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Cultura

Encontro histórico: FestCine Pedra Azul exibe documentário “Passado Presente” com pomeranos 25 anos após o lançamento

Sessão especial acontece nesta quarta-feira, dia 24, no Hotel Vista Azul, reunindo o diretor Luiz Eduardo Lerina e alguns personagens da produção, cerca de 30 descendentes pomeranos em um emocionante retorno à história e à cultura de seus antepassados

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7ª edição do FestCine Pedra Azul abre sua programação nesta quarta-feira, dia 24 de setembro, com um momento muito especial e marcante: a projeção do documentário “Passado Presente”, às 17h, no Auditório Eliezer Batista, no Hotel Vista Azul. A sessão, que celebra os 25 anos de lançamento da obra, promete um encontro raro entre arte, memória e identidade.

Dirigido pelo jornalista e documentarista carioca Luiz Eduardo Lerina, o filme acompanha a trajetória dos imigrantes pomeranos que chegaram ao Espírito Santo no final do século 19 e, isolados nas montanhas por quase cem anos, preservaram cultura, tradições e dialeto. Com 58 minutos de duração, a produção foi resultado de quase três anos de pesquisa e filmagens, com o diretor viajando oito vezes para a região, em estadias de pelo menos uma semana cada, para registrar de perto o cotidiano das comunidades pomeranas.

A exibição desta quarta-feira tem um valor único: com o apoio da Prefeitura de Domingos Martins, cerca de 30 pomeranos – outros também vindos por conta própria – estarão presentes, incluindo personagens retratados no documentário. “Este será o momento mais especial de toda a trajetória do filme, um reencontro com protagonistas que não vejo há mais de vinte anos”, afirma Lerina.

Ele cita, por exemplo, o casal Almeido Schwanz e Vera Schwambach, filmado em seu casamento em 1998, quando ele tinha 21 anos e ela 18. “Hoje eles já têm filhos casados, ele com quase 50 anos, e poder revê-los agora, junto a tantos outros, é de uma emoção indescritível”, completa.

Luiz ao lado de alguns dos personagens principais, na 7ª edição do Festival de Cinema de Vitória, no qual conquistou o prêmio especial do júri. Foto: Acervo Pessoal

Premiado como Melhor Documentário Brasileiro (2000) pela Associação Brasileira de Documentaristas-RJ, além de laureado no 7º Festival de Cinema de Vitória e reconhecido em mostras na Alemanha, como o Freiburg Film ForumPassado Presente é uma viagem ao passado que ressurge com força no presente, reforçando a importância da preservação cultural.

Com cerca de 15 documentários no currículo, Luiz Eduardo Lerina já abordou temas como urbanismo, arquitetura, ecologia, saúde, história e educação. O interesse pela imigração, porém, sempre o acompanhou. “Na época, eu pensava em retratar várias etnias, como japonesa, italiana e libanesa, mas só consegui recursos para uma. Escolhi a pomerana por achar etnograficamente fascinante e por ser um recorte que falava de isolamento, preservação e pertencimento”, revela o diretor.

Para o trio de organizadores do festival, Marcoz Gomez, Alex Reis e Patricia Secco, a presença de Passado Presente reforça a essência do FestCine Pedra Azul como um espaço de valorização da memória e de fortalecimento da cultura regional. “Exibir uma obra que documenta a história da imigração pomerana justamente no coração da serra capixaba é um presente para o público e para o Espírito Santo. O cinema tem o poder de eternizar identidades e de conectar gerações, e este encontro entre personagens e espectadores sintetiza o papel do festival: fomentar a cultura, estimular o turismo e manter viva a história de nosso povo”, destacam.

Exibição do documentário ‘Passado Presente’ no 7º FestCine Pedra Azul

Quando: 24 de setembro (quarta-feira), às 17h

Local: Auditório Eliezer Batista, no Hotel Vista Azul

Entrada gratuita

Instagram: @festcinepedraazul

Site: www.festcinepedraazul.com.br

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Cultura

Para todas as idades: Festival Tortinha Black reforça cultura afro-capixaba em Vitória

Evento gratuito acontece nos dias 21 e 23 de maio, unindo arte, educação antirracista e protagonismo negro em programação para todas as idades

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Vitória começa a entrar no ritmo de um dos eventos mais simbólicos do calendário cultural capixaba. O Festival Tortinha Black retorna nos dias 21 e 23 de maio, com uma proposta que mistura formação, lazer e valorização da cultura afro-brasileira em programação gratuita e aberta ao público. Criado por Fábio Carvalho, o festival aposta na cultura como ferramenta de transformação social. A edição de 2026 amplia seu alcance ao integrar um seminário voltado à educação antirracista com um grande encontro multicultural no Parque Baleia Jubarte, na Enseada do Suá.

Programação

O seminário “Quando a Palavra Vira Quilombo”, marcado para o dia 21 de maio, no Teatro Sesi, em Jardim da Penha, traz ao centro do debate a escrita negra como expressão de resistência e construção de narrativas. O encontro reúne pesquisadores e educadores que atuam diretamente na promoção da equidade racial.

Já no dia 23, o festival promete uma verdadeira imersão cultural ao longo de 10 horas de programação. Música, teatro, dança, oficinas e gastronomia compõem um mosaico de experiências que dialogam com ancestralidade e contemporaneidade.

Além das atividades culturais, o evento também impulsiona a economia local com uma feira de empreendedores, fortalecendo iniciativas criativas e comunitárias.

Programe-se e participe!

SEMINÁRIO TORTINHA BLACK: “Quando a Palavra Vira Quilombo”

Quando: 21 de maio (quinta-feira)
Local: Teatro Sesi (Jardim da Penha)

18h30: Credenciamento
19h: Recepção e boas-vindas
19h30: Mesa-redonda
20h30: Debate com o público

FESTIVAL TORTINHA BLACK

Quando: 23 de maio (sábado)
Local: Parque Baleia Jubarte (Praça do Papa, Enseada do Suá)

Programação ao longo do dia (10h às 19h):

●      Shows musicais

●      Teatro e dança

●      Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança e gastronomia)

●      Festival de pipas

●      Feira de Economia Solidária e Criativa com 20 empreendedores

Evento gratuito e classificação livre.

Fotos: Bárbara Bueno

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Cultura

Disco Voador leva experiência retrô ao Shopping Montserrat neste sábado (02)

A viagem sonora guiada por discos de vinil acontece neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h

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O charme das vitrolas e a atmosfera nostálgica do vinil que atravessa gerações estão de volta em uma experiência que celebra a música popular brasileira. É nesse clima retrô que o Shopping Montserrat recebe o projeto Disco Voador, neste sábado, dia 02 de maio, a partir das 16h. A Varanda Montserrat, localizada no Piso L3, será palco de uma edição do evento, que reúne música, cultura e entretenimento em um ambiente pensado para toda a família. Os ingressos são gratuitos e limitados, com retirada exclusiva pelo Sá App.

O Disco Voador é um coletivo de DJs dedicado às brasilidades em vinil, conduzindo o público por uma experiência musical que mistura groove, nostalgia e pista de dança. Organizado pelo DJ Fabrício Bravim, o projeto nasceu da paixão pelos discos e pela riqueza da música brasileira, valorizando o formato analógico e a experiência única de ouvir música diretamente dos LPs.

Durante a apresentação, o público pode desfrutar de um repertório que passeia por clássicos e raridades da MPB, samba, soul brasileiro, funk, disco e tropicalismo, em sets cuidadosamente selecionados e mixados exclusivamente em vinil. Mais do que uma festa, o evento se consolida como um encontro cultural que conecta gerações e promove a valorização da música nacional.

Disco Voador – coletivo de DJs apresenta brasilidades em vinil em uma experiência musical retrô na Varanda Montserrat.

Quando: 02 de maio (sábado), das 16h às 22h

Local: Piso L3 do Shopping Montserrat

Ingressos: gratuitos e limitados com retirada pelo Sá App.

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Shows

Ex-BBB Raquele Cardozo estreia projeto voltado para o arrocha

O primeiro show da nova fase da artista acontece neste sábado, dia 2 de maio, na Singos, na Serra

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A capixaba Raquele Cardozo, conhecida nacionalmente após sua participação no Big Brother Brasil 24, inicia um novo capítulo em sua trajetória artística: a estreia de um projeto musical no segmento do arrocha. Cantora, empreendedora e influenciadora, Raquele transforma um talento que começou de forma espontânea dentro do reality em uma carreira estruturada nos palcos.

Natural de Conceição da Barra e criada em Jacupemba, Aracruz (ES), Raquele conquistou o público com sua autenticidade e carisma, ampliando sua visibilidade nacional e abrindo novos caminhos profissionais após o programa.

Após o reality, passou a integrar a nova formação do grupo Melanina Carioca, consolidando sua presença na música e ampliando sua experiência artística ao lado de nomes já conhecidos do cenário nacional.

Agora, em carreira solo, a artista aposta no arrocha como identidade sonora. O novo projeto inicia com releituras e marca um posicionamento mais pessoal e emocional, explorando sua potência vocal em um repertório que dialoga diretamente com o público. A escolha do gênero reforça sua conexão com a música popular e com histórias que falam de amor, superação e vivências reais.

Além da música, Raquele segue à frente de sua trajetória empreendedora, mas deu uma pausa em seu negócio no ramo da confeitaria, em Vila Velha, para se dedicar integralmente à carreira artística. Sua trajetória também é marcada por um forte discurso de autoestima, representatividade e empreendedorismo, especialmente como mulher preta que construiu sua própria marca.

“Esse projeto é a realização de um sonho que por muito tempo pareceu distante. A música sempre esteve no meu coração, e hoje poder viver isso com a minha identidade, do meu jeitinho, é muito especial. Sou muito grata a quem acreditou em mim e, principalmente, aos meus seguidores, que me dão força todos os dias. Esse trabalho tem muito de mim, é verdadeiro, feito com carinho, e eu tenho certeza que o público vai sentir isso”, diz a artista.

O projeto já tem data para estrear: o primeiro show acontece neste sábado, dia 2 de maio, na Singos, na Serra (ES), marcando oficialmente o início dessa nova fase nos palcos. 

Fotos: Braza Estúdio Criativo

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