do reality em uma carreira estruturada nos palcos.

Natural de Conceição da Barra e criada em Jacupemba, Aracruz (ES), Raquele conquistou o público com sua autenticidade e carisma, ampliando sua visibilidade nacional e abrindo novos caminhos profissionais após o programa.

Após o reality, passou a integrar a nova formação do grupo Melanina Carioca, consolidando sua presença na música e ampliando sua experiência artística ao lado de nomes já conhecidos do cenário nacional.

Agora, em carreira solo, a artista aposta no arrocha como identidade sonora. O novo projeto inicia com releituras e marca um posicionamento mais pessoal e emocional, explorando sua potência vocal em um repertório que dialoga diretamente com o público. A escolha do gênero reforça sua conexão com a música popular e com histórias que falam de amor, superação e vivências reais.

Além da música, Raquele segue à frente de sua trajetória empreendedora, mas deu uma pausa em seu negócio no ramo da confeitaria, em Vila Velha, para se dedicar integralmente à carreira artística. Sua trajetória também é marcada por um forte discurso de autoestima, representatividade e empreendedorismo, especialmente como mulher preta que construiu sua própria marca.

“Esse projeto é a realização de um sonho que por muito tempo pareceu distante. A música sempre esteve no meu coração, e hoje poder viver isso com a minha identidade, do meu jeitinho, é muito especial. Sou muito grata a quem acreditou em mim e, principalmente, aos meus seguidores, que me dão força todos os dias. Esse trabalho tem muito de mim, é verdadeiro, feito com carinho, e eu tenho certeza que o público vai sentir isso”, diz a artista.

O projeto já tem data para estrear: o primeiro show acontece neste sábado, dia 2 de maio, na Singos, na Serra (ES), marcando oficialmente o início dessa nova fase nos palcos. 

Fotos: Braza Estúdio Criativo

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